Divulgação de chamada para bolsa PNPD/CAPES junto ao PPGFSC/UFSC – 2018/1.


O Programa de Pós-Graduação em Física da Universidade Federal de Santa Catarina – PPGFSC-UFSC, Florianópolis, anuncia a disponibilidade de 2 (duas) bolsas de pós-doutorado do Programa Nacional de Pós-doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (PNPD/CAPES), para o período de 2 (dois) anos, podendo ser renovada anualmente por até no máximo de 60 meses.

A mensalidade da bolsa é de R$ 4.100.00 (quatro mil e cem reais) além de valores destinados ao custeio.

O candidato deve atuar em linhas de pesquisa TEÓRICAS ou EXPERIMENTAIS, em uma das seguintes áreas de pesquisa: Astrofísica, Física Atômica e Molecular, Física da Matéria Condensada e Mecânica Estatística, Física Nuclear e de Hádrons, Física Matemática e Teoria de Campos.

O regulamento completo do Programa Nacional de Pós-Doutorado – PNPD está descrito na Portaria nº 086, de 03 de julho de 2013.

Para fazer sua inscrição clique aqui

Processo Seletivo para ingresso no mestrado e doutorado do PPGFSC/UFSC.


Estão abertas as inscrições para processo seletivo dos Cursos de Pós-Graduação (mestrado e doutorado) em Física da UFSC – Florianópolis, para ingresso no 2018/1.

As inscrições encerram-se no dia 27 de novembro de 2017 às 17 horas.

Lembrando que agora as inscrições são on-line e que o candidato não precisa ter a nota do EUF em mãos para fazer a inscrição. Basta informar o nº da inscrição e mês/ano em que realizou o EUF.

Para participar da seleção para o mestrado o candidato deverá ter realizado alguma das duas (2) últimas edições do Exame Unificado das Pós-Graduações em Física e para o doutorado, alguma das últimas cinco (5).

Os editais completos e mais informações estão disponíveis em: http://ppgfsc.posgrad.ufsc.br/processo-seletivo-mestrado-e-doutorado/

 

Processo Seletivo para ingresso no PPGFSC/UFSC.


Estão abertas as inscrições para processo seletivo dos Cursos de Pós-Graduação (mestrado e doutorado) em Física da UFSC – Florianópolis, para ingresso no 2º semestre de 2017.

Boas oportunidades de bolsas de estudos da CAPES E CNPq.

As inscrições encerram-se no dia 05 de junho de 2017.

Lembrando que agora as inscrições são on-line e que o candidato não precisa ter a nota do EUF em mãos para fazer a inscrição. Basta informar o nº da inscrição e mês/ano em que realizou o EUF.

Para participar da seleção para o mestrado o candidato deverá ter realizado alguma das duas últimas edições do Exame Unificado das Pós-Graduações em Física e para o doutorado, alguma das últimas cinco.

Os editais completos e mais informações estão disponíveis em: http://ppgfsc.posgrad.ufsc.br/processo-seletivo-mestrado-e-doutorado/

Gente da comunidade: entrevista com o pesquisador Aloísio Nelmo Klein.


Aloísio Nelmo Klein
Aloísio Nelmo Klein

Aloísio Nelmo Klein nasceu em 5 de dezembro de 1950 em Passo do Faxinal, uma pequena vila povoada por descendentes de alemães localizada no noroeste do Rio Grande do Sul. Nesse ambiente rural, ele desenvolveu, na infância, um gosto especial por resolver problemas técnicos da vida cotidiana, à semelhança do pai. Ainda criança, começou a trabalhar o aço e a construir mecanismos para brinquedos. Aos 14 anos, mudou-se sem a família para a vizinha localidade de Cerro Largo com o objetivo de realizar seus estudos secundários em regime de internato. Em 1969, trasladou-se para Viamão, nos arredores de Porto Alegre, a uns 500 quilômetros da sua querência, depois de passar num concurso para cursar o ensino técnico na concorrida Escola Técnica de Agronomia (ETA). Ali, a Física, Química e Matemática suscitaram-lhe um forte interesse. Formou-se pela ETA no final de 1971.

No ensino superior, Klein formou-se em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1976. Pela mesma universidade, tornou-se mestre em Engenharia de Minas, Metalúrgica e de Materiais em 1979. Em 1983, com a defesa de um trabalho da área de metalurgia do pó e materiais sinterizados, ele obteve o título de doutor em Engenharia pela Universidade Técnica de Karlsruhe (Alemanha), hoje Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT).

Desde 1979, Klein é professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), localizada em Florianópolis. Nessa instituição, ele foi um dos líderes da introdução da Ciência e Engenharia de Materiais. Desde 1984, ele coordena o Laboratório de Materiais (LabMat), um espaço multidisciplinar destacado, principalmente, por seus trabalhos de pesquisa e desenvolvimento realizados junto a empresas. Contando com a equipe e infraestrutura consolidadas em torno do LabMat, Klein liderou a criação e foi o primeiro coordenador do programa de pós-graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PGMAT) da UFSC, que forma mestres e doutores desde 1994, e do curso de graduação em Engenharia de Materiais da UFSC, que iniciou suas atividades em 1999.

Ao longo de sua carreira, Klein fez relevantes contribuições ao desenvolvimento de equipamentos e processos para fabricação de materiais a partir de pós e para aplicações de tecnologias a plasma, sendo que alguns desses desenvolvimentos foram introduzidos com sucesso no mercado por meio de parcerias com empresas.

Klein tem participado ativamente da SBPMat desde seus inícios. Ele fez parte da comissão encarregada de criar a sociedade em 2001, foi diretor científico em duas oportunidades (2004-2005 e 2010-2011) e membro do Conselho Deliberativo e foi coordenador dos encontros anuais da sociedade de 2006 e 2012, ambos realizados em Florianópolis.

O pesquisador também participou da criação, ocorrida em 1993, e da governança, do Centro Cerâmico do Brasil (CCB), dedicado à certificação da qualidade de produtos cerâmicos.

Bolsista de produtividade do CNPq em nível 1 A, o professor Aloísio Klein é autor de mais de 60 pedidos de patente depositados em escritórios do Brasil, Europa, Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Japão, Taiwan, Singapura e Austrália, sendo que pelo menos 8 dessas patentes já foram concedidas (as outras estão sendo examinadas). De acordo com os dados da base SCOPUS, Klein também é autor de mais de 130 artigos publicados, os quais contam com mais de 700 citações.

Quanto à formação de recursos humanos, o professor já orientou 41 estudantes de mestrado e 27 de doutorado, além de dezenas de trabalhos de graduação e pós-doutorado, e intermediou a ida de mais de 100 estudantes da UFSC ao exterior para a realização de estágios, intercâmbios e cursos de pós-graduação.

Seu trabalho já foi distinguido com prêmios da Finep, Associação Brasileira de Cerâmica, Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais e UFSC, entre outras entidades.

Segue uma entrevista com o pesquisador.

Boletim da SBPMat: – Conte-nos o que o levou a se tornar um cientista e a trabalhar na área de Materiais.

Aloísio Klein: – A área técnica sempre me atraiu, uma vez que meu pai, embora sem formação superior, gostava muito de resolver problemas técnicos e arrumar coisas que não estavam funcionando, incluído relógios, instrumentos musicais, armas, carros, tratores, ferramentas agrícolas etc. Ainda criança comecei a me interessar e ajudar um pouco nisso. Ajudava a fazer brinquedos como carrinhos de lomba diferentes, possuindo, por exemplo, direção, freio, molas para amortecimento e um sistema de alavancas para tracionar, coisas que há 55 anos não existiam. Já antes de entrar no primário, ajudava a fazer molas helicoidais para brinquedos, enrolando o arame de aço, temperando e revenindo no fogo, envolto por carvão. A leitura da temperatura era feita pela cor do objeto aquecido. Aos 14 anos entrei no então chamado Seminário São Jose, em Cerro Largo (RS), em regime de internato, onde fiquei 5,5 anos. Era um excelente colégio, os professores eram bem preparados. Os princípios e valores que havia adquirido na minha família e na localidade onde nasci e me criei, foram ainda reforçados no Seminário e os conservo até hoje. Algumas coisas adicionais aprendi no internato, que foram muito importantes no futuro: conviver em grupo e saber dividir, mesmo tendo pouco; ajudar a quem precisa etc. Além disso, as aulas de grego e latim me deram a oportunidade de aprender a me expressar bem por escrito e oralmente. Na realidade, nunca me arrependi de ter estudado lá, pois aprendi a manter a humildade e saber lidar no ambiente de trabalho. Acho que a vida em internato ajuda a desenvolver a capacidade de conviver em grupo e entender cedo que isto é importante. Depois de sair do Seminário fui estudar na ETA (Escola Técnica de Agronomia) no município de Viamão (RS). Esta era uma escola estadual, onde se podia morar (internato) e estudar gratuitamente, motivo pelo qual me motivei a prestar concurso e ir estudar lá. A ETA era uma escola pública muito disputada (assim como a maioria das escolas públicas na época!). Havia aproximadamente 20 candidatos por vaga em 1969, quando ingressei.  Os anos que passei na ETA foram excelentes. No entanto, as disciplinas que mais me interessaram lá, não foram as relacionadas a Agronomia, mas foi Física, Química e Matemática. Me formei na ETA em dezembro de 1971 e, em março de 1972, comecei o curso de Física no Instituto de Física na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).  Me formei em dezembro de 1976 e iniciei mestrado no programa de pós-graduação em Engenharia de Minas, Metalurgia e Materiais da UFRGS em março de 1977, o qual conclui, com a defesa da dissertação, em janeiro de 1979. Já no dia 5 de fevereiro de 1979 fui contratado professor pelo Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ainda em novembro de 1979 fui para Karlsruhe, Alemanha, fazer o doutoramento em Materiais, na subárea de Metalurgia do Pó e Materiais Sinterizados. Em agosto de 1983, após a conclusão do doutorado, reassumi minhas funções na UFSC. Já em março de 1984 assumi a coordenação do Laboratório de Materiais (hoje LabMat) e ainda mantenho esta função, a qual deverei passar para meu sucessor, já preparado para isto, assim que me aposentar.

Boletim da SBPMat: – Quais são, na sua própria avaliação, as suas principais contribuições à área de Materiais?

Aloísio Klein: – Ao longo da carreira na UFSC, coordenei muitos projetos de pesquisa, a maioria deles em parceria com empresas. A maior parte dos projetos tinha mais metas tecnológicas do que científicas. Isto não foi por acaso, mas foi por convicção. Sempre estive (e continuo) convencido de que a ciência é uma das principais forças motrizes para o desenvolvimento de uma nação, além da educação e escolas de qualidade. É a partir dos conhecimentos científicos que se desenvolvem novos processos, novas funções de engenharia, novos materiais e outros produtos, ou seja, do conhecimento cientifico resulta a inovação. Assim, estes projetos sempre foram propostos tendo como equipe um grupo maior de pessoas, contendo em torno de 8 a 12 professores (além de alunos e engenheiros) visando integrar as especialidades de conhecimento necessárias ao bom desenvolvimento do projeto. Além de colegas dos departamentos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Engenharia Química, foram envolvidos professores dos departamentos de Física e Química, resultando em equipe com composição multidisciplinar. No entanto, o projeto só vai bem se a equipe multidisciplinar interage interdisciplinarmente para que ocorra o efeito sinérgico. Não adianta apenas dividir o dinheiro e as tarefas. Este ponto nunca foi muito fácil de administrar. Conseguir isto sempre foi muito mais difícil do a parte técnico-científica, pois uma equipe é formada por pessoas, cada uma com suas particularidades, suas ambições, seus egos etc. Acredito pessoalmente, que aprender a lidar com isto foi muito útil para se chegar ao LabMat que temos hoje na UFSC.

Em função do desenvolvimento de projetos com metas tecnológicas definidas, muitas patentes de invenção foram obtidas ao longo dos últimos 30 anos, hoje constando no meu currículo, somando aproximadamente 65 cartas de patente, tanto de processos como de produtos (novos componentes, materiais e equipamentos). Além das patentes, sou também autor/coautor de 135 artigos internacionais em revistas e 203 artigos em Anais de Congressos. Orientei em torno de 64 alunos de IC, 41 alunos de mestrado, 27 alunos de doutorado e 20 bolsistas de pós-doc.

Além disso, liderei a criação do curso de pós-graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PGMAT) que iniciou suas atividades em 1994, hoje nota 6 na Capes, e o curso de graduação em Engenharia de Materiais, que iniciou suas atividades em 1999, hoje nota máxima na Capes. Na realidade, sucesso é trabalho e, em 2010, em sinal de reconhecimento, recebi o prêmio de pesquisador destaque do Centro Tecnológico da UFSC.

Acho que minhas contribuições principais (em geral com a participação de orientandos de doutorado ou mestrado) são relacionadas ao desenvolvimento de processos e novos materiais e equipamentos como:  a) Projeto conceitual do processo de extração de ligantes orgânicos e sinterização assistidas por plasma DC de componentes produzidos via moldagem de pós por injeção. Em inglês denominado “Plasma Assisted Debinding and Sintering – PADS”. b) Projeto conceitual do Reator de Plasma Hibrido. Este reator, além do sistema anodo-catodo para abrir a descarga elétrica, possui um conjunto de resistências elétricas para manter o comando do ciclo térmico independente da energia utilizada no plasma. Assim, a energia dos íons e elétrons no ambiente de plasma pode ser ajustada para assistir as reações de interesse, enquanto que o calor adicional necessário para cumprir o ciclo térmico programado é suprido pelo sistema de aquecimento resistivo. A convivência destes dois sistemas no mesmo ambiente, sem que ocorra abertura de descarga elétrica nas resistências elétricas, é de fundamental importância. Isto (ciclo térmico não dependente da energia do plasma) passou a permitir um grande avanço na utilização de plasma para assistir diversos processos, como tratamentos termoquímicos e metalúrgicos, incluindo o processamento de materiais a partir de pós (metalurgia do pó e processamento cerâmico). c) Projeto conceitual de equipamento de nitretação a plasma que permite a limpeza de resíduos orgânicos e a sua nitretação no mesmo ciclo térmico, por exemplo, utilizável para peças contendo resíduos de óleo, como peças sinterizadas após a sua calibração e peças usinadas. d) A geração “in situ” de fases de interesse na metalurgia do pó, como a geração de grafita turbostrática a partir da dissociação de carbonetos em aço sinterizado, levando ao desenvolvimento de novos tipos de aços sinterizados autolubrificantes a seco.  e) Desenvolvimento de novos tipos de metal duro sem cobalto, nos quais como fase ligante metálica utiliza-se ligas de níquel geradas “in situ” durante a sinterização. f) O esforço constante em integrar equipes multidisciplinares e de trabalhar em parceria com o setor produtivo em meus projetos. A parceria com a EMBRACO, por exemplo vem acontecendo ininterruptamente ao longo de 28 anos e certamente vai ter continuidade após minha aposentadoria, pois o sucessor está completamente engajado nesta parceria.

Considero ainda importante mencionar a intensa participação em comitês de análise e outras atividades que são importantes para o desenvolvimento da área de ciência e tecnologia, como: 1) Membro (1989 a 1995) do grupo técnico do subprograma de novos materiais do PADCTII (MCT/FINEP/CNPq); 2) Duas vezes membro do CA-MM – Comitê Assessor de Minas, Metalurgia e Materiais do CNPq (1997 a 1999) e (2007 a 2009); 3) Membro (1997 a 2001) do grupo técnico em Ciências e Engenharia de Materiais (CEMAT) do subprograma de novos materiais do PADCT III do Ministério de Ciência e Tecnologia;  4) Membro da comissão de avaliação e acompanhamento do programa PRONEX / MCT (1998 a 2003); 5) Membro (2007 a 2010) do grupo de estudos do CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) – Estudo prospectivo em Materiais;  6) Membro do comitê de avaliação dos cursos de pós- graduação da área de Materiais. Trienal 2010 – CAPES; 7) Um total de 32 palestras convidadas ao longo da carreira de pesquisador (em empresas, congressos e instituições de pesquisa); 8) Consegui enviar mais de 100 estudantes para o exterior (graduação, mestrado e doutorado) para a realização de estágios, intercâmbios, mestrado e doutorado; 9) Consultor ad hoc, principalmente das agências de fomento CNPq, CAPES, FINEP, FAPESC e DAAD (Alemanha); 10) Participei da criação e fui membro titular do conselho deliberativo do CCB (Centro Cerâmico do Brasil) de 1993 a 2003; 11) Fui vice presidente do Centro Cerâmico do Brasil de 1996 a 2001; 12) Participei da criação do CTC (Centro de Cerâmica de Criciuma, hoje chamado CTCmat); 13) Liderei a criação (1994) e fui o primeiro coordenador do programa de pós-graduação em Ciência e Engenharia de Materiais da UFSC ( PGMAT); 14) Liderei a criação (1999) e fui o primeiro coordenador do curso de graduação em Engenharia de Materiais da UFSC.

Boletim da SBPMat: – Deixe uma mensagem para os leitores que estão iniciando suas carreiras científicas.

Aloísio Klein: – A profissão de pesquisador é possivelmente a melhor profissão do mundo. Quando temos ideias, a sociedade aprova recursos para que possamos desenvolver nossas ideias. Mesmo quando uma ideia não deu certo, avançamos bastante e podemos reformular a ideia com os conhecimentos adquiridos. O ambiente onde trabalhamos é um ambiente muito bom. Tem muita gente inteligente e muita gente jovem seleta e inteligente, cheia de entusiasmo. Quando temos uma ideia boa, logo temos uma porção de pessoas dispostas a participar do desenvolvimento da mesma. Nunca estamos sozinhos. Quando vamos a um congresso, encontramos também um grupo de pessoas bem seleto, onde é possível trocar ideias em alto nível, não só com as pessoas seniores na área, mas também com as pessoas jovens muito criativas e inteligentes. Nenhuma pessoa jovem pouco competente é financiada para ir a um congresso.

Processo Seletivo para ingresso no Programa de Pós-Graduação em Física da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGFSC/UFSC).


Estão abertas as inscrições para processo seletivo dos Cursos de Pós-Graduação (mestrado e doutorado) em Física da UFSC – Florianópolis, para ingresso no 1º semestre de 2017.

Serão destinadas 8 bolsas de estudo para o curso de mestrado e 8 bolsas para o curso de doutorado.

As inscrições encerram-se no dia 07 de dezembro de 2016. 

Lembrando que agora as inscrições são online e que o candidato não precisa ter a nota do EUF em mãos para fazer a inscrição. Basta informar o nº da inscrição e mês/ano em que realizou o EUF.

Para participar da seleção para o mestrado o candidato deverá ter realizado alguma das duas (2) últimas edições do Exame Unificado das Pós-Graduações em Física e para o doutorado, alguma das últimas cinco (5).

Os editais completos e mais informações estão disponíveis em: http://ppgfsc.posgrad.ufsc.br/processo-seletivo-ingresso-20171/

Bolsa de pós-doutorado junto ao PPGFSC-UFSC.


O Programa de Pós-Graduação em Física da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGFSC-UFSC, Florianópolis) anuncia a disponibilidade de 1 (uma) bolsa de pós-doutorado do Programa Nacional de Pós-doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (PNPD/CAPES), para o período de 2 (dois) anos.

A mensalidade da bolsa é de R$ 4.100.00 (quatro mil e cem reais) além de valores destinados ao custeio.

O candidato deve atuar em linhas de pesquisa TEÓRICAS ou EXPERIMENTAIS, em uma das seguintes áreas de pesquisa: Astrofísica, Física Atômica e Molecular, Física da Matéria Condensada e Mecânica Estatística, Física Nuclear e de Hádrons, Física Matemática e Teoria de Campos.

O regulamento completo do Programa Nacional de Pós-Doutorado – PNPD está descrito na Portaria nº 086, de 03 de julho de 2013.

Para fazer sua inscrição clique aqui.

Processo seletivo para ingresso no programa de pós-graduação em Física da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGFSC/UFSC).


Estão abertas as inscrições para processo seletivo dos cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) em Física da UFSC – Florianópolis, para ingresso no 2º semestre de 2016.

Boas oportunidades de bolsas de estudos da CAPES E CNPq.

As inscrições encerram no dia 10 de junho de 2016. 

Lembrando que agora as inscrições são on-line e que o candidato não precisa ter a nota do EUF em mãos para fazer a inscrição. Basta informar o nº da inscrição e mês/ano em que realizou o EUF.

Para participar da seleção para o mestrado o candidato deverá ter realizado alguma das duas (2) últimas edições do Exame Unificado das Pós-Graduações em Física e para o doutorado, alguma das últimas cinco (5).

Os editais completos e mais informações estão disponíveis em: ppgfsc.posgrad.ufsc.br.

Prêmio Capes de Tese 2015: Entrevista com o autor do trabalho premiado na área de Materiais.


Edroaldo Lummertz da Rocha, vencedor do Prêmio Capes de Tese na área de Materiais.

O percurso científico de Edroaldo Lummertz da Rocha, autor da pesquisa de doutorado agraciada com o Prêmio Capes de Tese 2015 na área de Materiais, é permeado por duas características dessa área do conhecimento: a interdisciplinaridade e o impacto dos resultados na vida das pessoas.

Depois de se formar em Ciência da Computação pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Edroaldo fez mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pesquisando o transporte de fônons em geometrias fractais. Em 2010, iniciou o doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais, também na UFSC. Com orientação do professor Carlos Renato Rambo e coorientação do professor Luismar Marques Porto, Edroaldo trabalhou na interface entre Ciência dos Materiais, Ciência da Computação e Biologia para estudar a interação entre células biológicas e bio e nanomateriais. Em 2012, Edroaldo submeteu, como primeiro autor, um artigo científico sobre simulações de interações entre nanopartículas e membranas celulares. O paper foi publicado em 2013 na Physical Chemistry Chemical Physics (DOI: 10.1039/C2CP44035K) e foi destacado na capa da revista (front cover).

De janeiro a dezembro de 2013, no contexto do doutorado, Edroaldo permaneceu nos Estados Unidos desenvolvendo uma parte de sua pesquisa de doutorado na Universidade de Harvard (Estados Unidos), mais precisamente no Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering, uma instituição multidisciplinar e multinstitucional dedicada ao desenvolvimento de materiais e dispositivos inspirados na natureza, visando transformar a medicina e construir um mundo mais sustentável. Ali trabalhou sob orientação do professor Donald E. Ingber, fundador e diretor do Wyss.

Dois artigos de Edroaldo publicados no período do doutorado viraram capa de prestigiosas revistas.

Uma segunda capa de revista se somou ao curriculum de Edroaldo em 2014 em consequência de sua participação, junto a pesquisadores da Universidade de Harvard e outras instituições dos Estados Unidos, num trabalho do campo da Engenharia Celular (DOI:10.1016/j.cell.2014.07.020). Desta vez a distinção foi na Cell, a prestigiada revista de Ciências da Vida, cujo fator de impacto é de 32,242.

Em setembro de 2014, Edroaldo obteve o diploma de doutor ao defender a tese intitulada “Interações nanopartícula-células e biomaterial-células induzem mudanças globais em programas de expressão de genes”, a qual foi distinguida um ano depois com o Prêmio Capes de Tese na área de Materiais. Edroaldo recebeu a notícia do prêmio na cidade de Rochester, nos Estados Unidos, onde trabalha em atividades científicas como bolsista de pós-doutorado da Mayo Clinic, uma instituição do campo da Medicina dedicada à pesquisa e educação, bem como ao atendimento de pacientes.

Entrevista com Edroaldo.

Boletim da SBPMat: – Poderia nos contar muito brevemente como começou o seu interesse pela ciência e pela área de Materiais e quais foram os momentos mais importantes na sua carreira acadêmica até o momento?

Edroaldo Lummertz da Rocha: – Meu interesse pela ciência surgiu da possibilidade de fazer algo importante e ajudar as pessoas de alguma forma. O interesse pela área de Materiais surgiu devido a existência de uma classe especial de materiais, chamados nanomateriais, que poderiam ser utilizados para o desenvolvimento de novas terapias para uma variedade de doenças tais como câncer, doenças vasculares e neurodegenerativas. Não obstante, o entendimento de como nanomateriais interagem com células e tecidos biológicos é extremamente importante para o desenvolvimento de terapias seguras e efetivas.

O primeiro acontecimento mais importante da minha carreira acadêmica foi quando o professor Carlos Renato Rambo, da Universidade Federal de Santa Catarina, aceitou ser meu orientador durante o meu período de doutoramento. Foi onde tudo começou. O segundo momento mais importante foi quando eu tive a oportunidade de realizar parte do meu doutorado no instituto Wyss, na Universidade de Harvard, o que significativamente contribuiu para o desenvolvimento da minha carreira acadêmica.

Rede reguladora de genes reconstruída a partir de dados de expressão de genes provenientes de 16 tipos de células e tecidos humanos.

Boletim da SBPMat: – Qual é, na sua opinião, a principal contribuição da tese premiada?

Edroaldo Lummertz da Rocha: – A principal contribuição da minha tese foi o desenvolvimento de abordagens computacionais para sistematicamente compreender como células interagem com nanomateriais e respondem a estímulos externos. Isto pode servir como base para estudos posteriores na área de desenvolvimento de novos sistemas de liberação de fármacos e levar a uma melhor compreensão sobre como programas de expressão de genes são alterados quando nanomateriais interagem com células.

Boletim da SBPMat: – Quais foram os critérios que o guiaram para fazer uma pesquisa de qualidade destacada em nível nacional (a tese premiada)? A que fatores você atribui esta conquista?

Edroaldo Lummertz da Rocha: – Dedicação, disciplina, criatividade e uma boa equipe e colegas de trabalho são essenciais para progredir em qualquer área. Suporte da família é essencial, acima de tudo. Do ponto de vista da tese, sob orientação do professor Carlos Renato Rambo, eu tive a oportunidade de trabalhar em uma variedade de projetos e isto contribuiu para o caráter multidisciplinar da minha tese.

Boletim da SBPMat: – Convidamos você a deixar alguma mensagem para nossos leitores que estão realizando trabalhos de iniciação científica, mestrado e doutorado na área de Materiais.

Edroaldo Lummertz da Rocha: – A estrada é longa então é melhor aprender a desfrutar do caminho. Ser um cientista é algo realmente gratificante com novos desafios e possibilidades todos os dias. A esperança de descobrir algo importante e fornecer uma contribuição significativa é a força motriz que norteia a minha pesquisa. O esforço nunca é em vão e sempre existe esperança onde há perseverança.

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Mais premiados no campo dos Materiais.

Vários outros trabalhos relacionados à Ciência e Engenharia de Materiais foram agraciados neste ano no Prêmio Capes de Tese, que foi outorgado às melhores teses de doutorado defendidas em 2014 e selecionadas em cada uma das 48 áreas do conhecimento reconhecidas pela Capes nos cursos de pós-graduação. O anúncio dos resultados foi feito em 31 de agosto e a entrega dos prêmios acontecerá em 10 de dezembro, em Brasília. Alguns exemplos desses trabalhos premiados:

Menção honrosa na área de Materiais. Thiers Massami Uehara. Estudo da interação de nanomateriais com modelos de membranas celulares e com células-tronco neurais. Orientador: Valtencir Zucolotto. Programa de Pós-Graduação em Ciências e Engenharia de Materiais da USP/SC. Arquivo da tese: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18158/tde-27102014-134646/pt-br.php

Prêmio Capes na área de Química. Rodrigo Villegas Salvatierra. Filmes Finos de Polímeros Conjugados e Nanoestruturas de Carbono obtidos em Interfaces Líquido-Líquido: Síntese, caracterização e aplicação em dispositivos fotovoltaicos. Orientador: Aldo José Gorgatti Zarbin. Programa de Pós-Graduação em Química da UFPR. Arquivo da tese: http://dspace.c3sl.ufpr.br:8080/dspace/handle/1884/37915

Menção honrosa na área de Química. Anderson dos Reis Albuquerque. Estudo Químico-Quântico do Óxido Ti(1-x)CexO2-δ na Fase Anatase. Orientadores: Ieda Maria Garcia dos Santos (DQ-UFPB) e Júlio Ricardo Sambrano (DM-UNESP Bauru). Programa de Pós-Graduação em QUÍMICA da UFPB. Arquivo da tese: http://tede.biblioteca.ufpb.br/handle/tede/7154?locale=pt_BR . Matéria no site do CDMF: http://www.nanotecnologia.com.br/trabalho-orientado-por-professor-do-cdmf-recebe-mencao-honrosa-no-premio-capes-2015/

Processo seletivo para ingresso no programa de pós-graduação em Física da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGFSC/UFSC).


Estão abertas as inscrições para processo seletivo dos cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) em Física da UFSC – Florianópolis, para ingresso no 1º semestre de 2016.

Tem boas oportunidades de bolsas de estudos da CAPES e CNPq.

As inscrições encerram-se no dia 11 de dezembro de 2015.

Lembrando que agora as inscrições são online e que o candidato não precisa ter a nota do EUF em mãos para fazer a inscrição. Basta informar o nº da inscrição e mês/ano em que realizou o EUF.

Para participar da seleção para o mestrado o candidato deverá ter realizado alguma das duas (2) últimas edições do Exame Unificado das Pós-Graduações em Física, e para o doutorado, alguma das últimas cinco (5).

Os editais completos e mais informações estão disponíveis em: ppgfsc.posgrad.ufsc.br.

Processo seletivo para ingresso no Programa de Pós-Graduação em Física da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGF/UFSC).


O Programa de Pós-Graduação em Física da UFSC está com edital publicado para o processo seletivo dos cursos de mestrado e doutorado para ingresso no semestre 2016/1.

O PPGFSC/UFSC aderiu ao Exame Unificado de Pós-Graduações de Física – EUF, portanto, o candidato deve realizar este exame para pleitear o ingresso nos cursos do PPGFSC/UFSC.

As inscrições do processo seletivo do PPGFSC/UFSC ocorrerão no período de 09 de novembro de 2015 a 11 de dezembro de 2015, sendo que o EUF será realizado nos dias 14 e 15 de outubro de 2015.

As inscrições serão on-line, não havendo mais a necessidade da entrega de documentos.

Mais informações podem ser obtidas através do site ppgfsc.posgrad.ufsc.br.

Cartaz.