Postdoctoral Fellowship in Energy Science, Nanotechnology, Materials in the USA (Deadline: 30 Oct 2015).

The Consortium for Innovation on Nanotechology, Energy and Materials (CINEMA) aims to foster collaboration between Brazil and the United States in renewable energy and nanotechnology. Over 50 professors and researchers are looking to mentor and host Brazilian postdocs at US institutions.

A competitive stipend starting at US$ 44,310 will be offered to selected candidates for 1-2 years through Brazil’s Science without Borders program and the State Funding Agencies.

The CINEMA program is administered by the Renewable and Sustainable Energy Institute (RASEI), a joint institute between the National Renewable Energy Laboratory (NREL) and the University of Colorado Boulder.  Sponsors include MCTI, CNPq, CNPEM, and CONFAP.

Opportunities for fellowships exist at NREL, MIT, Stanford, the University of Colorado Boulder, Colorado School of Mines, and Colorado State University.

Check the website for details including research areas and how to apply: http://www.colorado.edu/rasei/cinema/application-information.

The next deadline is October 30, 2015 and occurs twice-yearly (February and October).

Memorial Lecture “Joaquim da Costa Ribeiro” será para Eloisa Biasotto Mano.

Desde 2011, anualmente, a SBPMat outorga uma distinção a um pesquisador de trajetória destacada na área de Materiais, quem profere uma palestra durante o encontro anual da sociedade. O nome do ato é “Palestra memorial Joaquim da Costa Ribeiro”, em homenagem a esse pioneiro da pesquisa experimental em Materiais no Brasil. Em 2015, esta honraria da SBPMat será entregue a Eloisa Biasotto Mano, professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), durante a abertura do XIV Encontro da SBPMat, no dia 27 de setembro às 19 horas no centro de convenções SulAmérica (Rio de Janeiro). Na ocasião, além de receber a distinção, a professora Biasotto Mano falará sobre a importância dos materiais macromoleculares.

Eloisa Biasotto Mano nasceu no dia 24 de outubro de 1924 no Rio de Janeiro.  Até os 13 anos de idade, ela desconhecia o que era a ciência e o trabalho do cientista – temas ainda pouco presentes no Brasil e pouco acessíveis ao público numa época em que nem a televisão existia por aqui. Mas os livros existiam, e Eloisa tinha acesso a muitos deles na gráfica onde o tio dela trabalhava como editor. A moça, que era muito séria e responsável, tinha sido incumbida de revisar as provas tipográficas de obras traduzidas do francês. E eis que Eloisa teve que ler “Madame Curie”, uma biografia da cientista nascida na Polônia que tinha ganhado dois prêmios Nobel, e que falecera poucos anos atrás. “Achei tão bacana alguém se interessar tanto por alguma coisa e ter a vida que ela tinha tido”, lembra Eloisa em entrevista no documentário “Eloisa Mano”. Foi assim que Eloisa descobriu a palavra “química” e começou a se interessar por essa área do conhecimento.

Aos 20 anos de idade, Eloisa Mano ingressou na Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil (UB), atual UFRJ, para realizar os estudos de grado. Estamos falando dos anos de 1940, em que menos de 40% das mulheres (e menos de 50% dos homens) eram alfabetizadas no país. O ensino superior era incipiente; as instituições podiam ser contadas com os dedos das mãos. Mas Eloisa formou-se em Química Industrial em 1947. Em 1955, obteve também o diploma do recém-criado curso de Engenharia Química. Em 1949, ela fez uma especialização em tecnologia de borracha no Instituto Nacional de Tecnologia, uma das poucas instituições que, na época, contava com infraestrutura para pesquisa experimental. Perante seu bom desempenho, foi convidada a permanecer na instituição como química tecnologista, o que lhe permitiu adquirir experiência em tecnologia de polímeros.

Nesse momento, Eloisa já tinha uma formação universitária, mas ela sentia que podia aprender mais. Pensou que deveria existir uma boa opção fora do Brasil e que ela poderia, de alguma maneira, arrumar os meios para viajar, pois ela não poderia pagar as despesas com recursos próprios. Então ela bateu à porta da Embaixada dos Estados Unidos e foi recebida com uma ótima notícia: havia uma bolsa para alguém com o perfil dela. Dessa maneira, entre 1956 e 1957, ela conseguiu realizar um treinamento em ciência de polímeros na Universidade de Illinois, nos EUA, sob a orientação do professor Carl Shipp Marvel – considerado um grande cientista e um pioneiro na área de Química Orgânica/Polímeros.

Após a experiência no exterior, Eloisa voltou à Escola Nacional de Química da UB e passou cerca de cinco anos trabalhando na área de Microbiologia Industrial, tendo o professor Raymundo Augusto de Castro Moniz de Aragão como mentor. Aragão era um dos incentivadores da criação na UB de um instituto de Química, voltado à pesquisa e pós-graduação, o que aconteceu em 1959. Mais adiante, o professor Aragão seria reitor da universidade e ministro da Educação e Cultura do Brasil.

Em 1960, Eloisa Mano obteve o grau de doutora pela UB com uma tese na área de Química Orgânica. Em 1962, foi aprovada num concorrido concurso do Instituto de Química da UB e obteve a cátedra de Química Orgânica. Nesse mesmo ano, o Instituto de Química se tornou uma das primeiras instituições do país a oferecer cursos de pós-graduação, ao abrir as inscrições para os mestrados em Química Orgânica e Bioquímica.

Em 1964, Eloisa saiu novamente do Brasil para seu segundo treinamento em ciência de polímeros, este na Universidade de Birmingham (Inglaterra), com o Professor J.C. Bevington. No ano seguinte, Eloisa estava de volta ao Brasil e à universidade, cujo nome mudara para o atual UFRJ justamente nesse 1965. Em 1968, a professora criou o primeiro grupo de pesquisa em Polímeros do Brasil, formado inicialmente por 9 mestrandos orientados por ela, que trabalhavam no campus da Praia Vermelha, no bairro carioca da Urca. O Grupo de Polímeros ganhou boa fama e começou a atrair, constantemente, novos membros, mas a infraestrutura edilícia não acompanhava o crescimento do grupo.

Em 1972, o grupo conseguiu financiamento de órgãos governamentais para a construção de um novo prédio, no campus da UFRJ na Ilha do Fundão, na Baía de Guanabara. O grupo passou então passou a chamar-se “Núcleo Macromolecular”. Eloisa cuidou pessoalmente do projeto do prédio, e continuou cuidando com carinho de seu local de trabalho depois de concluída a construção, em 1978.

Em 1976, o núcleo foi transformado no Instituto de Macromoléculas (IMA), e a professora Eloisa se tornou a sua primeira diretora, posição que ocupou até sua aposentadoria compulsória, em 1994. Nesse ano, o IMA teve seu nome modificado para Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano. Em 1995 Eloisa foi nomeada professora emérita da UFRJ.

Em paralelo a seu trabalho no IMA, a professora Eloisa desenvolveu uma atuação internacional que contribuiu a internacionalizar o IMA, gerando oportunidades no exterior para os alunos do instituto. Além de fazer parte do comitê editorial de vários periódicos nacionais e internacionais da área de polímeros, Eloisa foi pesquisadora e professora visitante em universidades e institutos de pesquisa da Holanda, Noruega e Espanha (1972), Alemanha (1976), México e Estados Unidos (1977), Argentina (1978), Japão (1979), Chile (1983), França (1989), entre outros.

Em mais de meio século dedicado à pesquisa, Eloisa Mano orientou cerca de 50 trabalhos de mestrado e doutorado, e publicou 17 livros, 4 capítulos de livros e mais de 200 artigos em periódicos científicos nacionais e internacionais. Nessas publicações, ela contou com a colaboração de cerca de 250 coautores.

Sua atuação foi reconhecida por meio de prêmios e distinções por numerosas e diversas entidades, como a American Chemical Society (ACS), Society of Plastics Engineers (SPE), Society of Polymer Science, Sociedade Brasileira de Química (SBQ), Associação Brasileira de Química (ABQ), Associação Brasileira de Polímeros (ABPol), Conselho Regional de Química, Prefeitura do Rio de Janeiro, Presidência da República do Brasil e associações empresariais do Rio de Janeiro.

Entrevistas com palestrantes de plenárias do XIV Encontro: Nader Engheta.

Foto do prof. Nader Engheta sobreposta a algumas imagens relacionadas a pesquisas dele. Crédito: Felice Macera, fotógrafo da Universidade de Pennsylvania.

Materiais fabricados com a aplicação do estado-da-arte da ciência e engenharia de materiais e da nanotecnologia podem fazer com que ondas eletromagnéticas como a luz se comportem de modo extraordinário… e útil para aplicações em diversos segmentos.

Para falar sobre esse assunto, o XIV Encontro da SBPMat contará com a presença do professor Nader Engheta (Universidade de Pennsylvania, EUA), um reconhecido líder mundial da pesquisa em metamateriais – materiais criados pelo ser humano por meio de micro ou nanoengenharia, que interagem com as ondas eletromagnéticas de modos não encontrados na natureza. Os metamateriais podem esculpir as ondas para conseguir interações extraordinárias entre luz e matéria.

No Rio de Janeiro, Engheta falará sobre cenários “extremos” gerados a partir de metamateriais: luz viajando em máxima velocidade através de estruturas artificiais, dispositivos ópticos de um átomo de espessura, metamateriais que realizam operações matemáticas, circuitos miniaturizados – ópticos em vez de eletrônicos – compostos por metamateriais, e estruturas com índice de refração próximo de zero.

Já na sua infância em Teerã (capital do Irã), Nader Engheta desenvolveu uma curiosidade especial por compreender fenômenos relacionados a ondas. Foi essa curiosidade que o impulsionou a cursar a graduação em Engenharia Elétrica na Universidade de Teerã, obtendo o diploma de “Bachelor of Science”. Em 1978, foi aos Estados Unidos para continuar com a sua formação em Engenharia Elétrica no prestigiado Instituto de Tecnologia de California (Caltech). Inicialmente obteve o título de mestre e, em 1982, defendeu sua tese de doutorado, da área de eletromagnetismo. Depois de um pós-doutorado na mesma instituição, Engheta atuou como cientista na indústria por quatro anos, trabalhando novamente com eletromagnetismo.

Em 1987, foi contratado pela Universidade de Pennsylvania (Penn), onde ascendeu rapidamente na carreira de professor. Desde 2005, ocupa a cátedra H. Nedwill Ramsey de Engenharia Elétrica e de Sistemas, além de lecionar nos departamentos de Engenharia Elétrica e de Sistemas, de Física e Astronomia, Bioengenharia e Ciência e Engenharia de Materiais. Engheta é coeditor do livro “Metamaterials: Engineering and Physics Explorations“, da editora Wiley-IEEE, lançado em 2006, e autor de 28 capítulos de livros. Em 2012, foi coordenador da Gordon Research Conference on Plasmonics.

Dono de um número H de 69 segundo o Google Scholar, Engheta tem mais de 21.400 citações.

Suas contribuições à ciência e engenharia têm recebido importantes reconhecimentos e distinções de diversas entidades, como a sociedade internacional de óptica e fotônica, SPIE (“2015 SPIE Gold Medal”), a união internacional de ciência de rádio, URSI (“2014 Balthasar van der Pol Gold Medal”) e a organização internacional profissional de engenheiros elétricos e eletrônicos, IEEE (“2015 IEEE Antennas and Propagation Society Distinguished Achievement Award“, “2013 Benjamin Franklin Key Award”, “2012 IEEE Electromagnetics Award”, “IEEE Third Millennium Medal”), entre muitas outras entidades. Ele também é fellow da Materials Research Society (MRS), American Physical Society (APS), Optical Society of America (OSA), American Association for the Advancement of Science (AAAS), SPIE, and IEEE. Engheta também recebeu vários prêmios por sua atuação no ensino.  Em 2006, a prestigiada revista de divulgação científica Scientific American o escolheu como um dos 50 líderes em ciência e tecnologia por seu desenvolvimento de nanocircuitos ópticos inspirados em metamateriais.

Segue uma entrevista com este plenarista do XIV Encontro da SBPMat.

Boletim da SBPMat: – Em sua opinião, quais são suas contribuições mais significativas nos temas relacionados à sua palestra plenária no XIV Encontro da SBPMat? Explique-as muito brevemente, por favor, e, se possível, compartilhe referências dos artigos ou livros resultantes, ou comente se esses estudos produziram patentes, produtos, empresas derivadas etc.

Nader Engheta: – Eu tenho muito interesse na interação luz-matéria, e no meu grupo nós exploramos diferentes métodos para manipular e  otimizar a interação de ondas com estruturas materiais, tanto no domínio óptico como no das microondas. Estou muito feliz com todos os tópicos de pesquisa nos quais o meu grupo e eu temos trabalhado. Alguns desses tópicos incluem (1) O nanocircuito metatrônico óptico, no qual nós trouxemos a noção de elementos de circuito “aglomerado” (“lumped”) da eletrônica para o campo da nanofotônica, desenvolvendo um novo paradigma no qual as nanoestruturas materiais podem funcionar como elementos de circuito óptico. Em outras palavras, “materiais se tornam circuitos” operando com sinais ópticos. Dessa forma, a nanofotônica pode ser modulada de uma maneira análoga à da eletrônica. Isso permite processar sinais ópticos em nanoescala, (2) Metamateriais que podem fazer matemática: dando sequência a nosso trabalho em metatrônica óptica, nós estamos explorando como materiais projetados adequadamente (ex. materiais em camadas) podem interagir com luz de tal forma que seja possível realizar operações matemáticas com luz. Em outras palavras, nós estamos explorando as seguintes questões: Os materiais podem ser especialmente projetados para realizar processamento analógico com a luz em nanoescala? Na medida em que a luz propaga através de tais estruturas materiais projetadas adequadamente, os perfis dos sinais de saída poderiam se assemelhar aos resultados de certas operações matemáticas (tal como diferenciação ou integração) nos perfis dos sinais de entrada? Em outras palavras, nós podemos projetar materiais para operações matemáticas específicas para realizar um “cálculo fotônico” em nanoescala? (3) Cenários extremos na interação luz-matéria: isso pode incluir dimensionalidade extrema, como fotônica de grafeno como plataforma com espessura de um átomo para manipulação de luz, metamateriais extremos no qual parâmetros materiais tais como permissividade relativa e permeabilidade relativa atinjam valores próximos do zero. Essa categoria de materiais, que nós nomeamos materiais épsilon-próximo-do zero, mu-próximo do zero (MNZ) e épsilon-e-mu-próximo do zero (EMNZ) exibem características bastante interessantes em sua resposta à interação com ondas eletromagnéticas.

Referências:

  • N. Engheta, “Circuits with Light at Nanoscales:  Optical Nanocircuits Inspired by Metamaterials”, Science, 317, 1698-1702 (2007).
  • N. Engheta, A. Salandrino, A. Alu, “Circuit Elements at Optical Frequencies:  Nano-Inductor, Nano-Capacitor, and Nano-Resistor,” Physical Review Letters, 95, 095504 (2005).
  • N. Engheta, “Taming Light at the Nanoscale,”  Physics World , 23(9), 31-34 (2010).
  • A. Vakil and N. Engheta, “Transformation Optics Using Graphene,” Science, 332, 1291-1294 (2011).
  • A.Silva, F. Monticone, G. Castaldi, V. Galdi, A. Alu, and N. Engheta, “”Performing Mathematical Operations with Metamaterials,” Science, 343, 160-163 (2014).
  • M. G. Silveirinha and N. Engheta, “Tunneling of Electromagnetic Energy through Sub-Wavelength Channels and Bends Using Epsilon-Near-Zero (ENZ) Materials,” Physical Review Letters, 97, 157403 (2006).
  • N. Engheta, “Pursuing Near-Zero Response”, Science, 340, 286-287 (2013).
  • A.M. Mahmoud and N. Engheta, “Wave-Matter Interaction in Epsilon-and-Mu-Near-Zero Structures”, Nature Communications, 5:5638, December 5, 2014.

Boletim da SBPMat: – Ajude-nos a visualizar os metamateriais desenvolvidos por seu grupo. Escolha um de seus materiais fotônicos favoritos e conte-nos, brevemente, do que ele é feito, qual sua propriedade principal e quais seriam suas possíveis aplicações.

Nader Engheta: – Uma das estruturas desenvolvidas pelo meu grupo é o nanocircuito metatrônico para regime de IV médio (de 8 a 14 mícrons), no qual nós adaptamos e construímos adequadamente nanobastões de Si3N4 com larguras e espessuras específicas, separados por um espaço específico. Esses arranjos de nanobastões de Si3n4 funcionam como coleções de nanoindutores ópticos, nanocapacitores ópticos e nanorresistores ópticos no IV médio. Nós demonstramos que tais estruturas se comportam como circuitos ópticos de nanoescala, com funcionalidade análoga aos filtros eletrônicos, mas aqui essas estruturas materiais operam em regimes de IV médio. Nós demostramos como essas estruturas operam como filtros ópticos no IV médio, oferecendo aplicações interessantes para futuros dispositivos e componentes ópticos integrados.

Referência:

  • Y. Sun, B. Edwards, A. Alu, and N. Engheta, “Experimental Realization of Optical Lumped Nanocircuit Elements at Infrared Wavelengths,” Nature Materials, 11, 208-212 (2012)

Posteriormente, em colaboração com a minha colega professora Cherie Kagan e seu grupo na UPenn, nós ampliamos esse trabalho para o regime próximo ao IV (de 1 a 3 mícrons). Nesse caso, nós usamos o óxido de índio dopado com estanho (ITO) como o material de escolha, com projeto e padrão adequado de nanobastões de ITO. Nós também demonstramos que tais circuitos metatrônicos óticos baseados em ITO funcionam como uma plataforma interessante para circuitos e filtragem óptica. Isso pode ter interessantes possibilidades na fotônica de silício.

Referência:

  • H. Caglayan, S.-H. Hong, B. Edwards, C. Kagan, and N. Engheta, “Near-IR Metatronic Nanocircuits by Design,” Physical Review Letters, 111, 073904 (2013).

Boletim da SBPMat: – Se quiser, deixe uma mensagem ou convite para sua palestra plenária aos leitores que participarão do XIV Encontro da SBPMat.

Nader Engheta: – Uma das características mais excitantes de fazer ciência é a alegria da busca do desconhecido e a emoção da descoberta. Eu sempre acredito que nós devemos seguir nossa curiosidade e nossa paixão pela descoberta. Também, em ciência e tecnologia é importante manter o equilíbrio entre a complexidade e a simplicidade na busca por soluções às inquisições científicas.

Mais

Victor Pandolfelli (UFSCar) recebe prêmio de materiais cerâmicos para alta temperatura da American Ceramic Society.

Pandolfelli segurando a placa do prêmio, junto a premiados em anos anteriores, durante a cerimônia. Foto cedida por Victor Pandolfelli.

O professor Victor Carlos Pandolfelli, do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (DEMa – UFSCar), recebeu o “Theodore J. Planje — St. Louis Refractories Award – 2015“. O prêmio é a maior honraria instituída pela American Ceramic Society (ACerS) para pesquisadores ou profissionais que trabalham na área de materiais cerâmicos para alta temperatura.

Criado em 1967, o prêmio nunca havia sido outorgado a um pesquisador latino-americano ou mesmo do hemisfério sul. Não há inscrição pessoal para concorrer ao prêmio, pois a mesma é feita por indicação da comunidade internacional, posteriormente avaliada por um comitê que considera a história do candidato, suas realizações profissionais e, principalmente, o impacto da sua contribuição na área.

A premiação ocorreu durante a realização do 51st Annual Symposium on Refractories, realizado na cidade de St Louis nos Estados Unidos. Na ocasião, Pandolfelli apresentou uma palestra intitulada “The greatest challenge for the future of the materials engineering area“, na qual ressaltou que as conquistas alcançadas pelo setor no passado não garantem as vitórias para os desafios presentes e futuros. Para refletir sobre o assunto o pesquisador falou na sua apresentação sobre as evoluções na área de Engenharia de Materiais e a necessidade atual da transversalidade do conhecimento para atender os desafios da Engenharia de Sistemas Complexos.

CeRTEV endeavors a great effort towards glass education and networking.

The São Paulo Advanced School on Glasses and Glass-ceramics, organized by the Center for Research, Technology and Education for Vitreous Materials (CeRTEV) of the Federal University of São Carlos (UFSCar) was held during August 1-9, 2015, in São Carlos, SP, Brazil. It counted on generous financial support from the São Paulo Research Foundation (FAPESP), the Department of Materials Engineering (DEMa-UFSCar), the Institute of Physics (IFSC)-USP, Brazil, and Owens-Illinois, USA.

The School was widely advertised during 2 months at CeRTEV´s email list of glass researchers, at Klaus Bange´s email list, and on key web sites related to glass research: American Ceramic Society, Society of Glass Technology, International Comission on Glass, Linkedin (glass research and technology groups), Brazilian Ceramic Society, Brazilian Physical Society, FAPESP, SBPMat (Brazil-MRS), as well as in some journals: Nature, ACerS Ceramic Bulletin, and Glass International.

The participants were selected among hundreds of applicants from around the globe. The selection criteria included a thorough analysis of their CVs, recommendation letters, and the scientific standing of their current research group. The large number of applications and the outstanding quality of many of them made this process quite difficult. In the end, approximately 100 highly qualified students from 19 countries were accepted. Among the  international participants were 12 from the US, 8 from France, 7 from Germany, 6 from India, 3 from Italy, 3 from Colombia, 3 from Russia, 3 from China, 2 from Canada, 2 from Argentina, 2 from Turkey, 2 from the Czech Republic, and one each from Spain, Finland, Korea, Japan, UK, Portugal and Tunisia, plus about 40 students from Brazil. Twenty extra guest students and professors were allowed to attend the classes. The organizers covered the travel, meals and accommodation expenses of most of the selected PhD students and instructors.

The school program covered several key, state-of-the-art, topics on glass and glass-ceramics, ranging from structural characterization to relaxation,  thermodynamics, crystallization, and properties. The program comprised 11 lectures of 2 hours each, and 3 tutorials about the powerful SciGlass database/software – with a free user license for all the attendees during the School days.

The first day started with an overview of the school objectives and the overall plan (delivered by Prof. Edgar D. Zanotto). The second day started with a “fire” session, where the students had a 1 minute to “sell” the highlights of their PhD research work and poster. In the next day, the school was opened with Professor Hellmut Eckert´s lecture on “Glass structure by NMR techniques”, followed by a lecture by Prof. P.S. Pizzani entitled “Glass structure by Raman spectroscopy”. In the afternoon, the students were assembled into groups of five and a challenge was proposed: to develop – under the guidance of an assigned tutor – an original proposal for a postdoctoral research project on a topic related to glass or glass-ceramics, to be presented at the end of the school, as a requirement for their final “diploma”. This day ended with a practical tutorial of SciGlass, coordinated by Dr. Alex Priven. On the fourth day, the school started with Professor Prabhat Gupta´s lecture on “Structural and stress relaxation in glasses”, followed by Prof. J.P. Rino´s lecture on “Dynamic processes in glass by MD simulation”. After lunch, Prof. Zanotto presented the lecture “Nucleation, growth and crystallization of glasses”, which was followed by another SciGlass tutorial session. The fifth day started with a lecture on “Optical properties of vitreous materials” delivered by Prof. Ballato followed by Prof. A. S. S. de Camargo´s lecture “Spectroscopic techniques applied to glasses and glass-ceramics”. In the afternoon the students had a guided visit to several laboratories of the Physics and Materials Engineering Departments of UFSCar. Lectures on “Mechanical properties of glasses” (Prof. V. Sglavo, Italy) and “Mechanical properties of glass-ceramics” (Prof. F. Serbena, Brazil) were presented on the sixth day of the school.  After lunch, the students attended the final tutorial class on SciGlass and presented the main results of their PhD work in a 2-hour poster session. On Friday, the 7th day, Prof. A. Ghosh delivered his lecture on “Electrical properties of vitreous materials”. After this lecture, the students were invited to visit the laboratories of the Physics Institute of the University of São Paulo (USP). The afternoon was dedicated to the final discussions about the postdoctoral projects.  The 8th day started with the presentations of Prof. Peitl, Marina Trevelin, Clever Chinaglia (all from CeRTEV (Brazil) and Murilo Crovace on “Bioactive glasses and glass-ceramics”. After this presentation, Prof. Osvaldo N. Oliveira Junior gave an overview of FAPESP`s funding opportunities for young researchers’ projects. Profs. Zanotto´s and Eckert´s talks on research opportunities at CeRTEV finished the morning talks. The remainder of the day was dedicated to working on the students´ research proposals, which were then defended during the final day of the conference. All the 18 presentations were of very high quality and very interesting research ideas were proposed. Many professors and attendees commented that they will likely build on some of these ideas in their own future research! The school ended with Prof. Zanotto´s and Eckert´s farewell speeches and acknowledgements.  The lectures and other information can be downloaded from http://www.certev.ufscar.br/g-cc-brasil.

The vast majority of received feedback indicates that the school was a great success and should be repeated. This was likely one of the largest short courses focusing on glass education worldwide. We are confident that the attendees have benefitted greatly from the information and perspectives presented at this school and that they will return home to their on-going research projects with inspiration and new ideas. We hope to remain in touch with these future leaders in academic and industrial glass research, to develop collaborations and joint research projects with them and their advisors in the future.

M. R. B. Andreeta, A. C. M. Rodrigues, E. D. Zanotto and H. Eckert

CeRTEV (www.certev.ufscar.br), São Carlos, SP, Brazil

Oportunidade de bolsas de pós-doutorado junto ao DIMARE/INPE.

O grupo DIMARE (Diamante e Materiais Relacionados) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE– São José dos Campos) anuncia a disponibilidade de 2 (duas) bolsas de Pós-Doutorado Júnior (PDJ) do CNPq para início imediato, por um período de 12 (doze) meses, com possibilidade de prorrogação. Os bolsistas selecionados desenvolverão os seguintes projetos:

Projeto 1 – Incorporação de nano partículas no crescimento de filmes de DLC para aplicações Espaciais e Biológicas  (1 bolsa).

Projeto 2 – Estudo teórico-experimental da síntese de Diamante-CVD mono e policristalino visando aplicação em conversores termiônicos (1 bolsa).

Requisitos do candidato à bolsa PDJ

O candidato indicado para recebimento da bolsa de pós-doutorado júnior deverá atender aos seguintes requisitos:

a) possuir título de doutor há menos de 7 anos, quando da implementação da bolsa, no caso de proposta aprovada;

b) dedicar-se às atividades programadas;

c) não acumular a presente bolsa com bolsas concedidas por qualquer agência de fomento nacional;

Os interessados devem enviar um e-mail para o Prof. Vladimir Jesus Trava Airoldi (vladimir.airoldi@inpe.br) informando o link para o Currículo Lattes e em qual o projeto gostariam de trabalhar.

Oportunidades para pesquisadores no LNLS.

Local: Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) – Campinas, São Paulo, Brasil.

Regime de Contratação: CLT por prazo indeterminado.

Salário: A ser negociado dependendo da experiência do candidato.

Requisitos: 1. Sólida experiência em ciência de síncrotron utilizando técnicas de micro e nanosonda de varredura de raios-x. 2. Ph.D., licenciatura ou grau equivalente em Física, Biologia, Química ou uma disciplina relacionada, com ênfase no uso de técnicas de micro e nano-sonda de varredura de raios-x. 3. Experiência com design beamline e comissionamento. 4. Idioma: Nível avançado de Inglês. Português como adicional.

Breve descrição do trabalho: Os candidatos selecionados terão que realizar seus próprios projetos de pesquisa com difração de raios-x e espectroscopia, bem como estar envolvidos no projeto, construção e futura operação da linha de luz nano-sonda no Sirius (CARNAÚBA) sobre o funcionamento do raio-x nas linhas de luz de difração na atual 2ª geração de Fonte de Luz. Para mais informações sobre as atuais linhas de luz do LNLS, visite www.lnls.br

Interessados enviar CV, Carta de Motivação e Recomendação para elisa.turczyn@lnls.br. No campo assunto colocar “47834”, caso contrário o CV não será considerado.

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Localização: Laboratório Nacional de Luz Síncrotron localizado no CNPEM, em Campinas/ São Paulo, Brasil.

Posição: Pesquisador II.

Departamento: Linha DXAS – LNLS.

Atividades envolvidas: Como pesquisador, deverá desenvolver sua própria linha de pesquisa e preparar futuros experimentos para o projeto da Nova Fonte de Luz Síncrotron, Sirius. Espera-se que o candidato tenha sólida experiência em experimentos sob condições extremas (pressão e temperatura) e que possa ajudar de forma decisiva no projeto desses experimentos de condições extremas na linha de luz EMA do Sirius. Além disso, o candidato deverá fortalecer a equipe que mantém e opera as linhas de luz da atual fonte UVX com ênfase em experimentos envolvendo altas pressões e temperaturas.

Requisitos: Doutorado em Física, Química, Ciência de Materiais, Ciências da Terra, Biofísica, Engenharia. – Inglês Fluente.

Interessados, favor enviar CV e Carta de Apresentação/ Motivação e de Recomendação para elisa.turczyn@lnls.br. No campo assunto, colocar “Vaga 62220”

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Boletim da SBPMat – edição 35.

 

Saudações %primeiro_nome%!

Edição nº 35 – 7 de agosto de 2015 

Notícias da SBPMat: XIV Encontro - Rio de Janeiro, 27/09 a 01/10 de 2015 

Cerca de 1.000 pessoas já se inscreveram no XIV Encontro da SBPMat. 

Inscrições: O período de inscrições com desconto foi prorrogado até 31 de agosto. Veja os novos valores especiais para estudantes de graduação e pós e faça sua inscrição. Aqui.

Programa: Está no site o programa preliminar do evento. Aqui.

Publicação de trabalhos: Trabalhos apresentados no encontro poderão ser submetidos a avaliação por pares para publicação em periódicos científicos do Institute of Physics (IOP). Os trabalhos do XIV Encontro da SBPMat aceitos para publicação em algum dos 5 periódicos propostos serão destacados numa coleção online dedicada ao evento. As submissões estão abertas até 15 de outubro. Saiba mais.

Prêmio Bernhard Gross: Os autores que são estudantes podem submeter, até 21 de agosto, resumos estendidos de seus trabalhos para participar do prêmio ao melhor oral e melhor pôster de cada simpósio. Mais informações nas instruções para autores.

Prêmio da IUMRS: Neste ano, a IUMRS (International Union of Materials Research Societies) premiará os 3 melhores pôsteres do conjunto dos trabalhos agraciados com o Prêmio Bernhard Gross.

Prêmio Horiba: Será outorgado ao melhor oral e melhor pôster de todo o evento.

Prêmio da E-MRS: Será entregue ao melhor oral e aos 2 melhores pôsteres do simpósio C. Saiba mais.

Hospedagem: Está disponível uma lista de hotéis com condições especiais para participantes do XIV Encontro da SBPMat. Aqui.

Patrocinadores e expositores: 28 empresas já reservaram seu lugar no XIV Encontro da SBPMat. Contato para expositores e demais patrocinadores: rose@metallum.com.br.

Veja o site do evento.

XIV Encontro: 2.325 trabalhos aceitos para apresentação
Dos 2.444 resumos submetidos aos 27 simpósios e 2 workshops do XIV Encontro da SBPMat, 2.325 foram aceitos para apresentação. Trata-se do maior número na história dos encontros da sociedade. Alguns simpósios contam com mais de 250 trabalhos aceitos. Entre os aceitos, os trabalhos submetidos por estudantes de graduação ou pós podem se candidatar ao Prêmio Bernhard Gross. Saiba mais.
XIV Encontro: entrevistas com palestrantes de plenárias

A eletrônica orgânica aplicada ao estudo do cérebro e ao diagnóstico e tratamento de doenças neurológicas será abordada em uma das palestras plenárias do encontro da SBPMat, a cargo do professor George Malliaras, diretor do departamento de Bioeletrônica da  École Nationale Supérieure des Mines de Saint-Étienne (França). Dispositivos baseados em materiais orgânicos usados para gravar e estimular a atividade cerebral são exemplos dessas aplicações. Em entrevista a nosso boletim, Malliaras falou sobre a importância da colaboração interdisciplinar para gerar pesquisa com impacto social na sua área de pesquisa. O cientista também citou algumas de suas principais contribuições na eletrônica orgânica e na bioletrônica orgânica.  Veja a entrevista.

Artigo em destaque 

Uma equipe de cientistas da UniVap (Brasil) coordenou uma pesquisa em que foi fabricado um biomaterial compósito com potencial para ser usado na área de saúde, na regeneração de tecido ósseo. O material agrega as propriedades mecânicas dos nanotubos de carbono às propriedades biológicas da hidroxiapatita.  Ao observar o comportamento do compósito em fluído corporal simulado, os cientistas puderam avançar na compreensão de como ocorre o processo de biomineralização – uma das fases da geração de tecido ósseo. O trabalho, que envolveu a colaboração de pesquisadores do INPE (Brasil) e de instituições de Israel e Reino Unido, foi recentemente publicado na Nanoscale. Veja nossa matéria de divulgação.

Gente da nossa comunidade 

Entrevistamos Marcelo Knobel, professor da Unicamp que acaba de assumir o cargo de diretor do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano). Físico por formação, Knobel vem pesquisando, desde a iniciação científica, propriedades magnéticas de materiais – área na qual participou de pesquisas pioneiras sobre magnetorressistência e magnetoimpedância gigantes em determinados materiais. Além de ser autor de uns 300 papers com mais de 6.300 citações, ele tem uma importante atuação na área de divulgação científica, contando com realizações como a exposição NanoAventura, uma coleção de livros, artigos na mídia etc. Na entrevista, Marcelo Knobel fala sobre a importância da divulgação científica e sobre sua carreira de cientista de materiais e deixa uma mensagem para os leitores em início de carreira, sugerindo a paixão como guia, acompanhada de sólida formação técnica, habilidades pessoais e cultura geral. Veja nossa entrevista com o cientista.

Dicas de leitura
Divulgação científica internacional.

  • Fibras condutoras, de borracha e nanotubos de carbono, esticam 1.000% e podem ser usadas em eletrônicos, sensores e músculos (divulgação de paper da Science com participação de cientistas do Brasil). Aqui.
  • Usando laser de pulsos ultracurtos, cientistas do Brasil geram fase tipo diamante a partir de grafite policristalino (divulgação de paper da Scientific Reports com participação de cientistas do Brasil). Aqui.
  • Cientistas conseguem formular um material ideal para produzir hidrogel biocompatível e resistente em impressoras 3D (divulgação de paper da Advanced Materials). Aqui.

Notícias dos INCTs e CePIDs.

  • Grafeno piezoelétrico e grafeno sob altíssima temperatura rendem artigos em revistas do grupo Nature a pesquisadores do NAMITEC (INCT). Aqui.
  • Livro lançado pelo CDMF (CEPID) reúne mais de 200 imagens de microscopia eletrônica de varredura escolhidas e coloridas com olhar estético. Aqui.
Oportunidades
  • Concurso para professor na Universidade de São Paulo (USP), em Física da Matéria Condensada (pesquisa experimental ou teórica). Aqui.
  • Concurso para professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), em Física da Matéria Condensada/ propriedades ópticas de semicondutores. Aqui.
  • Oportunidade de doutorado – sanduíche nos Estados Unidos e pós-doc no Brasil em dispositivos fotônicos para biossensores. Aqui.
Próximos eventos da área
  • III Escola de Química da UFRGS. Porto Alegre, RS (Brasil). 10 a 12 de agosto de 2015. Site.
  • Palestra: Impactos das novas Tecnologias – Nanopartículas – Riscos Emergentes – O caso da Nanotecnologia. Rio de Janeiro, RJ (Brasil). 13 de agosto de 2015. Folder.
  • Primeira Conferência de Materiais Celulares (MATCEL 2015). Aveiro (Portugal). 7 e 8 de setembro de 2015. Site.
  • XXII Reunião da Associação Brasileira de Cristalografia (ABCr) e I Reunião da Latin America Crystallographic Association (LACA). São Paulo e Campinas, SP (Brasil). 9 a 11 de setembro de 2015. Site.
  • 2015 IUCr High-Pressure Workshop. Campinas, SP (Brasil). 12 a 15 de setembro de 2015. Site.
  • Workshop em Ciências dos Materiais. São Carlos, SP (Brasil). 21 a 25 de setembro de 2015. Site.
  • XIV Encontro da SBPMat. Rio de Janeiro, RJ (Brasil). 27 de setembro a 1º de outubro de 2015. Site.
  • 8th International Summit on Organic and Hybrid Solar Cells Stability (ISOS-8). Rio de Janeiro, RJ (Brasil). 29 de setembro a 1º de outubro. Site.
  • 13th International Conference on Plasma Based Ion Implantation & Deposition (PBII&D 2015). Buenos Aires (Argentina). 5 a 9 de outubro de 2015. Site.
  • Nanomercosur 2015. Buenos Aires (Argentina). 6 a 8 de outubro de 2015. Site.
  • 4th EPNOE International Polysaccharide Conference. Varsóvia (Polônia). 18 a 22 de outubro de 2015. Site.
  • 10th Ibero-American Workshop on Complex Fluids 2015. Florianópolis, SC (Brasil). 25 a 29 de outubro de 2015. Site.
  • 14th International Union of Materials Research Societies – International Conference on Advanced Materials (IUMRS-ICAM 2015). Jeju (Coreia). 25 a 29 de outubro de 2015. Site.
  • III Método Rietveld de Refinamento de Estrutura. Belém, PA (Brasil). 26 a 30 de outubro de 2015. Aqui.
  • 16th International Feofilov Symposium on spectroscopy of crystals doped with rare earth and transition metal ions. São Petersburgo (Rússia). 9 a 13 de novembro de 2015. Site.
  • 6th Transmission Electron Microscopy (TEM) Summer School. Campinas, SP (Brasil). 11 a 29 de janeiro de 2016. Aqui.
  • 43rd International Conference on Metallurgical Coatings and Thin Films (ICMCTF). San Diego (EUA). 25 a 29 de abril de 2016. Site.
      
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XIV Encontro da SBPMat: 2.325 trabalhos aceitos para apresentação.

São 2.325 os trabalhos aceitos para apresentação, oral ou em forma de pôster, no XIV Encontro da SBPMat (Rio de Janeiro, 27 de setembro a 1º de outubro). O número é o maior da história dos encontros da sociedade. A quantidade de trabalhos submetidos foi de 2.444.

Neste ano o encontro conta com 26 simpósios temáticos, 2 workshops (sobre nanofabricação e eletrônica orgânica na indústria) e 1 simpósio organizado por estudantes que pertencem aos university chapters (UCs) da SBPMat. Os simpósios com mais trabalhos aceitos (mais de 200 resumos aceitos) são o simpósio C, sobre caracterização e aplicações de nanomateriais, com 272 trabalhos, e o simpósio S, sobre materiais para o desenvolvimento sustentável, com 253 trabalhos.

Prêmio Bernhard Gross

Entre os trabalhos aceitos, aqueles submetidos por autores que são estudantes de graduação ou pós-graduação poderão concorrer ao Prêmio Bernhard Gross, que distinguirá os melhores trabalhos de cada simpósio (no máximo, um oral e um pôster). Para participar do prêmio, os autores deverão submeter um resumo estendido, conforme as instruções e o modelo que constam no site do evento, até o dia 21 de agosto.

Sobre o evento

O encontro anual da SBPMat é um tradicional fórum internacional dedicado aos recentes avanços e perspectivas em ciência e tecnologia de Materiais. Nas últimas edições, o evento tem reunido mais de 1.500 participantes das cinco regiões do Brasil e de dezenas de outros países para apresentação e discussão de trabalhos de pesquisa científica e tecnológica na área de Materiais. O evento conta também com palestras plenárias de pesquisadores mundialmente destacados e com expositores do interesse da comunidade de Materiais.

Gente da nossa comunidade: entrevista com o cientista Marcelo Knobel.

Marcelo Knobel. Créditos: Antonio Scarpinetti – Ascom – Unicamp.

Pesquisa científica, materiais magnéticos, divulgação científica e ensino superior seriam, talvez, as expressões maiores numa nuvem de tags que representasse o professor Marcelo Knobel.

Nascido em Buenos Aires (Argentina) em 1968, Marcelo Knobel veio morar no Brasil, mais precisamente em Campinas (SP), aos 8 anos de idade, acompanhando os pais dele, a psicóloga Clara Freud de Knobel e o psiquiatra Maurício Knobel. A família estava escapando do golpe de estado que acabara de instaurar no poder, na Argentina, uma ditadura militar que demitira Maurício da Universidade de Buenos Aires (UBA). No Brasil, que também estava governado por uma ditadura militar, Maurício tinha sido contratado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Dez anos depois da chegada a Campinas, Marcelo Knobel ingressou na Unicamp para fazer a graduação em Física. Em paralelo aos estudos, começou a trabalhar com propriedades magnéticas de materiais como bolsista de iniciação científica. Finalizado o bacharelado, Knobel permaneceu na Unicamp para realizar o doutorado na mesma área, obtendo o diploma de doutor em Física ao defender sua tese sobre magnetismo e estrutura de materiais nanocristalinos em 1992. Na sequência, partiu para a Europa, onde realizou dois estágios de pós-doutorado; um deles no Istituto Elettrotecnico Nazionale Galileo Ferraris, da Itália, e o outro no Instituto de Magnetismo Aplicado, na Espanha.

De volta ao Brasil e à Unicamp, em 1995, Marcelo Knobel começou sua carreira de professor e pesquisador do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW). De 1999 a 2009 foi coordenador do Laboratório de Materiais e Baixas Temperaturas, onde atua como pesquisador até o presente, sempre investigando magnetismo e materiais magnéticos. Junto a seus colaboradores do laboratório, Knobel realizou trabalhos pioneiros no estudo da magnetorresistência e magnetoimpedância gigante em determinados materiais – dois conceitos diferentes que se referem à oposição que um material oferece à passagem da eletricidade em consequência da aplicação de um campo magnético externo. Em 2008, Knobel tornou-se professor titular do Departamento de Física da Matéria Condensada do IFGW.

Na área de divulgação científica, Marcelo Knobel começou no ano 2000 a colaborar com as atividades de ensino e pesquisa do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR), da Unicamp. Além disso, Knobel foi um dos criadores da NanoAventura, uma exposição interativa e itinerante sobre nanotecnologia que foi lançada em 2005 e foi visitada por mais de 50 mil pessoas, principalmente crianças, até o presente. A NanoAventura recebeu menções honrosas no Festival de Cine e Vídeo Científico do Mercosul (2006) e no Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia (2015), além de um prêmio, em 2009, da Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia na América Latina e no Caribe (RedPOP). De 2006 a 2008, Knobel foi o primeiro diretor do Museu Exploratório de Ciências, ligado à Unicamp. Em 2008, tornou-se editor-chefe da revista Ciência & Cultura da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), posição que ocupa até o presente. No campo editorial, Knobel coordena uma coleção de livros de divulgação científica da Editora Unicamp, chamada Meio de Cultura, lançada em 2008.

Em 2007 Marcelo Knobel recebeu o Young Scientist Prize da TWAS-ROLAC (escritório da América Latina e Caribe da academia mundial para o avanço da ciência em países em desenvolvimento), destinado a jovens cientistas da região. No mesmo ano, foi selecionado, junto a cerca de 50 pessoas de diferentes áreas de atuação e diversos países do mundo, para participar do programa Eisenhower Fellowships, que visa a reforçar o potencial de liderança de seus fellows. O grupo viajou pelos Estados Unidos durante 7 semanas cumprindo com uma agenda de reuniões e seminários. Em 2009, foi escolhido fellow da John Simon Guggenheim Memorial Foundation, recebendo recursos dessa fundação para o desenvolvimento de pesquisa.

De 2009 a 2013, foi pró-reitor de Graduação da Unicamp. Nesse cargo, foi responsável pela implantação do Programa Interdisciplinar de Educação Superior (ProFIS). O ProFIS é um curso de nível superior de 4 semestres que proporciona uma formação geral, multidisciplinar e crítica, e possibilita a seus egressos (ex-alunos de escolas públicas selecionados por suas boas notas no ENEM) que ingressem em cursos de graduação da Unicamp sem passar pelo vestibular. O programa foi distinguido em 2013 com o Prêmio Péter Murányi – Educação, destinado a ações que aumentem o bem-estar de populações do hemisfério sul.

Em 2010, com 42 anos de idade, Knobel foi laureado Comendador da Ordem do Mérito Científico pela Presidência da República.

Bolsista de produtividade 1A do CNPq, Marcelo Knobel publicou cerca de 300 artigos científicos em revistas internacionais com revisão por pares e 15 capítulos de livros sobre materiais e propriedades magnéticas, popularização da ciência, percepção pública da ciência e ensino superior. Também é autor de artigos sobre ciência e educação publicados em diversas mídias. Conta com 6.370 citações, segundo o Google Scholar.

Marcelo Knobel acaba de assumir, no dia 3 de agosto, o cargo de diretor do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Segue uma breve entrevista com o cientista.

Boletim da SBPMat: – Conte-nos o que o levou a se tornar um pesquisador e a trabalhar na área de Materiais.

Marcelo Knobel: – Escolhi a área de Física pela curiosidade, sem saber direito o que isso significava. Mas já no primeiro semestre percebi que era aquilo mesmo que eu queria para a minha vida, tentando entender a natureza. Logo no início da graduação tive aula de laboratório com a professora Reiko Sato, que posteriormente me convidou para fazer iniciação científica em seu laboratório. Ela trabalhava com propriedades magnéticas de metais amorfos, e foi o tema de início de minha pesquisa. Depois, fiz o doutorado direto com ela também, já trabalhando com nanocristais, e posteriormente segui o pós-doutoramento na mesma área.

Boletim da SBPMat: – Quais são, na sua própria avaliação, as suas principais contribuições à área de Materiais?

Marcelo Knobel: – Venho atuando em sistemas magnéticos nanoscópicos, investigando principalmente as interações dipolares em nanossistemas magnéticos, utilizando diversas técnicas experimentais, modelos teóricos e simulações computacionais. Esses sistemas, além do interesse em pesquisa básica, possuem diversas aplicações possíveis, principalmente em sistemas de gravação magnética e nanomedicina. O grupo de pesquisa que ajudei a consolidar desenvolve novos materiais nanocristalinos e realiza estudos através do desenvolvimento de novas técnicas magnéticas, estruturais e de transporte. No âmbito dessas pesquisas, fomos pioneiros no estudo da magnetorresistência gigante em sistemas granulares e na investigação da magnetoimpedância gigante em fios e fitas amorfos e nanocristalinos. Mas tenho me dedicado também à divulgação científica, sendo um dos responsáveis pela criação do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp.  Fui o coordenador do projeto NanoAventura, que é uma exposição interativa e itinerante sobre nanociência e nanotecnologia para crianças e adolescentes. Atuo ainda em pesquisas na área de percepção pública da ciência, coordeno a série “Meio de Cultura” da Editora da Unicamp e atuo como editor chefe da revista Ciência & Cultura, da SBPC. Fui recentemente Pró-Reitor de Graduação da Unicamp, onde destaco a implantação do Programa Interdisciplinar de Educação Superior (ProFIS). Atualmente, estou iniciando um novo desafio, como Diretor do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano).

Boletim da SBPMat: –  Você tem uma atuação especialmente forte em divulgação da ciência e da cultura científica. Comente com os nossos leitores estudantes e pesquisadores qual é, para você, a importância de realizar esse tipo de atividade.

Marcelo Knobel: – Eu me tornei um cientista após ler livros e revistas de divulgação, e de visitar museus de ciências. Creio que devemos incentivar as novas gerações a pensar criticamente, a ter curiosidade, a buscar desvendar os mistérios que nos cercam. Para o Brasil é fundamental estimular jovens talentos para a ciência. Sem eles não teremos futuro… Além disso, é nossa obrigação prestar contas com a sociedade, que é quem financia a pesquisa científica nas universidades públicas e nos institutos de pesquisa. É importante mostrar a ciência que é realizada em nosso país, e a importância de seguir investindo, cada vez mais, em ciência e tecnologia.

Boletim da SBPMat: – Se desejar, deixe uma mensagem para os leitores que estão iniciando suas carreiras científicas.

Marcelo Knobel: – Não tenho dúvidas que é a paixão que deve guiar as carreiras de todos, e principalmente dos cientistas. Mas além da paixão, é necessária uma formação sólida, não só no conteúdo específico, mas também em habilidades pessoais, como trabalho em equipe, comunicação (incluindo português e inglês, redação científica) e cultura geral. A atividade científica exige esforço e dedicação, mas é recompensada, penso eu, por uma vida repleta de novos desafios e oportunidades.