Prêmio Capes de melhor tese em Materiais: síntese rápida de compostos de titanato de estrôncio para sensor de gás.

O aluno de pós-doutorado do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (UNESP) Luís Fernando da Silva, recebeu o prêmio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) de melhor Tese de 2014 na área de materiais. A pesquisa, feita em seu doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), utilizou um novo método de síntese para compostos químicos que apresentam propriedades eficazes em sensores de gás.

O trabalho, intitulado Síntese e caracterização do composto SrTiO3 e SrTi1-xFexO3 através do método hidrotermal assistido por micro-ondas, teve orientação do professor Valmor Mastelaro, docente do Instituto de Física da USP em São Carlos. Silva utilizou ainda a estrutura dos laboratórios do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) para realizar seu estudo.

O pesquisador trabalhou com os compostos titanato de estrôncio puro e com ferro (SrTiO3 e SrTi1-xFexO3). Silva explica que, para produzir esses materiais em laboratório, era necessário um extenso intervalo de tempo, o que atrasava e complicava o processo de síntese desse composto. “Propus em meu trabalho o uso do tratamento hidrotermal assistido por microondas para a obtenção deste composto. A vantagem deste método é a baixa temperatura e o curto intervalo de tempo”.

Comumente, a síntese do titanato dura 12 horas em uma temperatura de 1200 °C. Com o novo modelo proposto por Silva em sua tese de doutorado, a duração total do processo é de 10 minutos a uma temperatura de 140 °C. O pesquisador explica que, além de tornar a síntese do composto mais rápida, o método hidrotermal assistido por microondas também permite um melhor controle das propriedades do titanato. “Este composto apresentou interessantes propriedades fotoluminescentes, fotocatalíticas, e como sensor de gás ozônio e dióxido de nitrogênio”.

Os sensores de gás geralmente são utilizados na indústria como uma peça chave para a segurança nas linhas de produção. Esses equipamentos ajudam a detectar gases inodoros e perigosos para os seres humanos. Dessa forma, os detectores têm um papel vital na segurança de instalações e prevenção de acidentes.

Para acessar o trabalho original de Luís Fernando da Silva, clique aqui.

Sobre o CDMF

O CDMF é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiados pela FAPESP. O Centro também recebe investimento do CNPq, a partir do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN), integrando uma rede de pesquisa entre UNESP, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade de São Paulo (USP) e Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN).

Prêmio CAPES de Tese

O Prêmio CAPES de Tese foi instituído no ano de 2005, com objetivo de outorgar distinção às melhores teses de doutorado defendidas e aprovadas nos cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação. São considerados na seleção os quesitos originalidade, inovação e qualidade, sendo que a pré-seleção é feita nos programas de pós-graduação das instituições de ensino superior.

A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá na sede da CAPES, em Brasília, no dia 10 de dezembro.

[Divulgação do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF)]

Processo Seletivo para os cursos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Nanotecnologia da COPPE/UFRJ.

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo 2015/1 ao Mestrado Acadêmico e ao Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Nanotecnologia (PENt) da COPPE/UFRJ.

O PENt é um programa pioneiro no Brasil na área de Engenharia da Nanotecnologia, que deu início às suas atividades no ano de 2014, após aprovação pela Área de Engenharias II da Capes com conceito 5.

Nesta oportunidade estão sendo oferecidas 20 vagas para o Mestrado Acadêmico (para entrada no período 2015/1) e um total de 20 vagas para o Doutorado (para entradas nos períodos 2015/1, 2015/2 e 2015/3).

O período de inscrição para o período 2015/1 é de 22/09/2014 a 28/11/2014.

Editais, ficha de inscrição, outros documentos e informações: http://www.pent.coppe.ufrj.br/index.php/processo-seletivo.html

 

Prêmio Nobel de Física 2014: uma nova fonte de luz energeticamente eficiente e ambientalmente correta, o LED.

[Tradução do texto publicado em inglês no site http://www.nobelprize.org/ © The Royal Swedish Academy of Sciences]

Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura foram premiados por inventar uma nova fonte de luz energeticamente eficiente e ambientalmente correta – o diodo emissor de luz (LED, do inglês light-emitting diode) azul. No espírito de Alfred Nobel, o Prêmio recompensa uma invenção de grande benefício à humanidade; usando LEDs azuis, luz branca pode ser produzida de uma nova forma. Com o surgimento de lâmpadas LED temos agora alternativas mais eficientes e duradouras às fontes de luz antigas.

Quando Akasaki, Amano e Nakamura chegarem em Estocolmo no início de dezembro para participar da cerimônia do Prêmio Nobel, eles dificilmente não notarão a luz de sua invenção brilhando em praticamente todas as janelas da cidade. Lâmpadas LED brancas são energeticamente eficientes, duradouras e emitem uma brilhante luz branca. Além disso, e diferentemente de lâmpadas fluorescentes, elas não contêm mercúrio. Diodos emissores de luz vermelha e verde estiveram conosco por quase meio século, mas luz azul era necessária para realmente revolucionar a tecnologia de iluminação. Apenas a tríade de vermelho, verde e azul podem produzir a luz branca que ilumina o mundo para nós. Apesar dos altos riscos e grandes esforços feitos na comunidade científica assim como na indústria, a luz azul permaneceu um desafio por três décadas. Akasaki trabalhou com Amano na Universidade de Nagoya enquanto Nakamura estava empregado na Nichia Chemicals, uma pequena empresa localizada em Tokushima, na ilha de Shikoku. Quando obtiveram luz azul brilhante de seus semicondutores, os portões se abriram para uma transformação fundamental na tecnologia de iluminação. Lâmpadas incandescentes iluminaram o século XX; o século XXI será iluminado por lâmpadas LED.

Poupando energias e recursos

Um diodo emissor de luz consiste de vários materiais semicondutores em camadas. No LED, a eletricidade é diretamente convertida em partículas de luz, fótons, levando a ganhos em eficiência sobre outras fontes de luz onde a maior parte da eletricidade é convertida em calor e apenas uma pequena parte em luz. Em lâmpadas incandescentes, assim como em lâmpadas halógenas, a corrente elétrica é usada para esquentar um filamento, fazendo-o brilhar. Em lâmpadas fluorescentes (previamente chamadas de lâmpadas de baixa energia, mas com o surgimento de lâmpadas LED esse rótulo perdeu seu significado), uma descarga gasosa é produzida, produzindo calor e luz. Assim, os novos LEDs necessitam de menos energia para emitir luz comparados às fontes de luz antigas. Além disso, são constantemente aprimorados, tornando-se mais eficientes com maior fluxo luminoso (medido em lúmens) por unidade de força elétrica de entrada (medida em watts). O recorde mais recente é de pouco mais de 300 lúmens/watt, que pode ser comparado ao valor de 16 para lâmpadas comuns e em torno de 70 para lâmpadas fluorescentes. Como um quarto do consumo mundial de eletricidade advém de iluminação, os energeticamente eficientes LEDs contribuem para poupar os recursos da Terra.

LEDs também são mais duradouros do que outras lâmpadas. Lâmpadas incandescentes tendem a durar 1.000 horas, já que o calor destrói o filamento, enquanto lâmpadas fluorescentes geralmente duram em torno de 10.000 horas. LEDs podem durar até 100.000 horas, assim reduzindo drasticamente o consumo de materiais. Criar luz em tecnologia de LEDs semicondutores tem origem na mesma arte da engenharia que nos deu telefones móveis, computadores e qualquer equipamento eletrônico moderno baseado em fenômenos quânticos. Um diodo emissor de luz consiste de várias camadas: uma camada tipo n com excesso de elétrons negativos, e uma camada tipo p com insuficiência de elétrons, também chamada de camada com excesso de buracos positivos.  Entre elas há uma camada ativa, à qual os elétrons negativos e os buracos positivos são empurrados quando voltagem elétrica é aplicada ao semicondutor. Quando elétrons e buracos se encontram, eles recombinam, e luz é produzida. O comprimento de onda da luz depende inteiramente do semicondutor; luz azul aparece no lado de ondas curtas do arco-íris e pode ser produzida apenas em alguns materiais. O primeiro relatório de luz sendo emitida por um semicondutor foi feito em 1907 por Henry J. Round, um colega de Guglielmo Marconi, Laureado do Prêmio Nobel em 1909. Mais tarde, nas décadas de 1920 e 1930, na União Soviética, Oleg V. Losev executou estudos cuidadosos sobre emissão de luz. Porém, Round e Losev não tinham conhecimento suficiente para realmente entender o fenômeno. Levaria mais algumas décadas até que os pré-requisitos para uma descrição teórica desta então chamada eletroluminescência fossem criados. O diodo emissor de luz vermelha foi inventado no fim da década de 1950. Foi usado, por exemplo, em relógios digitais e calculadoras, ou como indicador de estado ligado/desligado em várias aplicações. Nos estágios iniciais ficou evidente que um diodo emissor de luz com comprimento de onda curto, consistindo de fótons altamente energéticos – um diodo azul – seria necessário para criar luz branca. Muitos laboratórios tentaram, mas sem sucesso.

Desafiando convenções

Os Laureados desafiaram verdades estabelecidas; eles trabalharam duro e tomaram riscos consideráveis. Eles mesmos construíram seu equipamento, aprenderam a tecnologia, e executaram milhares de experimentos. Na maior parte dos casos eles falharam, mas não entraram em desespero; esta era a arte do laboratório em seu mais alto nível. Nitreto de gálio foi o material escolhido para tanto Akasaki quanto Amano e também para Nakamura, e eles finalmente foram bem-sucedidos em seus esforços, embora outros tenham falhado antes deles.  Inicialmente, o material foi considerado apropriado para produzir luz azul, mas as dificuldades práticas haviam se provado enormes. Ninguém era capaz de desenvolver cristais de nitreto de gálio de qualidade alta o suficiente, já que produzir uma superfície adequada ao crescimento do cristal de nitreto de gálio era visto como uma empreitada sem esperanças. Além disso, era virtualmente impossível criar camadas tipo p neste material. Mesmo assim, Akasaki estava convencido por experiência passada que a escolha do material estava correta, e continuou trabalhando com Amano, que era um aluno de Doutorado na Universidade de Nagoya. Nakamura, em Nichia, também escolheu nitreto de gálio antes da alternativa, seleneto de zinco, que outros consideravam um material mais promissor.

Fiat lux – faça-se a luz

Em 1986, Akasaki e Amano foram os primeiros a serem bem-sucedidos em criar um cristal de nitreto de gálio de alta qualidade colocando uma camada de nitreto de alumínio em um substrato de safira e então desenvolvendo o nitreto de gálio de alta qualidade sobre ela. Alguns anos depois, no fim da década de 1980, eles fizeram uma descoberta em criar uma camada tipo p. Por coincidência, Akasaki e Amano descobriram que o material estava brilhando mais intensamente quando era estudado em um microscópio eletrônico de varredura. Isso sugeriu que o feixe eletrônico do microscópio estava tornando a camada tipo p mais eficiente. Em 1992 eles puderam apresentar seu primeiro diodo, emitindo uma brilhante luz azul. Nakamura começou a desenvolver o LED azul em 1988. Dois anos depois, ele também foi bem sucedido em criar nitreto de gálio de alta qualidade. Ele encontrou sua própria forma inteligente de criar o cristal, primeiro desenvolvendo uma fina camada de nitreto de gálio em baixa temperatura, e desenvolvendo camadas subsequentes em alta temperatura. Nakamura também pôde explicar por que Akasaki e Amano foram bem-sucedidos com sua camada tipo p: o feixe eletrônico removia o hidrogênio que evitava que a camada p se formasse. Por sua parte, Nakamura substituiu o feixe eletrônico por um método mais simples e barato: aquecendo o material, ele conseguiu criar uma camada tipo p funcional em 1992. Assim, as soluções de Nakamura foram diferentes das feitas por Akasaki e Amano. Durante a década de 1990, ambos os grupos de pesquisa foram bem-sucedidos em aprimorar seus LEDs azuis, tornando-os mais eficientes. Eles criaram diferentes ligas de nitreto de gálio usando alumínio ou índio, e a estrutura do LED tornou-se cada vez mais complexa. Akasaki, junto de Amano e também Nakamura, também inventaram um laser azul em que o LED azul, do tamanho de um grão de areia, é um componente crucial. Contrário à luz dispersa do LED, um laser azul emite um feixe afiadamente cortante.  Já que luz azul possui um comprimento de onda extremamente curto, pode ser comprimido muito mais; com luz azul, a mesma área pode armazenar quatro vezes mais informação do que com luz infravermelha. Esse aumento na capacidade de armazenamento rapidamente levou ao desenvolvimento de discos Blu-ray com tempos de playback maiores, assim como melhores impressoras laser. Muitos aparelhos domésticos também são equipados com LEDs. Eles brilham sua luz em telas de LCD em televisores, computadores e telefones móveis, nos quais eles também fornecem uma lâmpada e flash para a câmera.

Uma brilhante revolução

As invenções dos Laureados revolucionaram o campo da tecnologia de iluminação. Lâmpadas novas, mais baratas, mais eficientes e mais inteligentes estão sendo desenvolvidas todo o tempo. Lâmpadas LED brancas podem ser produzidas de duas formas diferentes. Uma maneira é usar a luz azul para excitar fósforo, que então brilha em vermelho e verde. Quando todas as cores se unem, luz branca é produzida. A outra maneira é construir a lâmpada com três LEDs, vermelho, verde e azul, e deixar que os olhos façam o trabalho de combinar três cores em branco. Lâmpadas LED são dessa forma fontes de luz flexíveis, já com várias aplicações no campo da iluminação – milhões de cores diferentes podem ser produzidas; as cores e a intensidade podem ser variadas conforme necessário. Painéis luminosos coloridos, com várias centenas de metros quadrados de tamanho, piscam, mudam de cor e padrões. E tudo pode ser controlado por computadores. A possibilidade de controlar a cor da luz também implica que lâmpadas LED podem reproduzir as alternações de luz natural ou seguir nosso relógio biológico. Cultivo em estufas usando iluminação artificial já é uma realidade. A lâmpada LED também traz grandes promessas quanto à possibilidade de aumentar a qualidade de vida para mais de 1,5 bilhões de pessoas que atualmente não possuem acesso às redes de eletricidade, já que os requisitos baixos de energia implicam que a lâmpada pode ser alimentada por energia solar local barata. Além disso, água poluída pode ser esterilizada usando LEDs ultravioleta, uma elaboração subsequente ao LED azul. A invenção do LED azul tem apenas vinte anos de idade, mas já contribuiu na criação de luz branca de uma forma completamente nova, para o benefício de todos.

Vencedores do Prêmio Bernhard Gross.

O Prêmio Bernhard Gross da SBPMat destaca os melhores trabalhos de cada simpósio dos encontros anuais da SBPMat (no máximo, um oral e um pôster por simpósio) apresentados por estudantes de graduação ou pós-graduação. Dentre os finalistas, são escolhidos o melhor oral e o melhor pôster de todo o encontro. O não comparecimento do premiado ou de algum membro do grupo de pesquisa dele à cerimônia implica no cancelamento da premiação para o estudante. (Saiba quem foi Bernhard Gross, um dos pioneiros da pesquisa em Materiais no Brasil).

Na cerimônia de encerramento do XIII Encontro da SBPMat, na manhã do dia 2 de outubro de 2014 no Centro de Convenções de João Pessoa (PB), os vencedores do Prêmio Bernhard Gross 2014 foram anunciados e os certificados de premiação, entregues a eles. Os trabalhos premiados neste ano poderão fazer parte de um volume especial do periódico de acesso aberto “IOP Conference Series: Materials Science and Engineering”.

Segue a relação dos trabalhos distinguidos com o Prêmio Bernhard Gross 2014.

– Melhores trabalhos do XIII Encontro da SBPMat

Oral: Electrical Response Of A Columnar Liquid Crystal Applied In A Diode StructureJuliana Eccher1, Gregorio Couto Faria2, Harald Bock3, Heinz Von Seggern4, Wojciech Zajaczkowski5, Wojciech Pisula5, Ivan H. Bechtold11Universidade Federal de Santa Catarina, 2Universidade de São Paulo, 3Centre de Recherche Paul Pascal, Cnrs and Univ. Bordeaux, 4Technische Universität Darmstadt, 5Max-Planck-Institut For Polymer Research, Mainz

Poster: Sensor Development Exploiting Graphite-Epoxy Composite As Electrode MaterialAndré Luiz Maia Azevedo1, Renato Soares de Oliveira1, Eduardo Ariel Ponzio1, Felipe Silva Semaan11Universidade Federal Fluminense

– Melhores trabalhos do Simpósio A

Poster: Information On Crystallinity Index Of Sugarcane Biomass Submitted To A Chemical and Enzymatic Treatment Via Solid-State Nuclear Magnetic Resonance (Ssnmr); Oigres Daniel Bernardinelli1, Igor Polikarpov1, Eduardo Ribeiro de Azevedo11Instituto de Física de Sao Carlos.

– Melhores trabalhos do Simpósio B

Oral: Synthesis Of Potassium Niobates By Microwave Assisted Solvothermal Method; Thiago Marinho Duarte1, Luzia Maria Castro Honório1, Juliana Kelly Dionízio de Souza1, Arnayra Sonayra Brito Silva1, Elson Longo2, Ricardo Luis Tranquilin3, Iêda Maria Garcia Santos4, Antônio Gouveia de Souza1, Ary da Silva Maia11Universidade Federal da Paraiba, 2Universidade Estadual Paulista, Campus de Araraquara, 3Universidade Federal de São Carlos – Campus: São Carlos,4Universidade Federal da Paraíba.

– Melhores trabalhos do Simpósio C

Poster: Magnetic Particles As Affinity Matrix For Purification Of Antithrombin; Aurenice Arruda Dutra Das Merces1, Jackeline da Costa Maciel2, Luiz Bezerra de Carvalho Júnior11Universidade Federal de Pernambuco, 2Universidade Federal de Roraima.

– Melhores trabalhos do Simpósio D

Oral: Electrical Response Of A Columnar Liquid Crystal Applied In A Diode StructureJuliana Eccher1, Gregorio Couto Faria2, Harald Bock3, Heinz Von Seggern4, Wojciech Zajaczkowski5, Wojciech Pisula5, Ivan H. Bechtold11Universidade Federal de Santa Catarina, 2Universidade de São Paulo, 3Centre de Recherche Paul Pascal, Cnrs and Univ. Bordeaux, 4Technische Universität Darmstadt, 5Max-Planck-Institut For Polymer Research, Mainz.

Poster: How Surface Interactions Freeze Polymer Molecules At Room Temperature: A Single Molecule Approach; Francineide Lopes de Araújo1, Gustavo Targino Valente1, Roberto Mendonça Faria1, Francisco Eduardo Gontijo Guimarães11São Carlos Institute Of Physics, University Of São Paulo.

– Melhores trabalhos orais dos Simpósios E/G/P

Oral: Bioactive Hybrid Aminopropyl-Silica Coating To Support Neuronal Growth and Suppress Astrocyte Development; Larissa Brentano Capeletti1,2,3, Mateus B. Cardoso2, João Henrique Zimnoch dos Santos4, Wei He11University Of Tennessee Knoxville, 2Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, 3Universidade do Rio Grande do Sul, 4Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

– Melhores trabalhos do Simpósio F

OralEvaluation of polymeric coatings on their efficiency of inhibiting the formation of inorganic scale. Maria de Fátima B. Souza, Celso Aparecido Bertran, Mônica de Oliveira Penna.

– Melhores trabalhos do Simpósio G

Poster: Theoretical Investigation Of Optical and Structural Properties Of Ba-Doped Zno Material; Luis Henrique da Silveira Lacerda1, Sergio Ricardo de Lazaro1, Renan Augusto Ribeiro11Universidade Estadual de Ponta Grossa.

– Melhores trabalhos do Simpósio H

Oral: Luminescence Mechanism Of Titanium Doped Rare Earth Oxysulfides Phosphors Obtained By Rapid Microwave Preparation; José Miranda Carvalho1, Cássio Cardoso Santos Pedroso1, Miguel Aguirre Stock Grein Barbará1, Pawel Gluchowski2,3, Lucas Carvalho Veloso Rodrigues4, Maria Cláudia França da Cunha Felinto5, Jorma Hölsä2, Hermi Felinto Brito41Instituto de Química da Usp, 2University Of Turku / Turun Yliopisto, 3Institute Of Low Temperature and Structure Research, 4Universidade de São Paulo, 5Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares.

Poster: Amino Funcionalization Of Y2O3:eu(Iii) Red Nanophosphor Monitored By Luminescence Spectroscopy and Transmission Electron MicroscopyAndré Lucas Costa1, João Paulo Gelamos1, Gabriel Mamoru Marques Shinohara2, Sergio Antonio Marques Lima1, Ana Maria Pires11Fct-Unesp Campus de Presidente Prudente, 2Instituto de Química da Unesp.

– Melhores trabalhos do Simpósio K

Oral: Automatic Reconstruction Of Austenite Grain Structure In Martensitic Eurofer-97 Steel From Electron Backscatter Diffraction Data; Verona Biancardi Oliveira1, Hugo Ricardo Zschommler Sandim11Escola de Engenharia de Lorena – Universidade de São Paulo.

Poster: A Dilatometric Study Of The Continuous Heating Transformations In Maraging 300 Steel; Adriano Gonçalves dos Reis1, Danieli Aparecida Pereira Reis2, Antonio Jorge Abdalla3, Jorge Otubo1, Hugo Ricardo Zschommler Sandim41Instituto Tecnológico de Aeronáutica, 2Universidade Federal de São Paulo, 3Instituto de Estudos Avançados, 4Escola de Engenharia Química de Lorena – Universidade de São Paulo.

– Melhores trabalhos do Simpósio L

Oral: Photoelectrochemical Study Of Ta3N5 Nanotubes For Water Splitting; Sherdil Khan1, Marcos Jose Leite Santos1, Jairton Dupont1, Sérgio Ribeiro Teixeira11Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Poster: Hydrogen Production From Rice Husk Gray Obtained In The Pyrolysis Process; Suelen Rodrigues Almeida1, Carolina Elicker1, Bruno Muller Vieira1, José Ramon Jurado Egea2, Pedro José Sanches Filho3, Mário Lúcio Moreira1, Sergio da Silva Cava1, Cristiane Raubach Ratmann1;1Universidade Federal de Pelotas, 2Consejo Superior de Investigaciones Científicas, 3Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul.

– Melhores trabalhos do Simpósio M

Oral: Graphene Nanoribbons Decorated With Magnetic Fe3O4 Nanoparticles For Dna Sensing; Blanca Azucena Gómez Rodríguez1, Manuel Perez Caro2, Deborah Zanforlin3, Ana Laura Elías4, José Luiz Lima1,5, Antonio Gomes Souza Filho6, Mauricio Terrones4, José Albino Aguiar11Universidade Federal de Pernambuco, 2Texas State University, 3Universidade Federal de Pernanbuco, 4Penn State University, 5Departamento de Bioquímica – Ufpe, 6Universidade Federal do Ceará.

Poster: Adjusting Supramolecular Electrostatic Interactions To Produce Mucoadhesive Nanocarriers For Protein Delivery; Leonardo Miziara Barboza Ferreira1Natália Noronha Ferreira, Charlene Priscila Kiill, Jovan Duran Alonso, Maria Palmira Daflon Gremião; 1Faculdade de Ciências Farmacêuticas-Unesp.

– Melhores trabalhos do Simpósio N

Poster: Preparation and Characterization Of The Lbl Films Based Nanoparticle Graphene Oxide Interacting With 3-N-Propylpirydinium Silsesquixane Chloride; Rodolfo Bonoto Estevam, Rodolfo Thiago Ferreira1, Alan Ben-Hur Bischof, Fábio Santana dos Santos, Cleverson Siqueira Santos, Sérgio Toshio Fujiwara, Karen Wohnrath, Jarem Garcia, Christiana Andrade Pessoa; 1Universidade Estadual de Ponta Grossa.

– Melhores trabalhos do Simpósio O

Poster: Layered Materials As Nanocarriers To Bioactive Molecules; Caroline Silva de Matos, Michele Aparecida Rocha1, Christine Taviot Gueho2, Fabrice Leroux2, Vera Regina Leopoldo Constantino11Instituto de Química da Universidade de São Paulo, 2Institut de Chimie de Clermont-Ferrand.

– Melhores trabalhos do Simpósio P

Poster: Sensor Development Exploiting Graphite-Epoxy Composite As Electrode Material. André Luiz Maia Azevedo1, Renato Soares de Oliveira1, Eduardo Ariel Ponzio1, Felipe Silva Semaan11Universidade Federal Fluminense.

– Melhores trabalhos do Simpósio S

Poster: Structural, Thermal and Optical Studies Of A Nanostructured Composite Formed By Binary Mixtures Of Elemental Nickel and Antimony Powders Produced By Mechanical Alloying; Gleison Adriano da Silva1, Sérgio Michielon de Souza11Universidade Federal do Amazonas.

Proceedings da “6th Internacional Conference on Electroceramics” (ICE 2013).

Os proceedings da “6th Internacional Conference on Electroceramics” (ICE 2013), realizada em João Pessoa em novembro de 2013 sob os auspícios da SBPMat, foram publicados online no volume 975 do periódico  “Advanced Materials Research” (AMR), da Trans Tech Publications Inc.

A Comissão de Publicação, formada pelos doutores Daniel Zanetti de Florio, Fábio Coral Fonseca, Eliana N.S. Muccillo e Reginaldo Muccillo, foi responsável pela edição desse volume da AMR, após um amplo trabalho de revisão por pares.

Cada autor correspondente tem o login para acessar seu artigo online.

Acesso ao volume: www.scientific.net/AMR.975.

Boletim SBPMat – edição 25 – setembro 2014 – especial XIII Encontro da SBPMat.

Edição nº 25 – Setembro de 2014

Especial XIII Encontro da SBPMat – João Pessoa, 28 de setembro a 2 de outubro

Saudações, .

Últimos preparativos para o encontro de João Pessoa!

– Veja a mensagem dos coordenadores do evento, que neste ano conta com 2.141 trabalhos aceitos e cerca de 2.000 inscrições de 28 países até o momento. Na mensagem, os professores Ieda Garcia e Severino de Lima apontam os destaques da programação do encontro deste ano! Aqui.

– Depois do almoço a antes das plenárias da tarde, você poderá assistir em João Pessoa às palestras técnicas de patrocinadores do encontro: a Shimadzu falará sobre MEV com feixe de íons e detector TOF SIMS, e a FEI abordará DualBeam TEM. Saiba mais.
João Pessoa, a “porta do sol”. Saiba mais sobre a cidade, uma das mais antigas do Brasil, e suas atrações naturais e culturais. E prepare-se para mergulhar em águas verdes a 28° C! Leia sobre João Pessoa.
– O que levar na mala? Acompanhe a previsão do tempo, cujas temperaturas devem ficar entre os 22° C e os 30° C. Mas atenção, a organização adverte que, no Centro de Convenções, o ar condicionado deixará o ambiente friozinho… Link para clima em João Pessoa.
Inscrições para participar do evento: aqui.
– Panorama geral da programação: aqui.
– Busca de horários e locais das apresentações dos simpósios: aqui.

–  Algumas opções de hospedagem, locação de carros, transporte desde aeroportos da região, transporte hotéis-centro de convenções e passeios: veja na página inicial do site do evento. Aqui.

– E a festa? Neste ano, será realizada na noite da quarta-feira no Espaço da Caixa Econômica Federal no Cabo Branco. Os ingressos poderão ser comprados na secretaria a partir da segunda-feira às 13h00.

Entrevistas com plenaristas (em português)

Entrevistamos Robert Chang, professor do primeiro departamento de Ciência de Materiais do mundo, na Northwestern University. Além de possuir uma notória carreira como pesquisador (seu índice H é de 56), “Bob” tem se dedicado, nos últimos 20 anos, a conduzir o desenvolvimento do programa Materials World Modules, que desenvolve material educativo de caráter interativo e lúdico (por exemplo, jogos de cartas) sobre Materiais e Nanotecnologia para estudantes do Ensino Básico e seus professores. Na sua palestra plenária no XIII Encontro da SBPMat, o professor Chang tentará mobilizar cidadãos do mundo a solucionar problemas globais, juntos. Veja nossa entrevista com o cientista.

Também falamos com o professor Colin Humphreys, professor da University of Cambridge.  Entre outras honrarias, o cientista recebeu da Rainha de Inglaterra o título de “Sir”, por seus serviços prestados à ciência. Além de ser autor de mais de 600 publicações, o professor desenvolveu materiais para a indústria que hoje voam em motores de aviões e criou LEDs de baixo custo baseados em nitreto de gálio, material no qual é especialista. Em João Pessoa, mostrará, entre outras questões, como o nitreto de gálio poderia reduzir o consumo de eletricidade do mundo em 25%. Veja nossa entrevista com Colin Humphreys.
Entrevistamos o físico alemão Karl Leo, especialista em semicondutores orgânicos. Além de ser autor de mais de 550 papers com mais de 23.000 citações e de 50 famílias de patentes, o cientista já participou da criação de 8 empresas spinoff. Na sua palestra plenária no XIII Encontro da SBPMat, Karl Leo falará sobre dispositivos orgânicos de alta eficiência, como OLEDs e células solares. Veja nossa entrevista com Karl Leo.
Também falamos com o físico português Luís António Ferreira Martins Dias Carlos, da Universidade de Aveiro, que dará uma palestra plenária em nosso encontro de João Pessoa sobre luminescência aplicada à nanomedicina. Na entrevista, o professor compartilhou conosco seus trabalhos mais destacados na área de Materiais. Ele também nos falou sobre alguns desafios da área de luminescência para aplicações médicas, tanto no diagnóstico por imagens quanto no mapeamento da temperatura intracelular, e citou exemplos de aplicações de materiais luminescentes que estão no mercado e já são utilizadas no diagnóstico e tratamentos de diversas doenças. Veja nossa entrevista com Luís Dias Carlos.
Conversamos com o cientista francês Jean-Marie Dubois, especialista em quasicristais (estruturas ordenadas mas não periódicas de materiais sólidos) e pioneiro no patenteamento de aplicações dos quasicristais. Ele nos contou um pouco quais são suas principais contribuições à área de Materiais e adiantou o tema da sua plenária, na qual falará sobre essa ordem não periódica que está presente em ligas metálicas, polímeros, óxidos e nanoestruturas artificiais e que gera propriedades sem precedentes. Na foto, Jean-Marie Dubois (esquerda) e Dan Shechtman, quem recebeu um Prêmio Nobel em 2011 pelos quasicristais, usando gravatas iguais, decoradas com um mosaico de Penrose – um exemplo típico de aperiodicidade. Veja nossa entrevista com Jean-Marie Dubois.
Também entrevistamos o químico italiano Roberto Dovesi, um dos criadores de CRYSTAL, ferramenta computacional para cálculos quânticos ab initio usados no estudo de diversas propriedades de materiais sólidos. O código CRYSTAL hoje é utilizado em mais de 350 laboratórios no mundo. Na sua palestra plenária, Dovesi tentará demonstrar que, atualmente, simulações quânticas podem ser ferramentas muito úteis para complementar os experimentos. Veja nossa entrevista com Roberto Dovesi.
Entrevistamos o professor Alberto Salleo, da Universidade de Stanford, que falará no XIII Encontro da SBPMat sobre dispositivos eletrônicos orgânicos. Jovem, porém dono de uma carreira que já se destaca internacionalmente, Salleo nos contou sobre os trabalhos de seu grupo, que tem se aprofundado no estudo do papel exercido pelas imperfeições no transporte de cargas em semicondutores orgânicos. Ele também compartilhou conosco seus papers mais destacados, publicados na Nature Materials. Finalmente, Salleo falou sobre os próximos desafios e aplicações da eletrônica orgânica e adiantou o que pretende abordar na sua plenária, que promete ser informativa e amena para um amplo público. Veja nossa entrevista com Alberto Salleo.
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XIII Encontro da SBPMat: palestras técnicas dos patrocinadores.

Palestrante: Shimadzu/Tescan.

Tema: Microscópio Eletrônico de Varredura com Feixe de Íons e Detector TOF SIMS.

Resumo: O objetivo desta palestra é apresentar uma nova técnica de análise química, aplicada na pesquisa e desenvolvimento, voltado a detecção de elementos desde H, com resolução lateral e de profundidade manométrica e excelentes limites de detecção. Esta técnica utiliza o detector TOF SIMS acoplado a um canhão de íons.

Quando: 29 de setembro (segunda-feira), das 13:30 às 14:00 horas.

Onde: no salão plenário do Centro de Convenções de João Pessoa.

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Palestrantes: Mauro Porcu e Daniel Phifer (FEI).

Tema: Preparação de amostras com DualBeam™  de última geração e análise por MET para ciência de materiais.

Resumo: Site specific sample preparation is becoming essential for advanced material science as innovative workflows have been developed to enable atomic TEM resolution. The DualBeam-TEM workflow saves time and offers possibilities for analysis of specific areas with optimized orientation. Low voltage FIB cleaning and advanced manipulation allow lifting out sampled from bulk substrates and thinning with little to no significant damage. When coupled with the new FEI TEMs, it is possible to capture better compositional information from both traditional TEM thin sections and cylindrical “pillar TEM samples”. TEM EDS has advanced so much and EDS tomography is routinely performed with the new EDS geometry and fast data processing. Atomic material characterization thus highly benefits from newer DualBeam-TEM-sample-preparation-methodologies.

Quando: 30 de setembro (terça-feira), das 13:30 às 14:00 horas.

Onde: no salão plenário do Centro de Convenções de João Pessoa.

Entrevistas com plenaristas do XIII Encontro da SBPMat: Sir Colin Humphreys (University of Cambridge, Reino Unido).

Professor Sir Colin Humphreys.

Sir Colin Humphreys, PhD pela University of Cambridge e Bacharel em Ciências pelo Imperial College, é Professor do Departamento de Ciência de Materiais e Metalurgia da University of Cambridge, no Reino Unido. Sua pesquisa abrange três temas principais: materiais e dispositivos baseados em nitreto de gálio (GaN), microscopia eletrônica avançada e materiais aeroespaciais para temperaturas ultraelevadas. Ele já publicou centenas de trabalhos sobre microscopia eletrônica e apresentou diversas palestras plenárias e convidadas em todo o mundo. Recebeu prêmios nacionais e internacionais por suas pesquisas sobre difração e microscopia eletrônica, bem como sobre nitreto de gálio.

Sir Colin Humphreys fundou uma empresa spinoff  chamada CamGaN para aplicar a pesquisa com nitreto de gálio de seu grupo em LEDs de baixo custo para a iluminação de casas e escritórios. A empresa foi adquirida em fevereiro de 2012 pela Plessey, que fabrica LEDs baseados nessa tecnologia. O professor Humphreys é o fundador e diretor do Cambridge Centre of Gallium Nitride, um centro de nível internacional com instalações voltadas para caracterização, onde a pesquisa é conduzida desde os estudos fundamentais do GaN até suas aplicações em LEDs e lasers. Também fundou e dirige o Cambridge/Rolls-Royce Centre for Advanced Materials for Aerospace, desenvolvendo materiais que agora voam nos motores Rolls-Royce.

Ele é membro da Royal Society, associação independente que reúne vários dos mais renomados cientistas do mundo, vindos de todas as áreas das Ciências, Engenharias e Medicina, e da Royal Academy of Engineering, do Reino Unido. Também é membro do Selwyn College, uma das 31 unidades autônomas da Cambridge University onde os estudantes vivem, comem, socializam e assistem a algumas aulas. Em 2010, ele foi nomeado Cavaleiro (recebeu uma honraria especial e o título de “Sir” da Rainha da Inglaterra) por serviços prestados à ciência.

O professor Sir Colin Humphreys é autor de mais de 600 trabalhos publicados em revistas arbitradas, com mais de 9.400 citações, e seu índice H é 43. Em suas poucas horas vagas, ele escreve livros sobre ciência e religião, como “The Mistery of the Last Supper: Reconstructing the Final Days of Jesus”, (publicado no Brasil com o título “O Mistério da Última Ceia: uma viagem histórica aos últimos dias de Jesus”) recentemente traduzido para o russo, alemão, português, japonês e grego.

Segue nossa entrevista com o professor, que dará uma palestra plenária no XIII Encontro da SBPMat.

Boletim SBPMat: – Por que o senhor acha que o nitreto de gálio é um dos mais importantes materiais semicondutores? Quais são os principais desafios no campo do nitreto de gálio para cientistas e engenheiros em materiais?

Sir Colin Humphreys: – Acho que o nitreto de gálio é um dos materiais semicondutores mais importantes graças à sua ampla variedade de potenciais aplicações e aos benefícios que serão gerados à humanidade a partir delas. Os principais desafios para alcançar essas aplicações são reduzir os custos dos aparelhos baseados em GaN e elevar ainda mais a sua eficiência.

Boletim SBPMat: – Quais são as suas principais contribuições para o desenvolvimento da Ciência e Engenharia de Materiais?

Sir Colin Humphreys: – Minhas principais contribuições para o desenvolvimento da Ciência e Engenharia de Materiais foram solucionar alguns problemas fascinantes de ciência básica, além de desenvolver materiais para a indústria. Por exemplo, eu dirijo um centro de pesquisa em Materiais Avançados da Rolls-Royce, em Cambridge, e alguns dos materiais que desenvolvemos agora estão voando nos motores Rolls-Royce. Além disso, eu dirijo o Cambridge Centre for Gallium Nitride, e os LEDs de baixo custo que produzimos, baseados em GaN sobre silício, hoje são fabricados no Reino Unido pela Plessey.

Boletim SBPMat: – O Brasil tem se esforçado para transferir tecnologia para a indústria. Enquanto isso, o senhor fundou uma empresa spinoff e centros de pesquisa, e em ambos os casos obteve bons resultados com a transferência de tecnologia. Com base nessa experiência, o que o senhor diria para a comunidade de Pesquisa em Materiais do Brasil sobre concretizar a transferência de tecnologia?

Sir Colin Humphreys: – Em primeiro lugar, cientistas e engenheiros precisam ter uma ideia para um produto novo e melhor. Para convencer a indústria, é importante que preparem e apresentem protótipos dos aparelhos. Caso decidam montar sua própria empresa, geralmente é útil trazer um CEO de fora para dirigir os negócios, porque, em sua maioria, cientistas e engenheiros não são muito bons nisso. A escolha do CEO é crucial. E é realmente importante ser muito bem aconselhado. Eu tive sorte ao montar duas empresas porque recebi vários bons conselhos de graça, já que, no Reino Unido, muitas pessoas de Cambridge criaram suas empresas e podem dar boas orientações. Por fim, concretizar a transferência de tecnologia é divertido, mas também trabalhoso! Pode haver muitas adversidades, mas é preciso perseverar! Além disso, entusiasmem-se com seu produto, porque, se vocês mesmos não se entusiasmarem, os outros tampouco o farão! É preciso realmente acreditar no que se está fazendo.

LEDs de GaN sobre substrato de silício de cerca de 15 cm.

Boletim SBPMat: – Se possível, nos fale um pouco sobre o tema da sua palestra plenária no Encontro da SBPMat.

Sir Colin Humphreys: – Na minha palestra plenária em João Pessoa, planejo começar apresentando algumas micrografias eletrônicas em resolução atômica impressionantes, mostrando átomos únicos de impureza de silício em grafeno e indicando como podem ocupar dois pontos diferentes. Também vou mostrar imagens de átomos de silício dançando em grafeno (sei que os brasileiros são excelentes dançarinos!). Então, vou falar sobre o nitreto de gálio (GaN) e como esse incrível material criado pelo homem provavelmente vai nos poupar mais energia e reduzir mais emissões de CO2 do que a energia solar, a eólica e a biomassa juntas! Descreverei como a microscopia eletrônica avançada e a tomografia de sonda atômica têm sido usadas para responder uma questão fascinante: por que os LEDs de GaN são tão brilhantes quando a densidade de deslocamento é tão alta. Também vou descrever como desenvolver LEDs de GaN em substratos de silício de grande área pode reduzir substancialmente o custo dos LEDs, e como é provável que essa economia permita que os LEDs de GaN sejam a forma predominante de iluminação em nossas casas, escritórios, ruas etc. no futuro próximo. Além disso, vou demonstrar como dispositivos eletrônicos baseados GaN são 40% mais eficientes do que aqueles baseados em silício (Si), e que, portanto, substituir os eletrônicos de Si por GaN nos pouparia mais 10% de eletricidade, além da economia de 10 a 15 % vinda do uso dos LEDs de GaN. Assim, o GaN poderia, potencialmente, reduzir o consumo de eletricidade do mundo em 25%, o que é incrível.

Além da economia de energia e das emissões de carbono, se acrescentarmos alumínio ao GaN, ele emitirá luz ultravioleta (UV) profunda, o que pode matar todas as bactérias e vírus. Então, esses LEDs de UV profunda poderiam ser usados para purificar água em todo o mundo, salvando milhões de vidas. Por fim, falarei sobre como a iluminação otimizada por LEDs pode melhorar tanto a nossa saúde quanto as notas de crianças em idade escolar! Minha palestra vai abordar desde a ciência básica até as aplicações.

Tempo livre em João Pessoa: algumas atrações, do amanhecer até o pôr do sol.

João Pessoa no fundo e, na frente, recifes do Picãozinho, a cerca de 1.500 metros da praia de Tambaú. Foto: Cacio Murilo.

João Pessoa é terceira cidade mais antiga do Brasil, sendo a capital do estado da Paraíba, localizada na região nordeste do país. Conta com uma população de aproximadamente 770.000 pessoas, enquanto sua região metropolitana abrange 8 cidades satélites com 1.223.000 habitantes. Caracterizada por um clima quente e úmido, a temperatura média anual de João Pessoa fica em volta dos 26º C, chegando aos 29º C entre os meses de setembro e outubro.

João Pessoa é conhecida como a “Porta do Sol”, ou “a cidade onde o sol nasce primeiro”, tendo o ponto mais oriental do Brasil. Também possui um belo pôr do sol, que pode ser admirado ao som do Bolero de Ravel na Praia do Jacaré. Além disso, é uma das cidades mais verdes do mundo, devido à presença de duas reservas de Mata Atlântica na cidade.

João Pessoa tem uma importante cultura local. Seu conjunto histórico-arquitetônico é riquíssimo, com construções barrocas do século XVI que merecem ser visitadas.

Estação Cabo Branco de Ciência, Cultura e Artes. Foto: Cacio Murilo.

Outro ponto turístico é a Estação Cabo Branco de Ciência, Cultura e Artes, localizada no ponto mais oriental das Américas (Ponta do Seixas), a qual é uma instituição educativa e cultural, bem como um marco nacional. O complexo, inaugurado em 2008, foi concebido pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, e é um dos seus últimos projetos.

Contudo, as principais atrações turísticas de João Pessoa são suas 18 belas praias de águas mornas e verdes – águas essas com uma temperatura média de 28º C. Sete dessas praias estão localizadas em áreas urbanas, são de fácil acesso, e muito convidativas para um bom mergulho.