Concurso para professor no Instituto Politécnico da UERJ.

Concurso público para professor adjunto (40 horas) no Instituto Politécnico (IPRJ) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

São 23 vagas para os departamentos de Engenharia Mecânica e Energia, Materiais e Modelagem Computacional.

A inscrição pode ser feita por procuração.

Mais informações: http://www.iprj.uerj.br/index.php/concursos-uerj-iprj

Concurso para professor em Termodinâmica dos Materiais na Universidade Federal de Lavras (MG).

Estão abertas até 05/01/2015 as inscrições ao concurso para professor adjunto efetivo da Universidade Federal de Lavras (UFLA) para a área de Termodinâmica dos Materiais.

Temas do concurso:

1) Definições e Relações Fundamentais em Termodinâmica
2) Primeira Lei da Termodinâmica
3) Segunda e Terceira Leis da Termodinâmica
4) Equilíbrio Químico
5) Diagramas de Fase
6) Fundamentos de Eletroquímica
7) Fenômenos Superficiais e Interfaciais
8) Soluções Ideais e Não Ideais
9) Macromoléculas e Agregados
10) Termodinâmica Estatística

Link para o edital: http://www.prgdp.ufla.br/site/2014/11/27/edital-prgdp-no-1142014/

Boletim SBPMat – edição 27 – novembro 2014.

 

Edição nº 27 – Novembro de 2014

Saudações, .

Notícias da SBPMat

 

XIV Encontro da SBPMat – Rio de Janeiro, 27 de setembro a 1º de outubro de 2015

– Até dia 5 de dezembro, está aberta à comunidade científica a chamada de propostas de simpósios temáticos para o próximo encontro da SBPMat. A submissão das propostas pode ser feita por pesquisadores com título de doutor, ligados a instituições ou empresas do Brasil ou do exterior. Veja a chamada.

–  O site do XIV Encontro da SBPMat já está no ar. Visite o site.

 

Programa University Chapters da SBPMat

Foi criado o quinto UC (university chapter) da SBPMat. Sediado na Universidade de Caxias do Sul, trata-se do primeiro da região sul. Conheça este UC.

O University Chapter Biomaterials, da UNESP e USP de Bauru (SP), realizou um seminário sobre biomateriais que contou com a participação de pesquisadoras do exterior. Saiba mais.
Proceedings da ICE 2013
Os proceedings da 6th Internacional Conference on Electroceramics, realizada em João Pessoa em novembro de 2013 sob os auspícios da SBPMat, foram publicados online no volume 975 do periódico AMRSaiba mais.

 

Arquivos das plenárias do XIII Encontro da SBPMat 
O professor José Arana Varela nos cedeu o arquivo da sua Palestra Memorial “Joaquim da Costa Ribeiro”, na qual abordou desafios globais para a área de Materiais, a história das sociedades científicas da área no mundo e dados sobre publicações da comunidade brasileira de pesquisa em Materiais, entre outros assuntos. O arquivo se soma em nosso Slideshare aos de outras 16 apresentações plenárias ou premiadas dos encontros de 2012, 2013 e 2014. Veja a apresentação do prof. Arana Varela.

 

Artigo em destaque 

Uma equipe de cientistas de Minas Gerais desenvolveu nanopartículas com características “verdes” desde o processo de síntese até a aplicação. As nanopartículas demonstraram capacidade de fotodegradar compostos orgânicos que poluem as águas. Além de publicar os resultados da pesquisa em um periódico com alto fator de impacto, os autores estão preparando uma patente visando a comercialização de um produto para descontaminar águas.

Veja a matéria de divulgação que preparamos para esta edição.

Gente da nossa comunidade

“É primordial que se tenha prazer em fazer pesquisa e que você acredite no potencial e na qualidade do seu trabalho”, disse o vencedor do Prêmio Capes de Tese 2014 na área de Materiais, Luís Fernando da Silva, em entrevista para nosso boletim. Em seu doutorado pela USP São Carlos, Luís Fernando sintetizou compostos usados como sensores de gás pelo método hidrotermal-microondas e analisou suas propriedades estruturais por meio de espectroscopia de absorção de raios X. Na entrevista, falou sobre sua carreira acadêmica e sobre o trabalho premiado. Veja.

Entrevistamos também o ganhador da menção honrosa do Prêmio Capes de Tese 2014 na área de Materiais, Augusto Batagin Neto. Em seu doutorado na UNESP, ele desenvolveu um trabalho de simulação de propriedades de materiais orgânicos para aplicação em dispositivos. “Busquemos cada vez mais aumentar a nossa visibilidade, divulgando nossa pesquisa, não apenas nos meios tradicionais, mas também em outros meios diversificados de comunicação, inclusive redes sociais”, recomendou Augusto. Na entrevista, ele nos falou sobre sua carreira acadêmica e sobre o trabalho merecedor da menção honrosa. Veja.
Oswaldo Alves (UNICAMP) e Marcos Pimenta (UFMG), da comunidade de Materiais foram eleitos membros da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS). Saiba mais.

 

História da pesquisa em Materiais no Brasil 

Para comemorar um aniversário da criação do Instituto de Física de São Carlos (USP), abordamos a participação dessa instituição na história da pesquisa em Materiais no Brasil, desde a década de 1950, e o impacto dessas ações no meio acadêmico e na sociedade em geral. Saiba mais sobre esta história.

Dicas de leitura
Matérias de divulgação científica sobre artigos publicados nos periódicos científicos mais renomados da área.

– Moldes de ADN para fabricar nanopartículas com diversos formatos (divulgação de paper da Science). Aqui.

– Com características similares às de folhas de grama, nanopilares compostos por cristais orgânicos empilhados prometem novas células solares (divulgação de paper da Nanoletters). Aqui.

– Grafeno duplica produção de energia elétrica em biocélulas a combustível, mostram brasileiros em

artigo destacado em capa da Physical Chemistry Chemical Physics. Aqui.

Livros

– Resenha no site da Amazon sobre o livro Writing Scientific Papers in English Successfully: Your Complete Roadmap, assinado por Ethel Schuster, Haim Levkowitz e Osvaldo Novais Oliveira Jr., pesquisador brasileiro da comunidade de Materiais. Aqui.

Periódicos

Em 2014, o Institute of Physics lançou três novos periódicos científicos do interesse da nossa comunidade de Materiais:

2D Materials.

Materials Research Express.

Translational Materials Research.

 

Oportunidades
– Concurso para professor no Instituto de Física da USP. Aqui.

 

Próximos eventos da área
XIV Encontro da SBPMat. Rio de Janeiro. 27 de setembro a 1º de outubro de 2015. Site.
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Você pode divulgar novidades, oportunidades, eventos ou dicas de leitura da área de Materiais, e sugerir artigos e temas para as seções do boletim. Escreva para comunicacao@sbpmat.org.br.
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20º aniversário da criação do Instituto de Física de São Carlos, e seis décadas participando da história da pesquisa em Materiais no Brasil.

O ano de 2014 é de comemorações para uma das instituições protagonistas da história da pesquisa em Materiais no Brasil. O Instituto de Física de São Carlos (IFSC), da Universidade de São Paulo (USP), celebra seu 20º aniversário.

Entretanto, as origens do IFSC e de suas contribuições à Ciência e Engenharia de Materiais brasileira remontam a uns 60 anos atrás. “Desde a sua origem o IFSC teve um papel central no desenvolvimento da Ciência e Engenharia de Materiais, uma vez que a pesquisa em materiais esteve presente com os pioneiros do IFSC”, afirma o professor Antonio Carlos Hernandes, diretor do IFSC de 2010 a 2014 e pesquisador na área de Materiais.

O início da história pode ser fixado em 1953, quando a USP, que tinha sido fundada em 1934, inaugurou uma unidade de ensino e pesquisa na então pacata cidade de São Carlos, no interior do estado de São Paulo. Tratava-se da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), que existe até a atualidade. Na época, o diretor da escola, Theodoreto Souto, incumbido de formar a equipe de docentes-pesquisadores, levou até São Carlos professores recrutados, principalmente, na USP de São Paulo, no Rio de Janeiro e no exterior do país, mas não conseguiu que eles se assentassem na cidade por muito tempo.

Sergio Mascarenhas chegou a São Carlos em 1956 e protagonizou a história da pesquisa em Materiais na região. Crédito: SBPMat. Foto de 2012.

Do Rio de Janeiro, o primeiro a integrar a equipe de docentes da EESC foi o físico Armando Dias Tavares, assistente de Joaquim da Costa Ribeiro nos laboratórios de Física da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Rio de Janeiro (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ). Em seguida, colaboradores e alunos de Dias Tavares, formados sob a influência de Costa Ribeiro e Bernhard Gross (principais pioneiros da pesquisa em Materiais no Brasil) saíram da “cidade maravilhosa” para o interior paulista, a convite de Souto. Entre eles, chegaram a São Carlos em 1956 os recém- formados em Física e Química e recém-casados Sergio Mascarenhas Oliveira e Yvonne Primerano Mascarenhas – um casal que deixaria um importante legado na história da Ciência e Engenharia de Materiais na região e no país.

Num momento em que, no mundo e no Brasil, a maior parte dos recursos humanos e materiais para pesquisa em Física se destinavam à Física nuclear e de altas energias, o casal Mascarenhas optou por iniciar estudos em Física da Matéria Condensada, área na qual tinham trabalhado junto a Costa Ribeiro no Rio de Janeiro. Documentos elaborados pelo IFSC comentam que Sergio e Yvonne enxergaram nessa área duas possibilidades para o grupo de São Carlos: a de se destacar internacionalmente num campo onde existia menos concorrência, e a de gerar aplicações que tivessem um impacto positivo na economia da região e na qualidade de vida da sua população.

Assim, na década de 1960, Sergio Mascarenhas criou o Grupo de Física da Matéria Condensada. “Graças a um intercâmbio muito forte entre a USP em São Carlos, e as universidades de Princeton e Carnegie Mellon nos Estados Unidos, e também grupos da Inglaterra e da Alemanha, principalmente de Stuttgart, nós conseguimos estabelecer um programa de formação de pesquisadores bastante intenso, o qual dura até hoje”, comentou Mascarenhas em entrevista concedida em 2013 ao Boletim da SBPMat. Entre os trabalhos com maior impacto realizados naquela época pelo grupo de São Carlos, é possível citar as pesquisas ligadas a defeitos em cristais, como cristais iônicos com centro de cor, os quais foram usados posteriormente para memórias ópticas.

No final da década de 1960, uma nova instituição de ensino e pesquisa, a Universidade Federal de São Carlos (USFCar), era criada na cidade, com participação efetiva de professores do grupo da EESC. Em particular, Sergio Mascarenhas, que foi o primeiro reitor (pro tempore) da universidade, propôs a criação na instituição do primeiro curso de graduação na América Latina em Engenharia de Materiais, buscando construir uma ponte entre a Ciência de Materiais e a geração de produtos, processos e serviços. O curso iniciou suas atividades em 1970.

Em mais uma iniciativa pioneira na área de Materiais, o grupo de São Carlos, com Sergio Mascarenhas à frente da organização, recebeu na cidade a comunidade brasileira de físicos de estado sólido (na época formada por cerca de 50 pesquisadores) para realizar o “1º Simpósio Nacional de Física do Estado Sólido e Ciência dos Materiais” num pequeno galpão batizado graciosamente de Rancho das Marocas.

Prédio do Instituto de Física e Química de São Carlos em 1970, pouco antes da criação formal do IFQSC. Crédito: IFSC/USP.

Como conseqüência do caminho de crescimento, institucionalização e ganho de autonomia trilhado por Mascarenhas e seus colaboradores do grupo de São Carlos, em 1971 foi criado o Instituto de Física e Química de São Carlos (IFQSC), cujo primeiro diretor foi o próprio Mascarenhas. O IFQSC contou desde o início com um Departamento de Física e Ciência dos Materiais, além do Departamento de Química e Física Molecular. Mais um passo foi dado em 1994, quando o IFSC foi desmembrado, dando lugar ao Instituto de Química de São Carlos (IQSC) e ao IFSC, cuja primeira diretora foi Yvonne Primerano Mascarenhas.

Outro marco da participação do IFSC na história da pesquisa em Materiais no Brasil foi a criação, em 1993, do programa interunidades em Ciência e Engenharia de Materiais da USP em São Carlos. Administrado pelo IFSC, o programa reúne docentes desse instituto, do IQSC e da EESC, além de pesquisadores de outras instituições da região.

Atuação com impacto acadêmico e social

Além de participar do programa interunidades, o IFSC possui um dos programas de pós-graduação em Física mais conhecidos e disputados do país, o qual tem obtido nota máxima nas avaliações da CAPES desde sua criação. Dentro de seu mestrado e doutorado, é possível pesquisar uma ampla variedade de temas, que inclui diversas possibilidades na área de Materiais, desde pesquisas fundamentais em Física da Matéria Condensada até estudos sobre materiais semicondutores, polímeros, cerâmicas e vidros. Ainda na área de Materiais, o IFSC atualmente possui grupos de pesquisa consolidados, como, por exemplo, o Grupo de Polímeros “Professor Bernhard Gross”, e abriga projetos de grande porte, como Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CePIDs).

Entretanto, o impacto acadêmico da atuação na área de Materiais do grupo de São Carlos que gerou o IFSC tem ultrapassado os limites do município de São Carlos. De acordo com o professor Antonio Carlos Hernandes, a primeira consequência dessa atuação foi a formação de doutores que passaram a atuar na área em outras instituições de ensino superior. “Com isso muitos centros universitários e de pesquisa que atuam em Materiais nos dias de hoje tem em seu DNA a formação no IFSC”, diz Hernandes.

“O IFSC reúne o que é essencial para a pesquisa de qualidade em materiais, com infraestrutura de equipamentos e pessoal com experiência em diversos tipos de materiais”, afirma o professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior, vice-diretor do IFSC para o período 2012-2016. Contando com esses recursos, acrescenta Novais, formaram-se centenas de mestres e doutores em Materiais, muitos dos quais se tornaram líderes de grupos de pesquisa em todas as regiões do Brasil. “Esses líderes de várias instituições, assim como outros que fazem parte do IFSC, têm hoje papel relevante na organização da comunidade de Materiais no país, com atuação na SBPMat, realização de eventos e programas de cooperação nacional e internacional, e formulação de políticas públicas”, completa.

Mas o impacto da atuação do IFSC na área de Materiais vai além do ambiente acadêmico. O professor Hernandes destaca, entre outros exemplos, a criação de empresas de base tecnológica instaladas na cidade de São Carlos. “Essas empresas de alta tecnologia nasceram do trabalho de pesquisadores do IFSC, quase sempre envolvendo pesquisa em Materiais”, acrescenta o professor Novais, que também traz à tona outro tipo de contribuição social realizada pelos professores e pesquisadores do instituto, o “incansável trabalho de popularização da ciência, com programas diversos de extensão universitária, voltados para alunos do ensino médio e fundamental, assim como para o público em geral”.

Para saber mais.

Biomateriais em pauta em evento realizado pelo UC de Bauru.

A sétima reunião do UCB contou com a participação de pesquisadoras do exterior.

Uma das cinco unidades atuais do Programa University Chapters da SBPMat, o University Chapter Biomaterials (UCB), sediado na cidade de Bauru (SP), realizou sua sétima reunião mensal na manhã de 19 de novembro no campus da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Na ocasião, duas pesquisadoras estrangeiras que estavam na cidade proferiram seminários, convidadas pelos participantes do UC.

A professora Ana Maria Pires Pinto, da Universidade de Minho (Portugal) falou sobre novos conceitos para aplicações biomédicas de compósitos de matriz metálica. Na sequência, a nanomedicina in situ foi tema do seminário da professora Tolou Shokuhfar, vinda da Universidade Tecnológica de Michigan (Estados Unidos).

“Os pesquisadores tiveram contato com o nosso grupo e tivemos grandes elogios por parte deles”, conta Diego Rafael Nespeque Correa, presidente do UCB e doutorando no programa de pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Materiais da UNESP. “Conseguimos manter um ambiente de frutíferas discussões científicas e divulgação da sociedade”, completa.

Facebook do UCB: https://www.facebook.com/universitychapterbiomaterial

Sobre o Programa University Chapters da SBPMat: http://sbpmat.org.br/university-chapters/

Primeiro UC gaúcho na SBPMat.

Integrantes do novo UC na Universidade de Caxias do Sul (UCS), no Rio Grande do Sul.

O Programa University Chapters da SBPMat conta, desde final de outubro deste ano, com sua primeira unidade no Rio Grande do Sul. Sediado na Universidade de Caxias do Sul (UCS), este UC tem 14 participantes, ligados à própria UCS, à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

“A possibilidade de gerar novas parcerias e agregar conhecimentos foi o que motivou, não só a mim, mas a todos que fazem parte do nosso UC”, conta Bruna Louise Perotti, estudante de Engenharia Mecânica e bolsista de iniciação científica ligada ao programa de pós-graduação em Engenharia e Ciência do Materiais da UCS, que preside o UC. O grupo tem planos para o próximo semestre: organizar palestras e seminários (inicialmente com professores locais e, posteriormente, com convidados externos) e realizar eventos científicos para promover a interação e colaboração entre os grupos de pesquisa envolvidos, gerar inovação nos trabalhos e ajudar a divulgá-los.

Conheça o Programa University Chapters da SBPMat: http://sbpmat.org.br/university-chapters/

Artigo em destaque: Nanopartículas “verdes” para despoluir as águas.

O artigo científico com participação de membros da comunidade brasileira de pesquisa em Materiais em destaque neste mês é: “Green” colloidal ZnS quantum dots/chitosan nano-photocatalysts for advanced oxidation processes: Study of the photodegradation of organic dye pollutants. Alexandra A.P. Mansur, Herman S. Mansur, Fábio P. Ramanery, Luiz Carlos Oliveira, Patterson P. Souza. Applied Catalysis B: Environmental, 158–159 (2014), 269–279. DOI:10.1016/j.apcatb.2014.04.026.

Artigo de divulgação: Nanopartículas “verdes” para despoluir as águas.

Um grupo de pesquisadores de instituições de Minas Gerais desenvolveu nanopartículas triplamente “verdes”. Elas podem ser usadas na purificação de água, um dos grandes desafios globais do século XXI. Além disso, convivem em harmonia com o meio ambiente e com sistemas biológicos e, finalmente, são produzidas por meio de um processo ambientalmente correto.

“Conseguiu-se integrar propriedades e características raras em sistemas nanoestruturados, biocompatibilidade e compatibilidade ambiental, utilizando um processamento ‘verde’”, destaca o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Herman Sander Mansur, um dos autores do trabalho.

As partículas desenvolvidas são formadas por “pontos quânticos” (nanocristais semicondutores fluorescentes) de sulfeto de zinco (ZnS) de cerca de 3,8 nm de tamanho, recobertos por “cascas” de quitosana – material abundante e de baixo custo, derivado do esqueleto externo de crustáceos como camarões, caranguejos e siris. O processo de síntese (fabricação) dessas partículas é realizado em apenas uma etapa e conduzido em meio aquoso, sem uso de substâncias tóxicas.

Num estudo realizado pela equipe de pesquisadores, as nanopartículas demonstraram capacidade de degradar pigmentos orgânicos contaminantes usualmente encontrados em águas, usando apenas luz, inclusive radiação solar direta.

“Os resultados foram muito promissores, uma vez que foi possível observar que o sistema produzido foi efetivo na fotodegradação dos contaminantes orgânicos presentes nas soluções aquosas avaliadas”, comenta Herman Mansur, que é o autor correspondente de um artigo sobre a pesquisa, recentemente publicado na revista Applied Catalysis B: Environmental (fator de impacto 6,007).

O trabalho também será objeto de um pedido de patente ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), cuja redação já foi iniciada pelos autores. “A etapa seguinte deverá ser a busca de potenciais interessados ou parceiros da iniciativa privada no sentido de viabilizar a comercialização futura como produto para o tratamento de águas poluídas por pigmentos orgânicos”, adianta Mansur.

Representação esquemática do sistema nanoestruturado produzido com núcleo de ZnS e casca de quitosana para fotodegradação de poluentes orgânicos em água.

A história do trabalho

Foi durante as discussões científicas que ocorriam nas reuniões mensais da Câmara de Ciências Exatas e dos Materiais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) que surgiu a ideia inicial desta pesquisa. De fato, tanto Herman Mansur, coordenador do Centro de Nanociências, Nanotecnologia e Inovação da UFGM, como Luiz Carlos de Oliveira, coordenador de um grupo de pesquisa em materiais avançados para catálise e fotocatálise na mesma universidade, foram membros desse comitê assessor entre fevereiro de 2010 e o mesmo mês de 2014. “A ideia principal foi utilizar a nanotecnologia para o desenvolvimento de soluções ambientais inovadoras para despoluição de água, como um bem cada vez mais escasso no mundo, seja em países desenvolvidos, emergentes ou com baixo desenvolvimento socioeconômico”, lembra Mansur.

Os professores elaboraram então um projeto que agregou a experiência dos dois grupos de pesquisa: a equipe do professor Mansur, dedicada há duas décadas ao desenvolvimento de nanomateriais e nanoestruturas através da síntese de pontos quânticos, e o grupo do professor Oliveira, que vem trabalhando na área de catálise química, na busca de soluções sustentáveis para o tratamento de resíduos industriais.

Desse trabalho inicial surgiu um primeiro artigo sobre nanopartículas com núcleo de sulfeto de cádmio (CdS) e casca de óxido de nióbio: L. C Oliveira et. al. One-pot Synthesis of CdS@Nb2O5 Core-Shell Nanostructures with Enhanced Photocatalytic Activity. Applied Catalysis. B, Environmental, v. 152:53, p. 403-412, 2014 (DOI:10.1016/j.apcatb.2014.01.025).

Na sequência, foi idealizada, projetada e desenvolvida pelo grupo a aplicação do conceito de “química verde” em todo o projeto, gerando as nanopartículas de sulfeto de zinco e quitosana e seu processo de síntese. Na fase seguinte, o trabalho incorporou também a colaboração do professor Patterson P. Souza, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), que realizou as análises de espectrometria de massas avaliando a degradação dos pigmentos orgânicos utilizados como modelos de espécies químicas poluidoras.

Entrevista com o ganhador da menção honrosa do Prêmio Capes de Tese 2014 na área de Materiais: Augusto Batagin Neto.

Augusto Batagin Neto

A menção honrosa do Prêmio Capes de Tese 2014  na área de Materiais na área de Materiais foi outorgada a Augusto Batagin Neto por sua tese de doutorado “Simulação de propriedades espectroscópicas e estruturais de materiais orgânicos para a aplicação em dispositivos”, defendida em 2013 pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). O trabalho foi orientado pelo professor Carlos Frederico de Oliveira Graeff.

O resultado do Prêmio Capes de Tese 2014 foi divulgado no início de outubro. A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá no dia 10 de dezembro de 2014, em Brasília.

Vejam nossa entrevista com Augusto.

Boletim da SBPMat: – Poderia nos contar brevemente como começou o seu interesse pela ciência e quais foram os momentos mais importantes na sua carreira acadêmica até o momento?

Augusto Batagin Neto: – Meu interesse pela ciência começou bastante cedo, desde criança me interessava por estudar “fenômenos” associados às ciências naturais. Lembro que minha irmã e eu tentávamos catalogar diferentes espécies de formigas de acordo com o tamanho do corpo e outras características. Fui sempre muito incentivado pelos meus pais e irmãos, na minha vida familiar sempre tive um ambiente que preconizava o diálogo, argumentos e troca de idéias, o que foi, e ainda é, a base da minha formação, em todos os sentidos.

Até o presente tive muitos momentos que considero de grande importância na minha carreira, o primeiro deles foi decidir cursar Licenciatura em Física. Escolhi o curso de Física justamente por se tratar da disciplina que eu tinha maiores dificuldades no Ensino Médio, (acredito que a falta de professores efetivamente formados em Física atuando no ensino público tenha sido um dos principais motivos de minha dificuldade inicial). Um segundo momento importante foi dar início à minha iniciação científica na Faculdade de Ciências (FC) – UNESP/Bauru. Já no fim do segundo semestre o professor Francisco Carlos Lavarda do Departamento de Física–FC–UNESP me convidou para iniciar um curso de treinamento cujo principal objetivo era preparar alunos dos anos iniciais da graduação a realizarem e interpretarem cálculos de estrutura eletrônica. Iniciamos as atividades e então fui contemplado com minha primeira bolsa da FAPESP. Em minha opinião, o suporte oferecido por esta tão excelente agência de fomento, principalmente nesta modalidade, é de vital importância para incentivar a formação de novos recursos humanos na pesquisa, e foi assim no meu caso.

Momentos importantes nem sempre são os mais fáceis. Um terceiro momento que considero de extrema importância em minha carreira/formação foi a realização do meu mestrado acadêmico inteiramente sem bolsa. Nesta ocasião prestei concurso e fui aprovado para o cargo de professor de educação básica II (PEBII) da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, realizando o mestrado e lecionando na rede de ensino pública. Terminei todas as disciplinas obrigatórias do mestrado no meu primeiro ano a fim de poder realizar a pesquisa com mais tranqüilidade na cidade em que tinha de assumir o meu cargo.

Sem dúvida, outro momento de extrema importância foi iniciar o meu doutoramento sob a orientação do professor dr. Carlos Frederico de Oliveira Graeff do Departamento de Física–UNESP/Bauru no Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologia de Materiais. Neste período tive contato com diferentes problemas teórico-experimentais e pude amadurecer como pesquisador. Ainda no meu doutorado, tive a oportunidade de realizar um estágio na Universidade de Tecnologia de Eindhoven (TUe) – Holanda sob a orientação do professor Peter Arnold Bobbert, experiência esta que me permitiu ter contato com diferentes técnicas de simulação e complementar minha formação básica.

Um último momento que considero importante foi a contratação como professor assistente no Campus Experimental de Itapeva da UNESP. Eu nasci nesta cidade e agora tenho a oportunidade de fazer com que o meu trabalho possa ajudar a trazer recursos humanos e tecnologia para esta região.

Boletim da SBPMat: – Por que começou a fazer pesquisa na área de Materiais?

Augusto Batagin Neto: – Fui introduzido na área de Materiais durante minha iniciação científica no estudo de biomoléculas, no mestrado iniciei o estudo de propriedades estruturais e ópticas de polímeros e no meu doutorado ampliei a minha área de pesquisa para o estudo de propriedades de transporte e magnéticas de materiais orgânicos.

Sempre achei interessante o uso de ferramentas de simulação para o estudo de propriedades de materiais, pois acredito que tais investigações podem trazer importantes contribuições científicas, tanto no que tange à ciência básica (na discussão de novos processos/fenômenos associados) como do ponto de vista tecnológico (na proposição de materiais/dispositivos com propriedades melhoradas).

Boletim da SBPMat: – Qual é, na sua opinião, a principal contribuição da tese premiada?

Augusto Batagin Neto: – De forma geral a série de estudos apresentada na minha tese traz contribuições a distintas áreas envolvendo aplicações de materiais orgânicos na confecção de dispositivos.

No que tange o estudo de sistemas dosimétricos baseados em soluções de polímeros orgânicos, os resultados permitem identificar quais características estruturais e eletrônicas são desejáveis em sistemas de alta sensibilidade.

Com relação ao estudo de melaninas sintéticas, o trabalho aponta qual a origem dos centros paramagnéticos observados nestes sistemas, os quais podem possuir profunda influência nas propriedades de transporte deste biomaterial. Além disso, o estudo de reatividade traz informações a respeito das macroestruturas mais prováveis de serem observadas, tema bastante controverso na literatura.

Através de cálculos de estrutura eletrônica foi possível também sugerir o aparecimento de defeitos conformacionais induzidos por luz em complexos de Irídio. Tais compostos são extensivamente empregados na confecção de dispositivos emissores de luz, contudo em geral apresentam uma vida útil bastante curta. Nosso resultado sugere que defeitos estruturais podem advir de processos opticamente ativados, seguidos de transferência de carga, sugerindo uma possível rota de degradação destes complexos.

Por fim o estudo também contou com simulações visando modelar o experimento de ressonância magnética detectada eletricamente por meio de duas abordagens distintas: circuito equivalente e equações de “drift-difussion”. Os resultados obtidos permitem melhor compreender quais os efeitos esperados da existência de distintos entes ressonantes no sistema. Tal resultado poderia em princípio ser utilizado para distinguir características de transporte dependente do spin relativos a elétrons e buracos em dispositivos semicondutores.

Boletim da SBPMat: – Quais foram os critérios que o guiaram para fazer uma pesquisa de qualidade destacada em nível nacional (a tese premiada)? A que fatores você atribui esta conquista?

Augusto Batagin Neto: – A ideia inicial era compreender uma série de fenômenos experimentais de um ponto de vista mais fundamental, todos eles associados direta ou indiretamente à aplicação de diversificados materiais em dispositivos optoeletrônicos. Um dos critérios que guiaram a pesquisa foi justamente tentar ir um pouco além da descrição fenomenológica dos processos em estudo.

Atribuo o sucesso da pesquisa a uma série de fatores, dentre os quais saliento o ambiente de intensa discussão científica existente em nosso grupo, liderado pelo professor Carlos Graeff. Naquele momento eu era o único estudante do grupo cujo trabalho era puramente teórico e a possibilidade de discutir, levantar teorias e testá-las empiricamente foi o diferencial do trabalho desenvolvido, não somente no desenvolvimento de minha tese, mas também em colaborações realizadas no decorrer do doutorado. Devo também apontar o apoio recebido por todo programa de Pós-Graduação POSMAT-UNESP/Bauru em especial o professor Francisco Lavarda, o suporte financeiro recebido pela CAPES e pela FAPESP, e os recursos computacionais disponibilizados no GridUnesp como fatores decisivos para a execução do projeto. Outro fator ao qual atribuo a qualidade do trabalho desenvolvido foi a possibilidade de estágio na TUe-Holanda; as discussões científicas que tive durante este período permitiram-me ampliar as linhas de pesquisa em que já atuava e desenvolver um trabalho diferenciado.

Boletim da SBPMat: – Gostaria de deixar alguma mensagem para nossos leitores que estão realizando trabalhos de iniciação científica, mestrado e doutorado na área de Materiais?

Augusto Batagin Neto: – Acredito que o crescimento constante de nossa área de pesquisa no país reflete o grande potencial dos recursos humanos que temos. A meu ver, a qualidade do trabalho intelectual que vem sendo desenvolvido em laboratórios nacionais não é em nada inferior ao que é feito na comunidade internacional. Neste sentido gostaria de deixar como mensagem a todos da comunidade que busquemos cada vez mais aumentar a nossa visibilidade, divulgando nossa pesquisa, não apenas nos meios tradicionais, mas também em outros meios diversificados de comunicação, inclusive redes sociais.

Entrevista com o vencedor do Prêmio Capes de Tese 2014 na área de Materiais: Luís Fernando da Silva.

Luís Fernando da Silva (direita), autor do estudo vencedor do Prêmio Capes de Tese 2014, e prof. Valmor Mastelaro, orientador do trabalho.

Luís Fernando da Silva é o vencedor do Prêmio Capes de Tese 2014 na área de Materiais, por sua tese de doutorado “Síntese e caracterização do composto SrTiO3 e SrTi1-xFexO3 através do método hidrotermal assistido por microondas”, defendida em 2013 pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho foi orientado pelo professor Valmor Roberto Mastelaro.

O resultado do Prêmio Capes de Tese 2014 foi divulgado no início de outubro. A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá no dia 10 de dezembro de 2014, em Brasília.

Vejam nossa entrevista com Luís Fernando.

Boletim da SBPMat: – Poderia nos contar brevemente como começou o seu interesse pela ciência e quais foram os momentos mais importantes na sua carreira acadêmica até o momento?

Luís Fernando da Silva: – Meu interesse começou durante minha graduação em Física na UNESP (campus Bauru). Eu iniciei minha iniciação científica a partir do meu segundo ano de graduação, onde meu projeto de pesquisa consistia na caracterização estrutural de filmes de GaAs e GaN sob a orientação do professor José Humberto Dias da Silva e contando com o financiamento da FAPESP. No meu último ano de graduação, meu trabalho recebeu menção honrosa no simpósio de iniciação científica da USP, o que acabou me motivando ainda mais para iniciar um mestrado na área de Materiais. Em função de meu interesse na área de caracterização estrutural, iniciei meu mestrado na USP sob a orientação do professor Valmor R. Mastelaro, que é referência no país na área de espectroscopia de absorção de raios X. Meu trabalho consistiu na preparação e caracterização dos compostos SrTiO3 e SrTi1-xFexO3 amorfos e nanocristalinos. Ao final do mestrado, o professor Valmor Mastelaro propôs o desafio de sintetizar o composto SrTi1-xFexO3 pelo método hidrotermal-microondas, sendo que, até o momento, não havia nenhum reporte sobre sua preparação por este método. Após investigar diferentes parâmetros de síntese do composto e caracterizar as propriedades estruturais do composto SrTiO3, demos início à síntese do composto SrTi1-xFexO3, o que conseguimos realizar com grande sucesso. Ambos os compostos foram caracterizados por espectroscopia de absorção de raios X (XANES e EXAFS) no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), a importância e originalidade dos resultados foram aceitos para publicação em importantes revistas na área de materiais: CrystEngComm (CrystEngComm, 2012,14, 4068-4073) e Physical Chemistry Chemical Physics (Phys. Chem. Chem. Phys., 2013,15, 12386-12393). Além disso, de acordo com a literatura, o composto SrTi1-xFexO3 tem sido utilizado com sucesso como sensor de gás, em especial hidrocarbonetos e oxigênio. Baseado nesta aplicação, o professor Valmor Mastelaro iniciou uma cooperação com o grupo de microssensores, da Universidade Aix-Marseille, na cidade de Marselha, França. Dentro desta cooperação, realizei um estágio de 6 meses no grupo de microsensores, contando com o financiamento do programa Ciência Sem Fronteiras. Os resultados obtidos foram parcialmente publicados na importante revista na área de sensores de gás Sensors and Actuators B (Sens. Actuators, B, 2013, 181, 919–924). Atualmente em meu pós-doutorado, iniciei um novo projeto de pesquisa, sob a supervisão do professor Elson Longo e em parceria com o doutor Cauê Ribeiro (EMBRAPA Instrumentação), o qual consiste no estudo de sensores resistivos de gás fotoativados. Recentemente, fui contemplado com o projeto universal do CNPq para o desenvolvimento deste projeto de pesquisa.

Boletim da SBPMat: – Por que começou a fazer pesquisa na área de Materiais?

Luís Fernando da Silva: – A área de pesquisa em Materiais sempre me fascinou desde meu período de iniciação científica. A possibilidade de poder sintetizar um material, desvendar suas propriedades, e utilizá-lo em uma aplicação tecnológica é desafiante e ao mesmo tempo fascinante.

Boletim da SBPMat: – Qual é, na sua opinião, a principal contribuição da tese premiada?

Luís Fernando da Silva: – A principal contribuição de minha tese foi a utilização da técnica de espectroscopia de absorção de raios X. A grande maioria dos artigos encontrados na literatura reportam o método de preparação do material e sua aplicação (sensor de gás, fotocatálise, etc.). Contudo, as propriedades estruturais são pouco investigadas, se restringindo apenas à identificação das fases cristalinas pela técnica de difração de raios X. Em meu trabalho, pudemos verificar que os materiais (no meu caso o SrTiO3 e SrTi1-xFexO3) preparados pelo método hidrotermal-microondas apresentam significativas distorções estruturais. Além disso, com relação ao composto SrTi1-xFexO3, pudemos analisar em maiores detalhes suas propriedades de detecção frente a diferentes gases (redutores e oxidantes), visto que um dos importantes parâmetros de um sensor de gás é sua seletividade.

Representação esquemática do processo de formação e organização dos cubos da fase SrTiO3 obtida pelo método hidrotermal microondas.

Boletim da SBPMat: – Quais foram os critérios que o guiaram para fazer uma pesquisa de qualidade destacada em nível nacional (a tese premiada)? A que fatores você atribui esta conquista?

Luís Fernando da Silva: – Principalmente à boa relação com meu orientador de doutorado, professor Valmor R. Mastelaro, o qual me deu total liberdade e credibilidade no desenvolvimento deste trabalho, além das importantes contribuições científicas. Além disso, a infraestrutura do centro de pesquisa CDMF/FAPESP (Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais) foi essencial e permitiu uma adequada e detalhada caracterização dos compostos investigados nesta tese.

Boletim da SBPMat: – Gostaria de deixar alguma mensagem para nossos leitores que estão realizando trabalhos de iniciação científica, mestrado e doutorado na área de Materiais?

Luís Fernando da Silva: – Acredito que a principal mensagem é que antes de iniciar qualquer trabalho de pesquisa (iniciação, mestrado ou doutorado) é primordial que se tenha prazer em fazer pesquisa e que você acredite no potencial e na qualidade do seu trabalho. Se você acreditar que o trabalho que você desenvolve tem potencial, você buscará o que tem de melhor em você para desenvolvê-lo.

Concurso para professor no Instituto de Física da USP.

INSTITUTO DE FÍSICA-USP. DEPARTAMENTO DE FÍSICA APLICADA.

Estão abertas de 06 de novembro de 2014 a 03 de fevereiro de 2015, as inscrições ao Concurso Público de Títulos e Provas para provimento de um cargo de Professor Doutor 1, MS-3.1, em RDIDP, cargo nº 1230204, junto ao Departamento de Física Aplicada, nas áreas de “Análise de Materiais por Feixes Iônicos; Cristalografia e Biofísica Molecular; Modificação e Caracterização de Superfícies; Física Atmosférica; Física de Fusão Termonuclear Controlada”.

Os formulários de inscrição e os editais estão disponíveis no site http://portal.if.usp.br/ataac/pt-br/concursos_abertos

Mais informações poderão ser obtidas na Assistência Acadêmica, na sala 339 da Ala I, ramais 916902 e 917000.