Artigo em destaque: Poliestireno, de poluidor a remediador ambiental.

O artigo científico com participação de membros da comunidade brasileira de pesquisa em Materiais em destaque neste mês é: Conversion of “Waste Plastic” into Photocatalytic Nanofoams for Environmental Remediation. Geovania C. de Assis, Euzébio Skovroinski, Valderi D. Leite, Marcelo O. Rodrigues, André Galembeck, Mary C.F. Alves, Julian Eastoe, and Rodrigo J. de Oliveira. ACS Appl. Mater. Interfaces, 2018, 10 (9), pp 8077–8085. DOI: 10.1021/acsami.7b19834.

Poliestireno, de poluidor a remediador ambiental

Uma equipe composta por sete pesquisadores do Brasil e um do Reino Unido desenvolveu um material duplamente positivo para o meio ambiente. Os cientistas utilizaram resíduos de poliestireno, que seriam potenciais poluidores ambientais, para produzir um material que funciona como remediador ambiental ao degradar compostos tóxicos presentes em corpos e cursos de água. Dessa maneira, a pesquisa faz uma contribuição a dois preocupantes problemas ambientais: por um lado, a presença de grandes quantidades de resíduos plásticos no planeta; por outro lado, a poluição ou contaminação de ecossistemas aquáticos com substâncias tóxicas.

A pesquisa foi reportada em artigo recentemente publicado no periódico Applied Materials & Interfaces (fator de impacto= 7,504).

Vale lembrar que o poliestireno é utilizado para fabricar copos e talheres descartáveis, potes de iogurte, pentes, cabides, caixas organizadoras e muitas outras utilidades, além de ser componente principal do conhecido isopor®. “Apresentamos uma alternativa de reutilização de um dos plásticos mais demandados pela sociedade”, diz o professor Rodrigo José de Oliveira, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), autor correspondente do artigo.

Imagem MEV da nanoespuma.
Imagem MEV da nanoespuma.

O material desenvolvido pelo time científico consiste em uma matriz polimérica porosa impregnada de nanopartículas de dióxido de estanho (SnO2). Nesse material compósito, enquanto as nanopartículas são as principais responsáveis por degradarem as tintas por meio de um processo fotocatalítico, a matriz polimérica, que é produzida a partir dos rejeitos de poliestireno, cria um ambiente favorável à ação fotocatalítica e serve de suporte às nanopartículas, permitindo que sejam facilmente removidas das águas que estão sendo tratadas, e reutilizadas em novos processos de remediação ambiental.

O novo material compósito foi chamado pelos autores do artigo de “nanoespuma”. Apesar de terem alguns centímetros de diâmetro e poros de alguns micrometros, as espumas ganharam o prefixo “nano” porque suas propriedades fotocatalíticas decorrem da presença do dióxido de estanho em tamanho nanométrico (nanopartículas esféricas de cerca de 20 nm). “Nanomateriais são aqueles que apresentam novas propriedades em função de uma física distinta que surge nesta escala de tamanho”, lembra Oliveira.

Instrumentação utilizada para preparar as nanoespumas. A partir da esquerda: chapa de aquecimento para manter solução acima da temperatura de separação de fases, sistema de resfriamento Peltier e bomba de vácuo para remoção do solvente por sublimação.
Instrumentação utilizada para preparar as nanoespumas. A partir da esquerda: chapa de aquecimento para manter solução acima da temperatura de separação de fases, sistema de resfriamento Peltier e bomba de vácuo para remoção do solvente por sublimação.

Para obter as espumas compósitas, a equipe utilizou equipamentos de baixo custo e procedimentos baseados em propriedades físico-químicas muito conhecidas. O processo de preparação pode ser descrito, em grandes linhas, da seguinte forma. Num primeiro momento, pequenos pedaços de resíduos de poliestireno são dissolvidos em solvente ciclohexano, e as nanopartículas de dióxido de estanho, que neste caso foram fabricadas pela equipe, são adicionadas à solução. Essa parte do processo é realizada acima da chamada “temperatura teta (θ)” da solução de ciclohexano e poliestireno, que é de cerca de 36 °C, pois, abaixo dela, a solução sofre uma separação de fases. Num segundo momento, a preparação é levada por 10 minutos a uma temperatura de -10 °C. Como consequência dessa diminuição da temperatura, alguns fenômenos ocorrem. A solução separa-se em duas fases, uma rica em poliestireno e outra rica em ciclohexano, e o solvente congela. No final do processo de esfriamento, as fases ficam distribuídas de tal modo que formam uma estrutura de poliestireno com buracos recheados com ciclohexano congelado.  Para retirar o solvente das espumas, aplica-se um processo de liofilização, por meio do qual o ciclohexano acaba sublimando. Como resultado final, obtém-se o sólido poroso que os autores do artigo chamaram de nanoespumas.

“Demonstramos que um rejeito de poliestireno denso pode ser prontamente convertido em uma matriz polimérica porosa, desejável para confecção de novos materiais, ou seja, um fim nobre para uma poluição que tem mobilizado governos de países industrializados”, frisa o professor Oliveira.

box fotocataliseFinalmente, a equipe científica avaliou a eficiência do novo material como remediador ambiental, testando a capacidade das nanoespumas de degradarem um corante de aspecto magenta chamado rodamina B. Esse composto, que é usado como marcador nas áreas de saúde, pesquisa, agricultura e outras, é tóxico para o sistema reprodutivo e neurológico, e foi apontado em alguns estudos como agente cancerígeno.

As nanoespumas do professor Oliveira e seus colaboradores conseguiram degradar 98,2% da rodamina B – um resultado superior aos obtidos com nanopartículas fotocatalíticas fora da matriz de poliestireno. Além disso, as nanoespumas demonstraram um desempenho muito bom ao ser reutilizadas: degradaram mais de 96% da rodamina B nos quatro primeiros ciclos. “O uso de uma matriz é desejável pois facilita a recuperação final do fotocatalisador, uma vez que a espuma é facilmente retirada do meio com o uso de uma pinça metálica, além de aumentar a área superficial devido a uma maior dispersão do óxido na matriz”, diz Oliveira.

História do trabalho

Rodrigo de Oliveira estava cursando o doutorado quando teve a ideia, em 2011, de obter novos materiais catalíticos aproveitando a característica de algumas soluções de ter suas fases separadas por ação da temperatura (conhecida como “separação de fases termicamente induzida”, TIPS). Oliveira estava fazendo um estágio no exterior (o vulgarmente chamado “sanduíche de doutorado”) no grupo do professor Julian Eastoe, na University of Bristol. Nesse grupo, Oliveira tinha encontrado a dupla possibilidade de trabalhar com surfactantes, tema de sua pesquisa doutoral, e de melhorar seu domínio da língua inglesa. “Em Bristol, Julian me apresentou um trabalho publicado por ele décadas atrás sobre o uso de TIPS para estudar microemulsões e formação de espumas de carbonato de cálcio”, lembra Oliveira. Até o final do estágio, o então doutorando tinha desenvolvido uma espuma de surfactantes decorada com nanopartículas de ouro. Na Inglaterra, além de fazer esse trabalho em Bristol, Oliveira pôde fazer contato com um renomado grupo da Cardiff University dedicado à pesquisa em catálise, dirigido pelo professor Graham Hutchings. “A possibilidade de se obter novos materiais com fins catalíticos utilizando TIPS ficou na mente”, conta Oliveira.

Em 2012, Oliveira obteve o diploma de doutor em Química pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Pouco depois, ao passar em um concurso da UEPB, virou professor dessa instituição. O jovem pesquisador enxergou então a oportunidade de realizar aquela ideia gestada na Inglaterra. Para fazê-lo, ele deveria se aventurar numa nova linha de pesquisa, diferente daquelas nas quais tinha incursionado na graduação, mestrado e doutorado, mas ele já estava treinado nisso. De fato, na graduação, mestrado e doutorado em Química, todos cursados da UFPE e com orientação do professor André Galembeck, tinha abordado três temas de pesquisa bem diferentes. “André sempre foi aberto a propostas e ideias, inclusive aquelas que fugiam muito do histórico de pesquisa e atuação do grupo”, expressa Oliveira.

Coragem não faltava, mas Oliveira acabava de chegar na UEPB e não tinha infraestrutura disponível, nem os recursos financeiros necessários para montá-la. “De 2012 para cá nossa luta tem sido estabelecer um grupo de pesquisa em Físico-química de Materiais, e uma das linhas focadas é a utilização de TIPS para fazer materiais a partir de rejeito plástico”, diz ele. No caso das nanoespumas, o pesquisador conseguiu desenvolver o trabalho dentro da dissertação de mestrado de Geovânia Cordeiro de Assis, defendida em 2016 e orientada por Oliveira junto à professora Mary Cristina Ferreira Alves (co-orientadora).  Para o preparo das nanoespumas, a equipe utilizou equipamentos simples e baratos (“uma placa de refrigeração de 20 dólares comprada em site de importação da China e uma bomba de vácuo”). Para as caracterizações, que demandam equipamentos necessariamente mais custosos, Oliveira contou com a colaboração de colegas da UFPE, Universidade de Brasília e University of Bristol.

Outros materiais com aplicações ambientais deverão ser gerados na cidade paraibana de Campina Grande, mais precisamente no laboratório do professor Oliveira, aproveitando diversos tipos de plásticos, inclusive os de composição mais complexa como o isopor®, que é formado por poliestireno expandido e outros componentes químicos.  Além de desenvolver materiais para contribuir à remediação de ecossistemas, o grupo está utilizando-os para estudos mais fundamentais, que poderão gerar nanomateriais com estruturas sofisticadas.

“Infelizmente, nos deparamos constantemente com a falta de equipamentos de caracterização, e nos dias atuais nem os colaboradores com as melhores intenções têm mais recursos para nos ajudar como antes”, lamenta Oliveira. “Percebo que há recursos humanos de qualidade na nossa instituição; entretanto, mais investimentos em infraestrutura são fundamentais para manter a qualidade dos trabalhos, formação de recursos humanos e interiorização de ciência no estado da arte”, completa.

Autores principais do artigo. A partir da esquerda, Geovânia Cordeiro de Assis (atualmente doutoranda na UFAL), Mary Alves (docente permanente do PPGQ-UEPB), Julian Eastoe (professor da University of Bristol) e Rodrigo de Oliveira (coordenador do PPGQ-UEPB).
Autores principais do artigo. A partir da esquerda, Geovânia Cordeiro de Assis (atualmente doutoranda na UFAL), Mary Alves (docente permanente do PPGQ-UEPB), Julian Eastoe (professor da University of Bristol) e Rodrigo de Oliveira (coordenador do PPGQ-UEPB).

 

Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) busca novo Diretor-Geral.

CNPEM abre processo seletivo para cargo máximo na gestão da instituição.

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) iniciou o processo de seleção para contratação de Diretor-Geral. O processo é conduzido pelo Conselho de Administração com o auxílio de um Comitê de Seleção, composto majoritariamente por membros externos ao CNPEM.

Os candidatos ao cargo devem enviar carta de interesse e currículo para o e-mail selecaodiretorgeral@cnpem.br. O mesmo meio de contato deve ser utilizado para o esclarecimento de dúvidas e solicitação de informações adicionais. As candidaturas serão tratadas com confidencialidade e o nome selecionado para a Diretoria-Geral deverá ser aprovado pelo Conselho de Administração do CNPEM.

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Localizado em Campinas-SP, possui quatro Laboratórios Nacionais – referências mundiais e abertos às comunidades científica e empresarial. O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera a única fonte de luz síncrotron da América Latina e está, nesse momento, construindo Sirius, o novo acelerador de elétrons brasileiro; o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) atua na área de biotecnologia com foco na descoberta e desenvolvimento de novos fármacos; O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para valorização e transformação de materiais agroindustriais em bioprodutos com ênfase em biocombustíveis; e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas científicas e desenvolvimentos tecnológicos em busca de soluções baseadas em nanotecnologia.

Presidente fundador da SBPMat é eleito fellow da Microscopy Society of America (MSA).

Prof. Guillermo Solórzano
Prof. Guillermo Solórzano

O professor Guillermo Solórzano-Naranjo, um dos líderes da criação da SBPMat e o primeiro presidente da sociedade, foi nomeado fellow da Microscopy Society of America (MSA) no final de fevereiro deste ano. Dessa maneira, Solórzano-Naranjo transformou-se no primeiro acadêmico da América Latina com status de fellow na MSA.

A designação é destinada a membros seniores dessa sociedade científica que tenham contribuído significativamente para o avanço da microscopia e microanálise. No caso do professor Solórzano-Naranjo, ele foi escolhido pela sua excelência na aplicação da microscopia para resolver problemas dos materiais e pelo serviço prestado como embaixador para cooperação internacional através da microscopia.
Guillermo Solórzano-Naranjo é professor do Departamento de Engenharia Química e de Materiais da PUC-Rio. É membro do conselho da International Federation of Societies for Microscopy (IFSM), onde também é o único representante da América Latina. Além de ser presidente fundador da SBPMat, ele presidiu ou foi membro de comitês executivos de várias entidades científicas da área de microscopia, como a Sociedade Brasileira de Microscopia e Microanálise (SBMM), Sociedade Brasileira de Microscopia Eletrônica (SBME); Inter American Committee of Societies for Electron Microscopy (IACSEM); International Union of Microbeam Analysis Society (IUMAS). O professor também foi chairman da décima sétima edição do Congresso Internacional de Microscopia, realizado em 2010, pela primeira vez na América do Sul.
Solórzano-Naranjo será distinguido pela MSA na cerimônia de premiações que ocorrerá na abertura do evento  M&M2018, no dia 6 de agosto deste ano, na cidade de Baltimore (Estados Unidos).

XVII Encontro da SBPMat/B-MRS Meeting: aberta a submissão de resumos.

 

 

logo-natal_560px

Aberta a submissão de trabalhos

Está aberta até 15 de abril a submissão de trabalhos para apresentação na décima sétima edição do evento anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais, o XVII B-MRS Meeting.

O evento será realizado de 16 a 20 de setembro deste ano na cidade de Natal (RN), no Hotel Praiamar, a poucos metros da Praia de Ponta Negra.

As inscrições para participar do evento também estão abertas; os valores têm desconto por early registration até 31 de julho.

Os melhores trabalhos apresentados por estudantes de graduação ou pós-graduação serão distinguidos no final do evento com prêmios da SBPMat e da ACS Publications (editora da American Chemical Society). Para se candidatarem aos prêmios, os autores devem submeter um resumo estendido adicional ao resumo convencional.

Esta edição do evento conta com 21 simpósios temáticos, dentro dos quais pesquisadores e estudantes do Brasil e do exterior podem submeter resumos de seus trabalhos para apresentação oral ou em forma de pôster. Os simpósios abrangem um amplo leque de temas de pesquisa em Materiais, desde o design, fabricação, modificação e caracterização de diversos materiais (nanomateriais, polímeros condutores, metais avançados, compósitos, óxidos metálicos, eletrocerâmicas, biomateriais, superfícies e revestimentos) até seu uso nos segmentos de energia, aeroespacial, saúde, eletrônica, bioeletrônica, fotônica e diversas indústrias, passando pelo estudo de suas propriedades. Também serão discutidos nos simpósios os avanços em matéria de toxicologia de nanomateriais.

Os simpósios do XVII B-MRS Meeting são coordenados por pesquisadores ligados a instituições de ensino e pesquisa ou empresas de diversos pontos do Brasil, bem como da Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos e Portugal. O coordenador geral do evento é o professor Antonio Eduardo Martinelli, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O evento contará com apresentação oral de trabalhos, sessões de pôsteres, palestras convidadas e oito palestras plenárias, nas quais cientistas internacionalmente renomados mostrarão resultados que estão na fronteira do conhecimento. O encontro também contará com empresas expositoras.


Veja as instruções para autores


Veja outras informações sobre o evento

natal

Some-se a nós, junto à praia, e faça parte desta grande reunião, onde ciência e tecnologia se agregarão à natureza para uma experiência ideal de aprendizagem e intercâmbio!

premios release

Sobre o B-MRS Meeting. Interdisciplinar e internacional, o B-MRS Meeting é dedicado à apresentação e discussão, em idioma inglês, dos avanços científicos e tecnológicos alcançados no campo dos materiais. Nas últimas edições, o encontro tem reunido cerca de 1.500 participantes de diversos pontos do Brasil e de dezenas de outros países.

Sobre Natal. Famoso destino turístico que atrai visitantes do mundo todo, Natal oferece um prazeroso ambiente para debates, interações e aprendizagem. O clima agradável (seco e com temperatura média de 25 °C em setembro), o povo acolhedor e a deliciosa culinária da cidade criam uma atmosfera de bem-estar que vai além das belezas naturais do seu litoral.

640px-Morro_do_Careca_Natal_Brasil


Assista vídeo com imagens de Natal.

Siga a SBPMat nas redes sociais
 

 

 

Concurso para professor na Universidade Federal de Lavras (UFLA): 2 vagas para Ciência e Tecnologia de Materiais.

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) informa a abertura de concurso público para preenchimento de vinte vagas para professores Adjunto A (com exigência mínima de doutorado na titulação) e Assistente A (com exigência mínima de mestrado). As vagas são para os Departamentos de Biologia (DBI) e Engenharia (DEG). As inscrições devem ser realizadas no endereço eletrônico http://www.prgdp.ufla.br/site/concursos/professor, a partir das 9h de 9/3/2018, até às 23h59 de 27/3/2018 (horário oficial de Brasília).

As vagas são para as áreas de:

DBI: Bioquímica e Metabolismo Vegetal (uma vaga); Bioinformática Aplicada à Microbiologia  (uma vaga); Crescimento e Desenvolvimento de Plantas  (uma Vaga) e Taxonomia Vegetal/subárea – taxonomia de fanerógamas (uma vaga).

DEG: Aproveitamento e Conversão de Energia; e Ciência e Tecnologia de Materiais (duas vagas). As demais áreas oferecem uma vaga: Construção Civil, Engenharia de Estruturas, Geotecnia, Hidráulica, Materiais Metálicos, Máquinas Térmicas e Hidráulicas, Modelagem e Simulação de Processos Químicos, Processos de Fabricação Mecânica, Processos Térmicos e Equilíbrio de Soluções, Projeto Mecânico, Projetos de Processos da Indústria Química e   Sistemas Particulados.

O regime de trabalho é de dedicação exclusiva, regido pela Lei no 8.112, de 1990. O candidato aprovado receberá as remunerações iniciais para os cargos de Professor Adjunto A e Professor Assistente, Nível 1, compostas de vencimento básico e retribuição por titulação – RT (comprovada e não cumulativa), conforme a tabela abaixo, acrescido do auxílio-alimentação e do auxílio- transporte, nos termos da legislação vigente.

Cargo Regime de trabalho Vencimento Básico Retribuição por Titulação
Especialização Mestrado Doutorado
Adjunto A Dedicação exclusiva 4.455,22 5.130,45
Assistente A Dedicação exclusiva 4.455,22 2.172,21 5.130,45

Antes de efetuar a inscrição, o candidato deverá tomar conhecimento do Edital, disponível no endereço eletrônico http://www.prgdp.ufla.br/site/edital-prgdp-16-2018/  e certificar-se de que preenche todos os requisitos para a investidura no cargo/área para o qual pretende concorrer, sem os quais estará impedido de tomar posse.

A seleção será feita por meio de prova escrita, didática, de defesa de Plano de Trabalho e de títulos. As avaliações serão realizadas no câmpus da UFLA, em data a ser divulgada a partir de 4/4/2018. Os dias, horários e locais de realização serão divulgados oficialmente, no endereço eletrônico www.prgdp.ufla.br/site/concursos/professor .

Não será emitido comprovante definitivo de inscrição. É de exclusiva responsabilidade do candidato informar-se sobre as datas, horários e locais de prova.

Boletim da SBPMat – 66ª edição.

 

logo header 400

Boletim da
Sociedade Brasileira
de Pesquisa em Materiais

Edição nº 66. 28 de fevereiro de 2018.
Notícias da SBPMat

Entrevistamos o professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior, eleito em janeiro deste ano para presidir a SBPMat pelo segundo período bienal consecutivo. Veja o que ele falou a respeito do mandato anterior e da gestão que está iniciando, e saiba mais sobre as atividades científicas do nosso presidente. Aqui.

chu evento

Conheça os diretores eleitos junto ao professor Novais de Oliveira Junior em janeiro deste ano para compor a diretoria da SBPMat durante 2018 e 2019: Rubem Luis Sommer (CBPF), Antonio Eduardo Martinelli (UFRN), Daniel Eduardo Weibel (UFRGS), Glaura Goulart Silva (UFMG), Iêda Maria Garcia dos Santos (UFPB) e Mônica Alonso Cotta (UNICAMP). Aqui.

diretoria

XVII Encontro da SBPMat/ B-MRS Meeting
(Natal, RN, 16 a 20 de setembro de 2018)

natal_careca

Some-se a nós, junto à praia, e faça parte desta grande reunião, onde ciência e tecnologia se agregarão à natureza para uma experiência ideal de aprendizagem e intercâmbio!

Simpósios. A relação dos simpósios que vão compor o evento será divulgada nos próximos dias. Acompanhe pelo site, Facebook e Twitter.

Palestras plenárias. Saiba quem são os 8 cientistas de renome internacional que proferirão as plenárias do evento e quais serão os temas das palestras. Veja aqui.

Expositores e patrocinadores. 16 empresas já reservaram seus estandes. Empresas interessadas em participar do evento com estandes e outras formas de divulgação podem entrar em contato com Alexandre no e-mail comercial@sbpmat.org.br.

Organizadores. O coordenador do evento é o professor Antonio E. Martinelli (UFRN). Conheça a equipe do comitê organizador.

Centro de convenções. O evento será realizado no centro de convenções do Hotel Praiamar, localizado a metros da famosa praia de Ponta Negra. Saiba mais.

Natal. Famoso destino turístico que atrai visitantes do mundo todo, Natal oferece um prazeroso ambiente para debates, interações e aprendizagem. O clima agradável (seco e com temperatura média de 25 °C em setembro), o povo acolhedor e a deliciosa culinária da cidade criam uma atmosfera de bem-estar que vai além das belezas naturais do seu litoral. Veja vídeo sobre Natal.

montagem natal

Artigo em destaque

Uma equipe de pesquisadores do Brasil apresentou na NanoLetters um processo que gera nanofios semicondutores de formato incomum, sem defeitos e promissores para uma série de aplicações. O segredo dessa rota de fabricação é colocar nanopartículas catalisadoras aquecidas sobre o substrato onde crescem os nanofios e deixar que elas se movimentem espontaneamente. Saiba mais.

nanofios assimetricos

Novidades dos sócios SBPMat

  • Reginaldo Muccillo (IPEN), sócio e ex-diretor da SBPMat, recebeu o “Global Star Award” da ACerS. Saiba mais.

 

Dicas de leitura

  • Equipe com participação brasileira usa simulações e impressão 3D para fabricar schwarzitas, idealizadas em 1880, e comprovar suas excelentes propriedades mecânicas (paper da Advanced Materials). Saiba mais.

  • Equipe com participação brasileira dá novo passo para produção em escala de nanocompostos que atraem e matam bactérias (paper da Scientific Reports). Veja vídeo.

  • Cientistas conseguem medir temperatura em materiais 2D, superando um dos empecilhos para sua aplicação (paper da Physical Review Letters). Saiba mais.

  • Edição inaugural da ACS Applied Nano Materials pode ser lida sem custo. Veja aqui.

Oportunidades

  • Vagas para pesquisadores no LNLS/ Sirius (XPCS e difração de raios X). Saiba mais.

  • Subject proposal for PhD (with 3 years scholarship from French Ministry of Education) September 2018 – August 2021. Saiba mais.

  • Abertas até 01/03 as nominações para o Heroes of Chemistry Award, prêmio da ACS para profissionais que desenvolveram produtos que beneficiam a humanidade. Saiba mais.

  • III Prêmio Cientistas e Empreendedor do Ano Instituto Nanocell: indicação de candidatos aberta à sociedade. Saiba mais.

  • Microscópio de varredura por tunelamento entra em funcionamento na Unicamp e será aberto para uso de pesquisadores externos do estado de São Paulo. Saiba mais.

Eventos

  • Escola de Caracterização de Nanomateriais e Nanoestruturas. Duque de Caxias, RJ (Brasil). 5 a 9 de março de 2018. Site.

  • V Escola de Verão do Departamento de Física da PUC-Rio. Rio de Janeiro, RJ (Brasil). 12 a 15 de março de 2018. Site.

  • I Simpósio Brasileiro de Materiais e Pesquisas Relacionadas. Juiz de Fora, MG (Brasil). 10 a 13 de abril de 2018. Site.

  • Primer Encuentro de Jóvenes Investigadores en Ciencias de Materiales. Montevideu (Uruguai). 13 a 14 de abril de 2018. Site.

  • 6º Encontro Nacional de Engenharia Biomecânica (ENEBI 2018). Águas de Lindoia, SP (Brasil). 8 a 11 de maio de 2018. Site.

  • 8th International Symposium on Natural Polymers and Composites. São Pedro, SP (Brasil). 27 a 30 de maio de 2018. Site.

  • Photonic Colloidal Nanostructures: Synthesis, Properties, and Applications (PCNSPA 2018). São Petersburgo (Rússia). 4 a 6 de junho de 2018. Site.

  • 7th International Congress on Ceramics (ICC7). Foz do Iguaçu, PR (Brasil). 17 a 21 de junho de 2018. Site.

  • International Conference on Electronic Materials 2018 (IUMRS-ICEM). Daejeon (Coreia do Sul). 19 a 24 de agosto de 2018. Site.

  • Symposium “Nano-engineered coatings, surfaces and interfaces” no “XXVII International Materials Research Congress”. Cancun (México). 19 a 24 de agosto de 2018. Site.

  • XVII Encontro da SBPMat/ B-MRS Meeting. Natal, RN (Brasil). 16 a 20 de setembro de 2018. Site.

  • International Conference of Young Researchers on Advanced Materials (ICYRAM 2018). Adelaide (Austrália). 4 a 8 de novembro de 2018. Site.

Siga-nos nas redes sociais

Você pode divulgar novidades, oportunidades, eventos ou dicas de leitura da área de Materiais, e sugerir papers, pessoas e temas para as seções do boletim. Escreva para comunicacao@sbpmat.org.br.

 

 

Artigo em destaque: Nanopartículas movediças para nanofios assimétricos.

O artigo científico com participação de membros da comunidade brasileira de pesquisa em Materiais em destaque neste mês é: Exploring Au Droplet Motion in Nanowire Growth: A Simple Route toward Asymmetric GaP Morphologies. Bruno C. da Silva*, Douglas S. Oliveira, Fernando Iikawa, Odilon D. D. Couto Jr., Jefferson Bettini, Luiz F. Zagonel, and Mônica A. Cotta*. Nano Lett., 2017, 17 (12), pp 7274–7282. DOI: 10.1021/acs.nanolett.7b02770

Nanopartículas movediças para nanofios assimétricos.

Imagem de microscopia eletrônica de varredura de nanofios assimétricos de fosfeto de gálio (GaP).
Imagem de microscopia eletrônica de varredura de nanofios assimétricos de fosfeto de gálio (GaP).

Em artigo recentemente publicado no periódico NanoLetters (fator de impacto 12,712), uma equipe de cientistas do Brasil apresentou um processo que permite produzir nanofios semicondutores de morfologia assimétrica, distintos dos tradicionais nanofios cônicos ou cilíndricos. Vale lembrar que nanofios são estruturas com diâmetro ou espessura nanométrica e sem limitações de tamanho quanto ao comprimento.

“Nossa principal contribuição consiste em demonstrar uma alternativa para o controle da morfologia no crescimento de nanoestruturas semicondutoras tipo nanofio”, afirma Bruno César da Silva, autor correspondente do artigo. Essa possibilidade de se produzir, de forma controlada, nanofios com formatos diferenciados e sem defeitos, pode ter impacto em diversas aplicações, inclusive a fabricação de células solares e LEDs.

Os autores descobriram o processo enquanto estudavam a produção de nanofios que fossem interessantes para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Entre os candidatos promissores, os cientistas escolheram, pelas suas propriedades, nanofios de fosfeto de gálio (GaP) com uma determinada estrutura cristalina conhecida como wurtzita. O trabalho estava sendo realizado dentro do mestrado de Bruno da Silva, iniciado em 2014 com orientação dos professores Luiz Fernando Zagonel e Mônica Alonso Cotta, ambos do Instituto de Física Glew Wataghin (Unicamp). Nos primeiros meses de trabalho, enquanto analisavam os nanofios obtidos, os cientistas encontraram uma quantidade significativa de nanoestruturas de fosfeto de gálio com formato assimétrico. “Além disso, vimos que esses nanofios, especificamente, tinham estrutura cristalina hexagonal (wurtzita) e baixíssima densidade de defeitos cristalográficos, o que nos motivou a estudar posteriormente em detalhes as causas da formação desta estrutura singular”, relata da Silva.

box aplicaçõesA técnica escolhida pela equipe da Unicamp para produzir os nanofios foi a epitaxia por feixe químico (CBE, na sigla em inglês), precedida por um aquecimento (annealing) do substrato no qual crescem os nanofios. Na CBE, coloca-se, dentro de uma câmara, um substrato de material adequado – neste caso, arseneto de gálio (GaAs). Depois são introduzidos na câmara, compostos químicos em forma de vapor, contendo elementos do material com o qual se deseja formar os nanofios – neste caso, fosfeto de gálio. O material vai se depositando em cima do substrato, camada sobre camada. Dessa maneira, a técnica gera filmes. Para promover o crescimento de nanofios, depositam-se no substrato nanopartículas metálicas (neste caso, de ouro), antes de expô-lo ao vapor. Durante a exposição ao vapor, essas nanopartículas catalisadoras fazem com que o material se deposite preferencialmente debaixo delas, formando estruturas relativamente compridas.

Voltando à história do trabalho dos nanofios assimétricos, em 2016, defendido o mestrado e iniciado o doutorado, Bruno da Silva e sua orientadora Mônica Cotta começaram a levantar e testar hipóteses para a causa da formação dessas peculiares estruturas. Após diversos experimentos e análises, a dupla concentrou esforços num fenômeno que chamou a sua atenção: nos estágios iniciais do processo, as nanopartículas de ouro se deslocavam espontaneamente sobre o substrato. Nesse momento, os cientistas notaram que não eram os únicos curiosos por compreender o fenômeno das nanopartículas movediças; diferentes grupos de pesquisa no mundo estavam começando a investigá-lo.

Imagem de microscopia de força atômica de uma nanopartícula de ouro sobre substrato de GaAs evidenciando o rastro deixado pelo movimento da mesma.
Imagem de microscopia de força atômica de uma nanopartícula de ouro sobre substrato de GaAs evidenciando o rastro deixado pelo movimento da mesma.

A equipe brasileira empreendeu então um trabalho sistemático de aquecimento do substrato com nanopartículas catalisadoras e de crescimento de nanofios sob diversas condições, e analisou as amostras resultantes usando microscópios eletrônicos de varredura e de transmissão e microscópio de força atômica. Dessa maneira, a dupla e seus colaboradores do IFGW-Unicamp e do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) conseguiram descobrir por que o processo de crescimento utilizado resultava em nanofios assimétricos. O principal responsável por gerar tal morfologia era, de fato, o movimento das nanopartículas de ouro, o qual se ativava termicamente com o tratamento térmico (annealing) inicial. Além ter uma explicação, a equipe possuía agora uma receita para produzir nanofios semicondutores de formato assimétrico. “Nosso trabalho foi o primeiro a mostrar que a instabilidade mecânica da nanopartícula catalisadora pode ser utilizada para modificar o crescimento de nanofios semicondutores, no nosso caso, impactando principalmente a sua morfologia”, diz Bruno da Silva.

O mecanismo de formação dos nanofios assimétricos apresentado no artigo é, em grandes linhas, o seguinte. Ao serem aquecidas junto ao substrato no tratamento térmico, as nanopartículas começam a se movimentar e avançam pelo substrato enquanto consomem a camada de óxido que naturalmente recobre o arseneto de gálio e consomem também parte do próprio arseneto de gálio em si. Assim, as nanopartículas vão formando sulcos assimétricos de poucos nanometros de profundidade e poucas centenas de nanometros de comprimento. Esses rastros tornam-se terra fértil para o crescimento dos nanofios, já que a taxa de deposição do material é maior ali do que no resto do “chão”, recoberto pelo óxido. Então, um pedestal se forma ao longo dos sulcos e, a partir do momento em que a nanopartícula se descola do substrato, o nanofio cresce em cima do pedestal num formato assimétrico.  “Mostramos que o movimento da partícula gera uma zona de deposição preferencial, e que a combinação deste fenômeno com o crescimento axial “vapor –líquido – sólido” leva à formação da assimetria no nanofio”, resume da Silva.

Além de descrever o mecanismo de formação dos nanofios assimétricos, o trabalho da equipe brasileira gerou conhecimento detalhado sobre o movimento das nanopartículas metálicas. “Nós mostramos que, além da temperatura, as condições de vácuo e a qualidade da superfície do substrato são cruciais para a estabilidade da nanopartícula, e que a direção do movimento está relacionada com a assimetria da dissolução de ouro em superfícies semicondutoras III-V”, detalha o doutorando.

O trabalho experimental que originou o artigo da Nano Letters foi realizado no Laboratório de Nano e Biossistemas do IFGW-Unicamp (síntese do material e caracterização por microscopia de força atômica), no Grupo de Propriedades Ópticas do IFGW-Unicamp (medidas ópticas), no Laboratório de Microscopia Eletrônica do Laboratório Nacional de Nanotecnologia do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (LNNano-CNPEM), e no Laboratório de Caracterização Estrutural do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (DEMA-UFSCAR). O trabalho contou com financiamento da Unicamp, por meio do fundo FAEPEX, das agências brasileiras federais CNPq e CAPES e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Gente da comunidade: entrevista com o presidente reeleito da SBPMat, Osvaldo Novais de Oliveira Junior.

Osvaldo Novais de Oliveira Jr
Osvaldo Novais de Oliveira Junior em encontro anual da SBPMat.

Reeleito em janeiro deste ano, o professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior (IFSC-USP) inicia neste mês de fevereiro seu segundo mandato consecutivo como presidente da SBPMat, junto a uma diretoria parcialmente renovada, formada pelo professor Rubem Luis Sommer (CBPF) no setor de administração, finanças e patrimônio, e, como diretores científicos, os professores Antonio Eduardo Martinelli (UFRN), Daniel Eduardo Weibel (UFRGS), Glaura Goulart Silva (UFMG), Iêda Maria Garcia dos Santos (UFPB) e Mônica Alonso Cotta (Unicamp). Esta diretoria administrará a sociedade por dois anos, até o final de 2019.

Atualmente, o professor Novais de Oliveira Junior (ou “Chu”, como é conhecido) é professor titular do Instituto de Física de São Carlos – Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e editor associado da revista ACS Applied Materials & Interfaces. Dono de um índice H de 58, seu nome se encontra entre os dos 100 cientistas do Brasil de todas as áreas com índice H mais alto. É autor de cerca de 500 artigos e seus trabalhos contam com cerca de 15.500 citações (dados do Google Scholar).

Neste entrevista, o presidente reeleito fala um pouco sobre seu primeiro mandato na SBPMat, os planos para a gestão que inicia e suas atividades científicas atuais.

Boletim da SBPMat: – Você acaba de concluir seu primeiro mandato como presidente da SBPMat. Compartilhe com nossos leitores um comentário a respeito dos resultados conseguidos pela diretoria que você presidiu.

Osvaldo Novais de Oliveira Junior: – No mandato que se encerrou a prioridade da diretoria foi a de manter os Encontros Anuais em alto nível, a despeito da crise financeira por que passa o sistema de ciência, tecnologia e inovação no Brasil. Além dessa prioridade, continuamos os esforços de diretorias anteriores na internacionalização da SBPMat, com parcerias com sociedades científicas de outros países.

Boletim da SBPMat: – Você acaba de assumir um novo mandato, de dois anos, como presidente da SBPMat. Comente seus planos e expectativas.

Osvaldo Novais de Oliveira Junior: – A expectativa da diretoria é a de poder dar continuidade às atividades que fizeram da SBPMat uma das sociedades científicas mais atuantes e prestigiosas no Brasil. Como planos principais, destacaria a busca por maior inserção na sociedade, com um trabalho de disseminação das contribuições da ciência e tecnologia para o país, e um aumento no número de associados da SBPMat.

Boletim da SBPMat: – Sobre seu trabalho de pesquisa científica, conte-nos um pouquinho o que está fazendo.

Osvaldo Novais de Oliveira Junior: – A pesquisa de meu grupo, em parceria com outros no Brasil e no exterior, se concentra em duas áreas: i) no estudo e uso de materiais para biologia e medicina, por exemplo com biossensores para diagnóstico precoce de câncer e determinação de mecanismos em nível molecular de fármacos para combater bactérias super-resistentes. ii) uso de metodologias de física estatística e redes complexas para análise de textos, como na identificação de autoria de livros e verificação de multidisciplinaridade na literatura científica.

Boletim da SBPMat: – Se quiser, utilize este espaço para deixar uma mensagem para os sócios da SBPMat e para a comunidade que acompanha as novidades do boletim.

Osvaldo Novais de Oliveira Junior: – Eu e a nova diretoria esperamos contar com o apoio entusiasmado da comunidade, como tem ocorrido nos últimos anos.

 

Subject proposal for PhD (with 3 years scholarship from French Ministry of Education) September 2018 – August 2021

Prof Denis Chaumont is looking for a candidate for a PhD subject with funding (3 years by the French Ministry of Education), starting in September 2018.

Title of the project: Growth of hybrid TiO2 nanostructures under MOCVD for applications in energy field.

The candidate must be graduated Master M2 (BAC + 5) before September 1, 2018. The candidate must be a good candidate. The couple candidate/subject will be examined by a jury that will evaluate the ”quality” of the couple.

Interested candidates can send the following documents to Prof Chaumont (denis.chaumont@u-bourgogne.fr):

– a CV,

– a letter of motivation,

– the transcripts of the results and ranking of the year of Master M1,

– the opinion of the internship tutor of M1,

– the transcripts of the results and ranking of the first semester of the year of Master M2,

– a letter of recommendation …

Contact :
Denis CHAUMONT (MCF-HDR)
Nanoform, Laboratoire Interdisciplinaire Carnot de Bourgogne ICB
(UMR 6303 CNRS – Université de Bourgogne)
9, Avenue Alain Savary
BP 47 870, 21 078 Dijon Cedex, France
Phone: (33) 3 80 39 59 08 ; Fax : (33) 3 80 39 61 32
E-mail: denis.chaumont@u-bourgogne.fr
Website: http://icb.u-bourgogne.fr/fr/membres/132-permanents/enseignants-chercheurs/516-denis-chaumont.html or www.nanoform.fr