Boletim SBPMat – edição 26 – outubro 2014 – cobertura multimídia XIII Encontro da SBPMat.


 

Edição nº 26 – Outubro de 2014

Especial XIII Encontro da SBPMat – João Pessoa, 28 de setembro a 2 de outubro

Saudações, .

Como foi o XIII Encontro da SBPMat: textos, fotos, vídeos e arquivos das apresentações.

Cerca de 2.000 trabalhos orais e pôsteres apresentados. 105 palestras convidadas. Vindos de 20 países do mundo e das 5 regiões do Brasil, 1.650 participantes – 15% a mais do que na edição passada. Fomos além dos números e relatamos, com texto e fotos, alguns dos momentos mais destacados da intensa programação do evento. Aqui.

Nas 7 plenárias do XIII Encontro da SBPMat, cientistas destacados internacionalmente apresentaram ciência de alto nível e falaram sobre seu impacto na sociedade. LEDs, eletrônica orgânica, quasicristais, materiais para nanomedicina e simulação computacional foram os principais temas abordados. Apresentamos para nossos leitores um breve relato de cada palestra, fotos dos nossos plenaristas e arquivos das apresentações, gentilmente cedidos pelos palestrantes. Aqui.

Os 19 simpósios deste ano abordaram um universo de assuntos: novos materiais, materiais tradicionais, técnicas de processamento e análise, aplicações em diversos segmentos, transferência de tecnologia… Entre seus coordenadores, o evento registrou pesquisadores de universidades, institutos de pesquisa e empresas do Brasil e outros 7 países. Compartilhamos aqui vídeos com breves depoimentos de alguns desses coordenadores sobre seus simpósios. Assista aqui.

No XIII Encontro da SBPMat foi realizado o lançamento da publicação “Science impact. A special report on materials science in Brazil“, realizada pelo IOP junto à SBPMat. Distribuído em primeira mão para todos os participantes, o documento, em inglês, apresenta ao mundo o panorama atual da pesquisa em Materiais no Brasil. Saiba mais.

Também durante o encontro, 30 jovens participaram de um momento histórico: a primeira reunião do Programa University Chapters da SBPMat. Os 4 chapters criados se apresentaram, e autoridades da SBPMat falaram com os estudantes. Saiba mais.

Prêmio Bernhard Gross 2014: 20 jovens premiados por apresentarem os melhores trabalhos dos simpósios do XIII Encontro da SBPMat. 

Dentre os 20 vencedores, foram escolhidos o melhor oral e o melhor pôster do XIII Encontro da SBPMat. A premiação ocorreu no último dia do encontro. Publicamos a lista dos trabalhos e autores premiados e as fotos da entrega dos certificados. Aqui.

O Prêmio Bernhard Gross ao melhor trabalho apresentado em sessão oral foi outorgado a Juliana Eccher, por uma pesquisa pioneira no Brasil sobre o uso de cristais líquidos como semicondutores orgânicos, desenvolvida no seu doutorado pela UFSC junto a uma série de colaboradores internacionais. Saiba mais sobre o trabalho e seus autores.

André Luiz Maia de Azevedo foi destacado com o Prêmio Bernhard Gross ao melhor pôster do XIII Encontro da SBPMat por um trabalho que desenvolveu em seu mestrado na UFF. Formado em Farmácia, e profissional da área, André conseguiu o que buscava: diminuir custos e superar limitações das técnicas existentes para análise de fármacos ao desenvolver um compósito de grafite e epóxi utilizado como eletrodo dentro de uma célula eletroquímica. Saiba mais sobre o trabalho e seus autores.

XIV Encontro da SBPMat: reservemos nossas agendas!

Com coordenação do professor Marco Cremona (PUC-Rio), a décimo quarta edição do encontro anual da SBPMat será realizada no Rio de Janeiro, de 27 de setembro a 1º de outubro de 2015, no Centro de Convenções SulAmérica  – um espaço moderno, de fácil e rápido acesso a partir de qualquer bairro da “cidade maravilhosa”.

Repercurssão do XIII Encontro da SBPMat na web.
No site do Instituto de Física de São Carlos: 13º Encontro da SBPMat ultrapassa fronteiras.
No site da SINC do Brasil: 13º ENCONTRO DA SBPMat ULTRAPASSA FRONTEIRAS.
No blog do INCT de Engenharia de Superfícies: Como foi nosso simpósio de Engenharia de Superfícies em João Pessoa.
No site da International Union of Materials Research Societies: algumas edições dos boletins eletrônicos da SBPMat .
Algumas dicas de leitura.
Prêmio Nobel de Física 2014: uma fonte de luz energeticamente eficiente e ambientalmente correta, o LEDAqui.
 Prêmio Capes de melhor tese em Materiais: síntese rápida de compostos de titanato de estrôncio para sensor de gás. Aqui.
Arquivos de apresentações e fotos do “Second IUMRS International Conference for Young Researchers” (ICYRAM), Haikou, Hainan, China, 24 a 26 de outubro. Aqui.
Oportunidades.
 Processo seletivo para mestrado e doutorado em Materiais do PGMAT- UCS, em Caxias do Sul (RS). Aqui.
 UFABC abriu inscrições para Pós-Graduação em Nanociências e Materiais Avançados. Aqui.
 Processo Seletivo para os cursos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Nanotecnologia da COPPE/UFRJ. Aqui.
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Simpósios do XIII Encontro: minivídeos com depoimentos dos coordenadores.


Coordenadores nos contam, em cerca de um minuto, como foram seus simpósios.

A: Functional hybrid interfaces: from characterization to applications.  Welchy Leite Cavalcanti (IFAM – Alemanha).

B: Ceramic and metallic materials obtained by wet-chemical methods. Mary Alves (UEPB).

C: Magnetic Materials. Marcos Flavio de Campos (UFF).

D: Organic Electronics and hybrids: materials and devices. Ivan H. Bechtold (UFSC).

E: Sol-Gel Materials: From Fundamentals to Advanced Applications. Andrea S. de Camargo (USP São Carlos).

F: Anti-fouling Materials and Coatings. Mônica de Oliveira Penna (PETROBRAS).

G: Research Frontiers of Computer Simulations in Materials Science: Developments and Applications. Miguel San-Miguel (University of Sevilla, Espanha).

H: Luminescent Materials. Hermi F. Brito (USP).

J: IX Brazilian Electroceramics Symposium. Marcelo Ornaghi Orlandi (UNESP).

K: Structure-Properties Relationship of Advanced Metallic Materials. Leonardo Barbosa Godefroid (UFOP).

L: Current Research in Energy Storage Systems. Alexandre Urbano (UEL).

M: Nanomaterials for Nanomedicine. Carlos Jacinto da Silva (UFAL).

N: Surface Engineering – functional coatings and modified surfaces. Carlos Alejandro Figueroa (UCS e Plasmar Tecnologia).

O: Multifunctional materials derived from clay minerals. Maria Gardênnia da Fonseca (UFPB) e Maguy Jaber (Université Pierre et Marie Curie, França).

P: Advanced Carbon Nanostructures and Composites. Jilian Nei de Freitas e Talita Mazon (Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer)


Q: International Symposium on Cementitious Materials – ISCM2014. Sandro Torres (UFPB).


R: Innovation and Technology Transfer Symposium. Rodrigo Bianchi (UFOP).

Prêmio Bernhard Gross ao melhor trabalho oral para Juliana Eccher, por pesquisa pioneira no Brasil sobre o uso de cristais líquidos como semicondutores orgânicos.


Trabalho premiado: Electrical response of a columnar liquid crystal applied in a diode structure. Juliana Eccher1, Gregorio Couto Faria2, Harald Bock3, Heinz Von Seggern4, Wojciech Zajaczkowski5, Wojciech Pisula5, Ivan H. Bechtold1; 1Universidade Federal de Santa Catarina, 2Universidade de São Paulo, 3Centre de Recherche Paul Pascal, Cnrs and Univ.Bordeaux, 4Technische Universität Darmstadt, 5Max-Planck-Institut For Polymer Research, Mainz.

Juliana Eccher recebeu o certificado de melhor trabalho oral do XIII Encontro da SBPMat, entregue pelo chairman do encontro de 2015.

O Prêmio Bernhard Gross ao melhor trabalho apresentado em sessão oral no XIII Encontro da SBPMat foi outorgado a uma pesquisa pioneira no Brasil no seu tema. “A meu ver, a principal relevância na premiação deste trabalho deve-se à divulgação da pesquisa envolvendo cristais líquidos como semicondutores orgânicos para aplicações no campo da eletrônica orgânica, principalmente no que se refere ao Brasil, visto que não existem muitos grupos voltados para esta pesquisa no país”, diz a doutora recém-diplomada Juliana Eccher, que apresentou o trabalho no Simpósio D de materiais e dispositivos de eletrônica orgânica e foi a destinatária do prêmio.

Graduada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Juliana obteve os melhores índices de aproveitamento da sua turma na licenciatura e no bacharelado em Física. Decidiu seguir carreira acadêmica na área de Física experimental e foi fazer o mestrado e o doutorado na UFSC, ambos relacionados ao estudo de cristais líquidos, no campo dos materiais. “A pesquisa em materiais é fascinante, pois oferece um amplo leque de estudo em diversas áreas do conhecimento”, diz Juliana, que participou do encontro da SBPMat em três oportunidades. “O que mais me atrai é a possibilidade de novas descobertas e a diversidade de aplicações”, completa.

Os cristais líquidos, materiais usados nas amplamente comercializadas telas LCD, têm sido reconhecidos recentemente como uma classe promissora de semicondutores orgânicos auto-organizados com elevada mobilidade de carga. Alguns deles são chamados de colunares porque suas moléculas, de formato semelhante ao de um disco, empilham-se umas sobre as outras formando colunas estáveis. Quando as colunas estão alinhadas perpendicularmente ao substrato, tem-se o alinhamento homeotrópico – configuração ideal para a aplicação em OLEDs (diodos orgânicos emissores de luz) e OPVs (dispositivos fotovoltaicos orgânicos).

O trabalho vencedor do Prêmio Bernhard Gross, desenvolvido durante o doutorado em Física de Juliana Eccher, com a orientação do professor Ivan Bechtold, relacionou as mudanças nas propriedades elétricas com a organização molecular do filme fino de um cristal líquido baseado no centro aromático perileno-diimida, o qual foi investigado dentro de uma estrutura de diodo. O trabalho foi financiado pelo CNPq, em particular por meio do INCT/INEO, e pela CAPES.

Na pesquisa, a equipe pôde obter o alinhamento homeotrópico em filmes depositados por meio da técnica de spin-coating ao submetê-los a tratamento térmico (annealing), resultando num aumento de cinco ordens de grandeza na mobilidade de carga e também num significativo incremento na intensidade de eletroluminescência do dispositivo.

Doutorado com colaborações internacionais

O trabalho foi viabilizado graças a uma série de colaborações internacionais. A síntese do composto orgânico estudado foi realizada pelo doutor Harald Bock do Centre de Recherche Paul-Pascal, CNRS, na França, colaborador desde 2010 do Laboratório de Optoeletrônica Orgânica e Sistemas Anisotrópicos (LOOSA) do Departamento de Física da UFSC, que é coordenado pelo professor Bechtold. Inicialmente no Brasil, por meio de uma colaboração com o professor Gregório Faria do Instituto de Física de São Carlos da USP, a equipe começou a investigar a potencialidade do material orgânico como camada emissora em uma estrutura de diodo.  Além disso, em 2013, Juliana fez um estágio “sanduíche” no grupo do professor Heinz von Seggern na Technische Universität Darmstadt, na Alemanha, onde conseguiu fabricar os dispositivos e fazer sua caracterização elétrica. Ainda durante o estágio de pesquisa de Juliana, foi estabelecida uma colaboração com o doutor Wojciech Pisula, do Max-Planck-Institut for Polymer Research, cujo grupo realizou análises de raios x com incidência rasante (GIWAXS), as quais foram fundamentais para investigar a orientação das colunas com relação à superfície. Ainda devido à colaboração com o professor Gregório, foi desenvolvido o modelo teórico utilizado na análise das medidas elétricas de densidade de corrente em função da voltagem aplicada.

“O principal resultado alcançado na minha tese de doutorado foi mostrar que, dependendo da aplicação desejada, foi possível modificar e controlar a orientação dos domínios líquido-cristalinos em relação aos eletrodos, o que melhorou significativamente as propriedades elétricas dos dispositivos”, resume Juliana.

Para saber mais sobre este trabalho

– Tese de doutorado de Juliana Eccher: http://ppgfsc.posgrad.ufsc.br/files/2010/07/Tese-BU_Juliana-Eccher.pdf

– Artigo científico publicado: J. Eccher, G. C. Faria, H. Bock, H. von Seggern, I. H. Bechtold. ACS Appl. Mater. Interfaces, 5, 11935-11943 (2013).

– Arquivo da apresentação de Juliana Eccher no Simpósio D do XIII Encontro da SBPMat:

 

Prêmio Bernhard Gross 2014 destacou vinte trabalhos de estudantes do XIII Encontro da SBPMat.


O Prêmio Bernhard Gross da SBPMat destaca os melhores trabalhos de cada simpósio dos encontros anuais da SBPMat (no máximo, um oral e um pôster por simpósio) apresentados por estudantes de graduação ou pós-graduação. Dentre os finalistas, são escolhidos o melhor oral e o melhor pôster de todo o encontro. O prêmio homenageia um pioneiro da pesquisa na área de Materiais no Brasil, o engenheiro e físico Bernhard Gross (1905 – 2002).

No dia 2 de outubro de 2014, no encerramento do XIII Encontro da SBPMat, foram anunciados os vinte vencedores desta edição do Prêmio Bernhard Gross. Os trabalhos premiados poderão fazer parte de um volume especial do periódico de acesso aberto “IOP Conference Series: Materials Science and Engineering”. Veja a lista completa dos vencedores:

– Melhor trabalho do Simpósio A

Pôster: Information On Crystallinity Index Of Sugarcane Biomass Submitted To A Chemical and Enzymatic Treatment Via Solid-State Nuclear Magnetic Resonance (Ssnmr); Oigres Daniel Bernardinelli1, Igor Polikarpov1, Eduardo Ribeiro de Azevedo1; 1Instituto de Física de Sao Carlos.

– Melhor trabalho do Simpósio B

Oral: Synthesis Of Potassium Niobates By Microwave Assisted Solvothermal Method; Thiago Marinho Duarte1, Luzia Maria Castro Honório1, Juliana Kelly Dionízio de Souza1, Arnayra Sonayra Brito Silva1, Elson Longo2, Ricardo Luis Tranquilin3, Iêda Maria Garcia Santos4, Antônio Gouveia de Souza1, Ary da Silva Maia1; 1Universidade Federal da Paraiba, 2Universidade Estadual Paulista, Campus de Araraquara, 3Universidade Federal de São Carlos – Campus: São Carlos,4Universidade Federal da Paraíba.

– Melhor trabalho do Simpósio C

Pôster: Magnetic Particles As Affinity Matrix For Purification Of Antithrombin; Aurenice Arruda Dutra Das Merces1, Jackeline da Costa Maciel2, Luiz Bezerra de Carvalho Júnior1; 1Universidade Federal de Pernambuco, 2Universidade Federal de Roraima.

 

– Melhores trabalhos do Simpósio D

Oral: Electrical Response Of A Columnar Liquid Crystal Applied In A Diode Structure. Juliana Eccher1, Gregorio Couto Faria2, Harald Bock3, Heinz Von Seggern4, Wojciech Zajaczkowski5, Wojciech Pisula5, Ivan H. Bechtold1; 1Universidade Federal de Santa Catarina, 2Universidade de São Paulo, 3Centre de Recherche Paul Pascal, Cnrs and Univ.Bordeaux, 4Technische Universität Darmstadt, 5Max-Planck-Institut For Polymer Research, Mainz. TAMBÉM VENCEDOR DO PRÊMIO AO MELHOR ORAL DO XIII ENCONTRO DA SBPMAT.

Pôster: How Surface Interactions Freeze Polymer Molecules At Room Temperature: A Single Molecule Approach; Francineide Lopes de Araújo1, Gustavo Targino Valente1, Roberto Mendonça Faria1, Francisco Eduardo Gontijo Guimarães1; 1São Carlos Institute Of Physics, University Of São Paulo.

– Melhor trabalho oral dos Simpósios E/G/P

Oral: Bioactive Hybrid Aminopropyl-Silica Coating To Support Neuronal Growth and Suppress Astrocyte Development; Larissa Brentano Capeletti1,2,3, Mateus B. Cardoso2, João Henrique Zimnoch dos Santos4, Wei He1; 1University Of Tennessee Knoxville, 2Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, 3Universidade do Rio Grande do Sul, 4Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

– Melhor trabalho do Simpósio F

Oral: Evaluation of polymeric coatings on their efficiency of inhibiting the formation of inorganic scale. Maria de Fátima B. Souza, Celso Aparecido Bertran, Mônica de Oliveira Penna.

– Melhor trabalho do Simpósio G

Pôster: Theoretical Investigation Of Optical and Structural Properties Of Ba-Doped Zno Material; Luis Henrique da Silveira Lacerda1, Sergio Ricardo de Lazaro1, Renan Augusto Ribeiro1; 1Universidade Estadual de Ponta Grossa.

– Melhores trabalhos do Simpósio H

Oral: Luminescence Mechanism Of Titanium Doped Rare Earth Oxysulfides Phosphors Obtained By Rapid Microwave Preparation; José Miranda Carvalho1, Cássio Cardoso Santos Pedroso1, Miguel Aguirre Stock Grein Barbará1, Pawel Gluchowski2,3, Lucas Carvalho Veloso Rodrigues4, Maria Cláudia França da Cunha Felinto5, Jorma Hölsä2, Hermi Felinto Brito4; 1Instituto de Química da Usp, 2University Of Turku / Turun Yliopisto, 3Institute Of Low Temperature and Structure Research, 4Universidade de São Paulo, 5Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares.

Pôster: Amino Funcionalization Of Y2O3:eu(Iii) Red Nanophosphor Monitored By Luminescence Spectroscopy and Transmission Electron Microscopy; André Lucas Costa1, João Paulo Gelamos1, Gabriel Mamoru Marques Shinohara2, Sergio Antonio Marques Lima1, Ana Maria Pires1; 1Fct-Unesp Campus de Presidente Prudente, 2Instituto de Química da Unesp.

– Melhores trabalhos do Simpósio K

Oral: Automatic Reconstruction Of Austenite Grain Structure In Martensitic Eurofer-97 Steel From Electron Backscatter Diffraction Data; Verona Biancardi Oliveira1, Hugo Ricardo Zschommler Sandim1; 1Escola de Engenharia de Lorena – Universidade de São Paulo.

Pôster: A Dilatometric Study Of The Continuous Heating Transformations In Maraging 300 Steel; Adriano Gonçalves dos Reis1, Danieli Aparecida Pereira Reis2, Antonio Jorge Abdalla3, Jorge Otubo1, Hugo Ricardo Zschommler Sandim4; 1Instituto Tecnológico de Aeronáutica, 2Universidade Federal de São Paulo, 3Instituto de Estudos Avançados, 4Escola de Engenharia Química de Lorena – Universidade de São Paulo.

– Melhores trabalhos do Simpósio L

Oral: Photoelectrochemical Study Of Ta3N5 Nanotubes For Water Splitting; Sherdil Khan1, Marcos Jose Leite Santos1, Jairton Dupont1, Sérgio Ribeiro Teixeira1; 1Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Pôster: Hydrogen Production From Rice Husk Gray Obtained In The Pyrolysis Process; Suelen Rodrigues Almeida1, Carolina Elicker1, Bruno Muller Vieira1, José Ramon Jurado Egea2, Pedro José Sanches Filho3, Mário Lúcio Moreira1, Sergio da Silva Cava1, Cristiane Raubach Ratmann1;1Universidade Federal de Pelotas, 2Consejo Superior de Investigaciones Científicas, 3Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul.

– Melhores trabalhos do Simpósio M

Oral: Graphene Nanoribbons Decorated With Magnetic Fe3O4 Nanoparticles For Dna Sensing; Blanca Azucena Gómez Rodríguez1, Manuel Perez Caro2, Deborah Zanforlin3, Ana Laura Elías4, José Luiz Lima1,5, Antonio Gomes Souza Filho6, Mauricio Terrones4, José Albino Aguiar1; 1Universidade Federal de Pernambuco, 2Texas State University, 3Universidade Federal de Pernanbuco, 4Penn State University, 5Departamento de Bioquímica – Ufpe, 6Universidade Federal do Ceará.

Pôster: Adjusting Supramolecular Electrostatic Interactions To Produce Mucoadhesive Nanocarriers For Protein Delivery; Leonardo Miziara Barboza Ferreira1, Natália Noronha Ferreira, Charlene Priscila Kiill, Jovan Duran Alonso, Maria Palmira Daflon Gremião; 1Faculdade de Ciências Farmacêuticas-Unesp.

– Melhor trabalho do Simpósio N

Pôster: Preparation and Characterization Of The Lbl Films Based Nanoparticle Graphene Oxide Interacting With 3-N-Propylpirydinium Silsesquixane Chloride; Rodolfo Bonoto Estevam, Rodolfo Thiago Ferreira1, Alan Ben-Hur Bischof, Fábio Santana dos Santos, Cleverson Siqueira Santos, Sérgio Toshio Fujiwara, Karen Wohnrath, Jarem Garcia, Christiana Andrade Pessoa; 1Universidade Estadual de Ponta Grossa.

– Melhor trabalho do Simpósio O

Pôster: Layered Materials As Nanocarriers To Bioactive Molecules; Caroline Silva de Matos, Michele Aparecida Rocha1, Christine Taviot Gueho2, Fabrice Leroux2, Vera Regina Leopoldo Constantino1; 1Instituto de Química da Universidade de São Paulo, 2Institut de Chimie de Clermont-Ferrand.

– Melhor trabalho do Simpósio P

Pôster: Sensor Development Exploiting Graphite-Epoxy Composite As Electrode Material. André Luiz Maia Azevedo1, Renato Soares de Oliveira1, Eduardo Ariel Ponzio1, Felipe Silva Semaan1; 1Universidade Federal Fluminense. TAMBÉM VENCEDOR DO PRÊMIO AO MELHOR PÔSTER DO XIII ENCONTRO DA SBPMAT.

– Melhor trabalho do Simpósio S

Pôster: Structural, Thermal and Optical Studies Of A Nanostructured Composite Formed By Binary Mixtures Of Elemental Nickel and Antimony Powders Produced By Mechanical Alloying; Gleison Adriano da Silva1, Sérgio Michielon de Souza1; 1Universidade Federal do Amazonas.

Parceria da SBPMat com a IOP: publicação apresenta ao mundo um amplo panorama da área de Materiais no Brasil


Roberto Faria (SBPMat) e Susan Curtis (IOP): parceria para divulgar pelo mundo a Ciência de Materiais brasileira.

O XIII Encontro da SBPMat foi o contexto escolhido para o lançamento de uma publicação sobre o panorama atual da pesquisa em Materiais no Brasil, elaborada pelo Institute of Physics (IOP) para a SBPMat. O documento foi distribuído a todos os participantes que retiraram seu material na secretaria no encontro – mais de 1.600. Além disso, no espaço dos expositores, um estande do IOP distribuiu exemplares durante todo o evento. Ainda, a SBPMat está cuidando de enviar a publicação para bibliotecas de universidades, agências de fomento e outras entidades do Brasil e do exterior. E a versão digital do documento está disponível na web.

Para produzir as matérias que compõem o documento, os físicos do Reino Unido Susan Curtis e Michael Blanks, que trabalham como jornalistas e editores em revistas do IOP, percorreram cerca de 20 instituições brasileiras. A dupla entrevistou mais de 50 cientistas, entre pesquisadores que estão trabalhando na área de Materiais, lideranças da política científica brasileira e coordenadores de laboratórios, centros de pesquisa, projetos e institutos.  Destaque especial tiveram dois importantes cientistas da área, do exterior, que falaram sobre o panorama brasileiro: os presidentes em 2013 das sociedades de pesquisa em Materiais da Europa (E-MRS) e dos Estados Unidos (MRS), o português Rodrigo Martins e o argentino Orlando Auciello, respectivamente.

O resultado foram as 14 reportagens e entrevistas que compõem, junto à introdução assinada pelo presidente da SBPMat, professor Roberto Mendonça Faria, o documento com formato de revista, intitulado “Science impact. A special report on materials science in Brazil”.

Brasil mostra que os materiais têm importância

A revista mostra uma evolução muito positiva na pesquisa em Materiais feita no Brasil, desde o início do século atual, resultante de crescentes investimentos públicos e de estratégias acertadas por parte de entidades federais e estaduais de apoio à pós-graduação, pesquisa e inovação, entre outros motivos.

Em suas 42 páginas, as reportagens abordam resultados recentes da pesquisa feita no Brasil em temas como nanomateriais de carbono, materiais com aplicação no campo da saúde, pesquisas que visam melhorar o desempenho de materiais usados em diversas indústrias, materiais para dispositivos e sistemas optoeletrônicos e fotônicos mais eficientes e baratos, materiais naturais otimizados por meio da pesquisa, e materiais para produzir e armazenar energia solar.

Além disso, Curtis e Blank mapearam os laboratórios multiusuário do Brasil na área de Materiais, os quais disponibilizam seus equipamentos para usuários do meio acadêmico e da indústria, do país e do exterior. E também reportaram, ao longo do documento, numerosos casos de transferência de conhecimento e tecnologia da universidade para a indústria por meio da criação de empreendimentos spinoff e de projetos com grandes empresas, como a Camargo Correa, Embraco, Petrobras e Vale. Completam a publicação interessantes pitadas sobre história da Ciência de Materiais no Brasil e alguns de seus protagonistas.

Sobre os físicos-jornalistas

Michael Blanks é editor de notícias da revista Physics World do IOP. Durante sua graduação em Física na Loughborough University fez um estágio de um ano no Max Planck Institute for Solid State Research em Stuttgart (Alemanha). Começou a trabalhar no IOP em 2007, após finalizar seu doutorado em Física experimental da matéria condensada.

Susan Curtis tem cerca de duas décadas de experiência de publicação e edição de revistas e sites de ciência no IOP. É formada em Física pela University of Surrey e já foi pesquisadora na empresa BP.

Link para a versão digital do documento: http://mag.digitalpc.co.uk/fvx/iop/scienceimpact/BMRS2014/

Primeira reunião dos University Chapters da SBPMat: participação, autonomia, crescimento e muitas outras possibilidades para os jovens dos Materiais.


O presidente da SBPMat abriu a primeira reunião do Programa University Chapters.

“Quero que percebam a importância do trabalho de vocês para o desenvolvimento do nosso país”, disse o presidente da SBPMat, professor Roberto Mendonça Faria (IFSC – USP), aos cerca de 30 estudantes de graduação e pós-graduação presentes no Centro de Convenções de João Pessoa para participar da primeira reunião do Programa University Chapters (UCs) da SBPMat. Realizada na tarde de 29 de setembro de 2014, a reunião contou com representantes dos UCs já criados e interessados em formar parte do programa.

O programa UCs tem por objetivo principal congregar estudantes que atuam na área de Materiais em equipes organizadas e formalmente vinculadas à SBPMat, e auxiliar esses grupos, inclusive financeiramente, a realizar atividades complementares a sua formação acadêmica.  Lançado no início de 2014, o programa já começou a desenhar o mapa que pretende conectar grupos das diversas e distantes regiões do Brasil – o 5º maior país do mundo, vale lembrar. Até o momento do evento, quatro chapters tinham sido criados nos estados de Minas Gerais, Piauí e São Paulo.

Encarregado de abrir a reunião, o professor Faria destacou que o Brasil é um país muito rico em matéria-prima, mas que não consegue agregar muito conhecimento em cima dela. “Porém, é esse valor econômico, social e intelectual que eleva o padrão de vida da sociedade”, frisou, lembrando ainda o grande impacto que a área de Materiais, em particular, pode ter no desenvolvimento de uma nação. Para finalizar, o presidente da SBPMat afirmou que, atuando nos university chapters, os jovens se sentirão mais ativos e participativos, não apenas na SBPMat, mas na sociedade brasileira em geral.

Rodrigo Bianchi, responsável pelo programa, coordenou a reunião.

Em seguida, o professor Rodrigo Bianchi (UFOP), diretor científico da SBPMat encarregado do Programa UCs, deu alguns exemplos de atividades que poderiam ser realizadas pelos chapters: um curso de escrita científica para estudantes de Materiais, uma palestra de um cientista de renome internacional numa universidade brasileira, um programa de estágios junto a uma empresa, visitas a outras unidades do programa, intercâmbios com membros de UCs de outros países, simpósios para promover as colaborações científicas entre os UCs… , entre muitas outras iniciativas.

Bianchi também comentou com os presentes algumas interações iniciadas com os programas de university chapters das sociedades de pesquisa em Materiais do México, onde o programa ainda é incipiente, como no Brasil, e dos Estados Unidos (a MRS), que, 15 anos após a criação do programa, possui mais de 80 chapters. “Vários ex-membros de university chapters são hoje lideranças na área de Materiais nos Estados Unidos”, destacou o coordenador.

A palavra, com os jovens

Na segunda parte da reunião, cada um dos UCs da SBPMat foi apresentado por seu presidente ou por algum representante. Larissa Arruda, secretária do UC de Biomateriais, que congrega estudantes da pós-graduação em Materiais da UNESP- Bauru e da Faculdade de Odontologia da USP, apresentou um grupo bem ativo, que tem realizado uma reunião por mês desde sua criação em abril deste ano.

Presidente do UC de Ouro Preto (MG), Mariane Murase destacou a composição multidisciplinar de seu grupo, composto por estudantes de graduação e pós-graduação em Física, Química e Engenharia. “Vejo o programa como uma oportunidade de crescer pessoal e profissionalmente e de interagir com a sociedade”, disse Mariane, que manifestou interesse em desenvolver ações de divulgação científica nas escolas.

Outra cidade mineira, Juiz de Fora, também já tem seu UC da SBPMat, presidido por Jefferson Martins. O grupo está interessado em realizar palestras, seminários e workshops na universidade. Jefferson acredita que a experiência do UC levará amadurecimento a seus membros e lhes permitirá compreender melhor como funcionam os processos dentro das instituições.

Vinda da cidade de Teresina (PI), Layane de Almeida contou que o UC que preside, chamado UNICHAPI, já realizou seu primeiro encontro e tem um site web em construção. Layane enxerga no UC uma possibilidade de estreitar as relações entre a indústria e a universidade – uma missão que considera de especial importância na região onde mora. Entre os pontos positivos do programa, a moça destacou a autonomia que os estudantes ganham para realizar as atividades ao receberem as verbas diretamente da SBPMat.

Os participantes da reunião histórica.

Plenárias do XIII Encontro da SBPMat: ciência de alto nível com impacto social.


Muitos participantes assistiram às palestras plenárias.

A cena se repetiu diariamente enquanto durou o evento: por volta das 8h30 e cerca das 14h00, sob o forte sol de João Pessoa, filas de centenas de participantes ingressavam ao centro de convenções e se instalavam na refrigerada sala das plenárias. Nela, cientistas de carreiras muito destacadas, atestadas por seus índices H de valores entre 40 e 73, vindos da França, Portugal, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos e Itália, compartilharam com os participantes do encontro da SBPMat o conhecimento deles sobre temas nos quais são, sem sombra de dúvida, qualificados especialistas.

A última plenária do evento, a cargo de Robert Chang, professor do primeiro departamento de Ciência de Materiais do mundo, na Northwestern University, retomou dois assuntos que tinham sido explicitados pelo professor Arana Varela na palestra memorial e que permeariam quase todas as plenárias. O primeiro é o papel essencial da área de Materiais e, em particular, da nanotecnologia, no atendimento às necessidades e demandas da humanidade em saúde, alimentação, transporte, segurança e comunicação, e, simultaneamente, na preservação do equilíbrio do meio ambiente.  Quanto ao segundo assunto, Arana Varela e Chang, que foi presidente da sociedade estadunidense de pesquisa em Materiais, a MRS, e fundador em 1991 da União Internacional de Sociedades de Pesquisa em Materiais (IUMRS), destacaram a necessidade da colaboração para enfrentar esse duplo desafio do século XXI. Nesse contexto, Chang convocou os jovens brasileiros [vídeo abaixo] a formarem parte de uma rede global lançada em 2012, a qual promove a interação de jovens pesquisadores da área em torno desses desafios mundiais por meio de uma conferência bienal e plataformas virtuais.

Mas a colaboração científica entre físicos, químicos, engenheiros, matemáticos, biólogos e outros pesquisadores para desenvolver as tecnologias necessárias, disse Chang, é insuficiente. Também é preciso, acrescentou, contar com o esforço conjunto e global de governos, empresas, comunidades, famílias e indivíduos para implantar essas tecnologias no dia-a-dia das pessoas. “Isso requer educação”, completou Chang. Nos últimos 20 anos, o cientista tem conduzido o programa Materials World Modules, que desenvolveu material interativo de ensino sobre Materiais e Nanotecnologia destinado a estudantes pré-universitários.

Nanomedicina

Luís Carlos

O português Luís Carlos, da Universidade de Aveiro, trouxe ao XIII Encontro da SBPMat muitos exemplos de aplicações da nanotecnologia na área da saúde que estão fazendo diferença, ou podem fazê-la no curto prazo.

Especialista em materiais luminescentes, aqueles emissores de luz não resultante do calor, o cientista mostrou em sua palestra plenária que esses materiais já são de grande utilidade no diagnóstico médico. Complexos orgânicos luminescentes, por exemplo, são comercializados como agentes de contraste para imagens por ressonância magnética e como marcadores para fluoroimunoensaios (utilizados em exames pré e neonatais e na detecção de proteínas, vírus, anticorpos, resíduos de fármacos etc.).

Por sua vez, nanopartículas luminescentes (pontos quânticos e nanocristais com íons lantanídeos) despontam tanto em técnicas de diagnóstico quanto no tratamento de doenças. No último grupo se insere o processo de hipertermia, que consiste na exposição de tecidos biológicos, geralmente células cancerosas, a temperaturas superiores a 45°C, provocando sua morte, com lesões colaterais mínimas nos tecidos normais circundantes.  Acompanhada de um monitoramento e controle adequado da temperatura, a técnica poderia se popularizar.

Nos últimos anos, tem sido realizados esforços por desenvolver nanotermómetros que meçam a temperatura intracelular para atender essa e outras aplicações, não só em Nanomedicina, mas também em áreas comoa Microeletrônica, Fotônica e Microfluídica. Um exemplo bem sucedido, apresentado por Luís Carlos na plenária, é o do desenvolvimento de uma plataforma nanométrica formada por nanobastões, os quais funcionam como termômetros, com nanopartículas de ouro na sua superfície, as quais funcionam como aquecedores. Uma plataforma que, em contraste com seu pequeno tamanho, pode trazer grandes benefícios ao aprimoramento da técnica de hipertermia e ao estudo dos processos de transferência de calor na nanoescala.

LEDs e outros dispositivos de nitreto de gálio: economia de 25% no consumo mundial de eletricidade

Sir Colin Humphreys

Quem participou do XIII Encontro da SBPMat certamente se lembrou da palestra plenária do professor da University of Cambridge, Sir Colin Humphreys, quando foi anunciado o Prêmio Nobel de Física de 2014 para três cientistas japoneses cujos trabalhos foram essenciais para o desenvolvimento das lâmpadas de LED de luz branca. O material escolhido pelos laureados quando decidiram enfrentar o desafio de criar o LED azul que viabilizaria o LED emissor de luz branca foi o nitreto de gálio, objeto da palestra de Sir Colin.

De fato, o professor é especialista nesse material. Criador e diretor de um centro de pesquisa em Cambridge dedicado ao nitreto de gálio, Humphreys também criou dois empreendimentos para explorar comercialmente a tecnologia desenvolvida por seu grupo de pesquisa para fabricação de LEDs para iluminação de baixo custo, crescidos sobre “wafers” de silício relativamente grandes, de uns 15 cm. Em 2012, as spinoffs foram compradas pela Plessey, fabricante de produtos baseados em materiais semicondutores com mais de 50 anos no mercado, que hoje está fabricando esses LEDs no Reino Unido.

A lâmpada LED de nitreto de gálio hoje oferece uma das maiores durabilidades do mercado – 100.000 horas de uso, o equivalente a 69 anos sem trocar a lâmpada, contra 1.000 horas de vida da lâmpada incandescente e  10.000 da fluorescente. Esses LEDs também apresentam alta eficiência energética, de 100 a 200 lumens (quantidade de luz emitida em um segundo) por watt de potência consumida.

Na plenária, Sir Colin mostrou que a ampla utilização de LEDs em iluminação (um dos poucos segmentos em que ainda não se universalizou o uso de dispositivos de alta eficiência energética) resultaria numa economia de cerca de 15% no total de eletricidade consumida no planeta e, portanto, numa notória redução nas emissões de dióxido de carbono.

Mais energia pode ser economizada, disse o professor de Cambridge, substituindo o silício por nitreto de gálio, também nestes casos mais eficiente no uso da eletricidade, em diversos dispositivos eletrônicos. No total, concluiu Humphreys, até 25% de toda a eletricidade usada hoje no mundo poderia ser economizada. Motivo que, acrescido a outras aplicações do nitreto de gálio no campo da saúde, foi suficiente para o cientista britânico afirmar que esse material criado pelo homem é um dos mais importantes.

Semicondutores orgânicos: OLEDs e células solares em destaque

Karl Leo

Da mesma forma que os LEDs, os OLEDs, que são fabricados com materiais orgânicos que justificam a letra “O” da sigla, convertem diretamente a eletricidade em luz e são, portanto, dispositivos de alta eficiência potencial, a qual vem sendo efetivamente melhorada ano a ano. LEDs e OLEDs, cada um com seus diferenciais, já concorrem em alguns mercados, como o de displays e, de maneira mais incipiente no caso dos orgânicos, no de iluminação.

Junto com as células solares orgânicas, os OLEDs foram foco da palestra plenária de Karl Leo, professor da universidade alemã TU Dresden e da árabe-saudita KAUST, autor de mais de 550 papers com 23.000 citações e 50 famílias de patentes, além de fundador de 8 empresas spinoff, como as hoje consolidadas Heliatek e a Novaled, que fabricam células solares orgânicas e OLEDs, respectivamente.

O professor Leo compartilhou com o público uma importante quantidade de resultados conseguidos por seus grupos de pesquisa no que diz respeito a melhorar o desempenho de dispositivos semicondutores orgânicos. Junto a seus colaboradores, Karl Leo tem desenvolvido um extenso trabalho sobre a dopagem de semicondutores orgânicos das camadas de transporte de OLEDs e células solares para aumentar significativamente sua condutividade elétrica – trabalho que resultou, por exemplo, na obtenção de OLEDs emissores de luz branca com eficiência energética mais alta do que a dos tubos fluorescentes.

A partir da esquerda: A. Salleo, F. So, R. Faria, H. von Seggern e J. Nelson.

Karl Leo não foi o único cientista destacado internacionalmente presente em João Pessoa representando a área de semicondutores orgânicos. Na quarta-feira à tarde, uma mesa redonda organizada pelo Simpósio D reuniu quatro desses renomados especialistas: Alberto Salleo (Stanford University), Franky So (University of Florida), Heinz von Seggern (TU Darmstadt) e Jenny Nelson (Imperial College London). Moderada por um destacado cientista brasileiro da área, Roberto Mendonça Faria, professor do Instituto de Física de São Carlos da USP e presidente da SBPMat, o painel congregou dezenas de participantes do encontro, de diversas idades, que participaram ativamente do debate. Em torno do tema dos desafios da eletrônica orgânica, da pesquisa básica à produção em massa (ou produção individual, conforme apontou um jovem do público chamando a atenção para as técnicas de impressão em 3D), diversos assuntos dos campos científico, industrial e social foram abordados pelos membros do painel a partir das perguntas do público. “Felizmente, existem desafios para a Ciência dos Materiais. Infelizmente, desafios existem para a produção em massa”, resumiu o professor Faria, retomando, de alguma maneira, uma das primeiras falas da mesa redonda, em que a professora Jenny lamentou que a comunidade científica celebrasse muito mais o desenvolvimento de um dispositivo que funciona do que a compreensão dos motivos pelos quais determinado dispositivo não funcionou.

Alberto Salleo na plenária

Alberto Salleo, criador em Stanford de um grupo que vem estudando a relação entre estrutura e propriedades em semicondutores poliméricos para melhor compreender a geração e transporte de cargas nesses materiais, também proferiu uma plenária no evento. Na palestra, Salleo colocou em dúvida a universalidade de um pressuposto difundido no ambiente científico que relaciona um alto grau de cristalinidade (ou ordem) na microestrutura desses polímeros a uma mobilidade de cargas mais alta ou a um melhor desempenho dos dispositivos. O cientista mostrou que a desordem é boa para as células solares orgânicas e citou exemplos de polímeros semicondutores quase amorfos de desempenho similar a outros de estrutura muito mais ordenada.

O professor de Stanford apresentou um modelo desenvolvido no seu grupo para mostrar como funciona o transporte de cargas nos semicondutores orgânicos, materiais de microestruturas heterogêneas, caracterizadas pela coexistência de agregados ordenados e desordenados e de longas cadeias poliméricas. Para que exista uma alta mobilidade de cargas, revelou Salleo, o importante é que os agregados se conectem entre si, o que acontece por meio dos “spaghetti” poliméricos.

Ordem sim, mas sem periodicidade

Muito longe da desordem, mas também fora da ordem cristalina tradicional estão os quasicristais, tema geral da plenária do francês Jean-Marie Dubois, do Institut Jean Lamour, cuja experiência no assunto foi reconhecida pela comunidade científica por meio da criação do “Prêmio Internacional Jean-Marie Dubois”, outorgado a cada três anos a pesquisas relacionadas a quasicristais.

Jean-Marie Dubois

Dubois apresentou uma introdução sobre quasicristais, materiais nos quais os átomos estão agrupados em células unitárias de padrões ordenados (podem ser determinados por algoritmos), mas não periódicos (nunca se repetem). Belas imagens científicas e artísticas entremeadas na apresentação de Dubois permitiram visualizar essa ordem aperiódica.

O palestrante homenageou Dan Shechtman, que descobriu os quasicristais em 1982 e, após muitas brigas e resistências na comunidade científica, acabou ganhando o Prêmio Nobel de Química em 2011 e gerando uma grande mudança na visão da ciência sobre a matéria condensada ordenada. Hoje, materiais quasicristalinos são sintetizados e utilizados em diversos produtos, como autopeças e panelas, para melhorar sua condutividade térmica, adesão, atrito, resistência à corrosão etc. Vale destacar que Dubois consta entre os pioneiros no depósito de patentes visando aplicações dos quasicristais.

A ordem quasicristalina pode ser observada nos mais diversos tipos de materiais. Na palestra do XIII Encontro, Dubois abordou, em particular, ligas metálicas formadas por três elementos (A, B e C), nas quais A – B e B – C formam ligações químicas, enquanto B e C se repelem. Denominados por Dubois “ligas puxa-empurra” (push-pull alloys), esses materiais podem formar compostos intermetálicos muito complexos, de até centenas de átomos por célula unitária. Dentre esses, só alguns podem aumentar ainda mais sua complexidade até formar uma ordem quasicristalina, que resulta em propriedades únicas e abrem possibilidades para novas aplicações.

Simulação computacional

Roberto Dovesi

Em mais uma plenária do XIII Encontro da SBPMat, adeptos e interessados no uso de simulação computacional como complemento ao trabalho experimental na investigação das propriedades dos materiais puderam ouvir do professor Roberto Dovesi (Università di Torino) que essa dupla abordagem vale a pena.

Dovesi é um dos criadores de CRYSTAL, uma ferramenta computacional que permite caracterizar sólidos cristalinos do ponto de vista da Mecânica Quântica, por meio de cálculos ab initio. A primeira versão do programa foi desenvolvida a partir de 1976 e lançada em 1988, transformando o CRYSTAL no primeiro código periódico distribuído publicamente para a comunidade científica. Atualmente em sua sétima versão, o programa permite estudar propriedades elásticas, piezoelétricas, fotoelásticas, dielétricas, polarizabilidade e tensores de hiperpolarizabilidade, espectro IR e RAMAN, estrutura de bandas eletrônicas e fonônicas, entre outras propriedades.

O químico italiano destacou o preço acessível e alta velocidade de trabalho dos computadores atuais que são adequados para rodar programas desse tipo. Como exemplo, citou o computador mais recentemente adquirido por seu grupo de pesquisa para simulação computacional, que, tendo custado cerca de 6.500 euros (o equivalente hoje a uns 20.000 reais), é capaz de fazer longos cálculos em poucas horas com seus 64 “cores”. Supercomputadores não são necessários, disse Dovesi, além de serem menos robustos. Quanto ao software, Dovesi remarcou que hoje a área de Materiais conta com programas poderosos, robustos, fáceis de usar e de preços acessíveis (a licença básica da última versão do CRYSTAL, por exemplo, custa a partir de 600 euros – uns 1.900 reais).

XIII Encontro da SBPMat: cerca de 2.000 trabalhos apresentados, e interações em diversos idiomas e sotaques


Vista parcial do centro de convenções durante o evento.

Cerca de 1.650 pessoas ligadas à pesquisa em Ciência e Engenharia de Materiais e outras áreas afins estiveram no Centro de Convenções “Poeta Ronaldo Cunha Lima”, na cidade de João Pessoa (PB), entre 28 de setembro e 2 de outubro deste ano, participando da intensa programação do XIII Encontro da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat).

O número de participantes presentes neste ano no evento anual da SBPMat representou um aumento de cerca de 15% com relação à edição passada. Mantendo seu caráter internacional, o evento contou com inscritos de 20 países das mais diversas regiões do planeta, com predominância de pesquisadores da América do Sul e Europa. Dentro do Brasil, as cinco regiões do país estiveram representadas, com inscritos de 23 unidades federativas do país, dentre as 27 existentes.

A abertura

Mesa de abertura: a partir da esquerda do leitor, Jackson Lima, Claudio Furtado, Ieda Garcia, Roberto Faria e José A. Varela.

Já era noite na cidade de João Pessoa no domingo 28 de setembro, quando o professor Roberto Faria, presidente da SBPMat, formalizou a abertura do evento. “The meeting is opened”, declarou frente às cerca de 1.200 pessoas que se reuniram na sala das plenárias do centro de convenções.

Além do professor Faria, formaram a mesa de abertura os coordenadores do evento, professora Iêda Maria Garcia dos Santos (UFPB) e Severino Jackson Guedes Lima (UFPB); o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ-PB), professor Claudio Benedito Silva Furtado (UFPB), e o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e professor da UNESP José Arana Varela.

José Arana Varela proferindo a Palestra Memorial Joaquim Costa Ribeiro.

Após a abertura, o professor Arana Varela proferiu a Palestra Memorial “Joaquim Costa Ribeiro”, que é uma distinção outorgada anualmente pela SBPMat a um pesquisador do Brasil de carreira destacada na área de Materiais. O cientista escolhido recebe uma placa e apresenta uma palestra no início do encontro anual da sociedade. A palestra memorial também homenageia, por meio de seu nome, um dos primeiros pesquisadores brasileiros que se dedicaram a estudar os materiais, o engenheiro Joaquim da Costa Ribeiro (1906 – 1960).

Entre vários assuntos ligados à evolução da Ciência dos Materiais, como o surgimento das diversas sociedades científicas no mundo, Arana Varela apresentou dados sobre quantidade e impacto dos artigos publicados por autores do Brasil em Ciência dos Materiais. Os gráficos chamaram a atenção do público ao mostrar que, até o final da década de 1990, a produção anual na área era inferior a 400 artigos, ultrapassando os 1.000 a partir de 2012. Ao analisar o impacto relativo dessas publicações, Arana Varela mostrou que o Brasil tem percorrido um caminho menos constante, e que atualmente não passa por seu melhor momento. “Agora, o desafio é elevar o impacto internacional das pesquisas realizadas no Brasil”, disse o palestrante.

Logo após a palestra, os participantes se dirigiram ao foyer e à sala VIP, onde desfrutaram do coquetel de abertura. Num clima de comemoração, ocorreram, em diversos idiomas e com variados sotaques, encontros e reencontros, alguns dos quais, certamente, geraram até o final do evento novas colaborações, ideias e amizades.

Cerca de 2.000 trabalhos apresentados

Nas 14 salas destinadas aos simpósios, apresentações simultâneas.

Além de 105 palestras convidadas proferidas por cientistas do Brasil e de vários outros países, cerca de 2.000 trabalhos, entre orais e pôsteres, foram apresentados e discutidos nos simpósios do XIII Encontro. Esse “universo” contemplou temas como eletrônica orgânica, materiais para nanomedicina, interfaces híbridas, superfícies e revestimentos, métodos químicos, processos sol-gel, materiais magnéticos, materiais luminescentes, grafeno, carbono, eletrocerâmicas, metais avançados, materiais anti-incrustação, argilas, materiais cimentícios, simulação computacional, sistemas para armazenamento de energia e transferência de tecnologia. A partir da segunda-feira, palestras plenárias com cientistas de renome internacional abriram os períodos da manhã e da tarde, seguidas pelas apresentações dos trabalhos aceitos nos 19 simpósios temáticos que desenvolveram suas programações de forma paralela.

Muita discussão nas sessões de pôsteres.

Os simpósios do XIII Encontro da SBPMat, assim como os das demais edições, foram selecionados a partir de propostas que podiam ser submetidas ao comitê do evento por qualquer cientista com título de doutor, desde qualquer lugar do mundo. Esta edição do evento registrou coordenadores de simpósios ligados a universidades, institutos de pesquisa e empresas, como por exemplo a Petrobrás, das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil, além da Alemanha, Argentina, Espanha, Estados Unidos, França, Reino Unido e Suécia.

No último dia do evento, durante a cerimônia de encerramento, foram anunciados os vencedores do Prêmio Bernhard Gross, outorgado pela SBPMat aos melhores trabalhos de cada simpósio apresentados por estudantes de graduação ou pós-graduação, os quais representaram 67% do total de inscritos no encontro deste ano. O prêmio homenageia outro pioneiro da pesquisa na área de Materiais no Brasil, o engenheiro e físico Bernhard Gross (1905 – 2002). Vinte jovens receberam neste ano a distinção por seus trabalhos, realizados no marco de pesquisas de mestrado, doutorado ou iniciação científica em universidades brasileiras.

Uma programação variada

Visitas aos expositores nos coffee breaks.

Durante os horários dos coffee breaks, ficava difícil circular pelo foyer lotado de participantes que, com café e bolinho ou sanduíche nas mãos, visitavam os estandes das 30 empresas e instituições expositoras que divulgavam seus instrumentos científicos, técnicas, materiais, serviços, projetos e publicações.

Quem quis saber mais sobre o MEV com feixe de íons e detector TOF SIMS da Shimadzu/Tescan ou sobre preparação de amostras com DualBeam™  e análise por MET da FEI teve a oportunidade de assistir, logo após um rápido almoço e antes das plenárias da tarde, às palestras técnicas dessas empresas, patrocinadoras do encontro.

O evento anual da SBPMat também foi palco para a divulgação de duas importantes ações realizadas no contexto da sociedade durante 2014. A primeira foi a criação de quatro unidades do Programa University Chapters da SBPMat nos estados de Minas Gerais, Piauí e São Paulo. Esse programa, destinado a estudantes de graduação e pós-graduação, teve no encontro de João Pessoa a sua primeira reunião. A segunda divulgação se referiu ao lançamento de um documento produzido pelo Institute of Physics para a SBPMat sobre Ciência de Materiais no Brasil, o qual foi distribuído em primeira mão para cada um dos participantes do XIII Encontro junto ao material do evento.

Aplausos para a chairlady no encerramento.

Hora de finalizar…

Após a entrega dos certificados aos vencedores do Prêmio Bernhard Gross chegou o momento de encerrar formalmente o XIII Encontro da SBPMat. A chairlady Iêda Garcia dos Santos apresentou alguns números do evento e passou aos agradecimentos: aos participantes, à equipe organizadora, aos voluntários de universidades da Paraíba e Rio Grande do Norte que ajudaram na organização, aos comitês, coordenadores de simpósio, palestrantes, patrocinadores, apoiadores e expositores. Nesse momento, a palavra ficou com o presidente da SBPMat, Roberto Faria, que, por sua vez, expressou sua gratidão aos coordenadores do evento.

O anúncio do próximo encontro da SBPMat.

Para finalizar, o professor Marco Cremona (PUC-Rio), coordenador do próximo encontro da sociedade, anunciou que o XIV Encontro da SBPMat será no Rio de Janeiro, de 27 de setembro a 1º de outubro de 2015, no Centro de Convenções SulAmérica – um espaço moderno, de fácil e rápido acesso a partir de qualquer bairro da “cidade maravilhosa”.

Com a dupla alegria por ter participado de um belo evento e pela perspectiva do reencontro em doze meses, os participantes, organizadores e palestrantes que ainda estavam no centro de convenções confraternizaram em torno de uma série de iguarias regionais que deixaram na boca um sabor de mar, intensificando talvez o desejo de muitos de passar essa tarde nas belas praias da Paraíba.

Prêmio Capes de melhor tese em Materiais: síntese rápida de compostos de titanato de estrôncio para sensor de gás.


O aluno de pós-doutorado do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (UNESP) Luís Fernando da Silva, recebeu o prêmio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) de melhor Tese de 2014 na área de materiais. A pesquisa, feita em seu doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), utilizou um novo método de síntese para compostos químicos que apresentam propriedades eficazes em sensores de gás.

O trabalho, intitulado Síntese e caracterização do composto SrTiO3 e SrTi1-xFexO3 através do método hidrotermal assistido por micro-ondas, teve orientação do professor Valmor Mastelaro, docente do Instituto de Física da USP em São Carlos. Silva utilizou ainda a estrutura dos laboratórios do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) para realizar seu estudo.

O pesquisador trabalhou com os compostos titanato de estrôncio puro e com ferro (SrTiO3 e SrTi1-xFexO3). Silva explica que, para produzir esses materiais em laboratório, era necessário um extenso intervalo de tempo, o que atrasava e complicava o processo de síntese desse composto. “Propus em meu trabalho o uso do tratamento hidrotermal assistido por microondas para a obtenção deste composto. A vantagem deste método é a baixa temperatura e o curto intervalo de tempo”.

Comumente, a síntese do titanato dura 12 horas em uma temperatura de 1200 °C. Com o novo modelo proposto por Silva em sua tese de doutorado, a duração total do processo é de 10 minutos a uma temperatura de 140 °C. O pesquisador explica que, além de tornar a síntese do composto mais rápida, o método hidrotermal assistido por microondas também permite um melhor controle das propriedades do titanato. “Este composto apresentou interessantes propriedades fotoluminescentes, fotocatalíticas, e como sensor de gás ozônio e dióxido de nitrogênio”.

Os sensores de gás geralmente são utilizados na indústria como uma peça chave para a segurança nas linhas de produção. Esses equipamentos ajudam a detectar gases inodoros e perigosos para os seres humanos. Dessa forma, os detectores têm um papel vital na segurança de instalações e prevenção de acidentes.

Para acessar o trabalho original de Luís Fernando da Silva, clique aqui.

Sobre o CDMF

O CDMF é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiados pela FAPESP. O Centro também recebe investimento do CNPq, a partir do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN), integrando uma rede de pesquisa entre UNESP, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade de São Paulo (USP) e Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN).

Prêmio CAPES de Tese

O Prêmio CAPES de Tese foi instituído no ano de 2005, com objetivo de outorgar distinção às melhores teses de doutorado defendidas e aprovadas nos cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação. São considerados na seleção os quesitos originalidade, inovação e qualidade, sendo que a pré-seleção é feita nos programas de pós-graduação das instituições de ensino superior.

A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá na sede da CAPES, em Brasília, no dia 10 de dezembro.

[Divulgação do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF)]