Pós-doutorado em Física da Matéria Condensada na UNESP Presidente Prudente.

  • Título:Bolsa de Pós-doutorado (PD) em Física da Matéria Condensada
  • Área de conhecimento:Física
  • Nº do processo FAPESP:2013/14262-7
  • Título do projeto: Espalhamento micro-Raman e SERS: interação entre analitos de interesse e sistemas miméticos de membranas celulares.
  • Área de atuação:Física da Matéria Condensada
  • Pesquisador principal:Carlos José Leopoldo Constantino
  • Unidade/Instituição: Faculdade de Ciências e Tecnologia/FCT; Universidade Estadual Paulista/UNESP; Presidente Prudente-SP.
  • Data limite para inscrições:31/07/2017

O Laboratório de Filmes Nanoestruturados e Espectroscopia, Departamento de Física, Faculdade de Ciências e Tecnologia, UNESP (DF/FCT/UNESP), em Presidente Prudente, SP, oferece uma Bolsa de Pós-doutorado para desenvolver projeto na área de Espectroscopia Micro-Raman e Espalhamento Raman Amplificado em Superfície (SERS) e Sistemas Miméticos de Membrana Celular. É desejável que o candidato possua formação em Doutorado em Física, Química ou áreas afins. O perfil que se tem em vista nesta chamada é de um pesquisador que tenha facilidade para trabalhar em equipe e que possua fluência em inglês. O projeto de pesquisa em nível de pós-doutoramento na área de Micro-Raman, SERS e Sistemas Miméticos de Membrana Celular (sistemas biomiméticos) inclui as seguintes atividades:

  1. Síntese de nanopartículas metálicas aplicadas como “substrato SERS”.
  2. Incorporação de tais nanopartículas em filmes de Langmuir, Langmuir-Blodgett (LB) e vesículas de fosfolipídios, aplicados como sistemas biomiméticos.
  3. Investigar as interações entre os analitos de interesse e os sistemas biomiméticos utilizando as técnicas de micro-Raman e SERS.
  4. A partir dos resultados, propor mecanismos moleculares envolvidos na interação sistemas biomiméticos/analitos.
  5. Desenvolver uma metodologia que permita investigar os sistemas biomiméticos de forma complementar a partir das técnicas micro-Raman (SERS) e microscopia de fluorescência confocal.

A Bolsa de Pós-Doutorado será oferecida por 18 meses a partir de 01/setembro/2017, ou assim que os trâmites necessários forem cumpridos.

Os candidatos interessados devem enviar uma mensagem, até o dia 31/07/2017, para o endereço case@fct.unesp.br, anexando (i) curriculum vitae com a lista de publicações; (ii) duas cartas de referência.

Instrumentação disponível: http://www.fct.unesp.br/#!/departamentos/fisica-quimica-e-biologia/laboratorios/lab-filmes-finos-e-esp-raman/

Boletim da SBPMat. 58ª edição.

 

Saudações !

Edição nº 58 – 30 de junho de 2017

XVI Encontro da SBPMat/ XVI B-MRS Meeting. Gramado, 10-14 de setembro

Inscrições – descontos. As inscrições estão abertas. Todas as categorias têm descontos até 31 de agosto. Observe aqui os valores para sócios da SBPMat (é possível se associar no ato da inscrição) e para não sócios. Atenção: o valor da inscrição ao evento +
anuidade SBPMat é menor do que o valor da inscrição ao evento para não sócios.

Prêmios para estudantes. Trabalhos de estudantes de graduação ou pós-graduação, aceitos para apresentação no evento, podem concorrer aos prêmios da SBPMat e da editora da American Chemical Society (ACS). Até 46 trabalhos serão distinguidos. Os 6 melhores (3 pôsteres e 3 orais) receberão prêmios em dinheiro. Para participar da seleção, o autor deve submeter, até 14 de agosto, um resumo estendido adicional ao resumo convencional. Saiba mais sobre os prêmios para estudantes, aqui.

Minicursos. No domingo 10 de setembro, os inscritos no evento poderão participar, sem custo extra, de minicursos sobre escrita e publicação científica, ministrados pelo prof. Valtencir Zucolotto e por profissionais da editora Elsevier. Mais informações e reserva de vagas, em breve.

Palestras plenárias. Sete cientistas de renome internacional falarão sobre pesquisas na fronteira do conhecimento em temas como materiais para aplicações biomédicas e ambientais; superfícies biomiméticas; catálise heterogênea; materiais e tecnologias para circuitos eletrônicos miniaturizados; filmes piezoelétricos e suas aplicações em energia, óptica e eletrônica. Saiba mais clicando nas fotos dos palestrantes, aqui.

Palestra memorial. Na abertura do evento, a SBPMat prestará justa homenagem ao professor João Alziro H. da Jornada (UFRGS), que proferirá a tradicional Memorial Lecture “Joaquim da Costa Ribeiro”

Local do evento. O centro de eventos FAURGS fica no centro de Gramado, a poucas quadras de restaurantes, lojas, pontos turísticos e hotéis.

Cidade do evento. Cidade turística muito charmosa, dotada de uma ampla e qualificada rede hoteleira, gastronômica e de lojas, Gramado é também o ponto de partida para uma série de passeios que exploram a florida beleza natural da região, sua história marcada pela imigração alemã e italiana, e os parques temáticos construídos ao redor da cidade. 

Organização. Conheça o comitê organizador, aqui.

Expositores e patrocinadores. 23 empresas já confirmaram participação como expositoras. Empresas e instituições interessadas em participar/ patrocinar o evento devem entrar em contato com Alexandre, no e-mail comercial@sbpmat.org.br.

Notícias da SBPMat

Com muita satisfação, a SBPMat anuncia que a 17ª edição de seu evento anual (XVII Encontro da SBPMat/ B-MRS Meeting) será realizada na cidade de Natal (RN), no Centro de Convenções do Hotel Praiamar, de 16 a 20 de setembro de 2018, sob coordenação do professor Antonio Eduardo Martinelli (UFRN).

Artigo em destaque

Uma equipe de pesquisadores do LNNano desenvolveu um sensor eletroquímico sobre papel. Como material condutor, o sensor possui um filme de grafite, obtido mediante a simples técnica de se pintar o papel com um lápis comum. Depois de fazer alguns ajustes no processo de fabricação do sensor, a equipe científica conseguiu um desempenho excepcional do dispositivo na detecção de um composto biológico presente em todas as células vivas, porém particularmente difícil de detectar. A pesquisa foi recentemente reportada no ACS Applied Materials & InterfacesVeja nossa matéria de divulgação.

Gente da comunidade

Nosso entrevistado desta edição é João Alziro Herz da Jornada, que receberá homenagem da SBPMat (a Palestra Memorial “Joaquim da Costa Ribeiro”) durante o 16º evento anual da sociedade. Jornada foi professor do Instituto de Física da UFRGS por mais de quatro décadas, até sua aposentadoria, em 2016. Além disso, desempenhou vários cargos de gestão em instituições de ciência e tecnologia, como a presidência do Inmetro, na qual atuou durante 11 anos. Pioneiro no Brasil no estudo dos efeitos das altas pressões nos materiais, Jornada também fez importantes contribuições à pesquisa em materiais superduros. Na sua produção científica, destacam-se seus artigos publicados em revistas de alto fator de impacto, notadamente a Science e a Nature. Na entrevista, o pesquisador contou como nasceu seu fascínio pela ciência, descreveu suas principais contribuições à área de Materiais e deixou uma bela mensagem para os leitores mais jovens, na qual falou sobre as diversas dimensões que fazem da atividade científica uma rica e estimulante experiência humana. Jornada também antecipou o que abordará na palestra memorial que proferirá em setembro em Gramado: os complexos mecanismos que geram impacto econômico e social a partir da pesquisa básica – um tema muito relevante no atual cenário de cortes ao financiamento de pesquisa. Veja a entrevista.

Dicas de leitura

  • Nanopartículas no corpo humano: estudo propõe modo de fazer testes in vitro que simula melhor as condições in vivo (baseado em paper da Small). Aqui.
  • Cientistas de instituições brasileiras avançam na compreensão do atrito, fenômeno inimigo da eficiência energética, ao fornecer evidências experimentais da influência dos fônons no fenômeno, na escala nano (baseado em paper da Scientific Reports). Aqui.
  • Cientistas desenvolvem nanotubos de LDH que albergam pontos quânticos e assim criam material luminescente (baseado em paper da Chemical Communications). Aqui.
  • Fatores de impacto 2016: veja os destaques em periódicos da área de Materiais das editoras Elsevier e Wiley.
  • Notícias dos INCTs de Materiais: Institutos SENAI de Inovação de processamento de materiais passam a fazer parte do INCT de Engenharia de Superfícies. Aqui.

Oportunidades

  • FAPESP busca empresas parceiras para criar centro de pesquisa em manufatura avançada. Aqui.
  • Pós-doutorado em Materiais com bolsa PNPD/CAPES na UFSCar – Sorocaba. Aqui.

Próximos eventos da área

  • 10th International Conference on Nanophotonics (ICNP). Recife, PE (Brasil). 2 a 5 de julho de 2017. Site.
  • 1ª Escola Brasileira de Síncrotron (EBS). Campinas, SP (Brasil). 10 a 21 de julho de 2017. Site.
  • 2º Ciclo de Minicursos de Cristalografia. Juiz de Fora, MG (Brasil) 10 a 21 de julho de 2017. Site.
  • XI Brazilian Symposium on Glass and Related Materials (XI Brazglass). Curitiba, PR (Brasil). 13 a 16 de julho de 2017. Site.
  • VIII Método Rietveld de Refinamento de Estrutura. Fortaleza, CE (Brasil). 24 a 28 de julho de 2017. Site.
  • XXXVIII Congresso Brasileiro de Aplicações de Vácuo na Indústria e na Ciência (CBRAVIC) + III Workshop de Tratamento e Modificação de Superfícies (WTMS). São José dos Campos, SP (Brasil). 21 a 25 de agosto de 2017. Site.
  • IUMRS-ICAM 2017. Kyoto (Japão). 27 de agosto a 1º de setembro de 2017. Site.

  • 18 International Conference on Luminescence.
    João Pessoa, PB (Brasil). 27 de agosto a 1º de setembro de 2017. Site.

  • 23 ª Reunião da Associação Brasileira de Cristalografia. Vitória, ES (Brasil). 5 a 9 de setembro de 2017. Site.
  • 1ª Escola de Altas Pressões. Porto Alegre, RS (Brasil). 9 e 10 de setembro de 2017. Site.
  • XVI Encontro da SBPMat/ XVI B-MRS Meeting. Gramado, RS (Brasil). 10 a 14 de setembro de 2017. Site.
  • 18th International Conference on Internal Friction and Mechanical Spectroscopy (ICIFMS-18). Foz do Iguaçu, PR (Brasil). 12 a 15 de setembro de 2017. Site.
  • 2ª Conferência Nacional em Materiais Celulares (MatCel’2017) + Conferência Internacional em Dinâmica de Materiais Celulares (DynMatCel’2017). Aveiro (Portugal). 25 a 27 de setembro de 2017. Site.
  • 1st Pan American Congress of Nanotechnology. Fundamentals and Applications to Shape the Future. Guarujá, SP (Brasil). 27 a 30 de novembro de 2017.
    Site.

 



Você pode divulgar novidades, oportunidades, eventos ou dicas de leitura da área de Materiais, e sugerir papers, pessoas e temas para as seções do boletim. Escreva para comunicacao@sbpmat.org.br.

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Gente da comunidade: entrevista com o cientista João Alziro Herz da Jornada.

joaojornada (1)João Alziro Herz da Jornada nasceu em 1º de junho de 1949 em São Borja (RS). Entre 1968 e 1971, realizou a graduação em Física na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. Logo após receber o diploma de bacharel, iniciou o mestrado em Física, também na UFRGS, o qual concluiu em 1973. A dissertação de mestrado versou sobre um dos temas aos quais se dedicaria ao longo de sua carreira científica, o efeito das altas pressões nos materiais.

Em agosto de 1974, assumiu o cargo de professor adjunto do Instituto de Física da UFRGS. De 1977 a 1979 realizou o doutorado em Ciências da UFRGS, no qual desenvolveu um novo trabalho de pesquisa sobre efeitos das altas pressões em materiais, orientado pelo professor Fernando Claudio Zawislak. Sua tese de doutoramento recebeu uma distinção de louvor da UFRGS. Em 1983 e 1984, fez pós-doutorado no National Institute of Standards and Technology (NIST), instituto dedicado a promover a inovação e competitividade industrial por meio da metrologia, ciência e tecnologia nos Estados Unidos. Em abril de 1985, tornou-se professor titular do Instituto de Física da UFRGS, posição que manteve até a sua aposentadoria em fevereiro de 2016. Desde então, é colaborador convidado dessa instituição. Ao longo de sua carreira acadêmica na UFRGS, desempenhou vários cargos de administração, entre eles, o de presidente da Câmara de Pesquisa da universidade e o de coordenador de pós-graduação do Instituto de Física. O professor Jornada também criou e coordenou o Laboratório de Altas Pressões e Materiais Avançados do IF-UFRGS.

Desde 1993 até o ano 2000, Jornada foi coordenador do comitê executivo da Associação Rede de Metrologia e Ensaios do Rio Grande do Sul (Rede Metrológica RS), uma entidade criada em 1992, que atua como articuladora na prestação de serviços qualificados de metrologia e de qualidade por parte de seus laboratórios associados.

De 2000 a 2004, Jornada foi diretor de metrologia científica e industrial do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), autarquia federal vinculada ao Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços criada em 1973, cuja missão é fortalecer as empresas nacionais, aumentando sua produtividade por meio da adoção de mecanismos destinados à melhoria da qualidade de produtos e serviços.

Em dezembro de 2004, o professor Jornada assumiu a presidência do Inmetro, permanecendo no cargo por 11 anos, até dezembro de 2015. Em seu mandato, Jornada promoveu mudanças na estratégia, capacitação, infraestrutura e gestão do Inmetro, que levaram a instituição a aumentar seu reconhecimento científico nacional e internacional e a desenvolver interações com a academia, empresas e governo.

Jornada recebeu uma série de distinções, como o Prêmio Pesquisador Destaque da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) na área de Física (1998); a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência da República, na classe Comendador (2000) e Grã Cruz (2007), 2004 a Comenda da Ordem do Mérito Aeronáutico na Classe Comendador da Força Aérea Brasileira (2004), a Comenda da Ordem de Rio Branco no grau de Comendador do Ministério das Relações Exteriores (2008) e a Medalha Mérito Tamandaré da Marinha do Brasil (2015). É membro da Academia Brasileira de Ciências desde 2001, fellow da TWAS (The World Academy of Sciences for the advancement of science in developing countries) desde 2008. Desde 2016, é distinguished fellow da Global Federation of Competitiveness Councils, uma rede de pessoas e organizações envolvidas em estratégias de competitividade, sediada em Washington (EUA).

O cientista é autor de cerca de 100 artigos publicados em periódicos científicos, entre eles, os prestigiosos Science e Nature.

Boletim da SBPMat: – Conte-nos o que o levou a se tornar um cientista e, em particular, a atuar na área de Física da Matéria Condensada.

João A. Herz da Jornada: – Desde cedo tive grande interesse pela Ciência. O ambiente no final dos anos 50 e início dos anos 60, época de minha infância e adolescência, era especialmente estimulante para a carreira científica, especialmente a Física.  Havia muito destaque na imprensa para assuntos que me fascinavam, como foguetes, sputnik, corrida espacial, energia nuclear, transistor, computadores… Era uma época em que o mundo via a Ciência com extremo otimismo e confiança, verdadeiramente a “fronteira sem fim”, nas palavras de Vannevar Bush. A Ciência representava certezas, fornecendo o caminho seguro para responder todas as questões, grandes e pequenas,  uma visão de mundo verdadeira, completa e unificada- talvez o ápice do ideário iluminista. Tudo isto me fascinava. Sempre gostei muito de ler, aprender, fazer experimentos e construir coisas envolvendo Física, Química e Eletrônica, desfrutar o prazer da descoberta e da realização. Assim, seguir a carreira científica foi muito natural. Graduei-me em Física e fiz mestrado e doutorado em Física Experimental, aplicando técnicas de Física Nuclear a problemas de Física da Matéria Condensada, sob a orientação do Fernando Zawislak. Nessa época a Física da Matéria Condensada despontava com dinamismo, havia bastante problemas interessantes para atacar e também relevantes demandas para aplicações em várias áreas. Meu trabalho de doutorado envolveu projetar e construir câmaras de muito altas pressões, exigindo conhecimento mais profundo sobre algumas propriedades de materiais; assim comecei a me interessar para além da Física da Matéria Condensada, entrando em  Ciência dos Materiais. Adicionalmente, fiquei entusiasmado com as potencialidades da técnica em Física da Matéria Condensada, por permitir variações consideráveis e controláveis de distâncias interatômicas, fatores determinantes das propriedades de sólidos, além de gerar transformações de fase. Como não havia expertise alguma em altas pressões no Brasil, decidi criar um Laboratório para desenvolver a técnica, implantar uma boa infraestrutura experimental e explorar suas possibilidades como um novo instrumental de pesquisa em nosso meio. Com efeito, montamos um bom laboratório, com diferentes tipos de sistemas para produção de altas pressões, projetados e construídos aqui mesmo, viabilizando processamentos em altas temperaturas e medidas in-situ usando várias técnicas de sondagem, como espectroscopia ótica e difração de raios-x. Assim, pudemos desenvolver várias linhas de pesquisa em Física da Matéria Condensada. Estou usando o plural para enfatizar o trabalho em equipe, com um fantástico time de estudantes e colaboradores. O domínio desta técnica aumentou mais ainda meu interesse por Ciência dos Materiais por oferecer uma nova janela de oportunidades para produção de novos materiais, em especial os materiais chamados superduros, como o diamante e seus compósitos. A produção de diamantes sintéticos em nosso Laboratório nos introduziu definitivamente dentro da Ciência dos Materiais, com algumas linhas de pesquisa  bem representativas, como síntese de diamante, por altas pressões e por CVD, produção de  compactos e compósitos de materiais de alta dureza, produção de ferramentas de corte com diamante e cBN etc. Posteriormente iniciamos trabalhos em materiais cerâmicos, envolvendo tanto pesquisa básica como pesquisa aplicada, em conexão com empresas, para produção de cerâmicas estruturais.

Mas há um também um fator que creio ter influído bastante na escolha de minha carreira: tanto a Física da Matéria Condensada como a Ciência dos Materiais oferecem tremendas possibilidades para inovações e geração de riqueza para a sociedade, esta mesma sociedade que com dificuldades apoia e custeia nosso trabalho.  Tenho um sentimento de dever, compartilhado por muitos de minha geração, no sentido de ajudar efetivamente o desenvolvimento do País.

Boletim da SBPMat: – Quais são, na sua própria avaliação, as suas principais contribuições à área de Materiais? Gostaríamos de pedir que você vá além da enumeração de resultados e descreva brevemente as contribuições que considera de mais impacto ou mais destacadas. Ao refletir sobre sua resposta, sugerimos que considere todos os aspectos da atividade científica.

João A. Herz da Jornada: – A resposta não é fácil, frente às múltiplas dimensões da pergunta e à natural dificuldade de falar dos próprios feitos. Vou comentar alguns aspectos resumidamente. Em primeiro lugar, a formação de pessoas, num variado espectro de níveis, dentro da área de Materiais: Doutores, Mestres, estudantes de graduação e bolsistas de iniciação científica. Aliás, a formação de recursos humanos de qualidade é para mim a maior contribuição da pesquisa básica num país ainda em desenvolvimento como o Brasil. Tenho muito orgulho de ter contribuído para o desenvolvimento científico de muitas pessoas, em particular os vários doutores que formei e que agora estão em importantes posições de liderança. Outro aspecto que considero relevante é a construção, junto com dedicados estudantes e colaboradores, de uma infraestrutura laboratorial única, na área de altas pressões e técnicas associadas, possibilitando muitos trabalhos de investigação e também alguns de apoio à Indústria. Implantamos a técnica de altas pressões no Brasil, construindo vários tipos de equipamentos, e aplicamos numa ampla gama de trabalhos científicos e tecnológicos, inclusive sintetizando pela primeira vez no País diamante e outros materiais avançados.

Como todo pesquisador brasileiro, minhas contribuições científicas, especialmente publicações, estão detalhadas no Currículo Lattes, mas do ponto de vista pessoal tenho muita satisfação com algumas publicações em revistas de grande impacto, como Science, Nature, PRL e PR, que foram resultados de trabalhos inteiramente realizados em nosso Laboratório, com ideias próprias e com equipamentos em grande parte construídos por nós, muitas vezes utilizando sucata de equipamentos velhos. Outra contribuição à Ciência dos Materiais foi a criação do Laboratório de Materiais no Inmetro, ao longo de meu período como presidente da instituição. Além de um programa científico interessante e de equipe de muito bom nível, foi implantada a maior infraestrutura de microscopia eletrônica do hemisfério sul, acessível a toda a comunidade científica e tecnológica do País. Dentro da UFRGS fui um dos fundadores do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais e do Centro de Microscopia e Microanálise. Destaco também a construção de uma rede de parcerias internacionais envolvendo estudo de materiais e altas pressões.

Boletim da SBPMat: –  Você será homenageado no XVI Encontro da SBPMat/B-MRS Meeting com a Palestra Memorial “Joaquim da Costa Ribeiro”. Comente brevemente o que você abordará nessa palestra e/ou deixe um convite para nossos leitores.

João A. Herz da Jornada: – Sinto-me honrado pela distinção e convido os leitores para a palestra; terei muito gosto em contar com a participação expressiva de nossa comunidade. O tema será a conexão entre Ciência dos Materiais e Inovação, sob uma perspectiva pouco discutida no Brasil, mais especificamente os complexos mecanismos que geram impacto econômico e social a partir da pesquisa básica.  Creio que o tema é bem relevante neste momento de graves restrições orçamentárias para a Ciência no Brasil. É importante termos um entendimento aprofundado do assunto, usando a mesma abordagem científica com que trabalhamos, baseada em evidências, boa lógica, rigor, espírito crítico, mente aberta e ampla discussão. Discutiremos a necessidade de se trabalhar com novos conceitos, como capacidade de absorção, capacidade de apropriação de conhecimentos  e conectividade, para melhor entender o problema. Veremos que a Ciência dos Materiais constitui-se numa área particularmente importante, não só pelos conhecimentos específicos associados estarem muito próximos de aplicações, mas também pelo seu caráter multidisciplinar envolver necessariamente  um amplo leque de conexões – um dos importantes fatores de um “ecossistema” inovativo.

Boletim da SBPMat: –  Deixe uma mensagem para os leitores que estão iniciando suas carreiras científicas. 

João A. Herz da Jornada: – Como mensagem aos que estão iniciando a carreira gostaria de sugerir uma reflexão sobre uma famosa ideia do grande filósofo do Iluminismo, David Hume, que pode ser resumida mais ou menos assim: a razão é uma serva das paixões. Qual seu significado no presente contexto? A Ciência é um empreendimento essencialmente  racional do espírito humano. Exige lógica, inteligência, trabalho disciplinado e rigoroso. Mas também exige criatividade, imaginação, conexão com pessoas, sonho, e muita vontade – fundamentalmente paixão. A paixão nos inspira e nos mobiliza para o trabalho, mas por outro lado é também nutrida pelos desafios e pelos resultados de um belo trabalho, e nutrida também pela natureza altamente social e estimulante do ambiente científico. Estas duas dimensões têm de ser igualmente reconhecidas e devidamente cuidadas. A Ciência dos Materiais nos propicia uma enorme gama de belos desafios, constantemente  renovados pela sua própria dinâmica e pelas demandas por aplicações, que estão sempre a nos conectar com a sociedade. Ela propicia boas chances de resultados gratificantes, tanto científicos como tecnológicos. Seu caráter multidisciplinar, exigindo sempre muita interação, nos propicia rica e estimulante experiência humana.

Artigo em destaque: Lápis e papel para fazer um sensor eletroquímico.

O artigo científico com participação de membros da comunidade brasileira de pesquisa em Materiais em destaque neste mês é: Direct Drawing Method of Graphite onto Paper for High-Performance Flexible Electrochemical Sensors. Santhiago, Murilo; Strauss, Mathias; Pereira, Mariane P.; Chagas, Andreia S.; Bufon, Carlos C. B. ACS Appl. Mater. Interfaces, 2017, 9 (13), pp 11959–11966. DOI: 10.1021/acsami.6b15646

 

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Lápis e papel para fazer um sensor eletroquímico

Talvez muitos de nós não tenhamos pensado nisto antes: pintar uma folha de papel com lápis de grafite gera, além de um desenho, uma camada de material condutor da eletricidade (o grafite, formado por átomos de carbono) sobre um substrato flexível, barato e amplamente disponível (o papel). Em outras palavras, esse método extremamente simples e rápido produz uma plataforma muito atrativa para fabricar sensores e outros dispositivos.

Baseando-se nesse método de transferência de grafite do lápis para o papel, uma equipe de cientistas brasileiros desenvolveu um sensor eletroquímico flexível. O dispositivo demonstrou ter um desempenho excepcional entre sensores similares na detecção de um composto biológico difícil de detectar, porém muito relevante por estar presente em todas as células, cumprindo importantes funções no metabolismo dos seres vivos.

O trabalho foi realizado, principalmente, no Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Algumas análises foram feitas no Laboratório Multiusuário de Espectroscopia Óptica Avançada do Instituto de Química da UNICAMP.

Pesquisadores do Laboratório de Dispositivos e Sistemas Funcionais (LNNano/CNPEM): à esquerda, Carlos Bufon (coordenador) e à direita, Murilo Santhiago.
Pesquisadores do Laboratório de Dispositivos e Sistemas Funcionais (LNNano/CNPEM): à esquerda, Carlos Bufon (coordenador) e à direita, Murilo Santhiago.

“Uma das principais contribuições do trabalho foi mostrar a eficiência de dispositivos eletroquímicos preparados através de um processo de transferência direta de grafite sobre papel”, destaca Carlos César Bof Bufon, autor correspondente de um artigo científico sobre o estudo, que foi recentemente publicado no periódico ACS Applied Materials and Interfaces (fator de impacto= 7,504). Além de Bufon, que é pesquisador do LNNano e professor orientador na UNICAMP e na UNESP, assinam o artigo mais quatro pesquisadores do Laboratório de Dispositivos e Sistemas Funcionais do LNNano, inclusive o doutor Murilo Santhiago, que liderou a pesquisa junto a Bufon.

O trabalho começou com o objetivo de fabricar dispositivos eletroquímicos de carbono e/ou híbridos que detectassem compostos biológicos com eficiência, conta Bufon. Uma revisão bibliográfica mostrou à equipe de cientistas que vários tipos de eletrodos de carbono preparados por uma grande diversidade de métodos já tinham sido reportados, e que todos eles trocavam elétrons lentamente quando testados com algumas moléculas modelo. Em outras palavras, não eram sensores eletroquímicos eficientes para as moléculas biológicas. A equipe escolheu então o método de preparação de eletrodos de carbono mais simples (o desenho a lápis) e resolveu investigar por que o material obtido não apresentava bons resultados ao ser usado como sensor eletroquímico dessas moléculas. “Resolvemos então trabalhar nessa questão mapeando os problemas observados em outros trabalhos e melhorando aspectos da superfície do grafite”, relata Santhiago.

A equipe pôde verificar, por exemplo, que o processo de transferência de grafite do lápis para o papel deixava micro e nanodetritos na superfície do eletrodo. Para removê-los, os pesquisadores realizaram no eletrodo um rápido tratamento eletroquímico, que gera bolhas de oxigênio na superfície, as quais ajudaram a remover do filme de carbono os detritos e outras impurezas e repeli-los para longe. “Após esse tratamento, verificamos que a resposta do sensor era uma das melhores já observadas para esse tipo de material”, afirma Santhiago. Procurando explicar o desempenho excepcional, os cientistas analisaram o filme de carbono antes e depois do tratamento usando diversas técnicas de caracterização de materiais, e constataram que o tratamento eletroquímico imprimia mudanças à estrutura e à composição química da superfície do filme de carbono.

Depois de otimizar o eletrodo de carbono sobre papel, a equipe procedeu a testar sua capacidade de detectar moléculas biológicas e escolheu como analito o dinucleótido de nicotinamida e adenina (NAD, na sigla em inglês). Essa molécula costuma ser usada em testes, não apenas devido à sua relevância (participa de mais de 300 processos biológicos), mas também pelos desafios que sua detecção apresenta. Dessa maneira, os cientistas tiveram que fazer alguns ajustes no eletrodo com o objetivo de torna-lo mais seletivo (que detecte apenas NAD) e mais sensível (que detecte pequenas quantidades da molécula).

Fotografia do sensor eletroquímico de papel.
Fotografia do sensor eletroquímico de papel.

Então, a equipe científica inseriu na superfície do eletrodo um composto que facilita a transferência de elétrons, o corante Azul de Meldola. Nos testes de detecção de NAD, a versão final do sensor mostrou um excelente desempenho, apresentando os melhores resultados já reportados referentes à seletividade e velocidade de detecção entre eletrodos baseados em papel. “Agora, o método mais simples também é o que apresenta a melhor eficiência e maior potencial de aplicação”, conclui Murilo Santhiago.

Depois do sucesso conseguido na fabricação de eletrodos de grafite de alta eficiência pintados a lápis, a equipe deu continuidade às pesquisas sobre o tema. Os cientistas estão agora estudando outras aplicações do material em dispositivos eletroquímicos, inclusive vestíveis, para detecção de espécies de interesse biológico e ambiental. Simultaneamente, eles estão trabalhando a escalabilidade do processo de fabricação para minimizar pequenas variações entre dispositivos – um ponto nada trivial se consideramos que o método se baseia no uso manual de um lápis de grafite, entre outros processos manuais. “Atingir a escalabilidade e, ao mesmo tempo, materiais com alta eficiência nem sempre é uma tarefa fácil”, diz Bufon, citando o exemplo do grafeno, que foi isolado inicialmente usando uma fita adesiva por meio de um processo simples, manual e com problemas de reprodutibilidade.

A pesquisa contou com financiamento do CNPq e FAPESP, e utilizou infraestrutura do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNANO) presente no LNNano.

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ACS Publications premiará os melhores trabalhos de estudantes do XVI B-MRS Meeting.

Estão abertas até 14 de agosto as inscrições para concorrer aos prêmios para estudantes de graduação e pós-graduação que apresentarão trabalhos no XVI Encontro da SBPMat/B-MRS Meeting. Além do tradicional “Bernhard Gross Award”, da SBPMat/B-MRS, esta edição do evento contará com prêmios da editora da American Chemical Society (ACS), responsável por uma série de periódicos muito prestigiados na comunidade de pesquisa em Materiais.

O Bernhard Gross Award, prêmio instaurado pela SBPMat em homenagem ao pioneiro da pesquisa em Materiais Bernhard Gross, distinguirá os melhores trabalhos – até 1 oral e 1 pôster – de cada simpósio.

Dentre os trabalhos vencedores do Bernhard Gross Award, serão selecionados os três melhores pôsteres e os três melhores orais para receberem o “ACS Publications Best Poster Prize” e o “ACS Publications Best Oral Presentation Prize”, respectivamente. Os prêmios consistirão em U$S 500 para cada trabalho vencedor, além do certificado. O prêmio da ACS será patrocinado por alguns renomados periódicos da editora: ACS Applied Materials & Interfaces, ACS Nano, Nano Letters, Chemistry of Materials, JACS e ACS Omega.

Para concorrer aos prêmios para estudantes, basta submeter, por meio do sistema de submissões do evento, um resumo estendido, elaborado conforme template disponível nas instruções para autores. Os trabalhos serão avaliados pela qualidade dos resumos estendidos e das apresentações, bem como por sua contribuição à ciência e/ou tecnologia.

O anúncio dos vencedores e a entrega dos prêmios ocorrerão no encerramento do XVI B-MRS Meeting, no dia 14 de setembro. Os prêmios só serão outorgados se os estudantes autores dos trabalhos ganhadores estiverem presentes na cerimônia.

Seis periódicos da ACS patrocinarão os prêmios para as melhores contribuições de estudantes.
Seis periódicos da ACS patrocinarão os prêmios para as melhores contribuições de estudantes.

FAPESP busca empresas parceiras para criar centro de pesquisa em manufatura avançada.

A FAPESP receberá propostas de empresas ou consórcio de empresas interessadas em celebrar acordos de cooperação para constituição do Centro até o dia 8 de agosto de 2017

A FAPESP busca empresas – ou consórcios de empresas – para, juntos, criarem um Centro de Pesquisa em Engenharia na área de Manufatura Avançada, a ser sediado em universidades e/ou instituto de pesquisa de São Paulo.

O Centro terá como objetivo desenvolver tecnologias que viabilizam não só a otimização de plantas fabris como também a extensão de aplicações integradas em toda a cadeia de valor e ciclo de vida do produto, em uma área fundamental para a competitividade da indústria.

As atividades do Centro serão financiadas com recursos da FAPESP, da empresa ou consórcio de empresas e das universidades e institutos participantes. A empresa parceira participará da gestão do Centro de Pesquisa em Engenharia e, junto com a FAPESP, avaliará periodicamente as suas atividades de pesquisa e desenvolvimento.

A FAPESP está recebendo propostas de empresas ou consórcio de empresas interessadas em participar da criação do Centro até o dia 8 de agosto de 2017.

O parceiro selecionado firmará um Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica com a FAPESP, qualificando-se para lançar, junto com a Fundação, chamada pública para seleção das instituições interessadas em integrar o Centro de Pesquisa em Engenharia em Manufatura Avançada.

Para mais informações, acesse o Comunicado da FAPESP disponível no endereço: www.fapesp.br/10988

Áreas prioritárias de pesquisa do futuro Centro de Pesquisa em Engenharia em Manufatura Avançada

  1. Manufatura Aditiva (impressão 3D, manufatura híbrida, etc.);
  2. Sistemas ciber-físicos (tecnologias de informação e comunicação, sistemas mecatrônicos para monitorar processos industriais em toda a cadeia de valor);
  3. Redes de Comunicações e segurança cibernética (tecnologias de comunicação entre equipamentos, produtos, sistemas e pessoas);
  4. Sensores e Rastreadores: dispositivos de sensoriamento e rastreabilidade (a exemplo de IoT, RFID e nanosensores);
  5. Virtualização, Modelagem e Simulação (tecnologias que permitem a virtualização da concepção de produtos e processos e sua otimização);
  6. Digitalização (hardware e software para levantamento de dados na cadeia produtiva e sua posterior utilização em processos industriais e empresariais);
  7. Tecnologias de apoio (para apoiar os processos, operações, pessoas e equipamentos, incluindo a realidade aumentada, nanotecnologia e wearables);
  8. Inteligência Artificial, Computação ubíqua, Analytics e Big Data (tecnologias que permitem a automação considerável de processos, incluindo robôs e algoritmos avançados para controlar e processar informações);
  9. Novos Materiais e Materiais inteligentes (incluindo compósitos, ligas leves, biomateriais, nano materiais e materiais para dispositivos portáteis);
  10. Fotônica: ótica avançada, lasers, displays, optoeletrônica e eletrônica flexível.

Centros de Pesquisa em Engenharia já constituídos pela FAPESP

  • Centro de Pesquisas em Engenharia sobre Motores a Biocombustível, em parceria com a Peugeot-Citroën, sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – Mais informações em http://agencia.fapesp.br/20169/.
  • Centro de Pesquisa em Engenharia sobre Química Verde, em parceria com a GSK, com sede na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – Mais informações em http://agencia.fapesp.br/22274/.
  • Centro de Pesquisa em Engenharia sobre Descoberta de Moléculas para Fármacos, também em parceria com a GSK, no Instituto Butantan – Mais informações em http://agencia.fapesp.br/22274/.
  • Centro de Pesquisa em Gás Natural, em parceria com a BG/Shell, na Universidade de São Paulo (USP) – Mais informações em http://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/
  • Centro de Pesquisa Aplicada sobre Bem-Estar Humano, em parceria com a Natura, na USP – Mais informações em http://agencia.fapesp.br/23447/ e http://www.naturacampus.com.br/cs/naturacampus/post/2016-07/centro-bem-estar-perguntas-respostas

Bolsa de pós-doutorado CAPES no PPGCEM/UFSCar.

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (PPGCEM/UFSCar) torna pública a abertura de inscrições no Processo Seletivo de candidatos a (01) uma bolsa do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD-CAPES) para atuar junto a este Programa de Pós-Graduação.

Mais informações e integra do edital podem ser encontradas no site:

http://www.ppgcem.ufscar.br/processo-seletivo-1/pnpd-capes-2-2017/pnpd-capes-edital-10-2017

*** Inscrições até 14/06/17

Boletim da SBPMat. 57 ª edição.

 

Saudações !

Edição nº 57 – 31 de maio de 2017

XVI Encontro da SBPMat/ XVI B-MRS Meeting. Gramado, 10-14 de setembro

Cerca de 2.000 resumos foram submetidos ao XVI Encontro da SBPMat! 

Autores. Até 20 de junho, os autores serão notificados sobre a aceitação, modificação ou rejeição dos trabalhos submetidos.

Inscrições – descontos. As inscrições estão abertas. Todas as categorias têm descontos até 31 de agosto. Observe aqui os diferentes valores para sócios da SBPMat (é possível se associar no ato da inscrição) e para não sócios. Conheça aqui outros benefícios de se associar à SBPMat.

Prêmio Bernhard Gross. Trabalhos submetidos por autores que são estudantes de graduação ou pós-graduação podem ser candidatos ao prêmio da SBPMat. Para participar da seleção, o autor deve submeter, até 14 de agosto, um resumo estendido adicional ao resumo convencional. Mais informações, nas instruções para autores, aqui.

Palestras plenárias. Sete cientistas de renome internacional falarão sobre pesquisas na fronteira do conhecimento em temas como materiais para aplicações biomédicas e ambientais; superfícies biomiméticas; catálise heterogênea; materiais e tecnologias para circuitos eletrônicos miniaturizados; filmes piezoelétricos e suas aplicações em energia, óptica e eletrônica. Saiba mais clicando nas fotos dos palestrantes, aqui.

Palestra memorial. Na abertura do evento, a SBPMat prestará justa homenagem ao professor João Alziro H. da Jornada (UFRGS), que proferirá a tradicional Memorial Lecture “Joaquim da Costa Ribeiro”.

Local do evento. O centro de eventos FAURGS fica no centro de Gramado, a poucas quadras de restaurantes, lojas, pontos turísticos e hotéis.

Cidade do evento. Cidade turística muito charmosa, dotada de uma ampla e qualificada rede hoteleira, gastronômica e de lojas, Gramado é também o ponto de partida para uma série de passeios que exploram a florida beleza natural da região, sua história marcada pela imigração alemã e italiana, e os parques temáticos construídos ao redor da cidade. 

Organização. Conheça o comitê organizador, aqui.

Expositores. Mais de 20 empresas já confirmaram participação. Ainda restam alguns estandes. Empresas interessadas em participar do evento com estandes e outras formas de divulgação devem entrar em contato com Alexandre, no e-mail comercial@sbpmat.org.br.

Mini-entrevistas com plenaristas do evento. O professor Hans-Joachim Freund, conhecido como Hajo Freund, é um cientista alemão que dirige, desde 1996, um prestigiado instituto de pesquisa de Berlim dedicado ao estudo de superfícies e interfaces. Ali, ele também lidera um grupo de mais de 40 pessoas dedicado à compreensão da catálise heterogênea por meio do estudo de catalisadores modelo. Em Gramado, este cientista, cujo índice h é de 97, dividirá com a plateia seus conhecimentos sobre catálise heterogênea, um tema de amplo impacto acadêmico e industrial. Veja nossa mini-entrevista

Notícias da SBPMat

A SBPMat divulgou os resultados de seu prêmio para pós-docs, o “Young Researcher Award“, que neste ano conta com parceria da E-MRS. Os quatro jovens vencedores, selecionados dentre 20 candidatos,  farão parte de eventos internacionais em Estrasburgo (França) cuja participação ocorre apenas por convite. Saiba mais.

Artigo em destaque

Uma equipe de cientistas conseguiu produzir, por meio de um método simples, um material híbrido feito de nanofolhas de óxido de grafeno e nanopartículas de óxido de ferro, com uma particular morfologia em 3 dimensões. O trabalho foi realizado no Centro de Componentes Semicondutores da Unicamp e em uma universidade indiana. Ao se testar seu desempenho na estocagem de eletricidade, o material mostrou-se promissor para ser usado como microsupercapacitor flexível em eletrônicos vestíveis. A pesquisa foi reportada no ACS Applied Materials & Interfaces.
 Veja nossa matéria de divulgação.

Gente da comunidade

Entrevistamos o novo diretor do LNNano – CNPEM, Adalberto Fazzio, ex-presidente da SBF, ex-reitor pro tempore da UFABC e ex-coordenador de micro e nanotecnologias do MCTI, entre outros cargos de gestão. Professor do Instituto de Física da USP desde 1979 até sua aposentadoria em 2015, Fazzio fez significativas contribuições à compreensão de diversos materiais (desde semicondutores até isolantes topológicos) por meio de métodos computacionais.  Nas décadas de 1980-90, Fazzio foi pioneiro no Brasil no uso de cálculos ab initio e, atualmente, incursiona  no uso de técnicas de machine learning para estudar propriedades de materiais.  Na entrevista, Fazzio falou sobre sua trajetória profissional e sobre as perspectivas da pesquisa em nano frente ao atual cenário orçamentário. O cientista também deixou uma mensagem para os leitores que estão iniciando suas carreiras científicas. Veja a entrevista.

Dicas de leitura

  • Método que agrega observação em tempo real e modelagem computacional de material piezoelétrico revela detalhes de mecanismo de geração de energia na nanoescala (baseado em paper da Nano Letters). Aqui.
  • Nanopartícula funcionalizada com antibiótico desenvolvida no Brasil mata bactérias resistentes a esse antibiótico (baseado em paper da Scientific Reports). Aqui.
  • Sensor criado no Brasil avalia qualidade do etanol combustível em segundos com mais precisão do que os sensores usados atualmente (baseado em paper da Scientific Reports). Aqui.
  • Inovação: empresa desenvolve materiais para proteção eletrostática aplicáveis a pisos, embalagens, solados, carpetes e outros produtos. Aqui.

Oportunidades

  • Pós-doc em células a combustível para operação a gás natural no IPEN. Aqui.
  • Processo seletivo para ingresso ao mestrado e doutorado em Física da UFSC. Aqui.
  • Chamada de propostas do Centro de Pesquisa em Novas Energias (Fapesp – Shell) em transportadores de alta densidade de energia, armazenamento avançado de energia, conversão de metano em produtos e ciência computacional de materiais. Aqui.

Próximos eventos da área

  • 9th International Conference on Materials for Advanced Technologies. Suntec (Cingapura). 18 a 23 de junho de 2017. Site. 
  • 10th International Conference on Nanophotonics (ICNP). Recife, PE (Brasil). 2 a 5 de julho de 2017. Site.
  • 1ª Escola Brasileira de Síncrotron (EBS). Campinas, SP (Brasil). 10 a 21 de julho de 2017. Site.
  • 2º Ciclo de Minicursos de Cristalografia. Juiz de Fora, MG (Brasil) 10 a 21 de julho de 2017. Site.
  • XI Brazilian Symposium on Glass and Related Materials (XI Brazglass). Curitiba, PR (Brasil). 13 a 16 de julho de 2017. Site.
  • VIII Método Rietveld de Refinamento de Estrutura. Fortaleza, CE (Brasil). 24 a 28 de julho de 2017. Site.
  • XXXVIII Congresso Brasileiro de Aplicações de Vácuo na Indústria e na Ciência (CBRAVIC) + III Workshop de Tratamento e Modificação de Superfícies (WTMS). São José dos Campos, SP (Brasil). 21 a 25 de agosto de 2017. Site.
  • IUMRS-ICAM 2017. Kyoto (Japão). 27 de agosto a 1º de setembro de 2017. Site.
  • 18 International Conference on Luminescence.
    João Pessoa, PB (Brasil). 27 de agosto a 1º de setembro de 2017. Site.

  • 23 ª Reunião da Associação Brasileira de Cristalografia. Vitória, ES (Brasil). 5 a 9 de setembro de 2017. Site.
  • XVI Encontro da SBPMat/ XVI B-MRS Meeting. Gramado, RS (Brasil). 10 a 14 de setembro de 2017. Site.
  • 18th International Conference on Internal Friction and Mechanical Spectroscopy (ICIFMS-18). Foz do Iguaçu, PR (Brasil). 12 a 15 de setembro de 2017. Site.
  • 2ª Conferência Nacional em Materiais Celulares (MatCel’2017) + Conferência Internacional em Dinâmica de Materiais Celulares (DynMatCel’2017). Aveiro (Portugal). 25 a 27 de setembro de 2017. Site.
  • 1st Pan American Congress of Nanotechnology. Fundamentals and Applications to Shape the Future. Guarujá, SP (Brasil). 27 a 30 de novembro de 2017.
    Site.






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