Chamada de simpósios temáticos do evento da SBPMat e IUMRS está aberta até 2 de novembro.


A Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat/ B-MRS) e a União Internacional de Sociedades de Pesquisa em Materiais (IUMRS) convidam a comunidade científica a enviar propostas de simpósio para o evento conjunto sobre pesquisa em materiais que ocorrerá de 29 de agosto de 2 de setembro de 2021.

logo2021b_400pxEstá aberta, até 2 de novembro de 2020, a chamada de propostas de simpósio para o evento que reunirá o XIX B-MRS Meeting (evento anual da SBPMat/B-MRS) e o IUMRS – ICEM (décima sétima edição da conferência internacional sobre materiais eletrônicos organizada bienalmente pela IUMRS).

O evento, inicialmente agendado para ocorrer em 2020, foi adiado em função da pandemia, e será realizado de 29 de agosto a 2 de setembro de 2021. O local permanece o mesmo: o Rafain Palace Hotel and Conventions, localizado em Foz do Iguaçu (Brasil), cidade turística próxima à fronteira com a Argentina e o Paraguai, que serve de base para as visitas às Cataratas do Iguaçu e para os outros atrativos dos entornos.

As propostas de simpósio podem ser submetidas por equipes de pesquisadores, de preferência de composição internacional, que desejem organizar um simpósio temático dentro do evento. As propostas que tinham sido enviadas e aprovadas para o evento de 2020 também deverão ser ressubmetidas. “Todas as propostas de simpósios precisarão ser enviadas até o prazo limite, incluindo aquelas que haviam sido aceitas para o evento de 2020”, reforça o professor Gustavo Dalpian, coordenador do evento. “Os organizadores dos simpósios que haviam sido aprovados anteriormente notarão, ao acessarem o sistema, que os dados da proposta de 2020 foram automaticamente copiados para o evento de 2021. Desta forma, os organizadores poderão fazer os ajustes necessários e ressubmeter, mas sem ter que entrar tudo novamente”, completa.

Como ocorre em todas as edições do B-MRS Meeting, o evento abrangerá um amplo leque de temas de Ciência e Tecnologia de Materiais, com uma ênfase especial em materiais eletrônicos, devida ao IUMRS ICEM. São bem-vindas, portanto, propostas de simpósios em temas relativos a todos os tipos de materiais, do design e síntese até as aplicações.

Para submeter uma proposta de simpósio, basta preencher, em idioma inglês, o formulário online disponível em http://sbpmat.org.br/proposed_symposium/.

Os simpósios constituirão o eixo principal do evento junto às palestras plenárias, as quais contarão com cientistas internacionalmente destacados que já confirmaram presença: Alex Zunger (University of Colorado Boulder, EUA), Edson Leite (LNNano, Brasil), Hideo Hosono (Tokyo Institute of Technology, Japão), John Rogers (Northwestern University, EUA), Luisa Torsi (Università degli Studi di Bari “A. Moro”, Itália), Tao Deng (Shanghai Jiaotong University, China) e Thuc-Quyen Nguyen (University of California Santa Barbara, EUA). A tradicional Palestra Memorial Joaquim da Costa Ribeiro será proferida por Cid Bartolomeu de Araújo (UFPE, Brazil).

As propostas de simpósio serão avaliadas pelo comitê do evento, e, até o final de 2020, será divulgada a lista dos simpósios aprovados. No dia 1º de fevereiro de 2021, será aberta a chamada de trabalhos, os quais deverão ser submetidos dentro dos simpósios temáticos. Os organizadores dos simpósios serão responsáveis pela avaliação dos resumos submetidos e pela programação do simpósio.

O evento conjunto XIX B-MRS Meeting + IUMRS ICEM 2021 é coordenado pelos professores Gustavo Martini Dalpian (UFABC) na coordenação geral, Carlos Cesar Bof Bufon (LNNANO) na coordenação de programa e Flavio Leandro de Souza (UFABC) como secretário geral. No comitê internacional, o evento conta com cientistas da América, Ásia, Europa e Oceania.

As últimas edições do B-MRS Meeting reuniram entre 1.100 e 2.000 participantes de vários países do mundo, que apresentaram seus trabalhos dentro dos simpósios.

Veja o site do evento: https://www.sbpmat.org.br/19encontro/ .

Cataratas do Iguaçu. By Martin St-Amant (S23678) - Own work, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3946052
Cataratas do Iguaçu. By Martin St-Amant (S23678) – Own work, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3946052

Pesquisadores sem remuneração: Olívia Carr.


Olívia: de volta à casa dos pais depois de ter desenvolvido um sensor para detecção precoce de doenças.

Olívia Carr no laboratório de pesquisa durante seu doutorado, no final de 2018.
Olívia Carr no laboratório de pesquisa durante seu doutorado, no final de 2018.

O câncer de cabeça e pescoço atinge milhares de brasileiros todos os anos. Cerca de 60% dessas pessoas são diagnosticadas tardiamente, o que diminui sua qualidade de vida e dificulta o tratamento. Em seu doutorado em Ciências e Engenharia de Materiais, realizado na USP, Olívia Carr gerou um sensor de baixo custo capaz de detectar a propensão de um ser humano a desenvolver esse câncer.

O trabalho de Olívia foi destacado na capa de um renomado periódico científico internacional (o Talanta), além de gerar um pedido de patente e outros artigos publicados. E mais. A tecnologia desenvolvida nesse trabalho poderia ser adaptada para detectar outras doenças, inclusive a Covid-19.

Olívia, que tem 30 anos, deseja continuar fazendo contribuições à sociedade por meio da pesquisa, que é a atividade profissional que mais gosta de fazer e para a qual se capacitou durante uma década. Porém, desde o final do doutorado, em novembro do ano passado, ela só tem visto portas se fechando.

Inicialmente, a recém-doutora recebeu, com muito entusiasmo, três propostas para realizar pós-doutorado em projetos de empresas, mas duas delas caíram por conta da pandemia (as empresas preferiram não fazer esse investimento no novo cenário) e a terceira não vingou por outros motivos. A jovem doutora participou, então, de uma chamada do CNPq (principal agência federal de financiamento à pesquisa) para projetos relacionados ao combate da Covid-19, na qual ganharia uma bolsa. Contudo, o projeto não foi aprovado para receber financiamento. Depois dessas primeiras frustrações, Olívia continuou participando de processos seletivos em instituições de pesquisa e enviou seu currículo para empresas do Brasil que têm área de pesquisa e desenvolvimento. Infelizmente, não teve sucesso.

Em paralelo, para se manter ativa e dar sequência à carreira, ela tem trabalhado junto a antigos e novos colaboradores, escrevendo artigos científicos e um capítulo de livro acadêmico para publicação. Tudo sem receber remuneração, motivo pelo qual a jovem teve que voltar à casa dos pais na cidade de Rio Claro (SP), da qual tinha saído para fazer o doutorado em São Carlos.

Mas não é a primeira vez que Olívia passa por apertos financeiros para poder atuar em pesquisa. Nos quatro anos de doutorado, passou mais da metade do tempo sem bolsa. E aqui vale a pena fazer um esclarecimento, pois se engana quem pensa que o doutorando ganha bolsa para ter mais tempo para o estudo ou o ócio. O doutorado é, na maior parte dos casos, uma atividade de tempo integral, que inclui tanto a formação teórica do estudante (as disciplinas cursadas) quanto seu treinamento prático (a pesquisa de doutorado). Além disso, a pesquisa de doutorado é, muito além de um treinamento, um trabalho científico completo, cujos resultados contribuem ao avanço da ciência mundial e à inovação industrial.

Até o momento, Olívia não desistiu de ser pesquisadora, profissão que a encantou já no final da graduação em Física, quando conheceu o dia-a-dia de um laboratório de pesquisa. Todavia, depois de 10 meses sem remuneração, esta profissional da ciência, capacitada para desenvolver dispositivos que podem ter grande impacto na saúde das pessoas, começa a avaliar outras opções, como dar aulas de Física.

Boletim da SBPMat. 96ª edição.


 

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Boletim da
Sociedade Brasileira
de Pesquisa em Materiais

Edição nº 96. 31 de agosto de 2020.

Artigo em Destaque

Um trabalho realizado na UFPR conseguiu desvendar importantes detalhes do mecanismo de geração de cargas em células solares orgânicas e elaborar um modelo matemático que ajuda a escolher os materiais mais adequados para melhorar a eficiência da conversão de luz em eletricidade nesses dispositivos.O trabalho foi recentemente reportado na Journal of Materials Chemistry C. Saiba mais.

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Pesquisadores sem remuneração

Estamos reunindo dados estatísticos e histórias pessoais de doutores formados que estão sem renda e sem oportunidade de dar continuidade à carreira científica. Uma situação negativa para essas pessoas e suas famílias, para os grupos de pesquisa do Brasil e para a sociedade que se beneficiaria com os frutos da pesquisa. Veja a nossa primeira matéria, aqui.

cientista sem renda_news

Lives & Webinars da SBPMat

– Assista à gravação da reunião online que foi realizada no domingo 30 de agosto. Veja os membros da diretoria da SBPMat reportando as principais ações da Sociedade em 2020 e assista à aplaudida palestra do prof. Osvaldo Novais de Oliveira Junior sobre o papel da pesquisa em materiais e da inteligência artificial no enfrentamento das consequências da pandemia e outros desafios da Humanidade. Parte 1 e parte 2.

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– Mais cinco webinários técnicos foram realizados em agosto (último mês do programa Lives & Webinars 2020). Saiba mais e acesse as gravações dos webinários, aqui.

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XIX B-MRS Meeting

Está aberta até 2 de novembro a submissão de propostas de simpósio para o XIX B-MRS Meeting, que será realizado de 29 de agosto a 2 de setembro de 2021 em Foz do Iguaçu. O comitê organizador do evento convida a comunidade a enviar propostas. Saiba mais.

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Notícias da SBPMat

– PL 529/2020. SBPMat enviou uma carta contra o PL 529/2020, que retiraria recursos de universidades paulistas e FAPESP, para todos os parlamentares da ALESP. Saiba mais.

Novidades dos sócios SBPMat

A professora Ana Flávia Nogueira (IQ – UNICAMP), sócia da SBPMat, passou a integrar os advisory boards de dois renomados periódicos da área de Materiais, ambos da Royal Society of Chemistry (RSC). Saiba mais.

Dicas de Leitura

– Cientistas conseguem realizar pela primeira vez uma interação entre dois “cristais do tempo”, estruturas cristalinas experimentalmente comprovadas poucos anos atrás, cuja estrutura se repete não apenas no espaço, mas também no tempo. Descoberta abre possibilidades no desenvolvimento de dispositivos quânticos (Nature Materials). Saiba mais.

– Documento reúne pesquisas realizadas por universidades e institutos públicos brasileiros com resultados importantes no combate à pandemia de Covid-19. Material foi preparado por cientistas da comunidade dos materiais, o sócio Oswaldo Alves (Unicamp) e Antonio Gomes Souza Filho (UFC). Saiba mais.

Oportunidades

– Curso de microscopia eletrônica de transmissão da pós-graduação do IFGW-Unicamp, com o prof. Daniel Ugarte, será oferecido online e estará aberto a estudantes de outras instituições. Saiba mais.

– Edição especial de periódico JCTB da Wiley, dedicada a desenvolvimentos recentes em nanotecnologia na América Latina, está recebendo artigos. Editores convidados convocam membros da comunidade da SBPMat a submeterem suas contribuições. Saiba mais.

– Seleção para doutorado em materiais na UCS (com bolsa), em projeto sobre EPIs, filtros e superfícies com ação antimicrobiana com foco em SARS-CoV-2, em colaboração com a UNICAMP. Saiba mais.

– Seleção de 12 bolsistas de doutorado para atuarem em projeto de materiais autodescontaminantes para impressão 3D na UFPE. Inscrições prorrogadas até 3 de setembro. Saiba mais.

Agenda de eventos presenciais e ONLINE

– ONLINE. Ciclo de webinars “A ciência que inspira”. Agosto a novembro de 2020. Organização: PGCM e PPG UFMS. Site.

– ONLINE. 100 anos da ciência de polímeros. Setembro a novembro de 2020. Mais informação.

– ONLINE. 72ª Reunião Anual da SBPC. Setembro a dezembro de 2020. Site.

– ONLINE. The Online Materials Education Symposium. 3 de setembro de 2020. Organização: Ansys. Site.

– ONLINE. Encontro Nacional dos University Chapters da SBPMat (ENUC). 5 a 7 de setembro de 2020. Site.

– ONLINE. Webinar: “Computer-Accelerated Materials Design”. 16 de setembro de 2020. Organização: CINE. Site.

– ONLINE. First Global Symposium on Janus Particles. 1 e 2 de outubro de 2020. Site.

XLI Congresso Brasileiro de Aplicações de Vácuo na Indústria e na Ciência. Foz do Iguaçu, PR (Brasil). 5 a 7 de outubro de 2020. Site.

5th International Conference of Surfaces, Coatings and NanoStructured Materials – Americas (NANOSMAT-Americas). Foz do Iguaçu, PR (Brasil). 7 a 10 de outubro de 2020. Site.

7th Meeting on Self Assembly Structures in Solution and at Interfaces. Bento Gonçalves, RS (Brasil). 4 a 6 de novembro de 2020. Site.

Pan American Ceramics Congress and Ferroelectrics Meeting of Americas (PACC-FMAs 2020). Panamá (Panamá). 15 a 19 de novembro de 2020. Site.

4th Workshop on Coated Tools & Multifunctional Thin Films. Campinas, SP (Brasil). 16 a 19 de novembro de 2020. Site.

– ONLINE. International Conference on Defects in Insulating Materials (ICDIM 2020). 23 a 27 de novembro de 2020. Organização: UFS. Site.

XIX B-MRS Meeting + IUMRS ICEM (International Conference on Electronic Materials). Foz do Iguaçu, PR (Brasil). 29 de agosto a 2 de setembro de 2021. Site.

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Especial: Pesquisadores sem remuneração.


Pós-doc: profissional essencial para um grupo de pesquisa eficiente

Na pandemia de Covid-19 que o mundo atravessa, a importância da ciência e da tecnologia tem ficado mais evidente para muitas pessoas, com exemplos que vão desde testes diagnósticos e vacinas até os dispositivos eletrônicos que nos permitem fazer quase tudo à distância.

Contudo, poucos conhecem em detalhe como é gerado o conhecimento científico e tecnológico nas universidades, que são as principais “fábricas” de conhecimento científico no Brasil. Para cada avanço reportado em um artigo ou patente, ou transformado em um produto ou processo, há meses ou anos de leitura, experimentos no laboratório, simulações no computador, discussões, análises de resultados. Além disso, existe o trabalho administrativo necessário em toda pesquisa, que inclui, entre outras tarefas, a elaboração de projetos para competir por financiamento, o recrutamento de recursos humanos e as compras de insumos e equipamentos – muitas vezes envolvendo burocráticas importações.

Muito longe da imagem do cientista trabalhando sozinho no laboratório, a realidade é que, para que tudo isso seja realizado, cada projeto científico deve contar com uma equipe de colaboradores. Idealmente, essas equipes são formadas por pessoas com diferentes graus de qualificação e experiência: bolsistas de iniciação científica, mestrado e doutorado (recursos humanos em processo de formação), bolsistas de pós-doutorado (os profissionais juniores da ciência) e professores-pesquisadores (os líderes dos grupos).

Além de trabalharem em seus projetos de pesquisa, os “pós-docs” auxiliam na intermediação entre o professor-pesquisador e os estudantes, e ganham experiência no gerenciamento de pesquisa, pois participam mais ativamente de atividades administrativas a ela relacionadas.  Diferentemente do professor, o pós-doc não tem obrigação de exercer a docência, nem precisa ocupar cargos de gestão na universidade.  “O(a) pós-doutorando(a) pode se dedicar integralmente a projetos de pesquisa, garantindo eficiência”, afirma Osvaldo Novais de Oliveira Junior, professor-pesquisador do Instituto de Física de São Carlos da USP.

Nessa estrutura, todos se beneficiam. Os bolsistas-estudantes recebem mais atenção na sua formação, o pós-doc ganha experiência na profissão de cientista e o grupo se torna mais produtivo. “Em um grupo, a atuação do pós-doc alavanca a pesquisa e permite realizar trabalhos de maior complexidade”, diz a professora Mônica Cotta, líder do Laboratório de Nano e Biossistemas na UNICAMP.

Bolsas de pós-doutorado em queda

Um número aparentemente grande de doutores formados encontra-se atualmente numa busca infrutífera de oportunidades para exercer a atividade científica. A situação tem relação com a diminuição na quantidade de bolsas ofertadas pelas agências federais que lidam com bolsas de pesquisa: o CNPq e a Capes. De fato, depois de atingir valores máximos entre 2014 e 2015, a quantidade de bolsas de pós-doutorado tem diminuído significativamente, como mostram estes gráficos.

 Quantidade de bolsas totais (esquerda) e por agência federal (direita) para doutores (bolsas de pós-doutorado, desenvolvimento tecnológico etc) ao longo dos anos. Foram excluídas as bolsas para doutores seniores ou professores e as bolsas para atividades no exterior. Dados extraídos da CAPES e o CNPq.

Sem remuneração, estes profissionais altamente capacitados e especializados, cuja formação leva em média uma década, podem encontrar posições no exterior, somando-se à “fuga de cérebros” que ocorre em épocas de pouca valorização da pesquisa no país. Ou pior, abandonar a ciência para garantir sua sobrevivência financeira.

Diferentemente de outros grupos que estão sofrendo por diminuição ou ausência de renda na pandemia, o grupo dos doutores sem remuneração não tem tido visibilidade na sociedade, nem tem sido atendido por algum programa de auxílio do governo.

Frente a este panorama, a SBPMat está reunindo histórias de doutores que não encontram oportunidades para se manterem ativos na pesquisa, com o objetivo de sensibilizar a sociedade e o governo para as dificuldades que estas pessoas e suas famílias estão passando, compreender os impactos negativos desta situação para o país e solicitar a recomposição do número de bolsas de pós-doutorado, além de uma política de valorização e incentivo à colocação de doutores em atividades de desenvolvimento e inovação em nossa sociedade.

Tales: doutor em Química, freelancer e pesquisador voluntário

Tales da Silva Daitx apresentando sua pesquisa de doutorado em uma conferência na Hungria em 2019.

Professor-pesquisador é a profissão que Tales da Silva Daitx escolheu para si. Gosta de ciência desde criança, mas foi na universidade que encontrou a paixão de descobrir coisas novas e de transmitir conhecimento a outros através da pesquisa e da docência. Tales percorreu, então, o caminho necessário para se formar adequadamente e se tornar apto a concursar em alguma instituição pública ou particular de ensino e pesquisa.

Depois da graduação em Química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ele conseguiu ingressar no programa de pós-graduação em Química dessa universidade – um programa de excelência, com nota máxima na avaliação da Capes (entidade encarregada da expansão e consolidação da pós-graduação no Brasil). Ali, passou seis anos fazendo o mestrado e o doutorado, ambos com pesquisas na área de materiais inteligentes.

Em meados de março deste ano, poucos dias após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a pandemia de Covid-19, Tales defendeu sua tese – etapa final de todo doutorado – no Instituto de Química da UFRGS. Foi uma das últimas defesas realizadas de forma presencial no instituto, junto à da esposa dele, que realizara o doutorado simultaneamente. Desde então, o casal, que mora em Porto Alegre, está tentando conseguir renda para pagar suas contas e, ao mesmo tempo, se manter ativo e produtivo na pesquisa – dois objetivos que não tem sido possível conciliar.

Ao se doutorar, Tales pretendia passar à etapa seguinte da carreira científica, o pós-doutorado (popularmente chamado de “pós-doc”). Para isso, ele contatou um grupo de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde poderia aplicar o conhecimento adquirido na pós-graduação em um projeto de desenvolvimento de nanopartículas inteligentes para uso em embalagens biodegradáveis.

Assim, depois da defesa do doutorado, já em plena pandemia, Tales participou de dois editais do CNPq, principal agência federal de financiamento à pesquisa, para tentar obter uma bolsa de pós-doc, com valor em torno dos 4 mil reais. Capacitado para realizar o projeto e dono de um currículo competitivo, com onze artigos científicos publicados em periódicos internacionais e duas patentes (uma depositada e uma já concedida), Tales obteve uma nota próxima à máxima no primeiro edital. Contudo, ele foi informado de que não seria contemplado com uma bolsa devido aos recursos disponíveis. O segundo edital, cujo resultado sairia neste mês de agosto, foi suspenso devido à pandemia.

Atualmente, enquanto busca outras oportunidades, Tales atua como pós-doc voluntário (sem bolsa nem outro tipo de remuneração) no grupo de pesquisa onde realizou o doutorado. Participa de reuniões, faz buscas bibliográficas, escreve projetos. Entretanto, ele não consegue se dedicar a essas atividades em tempo integral, já que, para suprir as necessidades financeiras básicas do casal, Tales se tornou um freelancer. Este profissional de 30 anos, altamente capacitado e especializado em uma área do conhecimento, passa boa parte do seu tempo realizando serviços que não requerem essa qualificação, como o lançamento de dados em sistemas informatizados.

“Eu acho uma pena esta situação no Brasil, da falta de oportunidades para doutores. No passado houve bastante investimento em ciência e tecnologia, e teve bons resultados. O país ficou bem posicionado no mundo em pesquisa. Mas o investimento não teve continuidade, e isso fará com que se volte à estaca zero” diz Tales. “Além disso, a pandemia mexeu no sistema de pesquisa. As políticas públicas de C&T deveriam ser revisadas”, completa.

 

Lives & Webinars da SBPMat: último mês do programa.


sbpmat-Lives-logo_1500pxNo mês de agosto foram realizados os últimos webinários técnicos de 2020 do programa Lives & Webinars da SBPMat. Cinco palestras online sobre instrumentação científica e caracterização de materiais foram proferidas por profissionais de empresas de instrumentação, do Brasil e do exterior. Entre 30 e 160 participantes assistiram a cada uma das palestras, realizadas no Zoom e no Facebook da SBPMat.

O programa Lives & Webinars é uma iniciativa da SBPMat para aprendizagem e treinamento durante o período de distanciamento social devido à pandemia de Covid-19, realizada em parceria com empresas de instrumentação.

Assista aos webinários realizados em agosto cuja gravação foi autorizada pelos palestrantes:

  • How Vacuum Innovation Drives Instrumentation (Agilent). Assista aqui.
  • Instrumented Indentation Techniques on Polymers (Nanovea e Altmann). Assista aqui.
  • Caracterização Elétrica de Materiais (Keysight). Assista aqui.
  • Not just for experts – PDF analysis in the home laboratory (Bruker). Assista aqui.
  • Soluções de vácuo para pesquisa em materiais (Edwards Vacuum). Assista aqui.

 

 

Artigo em destaque: Modelo cinético para células solares orgânicas mais eficientes.


O artigo científico de autoria de membros da comunidade brasileira de pesquisa em Materiais em destaque neste mês é: Kinetic model for photoluminescence quenching by selective excitation of D/A blends: implications for charge separation in fullerene and non-fullerene organic solar cells. L. Benatto, M. de Jesus Bassi, L. C. Wouk de Menezes, L. S. Roman and  M. Koehler. J. Mater. Chem. C, 2020,8, 8755-8769.

 Modelo cinético para células solares orgânicas mais eficientes 

Contracapa do J. Mater. Chem. C, destacando a pesquisa da equipe da UFPR.
Contracapa do J. Mater. Chem. C, destacando a pesquisa da equipe da UFPR.

Diferentemente de outras células solares que estão no mercado há mais tempo, como as de silício, as orgânicas são finas, leves, flexíveis e semitransparentes. Com essas características, elas se tornam muito atrativas para segmentos específicos. No Brasil, por exemplo, que conta com produção nacional, podem ser encontradas em prédios empresariais algumas das maiores superfícies instaladas do mundo, além de instalações em alguns shopping centers, caminhões e pontos de ônibus.

Embora as versões orgânicas das células solares também ofereçam vantagens na produção em grande escala (processos industriais mais simples e com menor pegada de carbono, como o roll to roll), a conquista de mercados amplos depende, em grande parte, de continuar a melhorar a sua eficiência na conversão de luz solar em energia elétrica. Para superar esse desafio, o desenvolvimento de materiais com propriedades adequadas e a combinação dos diferentes materiais dentro do dispositivo são essenciais.

Uma equipe científica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) dedicou-se a estudar em detalhe, usando ferramentas experimentais e teóricas, o mecanismo de geração de cargas elétricas em células solares orgânicas – um processo complexo que ainda não é compreendido na sua totalidade. Na prática, os resultados deste trabalho auxiliam na escolha de quais materiais devem ser usados e como eles devem ser sintetizados, de modo que suas propriedades potencializem a eficiência da conversão de luz em eletricidade. A pesquisa foi reportada em artigo do Journal of Materials Chemistry C (fator de impacto 7,059), onde recebeu destaque em contracapa.

Desvendando a dissociação do éxciton

No sanduíche de camadas que forma as células solares, a camada ativa (responsável por absorver a luz e gerar as cargas elétricas) é composta por materiais semicondutores, os quais, no caso dos dispositivos orgânicos, são polímeros ou outras moléculas baseadas em carbono. Ao ser excitados pela luz, estes materiais não geram cargas elétricas livres, como acontece nos semicondutores inorgânicos. Eles geram éxcitons, que são pares elétron – buraco ligados por forças de atração entre a carga negativa do primeiro e a positiva do segundo.

Para gerar as cargas livres, que formam a corrente elétrica, é preciso quebrar essa ligação, num fenômeno chamado de dissociação do éxciton. Uma das formas de consegui-lo é criar, na camada ativa, uma interface entre um material doador de elétrons e outro aceitador de elétrons. “Dependendo da combinação desses dois materiais, o processo de dissociação dos éxcitons pode ocorrer em uma escala de tempo muito baixa, resultando numa geração de carga mais eficiente”, explica Leandro Benatto, autor correspondente do paper. “No entanto, esse processo ainda não é bem compreendido”, completa.

O trabalho de Leandro e os outros autores concentrou-se, justamente, em tentar compreender a dissociação do éxciton e a geração de cargas livres na interface entre o material doador e o aceitador. A equipe realizou experimentos de fotoluminescência usualmente utilizados para dimensionar a eficiência na geração de cargas livres em sistemas desse tipo e desenvolveu um modelo matemático que simula o processo. Os resultados experimentais e os teóricos foram muito similares, comprovando a precisão do modelo. “Desenvolvemos um modelo que simula a cinética do processo, englobando diversas etapas da dissociação dos éxcitons e considerando as principais características da interface”, diz ele. “A partir do modelo cinético foi possível reproduzir muito bem os resultados experimentais e observar de forma mais clara os principais fatores que influenciam a eficiência do processo de geração de cargas livres em interfaces doador/aceitador”, completa.

Fulerenos x não fulerenos

O trabalho que gerou o artigo foi coordenado por dois professores do Departamento de Física da UFPR, Marlus Koehler e Lucimara Stolz Roman, que possuem uma parceria de longa data no estudo teórico – experimental de células solares orgânicas. “A parte teórica começou a ser desenvolvida em 2019, no final do meu doutorado em Física pela UFPR sob orientação do professor Marlus, e continuou no meu pós-doutorado no Laboratório de Dispositivos Nanoestruturados (DINE) sob coordenação da professora Lucimara” conta Leandro. Também participaram da pesquisa Maiara de Jesus Bassi, doutoranda em Física no grupo da professora Lucimara, e Luana Cristina Wouk, doutora em Física que também foi orientanda da professora Lucimara, e atualmente trabalha no centro privado de pesquisa aplicada CSEM Brasil, o que auxiliou a contextualizar o problema no cenário de desenvolvimento em larga escala.

A ideia inicial do trabalho foi entender a diferença entre dois tipos de moléculas aceitadoras de elétrons: as derivadas de fulereno (um alótropo do carbono), que têm excelente desempenho na coleta e transporte de elétrons mas possuem um limitado espectro de absorção luminosa, e compostos não derivados de fulerenos, cujas propriedades de coleta e transporte têm sido otimizadas nos últimos anos. “Esse é um tema muito interessante visto que, recentemente, a eficiência das células solares orgânicas baseadas em não fulerenos superou a das baseadas em fulerenos, apesar de que, alguns anos atrás, não se imaginava que os fulerenos seriam superados”, relata Leandro. Atualmente, células solares orgânicas de não fulerenos produzidas em laboratório alcançaram a eficiência de 18%”, completa.

Esta pesquisa recebeu financiamento das agências brasileiras Capes, CNPq e FAPEMIG, do INCT–Nanocarbono e da COPEL (Companhia Paranaense de Energia).

Os autores do artigo. A partir da esquerda: Leandro Benatto, Maiara de Jesus Bassi, Luana Cristina Wouk, Lucimara Stolz Roman e Marlus Koehler.
Os autores do artigo. A partir da esquerda: Leandro Benatto, Maiara de Jesus Bassi, Luana Cristina Wouk, Lucimara Stolz Roman e Marlus Koehler.

SBPMat envia carta contra o PL 529/2020 para os parlamentares da ALESP.


No dia 21 de agosto, uma carta assinada pela presidente da SBPMat contra o Projeto de Lei 529/2020 (que retira recursos das universidades paulistas e da FAPESP) foi enviada para todos os deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP).

Segue o conteúdo da carta:


Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2020.

Assunto: Projeto de Lei 529/2020 – ALESP

Prezado(a)s Sr(a)s Deputado(a)s,

A Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) vem reiterar os alertas emitidos pela Academia Brasileira de Ciências (http://www.abc.org.br/2020/08/17/abc-envia-carta-aogovernador-de-sp-sobre-rtigo-14-do-pl-529/) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/1-sbpc-divulga-nota-contra-projeto-que-retira-recursos-deinstituicoes-de-pesquisa-de-sao-paulo/) quanto ao Projeto de Lei 529/2020, que retira recursos das universidades estaduais paulistas e de sua principal agência de fomento, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

O recolhimento de ‘superavit financeiro’ proposto no artigo 14 do PL 529/2020 desconsidera a situação excepcional destas instituições, que mantêm projetos de longo prazo que transcendem o ano fiscal, apesar de sua receita depender de arrecadação tributária do Estado, que varia conforme a atividade econômica. Desta forma, a manutenção de reservas financeiras é imperativa para que estas instituições possam cumprir sua missão perante a sociedade e implantar programas científicos e estratégicos de excelência, que inclusive têm permitido ao país responder rapidamente a situações emergenciais, como a atual crise sanitária.

É importante ainda ressaltar que o caminho da ciência e inovação envolve também a formação de recursos humanos especializados, de longo prazo, que constituem investimento para o futuro da nação. Cortes de recursos, particularmente feitos de forma abrupta e sem participação da comunidade, afetam muitas vezes de forma irremediável atividades de pesquisa científica e tecnológica, desestimulando estudantes e promovendo a fuga de profissionais já formados. Com isso, interrompe-se o processo de geração e transmissão de novos conhecimentos construído ao longo das últimas décadas, e que permitiu grandes avanços econômicos, sociais e culturais a nosso país.

As universidades estaduais paulistas, amparadas pela FAPESP, sempre foram protagonistas nestes avanços. Esperamos contar com sua colaboração para impedir a aprovação do PL 529/2020 em seu formato atual, e assim evitar retrocessos significativos no desenvolvimento científico e tecnológico do Estado de São Paulo, e do Brasil.

Atenciosamente,

Mônica A. Cotta

Presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais – SBPMat


Veja o arquivo aqui.

Sócia da SBPMat no advisory board de dois periódicos da Royal Society of Chemistry.


Prof Ana Flávia Nogueira
Prof Ana Flávia Nogueira

A professora Ana Flávia Nogueira (UNICAMP), sócia da SBPMat, passou a integrar neste ano os advisory boards de dois renomados periódicos da área de Materiais, ambos da Royal Society of Chemistry (RSC). Trata-se do Journal of Materials Chemistry A (fator de impacto = 11,301), onde a cientista brasileira é a única representante da América Latina, e o Journal of Materials Chemistry C (fator de impacto = 7,059), onde a professora Ana Flávia e o professor Carlos Graeff, também sócio da SBPMat, são os únicos cientistas de instituições latino-americanas.

Boletim da SBPMat. 95ª edição.


 

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Boletim da
Sociedade Brasileira
de Pesquisa em Materiais

Edição nº 95. 31 de julho de 2020.

Anuidades SBPMat 2020

A sua contribuição é essencial para manter ativa a nossa sociedade.

– Se você já é sócio, mas ainda não acertou a anuidade 2020, encontrará o boleto na sua área do site da SBPMat.

– Se você ainda não é sócio, está convidado a participar!
Saiba mais.

Da Ideia à Inovação

Médicos e enfermeiros usando máscaras são ícones da atual pandemia de Covid-19. Remontando a história das máscaras para proteção respiratória, é possível encontrar, em diversos lugares do planeta, avanços em materiais, tecnologias, conceitos e métodos que permitiram o desenvolvimento das máscaras atuais, eficientes e certificadas. Conheça um pouco desta história, aqui.

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Artigo em Destaque

Um trabalho científico realizado no IQSC-USP gerou um material nanoestruturado de baixo custo e fácil fabricação, baseado em metais não preciosos inseridos em camadas de carbono, que demonstrou alto desempenho como catalisador de reações eletroquímicas usadas na geração de energias renováveis.O trabalho foi recentemente reportado na Journal of Materials Chemistry A. Saiba mais.

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Lives & Webinars da SBPMat

– O Comitê Organizador do XIX B-MRS Meeting + IUMRS ICEM e a Diretoria da SBPMat convidam toda a comunidade a participar de uma breve reunião ONLINE no fim da tarde de 30 de agosto de 2020, momento em que estaria ocorrendo, em Foz do Iguaçu, a abertura do evento, o qual foi adiado em razão da pandemia. Saiba mais.

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– Oito webinários técnicos foram realizados ao longo de julho (segundo mês do programa Lives & Webinars). Saiba mais e acesse as gravações dos webinários já realizados, aqui.

– Acesse a programação de agosto, escolha os webinários do seu interesse e faça sua inscrição (gratuita) aqui.

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Notícias da SBPMat

– FNDCT. SBPMat apoia o PLP nº 135/2020, que protege o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, fonte de recursos de CTI, e convida a comunidade a apoiá-lo na consulta pública do Senado. Saiba mais.

FNDCT. SBPMat subscreve manifesto pela liberação total dos recursos do FNDCT. Saiba mais.

Capes. SBPMat apoia manifesto contra modo de gestão centralizador da atual presidência da Capes. Saiba mais.

CNPq. SBPMat apoia carta ao presidente do CNPq apontando problemas e possíveis soluções na implementação da chamada 25/2020 de bolsas de mestrado e doutorado. Saiba mais.

Websérie. Episódios de websérie sobre ciência brasileira relacionados à pesquisa em materiais têm estreia exclusiva para os canais da SBPMat. Saiba mais.

– Ciências e democracia. A SBPMat participou da Virada pela Democracia, realizada em 4 e 5 de julho, com uma declaração em vídeo sobre a relação entre ciência e democracia, a qual foi incluída em um painel organizado pela SBPC. Veja o vídeo do prof. Ivan Bechtold, diretor científico da SBPMat, gravado para essa ocasião, aqui.

Novidades dos sócios SBPMat

A professora Luciana Reyes Pires Kassab (Faculdade de Tecnologia de São Paulo/CEETEPS), sócia da SBPMat, foi distinguida com a categoria de Senior Member da OSA (The Optical Society). Saiba mais.

Dicas de Leitura

– Pesquisadores do Brasil usam polímero natural produzido por bactérias para desenvolver um sensor eficaz que adere à pele e detecta biomarcadores e substâncias tóxicas no suor (paper da Talanta). Saiba mais.

– Pesquisa com participação de cientistas do Brasil desvenda como nanopartículas de ferro retiram contaminantes que se acumulam nos poros de rochas de aquíferos. Saiba mais.

– Realidade de jovens pesquisadores que estão trabalhando sem renda, inclusive em pesquisas para combate à Covid-19, leva cientistas a sugerir criação de programa emergencial de bolsas. Saiba mais.

Oportunidades

– Edital da Finep para projetos de alto risco tecnológico envolvendo aplicação de materiais avançados para empresas brasileiras de todos os portes. Saiba mais.

– Pós-doutorado na UFRGS em química de superfícies para desenvolvimento de tecnologia para testes de detecção de SARS-Cov-2. Saiba mais.

– Pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Nanociências e Materiais Avançados da UFABC em projetos interdisciplinares voltados à prevenção e diagnóstico de Covid-19. Saiba mais.

– Doutorado em Química na UFSCar em temas relacionados ao enfrentamento da Covid-19 e outras pandemias. Saiba mais.

Doutorado em Nanociências e Materiais Avançados na UFABC, em projetos voltados ao combate à pandemia de Covid-19. Saiba mais.

Agenda de eventos presenciais e ONLINE

Webinars sobre técnicas e instrumentos para pesquisa em ensino em materiais. Junho – Agosto de 2020. ONLINE. Organização: SBPMat. Site.

IV Simpósio de Fotobiofísica – UV e Vírus. 21 de agosto de 2020. ONLINE. Organização: Departamento de Física da USP. Folder para download.

XLI Congresso Brasileiro de Aplicações de Vácuo na Indústria e na Ciência. Foz do Iguaçu, PR (Brasil). 5 a 7 de outubro de 2020. Site.

5th International Conference of Surfaces, Coatings and NanoStructured Materials – Americas (NANOSMAT-Americas). Foz do Iguaçu, PR (Brasil). 7 a 10 de outubro de 2020. Site.

7th Meeting on Self Assembly Structures in Solution and at Interfaces. Bento Gonçalves, RS (Brasil). 4 a 6 de novembro de 2020. Site.

Pan American Ceramics Congress and Ferroelectrics Meeting of Americas (PACC-FMAs 2020). Panamá (Panamá). 15 a 19 de novembro de 2020. Site.

4th Workshop on Coated Tools & Multifunctional Thin Films. Campinas, SP (Brasil). 16 a 19 de novembro de 2020. Site.

International Conference on Defects in Insulating Materials (ICDIM 2020). 23 a 27 de novembro de 2020. ONLINE. Organização: UFS. Site.

XIX B-MRS Meeting + IUMRS ICEM (International Conference on Electronic Materials). Foz do Iguaçu, PR (Brasil). 29 de agosto a 2 de setembro de 2021. Site.

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XIX B-MRS Meeting + IUMRS ICEM
(Foz do Iguaçu, Brasil,
29 de agosto a 2 de setembro de 2021)

Submissão de propostas de simpósio já está aberta! Saiba mais.

Nova data do evento: 29 de agosto a 2 de setembro de 2021.

Mesmo local do evento: Rafain Convention Center – Foz do Iguaçu.

Submissão de propostas de simpósio: 4 de maio a 2 de novembro de 2020.

Subsmissão de resumos: 1º de fevereiro a 11 de abril de 2021.

Palestras plenárias: 7 palestras plenárias e 1 palestra memorial confirmadas.

Site do evento com novo calendário e informações atualizadas: www.sbpmat.org.br/19encontro/

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Live SBPMat.


A tarde de 30 de agosto de 2020 estava reservada na agenda de muitos membros da nossa comunidade para a abertura do XIX B-MRS Meeting, que ocorreria no Hotel Rafain em Foz do Iguaçu. Devido à pandemia de Covid-19, o evento foi transferido para o ano que vem (de 29 de agosto a 2 de setembro de 2021). Nesse contexto, o comitê organizador do evento e a diretoria da SBPMat convidam a comunidade a se reunir no dia e horário em que abriríamos o evento anual da Sociedade, para participar de uma breve reunião online. O comitê organizador do XIX B-MRS Meeting falará sobre a transferência do evento, a nova agenda e a chamada de simpósios, que já está aberta. A diretoria da SBPMat falará sobre as atividades da sociedade durante a pandemia e sobre o programa University Chapters. Para encerrar esta breve reunião virtual da comunidade, o professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior (IFSC-USP), ex-presidente da SBPMat, oferecerá uma breve palestra sobre perspectivas da ciência no cenário pós-pandemia.

live sbpmat_face-instaQuando: 30 de agosto de 2020 (domingo) das 18h às 19h.

Onde: No Zoom e no Facebook da SBPMat.

Programação:
18h00 às 18h20 – Update sobre atividades da SBPMat e o evento de 2021 (Diretoria SBPMat e Comitê Organizador do XIX B-MRS Meeting + IUMRS ICEM).
18h20 às 18h30 – Perguntas do público.
18h30 às 18h50 – Palestra: Perspectivas da ciência no cenário pós-pandemia (Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Junior, ex-presidente da SBPMat).
18h50 às 19h00 – Perguntas do público.

Como participar:
O evento será transmitido pelo Zoom e pelo Facebook da SBPMat.

ATENÇÃO! Para participar na sala do Zoom, onde as vagas são limitadas, é necessário fazer a inscrição aqui: https://zoom.us/meeting/register/tJctd-GqrTkoHdwFH7WL7irZeGKJNrQv1V1v.

Os inscritos receberão imediatamente a confirmação com o link da sala do evento.

Para assistir no Facebook (https://www.facebook.com/SBPMat/), não é necessário ter conta ou perfil nessa rede social.