Bernhard Gross: pai da pesquisa em eletretos no Brasil.

Em junho de 1933, desembarcava na cidade do Rio de Janeiro o engenheiro e físico de Sttutgart (Alemanha) Bernhard Gross.  Após ter desenvolvido algumas pesquisas sobre raios cósmicos, como colaborador, e constatando que era difícil conseguir um emprego como físico em seu país de origem, o jovem de 28 anos tinha decidido tentar a vida no Brasil. Nesse momento Gross já possuía algumas publicações científicas.

Por que Gross veio ao Brasil, um país que, na época, tinha pouquíssimas instituições, infraestrutura e recursos humanos para pesquisa? Numa entrevista realizada em 1976, Gross relatou que seu interesse pelo Brasil surgiu na infância, durante uma viagem que realizou com a família pelas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Pelotas, e na qual sentiu um gostinho de aventura e romantismo.

Logo após a sua chegada ao Rio, Gross deu algumas palestras sobre raios cósmicos na Escola Politécnica do Largo de São Francisco e, assim, começou a conhecer pessoas ligadas à ciência na cidade.  Em janeiro de 1934 obteve seu primeiro emprego, no Instituto de Meteorologia. No mesmo ano, publicou o primeiro de seus artigos científicos escritos no Brasil. Em 1999, com 94 anos, publicaria o último de cerca de duzentos.

Em vários temas, tais como raios gama, circuitos elétricos e materiais dielétricos, Gross fez contribuições de relevância e impacto internacional com trabalhos de pesquisa desenvolvidos no Brasil. Gross abordava os desafios científicos com muita competência, tanto do ponto de vista teórico quanto do experimental, e dava uma particular atenção à aplicação da Matemática à Física.

Além de fazer ciência de acordo com padrões internacionais, Gross, desde as décadas de 1930-40, publicava os resultados de seus trabalhos em periódicos do Brasil e do exterior, como os Anais da Academia Brasileira de Ciências, o Journal of Applied Physics, Physical Review, Journal of Chemical Physics e a revista alemã Zeitschrift für Angewandte Physik, entre outros periódicos.  Ademais, Gross circulou bastante pelo mundo, tendo passado alguns períodos trabalhando nos Estados Unidos (nos laboratórios Bell e no Massachusetts Institute of Technology), na Inglaterra (na Electrical Research Association) e na Áustria (como membro do comitê científico da Agência Internacional de Energia Atômica, organização internacional dedicada aos usos pacíficos da energia atômica), entre outros destinos. Finalmente, Gross conseguiu, em várias oportunidades, trazer para o Brasil pesquisadores do exterior.

Trabalhando continuamente em diversos temas, Gross iniciou no Brasil, de forma pioneira, a pesquisa em Física da Matéria Condensada, pilar da Ciência e Engenharia dos Materiais.

Os eletretos

Fotografia de Bernhard Gross da galeria de fotos da página http://www.canalciencia.ibict.br/notaveis/bernhard_gross.html

Um dos campos que recebeu mais contribuições científicas de Bernhard Gross é o estudo dos eletretos, materiais dielétricos (isolantes) que, por estarem permanentemente polarizados, possuem carga elétrica permanente.

A gênese das pesquisas de Gross sobre eletretos remonta a um dos primeiros trabalhos feitos por Gross no Brasil, em 1934: um pedido da empresa de energia elétrica e telefonia Light, que queria saber qual era a resistência do isolamento de seus cabos telefônicos. Fazendo medidas, Gross notou que os fios apresentavam um fenômeno que o fascinava havia tempo, conhecido como “absorção dielétrica”.

Na entrevista de 1976, Gross relata: “Aquilo que a Light queria saber, eu podia resolver em tempo razoável. Agora, aproveitei isto para estudar o comportamento de isoladores, de maneira mais básica”. Gross enxergava como muito importante o interesse tecnológico das atividades de pesquisa, sem que isso significasse uma limitação da curiosidade científica à mera resolução do problema tecnológico.

No início da década de 1940, Gross e seu grupo ainda pesquisavam os materiais dielétricos no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro. Bernhard Gross tinha lido sobre os eletretos e, por mera curiosidade, começou a fazer uma série de medidas junto a uma pesquisadora francesa, Line Ferreira – Denard, que estava trabalhando no INT. O trabalho, de base experimental, gerou duas publicações iniciais em 1945 e em 1948 e permitiu explicar, pela primeira vez, o comportamento dos eletretos. Em 1957, Gross realizou ainda um estudo sistemático sobre o comportamento dos campos que se produzem quando, ao injetar elétrons em sólidos carregados, os elétrons ficam presos em “armadilhas”.

Foi também nesse contexto dos estudos sobre dielétricos e eletretos que Joaquim da Costa Ribeiro desenvolveu a compreensão do efeito termodielétrico ou “efeito Costa Ribeiro”, no qual um dielétrico adquire polarização e carga permanente sem aplicação de um campo elétrico externo.

O microfone de eletretos

O conhecimento desenvolvido por Gross sobre eletretos permitiu o avanço nas aplicações industriais desses materiais, das quais uma das mais difundidas é o microfone de eletretos, criado no contexto dos laboratórios Bell por Gerhard Sessler e James West, que solicitaram a patente da invenção em 1962. Este tipo de microfone vem sendo produzido em milhões ou bilhões de unidades por ano.

Para chegar ao microfone de eletretos, Sessler e West utilizaram a teoria desenvolvida por Gross e o método descrito por ele para carregar materiais por meio de feixes de elétrons. Mas os pesquisadores dos laboratórios Bell utilizaram como matéria-prima folhas de teflon, material cujas propriedades mecânicas, baixíssima condutividade e possibilidade de ser fabricado em finas folhas permitiram sua aplicação no microfone. A fina folha de teflon, carregada, move-se pela ação das vibrações sonoras e induz cargas elétricas, transformando vibrações sonoras em vibrações elétricas.

“Admito que na ocasião não pensava em aplicações práticas”, disse Gross na entrevista de 1976, a respeito das pesquisas sobre eletretos. O cientista explicou os motivos: não dispunha de materiais adequados a aplicações industriais (usava cera de carnaúba e plexiglás), a dificuldade de realizar um pedido de patente na época era grande e ele precisaria reunir diversas competências para chegar num dispositivo como o microfone.

O microfone de Sessler não foi o único baseado nos conhecimentos desenvolvidos por Gross. Na história do físico de Sttutgart e os eletretos, existiu um caso de transferência tecnológica mais direta, o de Preston Murphy, seu assistente estadunidense especializado em eletrostática. Gross o conheceu numa de suas viagens e conseguiu para ele um contrato para trabalhar no Rio de Janeiro pela Comissão Nacional de Energia Nuclear. Murphy veio ao Brasil por volta de 1957 e ficou por cerca de seis anos, nos quais adquiriu conhecimentos e técnicas.  De acordo com Gross, “quando voltou aos Estados Unidos, associou-se a uma companhia, onde desenvolveu um tipo de microfone de eletreto com base nos conhecimentos que adquirira aqui, valendo-se daquela facilidade extraordinária dos americanos para fazer gadgets, virtude que não possuo. Arranjou contratos por lá e montou uma grande linha de produção de microfones de eletretos.”

O reconhecimento às contribuições de Gross em eletretos

Os avanços promovidos por Gross na pesquisa em eletretos foram e são reconhecidos mundialmente. O próprio Gerhard Sessler dedicou o livro “Electrets”, editado por ele inicialmente em 1980, a Bernhard Gross. Em um artigo publicado no Brazilian Journal of Physics em 1999, Sessler afirma que Gross assentou as pedras fundamentais da pesquisa moderna em eletretos, guiou a sua evolução durante mais de meio século e ajudou a estabelecer esse campo como uma disciplina respeitada da ciência moderna.

Além disso, eventos internacionais na área também homenagearam o físico alemão, como o 3º e 5º Simpósio Internacional sobre Eletretos, realizados respectivamente em São Carlos (Brasil) e Heidelberg (Alemanha) na ocasião do 70º e 80º aniversário de Gross.

No Brasil, muitos cientistas se formaram sob sua influência. Entre outros, pode-se mencionar Armando Dias Tavares, Francisco Oliveira Castro, Guilherme Leal Ferreira, Joaquim Costa Ribeiro, Plínio Sussekind Rocha, Roberto Faria, Sérgio Mascarenhas, Yvonne Mascarenhas. Grupos de pesquisa se constituiram inspirados por Gross, principalmente no Rio de Janeiro e em São Carlos, como o Grupo de Polímeros “Bernhard Gross“, criado em meados da década de 1970 na USP São Carlos, a partir das visitas do físico de Sttutgart a essa universidade.

Em 2002, Bernhard Gross faleceu em São Carlos, aos 97 anos.

Veja também

Texto do professor Roberto Mendonça Faria sobre outros trabalhos do professor Bernhard Gross, feito para o boletim da SBPMat: http://sbpmat.org.br/?p=999

Saiba mais

Material sobre Bernhard Gross (resumo da entrevista de 1976, fotografias etc.): http://www.canalciencia.ibict.br/notaveis/bernhard_gross.html
Gerhard. M. Sessler. Bernhard Gross and the evolution of  modern electret research. Braz. J. Phys., vol. 29 n.2, São Paulo, June 1999. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-97331999000200003.
Sergio Mascarenhas. Bernhard Gross and his contribution to physics in Brazil. Braz. J. Phys., vol.29, n.2, São Paulo, June 1999. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-97331999000200002.
Gerhard M. Sessler. Bernhard Gross and Electret Research: His Contributions, our Collaboration, and what Followed. IEEE Transactions on Dielectrics and Electrical Insulation    Vol. 13, No. 5, October 2006.

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Artigo científico em destaque: morfologia do óxido cúprico e propriedades sensoras.

O artigo científico em destaque neste mês é:

Volanti, D. P., Felix, A. A., Orlandi, M. O., Whitfield, G., Yang, D.-J., Longo, E., Tuller, H. L. and Varela, J. A. (2012), The Role of Hierarchical Morphologies in the Superior Gas Sensing Performance of CuO-Based Chemiresistors. Adv. Funct. Mater. doi: 10.1002/adfm.201202332

 

Texto de divulgação:

O papel da morfologia do óxido cúprico nanoestruturado na melhoria de suas propriedades sensoras.

Um trabalho de pesquisa desenvolvido em colaboração por pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Departamento de Engenharia e Ciência dos Materiais do Massachusetts Institute of Technology (MIT) traz contribuições inovadoras ao desenvolvimento de sensores de alto desempenho para detecção de gases. O trabalho foi publicado online na prestigiada revista Advanced Functional Materials no final do ano passado.

Os pesquisadores decidiram investigar um material semicondutor de tipo-p, o óxido de cobre (II), também conhecido como óxido cúprico, cujo potencial na detecção de uma série gases já tinha sido demonstrado. Mais precisamente, a equipe pesquisou como a morfologia (formato) das partículas do óxido de cobre nanoestruturado influencia o desempenho do material como sensor de gás.  “A síntese dos materiais nanoestruturados de óxido cúprico por um método hidrotérmico assistido por microondas era parte do trabalho de doutorado do então aluno Diogo P. Volanti”, contextualiza o professor José Arana Varela, um dos autores do artigo. “As morfologias obtidas eram únicas e, fazendo uma busca na literatura, notamos que havia muito poucos trabalhos que exploravam o uso de semicondutores do tipo-p como sensores de gás e que não havia nenhum trabalho que relatasse a influência da morfologia nestes semicondutores”, completa.

A investigação ocorreu no marco de um projeto de cooperação internacional entre o MIT e o Instituto de Química da Unesp, coordenado pelos professores José Arana Varela e Harry Tuller e financiado pela FAPESP (Projetos sementes MIT/BRASIL) e pelo CNPq (Bolsa de doutorado sanduíche). O projeto agregou o conhecimento do grupo da Unesp em síntese de novos materiais à experiência em caracterização em sensores de gás do grupo do MIT.

A equipe brasileira preparou, na Unesp, amostras de óxido cúprico com três morfologias diferentes e inovadoras: tipo ouriço, tipo fibra e tipo bastonete. A caracterização estrutural, morfológica e por microscopia eletrônica de transmissão das amostras também foi realizada no Brasil. Por sua vez, a equipe do MIT desenvolveu um sistema para testar a resposta à detecção de gás de todas as amostras simultaneamente e sob as mesmas condições. “Essa comparação in situ exatamente nas mesmas condições foi um fator de extrema relevância no estudo da influência da morfologia na resposta sensora”, afirma Anderson A. Felix, que foi o encarregado de realizar a caracterização sensora das amostras no MIT, no marco de seu doutorado sanduíche.

As amostras foram expostas a diversos gases em diferentes concentrações e temperaturas. As medidas mostraram que o controle da morfologia pode melhorar as propriedades sensoras do material.  Em particular, revelou-se especialmente promissor como sensor de hidrogênio o formato de ouriço, formado por um núcleo sólido policristalino e espinhos nanoestruturados de aproximadamente 100 nanometros de comprimento e 10 de largura. De fato, essa morfologia apresentou uma sensibilidade muito maior do que as outras morfologias e também significativamente superior à sensibilidade de muitos outros materiais usados como sensores, mais caros e difíceis de fabricar do que o óxido cúprico.

“Do ponto de vista acadêmico, este trabalho foi muito importante ao mostrar um novo caminho para o aumento das propriedades sensoras em semicondutores do tipo-p”, diz Felix. “Do ponto de vista tecnológico, sensores baseados em cobre poderiam ser aplicados na área de segurança para sistemas a base de hidrogênio, como, por exemplo, células combustíveis”, completa.

 

O óxido cúprico nas três morfologias investigadas, a partir da esquerda: tipo ouriço, bastonete e fibra.

Entrevista com o ganhador do Prêmio Capes de Tese 2012 na área de Materiais.

Cesar Aguzzoli, premiado na área de Materiais, na cerimônia do Prêmio Capes de Tese, que foi entregue na presença de representantes do MCTI, Capes, CNPq e SBPC. Crédito: Guilherme Feijó – ACS/Capes.

No dia 13 de dezembro passado, no edifício-sede da Capes, em Brasília, ocorreu a cerimônia de entrega do Prêmio Capes de Tese. Na área de Materiais, o prêmio foi outorgado a Cesar Aguzzoli (34 anos) pela tese “Avaliação das propriedades físico-químicas, mecânicas e tribológicas de filmes finos de VC, Si3N4 e TiN/Ti”, defendida em 2011. O trabalho foi orientado por Israel Baumvol, professor emérito da UFRGS e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Materiais da Universidade de Caxias do Sul (PGMAT – UCS).

Aguzzoli fez graduação em Engenharia Química na UCS e mestrado em Engenharia e Ciência de Materiais na mesma universidade. Ele realizou o doutorado dentro de um programa interinstitucional (DINTER) vigente de 2007 a 2011 entre os programas de pós-graduação em Materiais da UFRGS e da UCS. Desde março do ano passado, Aguzzoli compõe o corpo docente do PGMAT – UCS.

Na tese contemplada com o Prêmio Capes de Tese, Aguzzoli estudou correlações entre estrutura e propriedades de alguns revestimentos baseados em filmes finos cerâmicos, mais especificamente, carbeto de vanádio, nitreto de silício e nitreto de titânio, depositados sobre titânio. As condições e os parâmetros de deposição dos filmes (composição e fluxo dos gases reativos, temperatura do substrato e outros) foram variados para obter filmes com composições, densidades e espessuras convenientes. Os resultados mostraram algumas correlações importantes entre, por um lado, dureza, resistência ao desgaste e resistência à corrosão e, por outro lado, composição, densidade real e estrutura cristalina.

Segue uma breve entrevista com o premiado.

Boletim da SBPMat (B.S.): – Poderia nos contar brevemente como começou o seu interesse pela ciência e como se desenvolveu a sua carreira de pesquisador?

Cesar Aguzzoli (C.A.): – O interesse pela ciência começou cedo em minha vida. Desde pequeno me interessei em saber como as coisas funcionam, fazendo diversas perguntas, tais como: O que está dentro disto? Como que estas peças juntas fazem isso possível? Então tive interesse em cursar uma graduação na área das exatas e escolhi o curso de Engenharia Química. No início da graduação comecei a ser bolsista de iniciação científica e então vieram algumas das respostas. Com a vontade de ter mais respostas e com uma infinidade de perguntas que surgiam a cada etapa, resolvi tentar a pós-graduação. Fiz mestrado e doutorado na área de Materiais. Então descobri que tinha mais perguntas que antes. Com isso, aprendi uma lição valiosa, perguntas sempre existirão e o gosto de achar respostas e formular perguntas é a carreira de pesquisador!

B.S.: – E por que começou a trabalhar na área de Materiais?

C.A.: – Bom, depois da graduação e com uma experiência em iniciação científica, surgiu a oportunidade de fazer mestrado em Materiais. Como sempre gostei desta área, mas ainda não tinha trabalhado nela, achei um desafio promissor e comecei os estudos em Materiais.

 B.S.: – Quais foram os critérios que o guiaram para fazer uma pesquisa de qualidade destacada em nível nacional? A que fatores você atribui esta conquista?

C.A.: – Acredito que trabalhei com profissionais e colegas de alto nível. Isso sem nenhuma dúvida foi decisivo, bem como o comprometimento e dedicação que sempre achei necessários para o trabalho.

B.S.: – Gostaria de deixar alguma mensagem para nossos leitores que estão realizando trabalhos de iniciação científica, mestrado e doutorado na área de Materiais?

C.A.: – Com certeza, acredito que quando se faz algo que se gosta muito, tudo acaba ficando diferente. Pode não ser mais fácil, mas com certeza será menos sofrido. Acho que tanto para a vida como para o trabalho temos que possuir boa vontade e comprometimento com as tarefas. Com isso os resultados virão e, se não vierem, pelo menos o tempo que passamos fazendo as coisas não será um tempo gasto, e sim um investimento no que apreciamos em fazer.

6th International Conference on Electroceramics – ICE2013.

6th International Conference on Electroceramics – ICE2013
João Pessoa, PB, Brazil, 9-13 November 2013
Chairs: R. Muccillo (IPEN), J. A. Varela (UNESP), J. A. Eiras (UFSCar)

The Brazilian MRS – SBPMat will organize the 6th International Conference on Electroceramics – ICE2013 to be held in João Pessoa, Brazil, 9-13 November 2013.

This conference is a forum for the exchange of ideas, advancement of the science, and discussions of the state-of-the-art in Electroceramics R&D, including Ferroelectrics, Piezoelectrics and Pyroelectrics, Thermoelectrics, Conductors (Ionic, Electronic and Mixed), Magnetic and Superconducting ceramics, Photonic and Electro-optical ceramics, Materials for Lithium Batteries and other Energy Storage Technologies, Applications to Solid Oxide Fuel Cells, Membrane Technology, Sensor and Actuator Devices, Solar Photovoltaic and Photoelectrochemical Cells, Interfacial Engineering and Superlattices, Magneto-electric coupling and Multiferroics, Modeling and Simulation.

Further information may be found in www.ice2013.net.

Prêmios para trabalhos em cerâmicas refratárias.

Pesquisas sobre cerâmicas refratárias realizadas no âmbito do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar, no grupo coordenado pelo professor Victor C. Pandolfelli, foram contempladas com cinco prêmios durante 2012.

A mais recente das distinções foi outorgada em novembro de 2012 pela Associação Latino-americana de Fabricantes de Refratários (ALAFAR), no XXXVI ALAFAR Congress. Na ocasião, o artigo “High-performance nano-bonded refractories for a wide-temperature range” recebeu o prêmio de melhor trabalho na área de cerâmicas de altas temperaturas. São autores desse trabalho Mariana Braulio (doutora em Ciência e Engenharia de Materiais pela UFSCar), Jorge B. Gallo (gerente da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Alcoa Alumínio S. A.), Jorivaldo Medeiros (pesquisador do CENPES-Petrobras) e Victor C. Pandolfelli.

“Embora os estudos envolvendo nanopartículas sejam hoje assuntos correntes, é raro o uso e domínio da técnica em larga escala e em produtos com preços compatíveis aos disponíveis no mercado”, explica o professor Pandolfelli. “Este estudo e desenvolvimento alia, portanto, o uso dos fundamentos científicos que possibilitam o uso de nanopartículas em materiais cerâmicos para alta temperatura (entre 800 e 1400°C) e o superior desempenho do produto obtido para uso na unidade de craqueamento catalítico de indústrias petroquímicas e calcinadores para a indústria de alumínio”, completa.

Outro trabalho premiado do grupo foi o artigo “Novel technological route to overcome the challenging magnesia hydration of cement-free alumina castables”, de autoria de Tiago M. Souza, que também é doutor em Ciência e Engenharia de Materiais pela UFSCar, Mariana A. L. Braulio e Victor C. Pandolfelli. O trabalho recebeu, em setembro deste ano, o Gustav Eirich Award 2012 – uma distinção outorgada pela empresa alemã Gustav Eirich Maschinenfabrik e o Centro Europeu de Refratários (ECRef) a trabalhos de pesquisa na área de materiais refratários. A avaliação dos trabalhos é realizada por um júri formado por profissionais europeus de indústrias, universidades e centros de pesquisas.

O artigos vencedores estão em processo de publicação em revistas internacionais.

Presidente e ex-presidentes da SBPMat são eleitos Membros Titulares da Academia Brasileira de Ciências.

A Assembleia Geral da Academia Brasileira de Ciências (ABC) elegeu 36 cientistas de excelência para integrar seus quadros como Membros Titulares e Membros Correspondentes. A cerimônia de posse ocorrerá no dia 7 de maio de 2013.

Entre os membros titulares eleitos, há três presidentes da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat): Roberto Mendonça Faria (USP), que é o presidente atual; José Arana Varela (Unesp), presidente de 2010 a 2011, e Elson Longo da Silva (Unesp), que presidiu a sociedade de 2004 a 2005. Os dois primeiros foram eleitos na área de Ciências Físicas e o terceiro, em Ciências Químicas.

Os novos membros da ABC foram eleitos em um processo de indicação e avaliação por pares que envolveu os membros titulares da academia.

Veja aqui notícia no site a ABC com a lista completa dos membros eleitos neste ano.

A partir da esquerda: Roberto Mendonça Faria, José Arana Varela e Elson Longo da Silva.

 

USP oferece novo programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência dos Materiais.

Estarão abertas, no período de 2 a 25 de janeiro de 2013, as inscrições para o curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciências de Materiais na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), campus de Pirassununga.

Os cursos compreendem as linhas de pesquisa de “Tecnologia de Polímeros Naturais” e “Materiais Cerâmicos e Compósitos”.

Aos alunos classificados no exame de seleção, o programa oferece bolsas de estudos distribuídas de acordo com as cotas disponíveis.

Período de Seleção: 4 a 6 de fevereiro de 2013.

Início das aulas: 25 de fevereiro de 2013.

Inscrições na página: http://www.usp.br/fzea/selecao2013.php

Boletim SBPMat – edição 3 – novembro de 2012

 

Edição nº 3 – Novembro de 2012

Saudações, .

Novidades da SBPMat

Mais material das plenárias do XI Encontro.

Disponibilizamos o resumo e o arquivo da palestra de Orlando Auciello sobre ciência, tecnologia e engenharia de filmes de diamante ultrananocristalino (UNCD) e comercialização de produtos baseados nesses filmes. Aqui.

História da pesquisa em Materiais

Comemoramos um aniversário da Engenharia de Materiais brasileira com a reportagem sobre a criação, 40 anos atrás, do Departamento de Engenharia de Materiais da UFSCar. Conheça os agentes, as colaborações e resistências e o contexto nacional e internacional desse episódio da nossa história.  Aqui.

Dicas de leitura

Novidades do Brasil

  • Prêmio Capes de Tese 2012 na área de Materiais para Cesar Aguzzoli, pela tese “Avaliação das propriedades físico-químicas, mecânicas e tribológicas de filmes finos de VC, Si3N4 e TiN/Ti”, orientada por Israel Baumvol no contexto do doutorado interinstitucional UFRGS-UCS. (Site da UCS) Aqui.
  • Materiais para energia solar: pesquisador brasileiro recebe prêmio Green Talents do governo alemão. (Site oficial do prêmio) Aqui.
  • INCT inicia projeto com a Vale sobre desempenho tribológico e reciclagem de materiais usados nas minas. (Site do Instituto Nacional de Engenharia de Superfícies) Aqui.
  • Empresa brasileira desenvolve técnica por sputtering para revestimento de ouro e a usa para colorir jóias. (Agência Fapesp) Aqui.
  • USP recebe doação de livros suecos do século XIX sobre tecnologia siderúrgica. As obras voltam ao território brasileiro 200 anos depois da primeira chegada, que ocorreu no contexto da construção de siderúrgicas por parte de João VI. (Site do IPT) Aqui.

Novidades do exterior

  • Material nanoestruturado com aplicações em proteção de impactos é fabricado e testado. Pesquisadores conseguem compreender como a microestrutura dissipa a energia de impacto.(MIT news) Aqui.
  • Rumo a polímeros mais fortes: método de equipe do MIT quantifica imperfeições tipo laço (loop) em redes poliméricas. (MIT news) Aqui.
  • A primeira célula solar totalmente feita de carbono foi desenvolvida. (Stanford news) Aqui.
  • Novo método para gerar feixes de elétrons em rotação (vórtices) abre possibilidades para a microscopia eletrônica (notícia, imagens e vídeo). (Vienna University of Technology) Aqui.
  • Método mais limpo e barato de produção de baterias de íon-lítio. (Aalto University) Aqui.
  • Usando ferrugem e água para armazenar energia solar como hidrogênio (notícia e vídeo). (École Polytechnique Fédérale de Lausanne) Aqui.
  • Grafeno: estudo com microscopia eletrônica consegue mostrar átomos individuais de impurezas e revelar suas ligações. (Oak Ridge National Laboratory) Aqui.
  • Método mais eficiente para produção de nanofibras (notícia e vídeo). (MIT news) Aqui.

Outras dicas de leitura

  • O cientista Patrick Soukiassian defende por que o grafeno pode ser “o material do século XXI”. (MRS Bulletin) Aqui.
  • A pesquisadora Mildred Dresselhaus revisa a história da nanociência do carbono e compartilha reflexões sobre a descoberta de novos materiais e suas aplicações. (MRS Bulletin) Aqui.

Artigos científicos em destaque

Pesquisadores brasileiros participam de artigo publicado na Science sobre músculos artificiais de nanotubos de carbono revestidos com parafina.

  • Texto de divulgação em português no site da Agência Fapesp. Aqui.
  • Texto de divulgação em português, acompanhado por vídeos explicativos, em blog de ciência do Estadão. Aqui.

Oportunidades para a comunidade de Materiais

  • Vaga para professor assistente no Departamento de Engenharia de Materiais da PUC-Rio. Aqui.
  • Sete vagas para professor adjunto no Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Aqui.
  • Três vagas para professor adjunto do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Aqui.
  • Seis vagas para professor adjunto do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Aqui.
  • Vaga para pós-doutorado em materiais poliméricos para OLEDs/Células Solares Orgânicas (POLI/USP). Aqui.
  • Vaga para pós-doutorado em colaboração com a Universidade de Aveiro, Portugal, na área de síntese e comportamento elétrico de membranas cerâmicas condutoras de íon oxigênio (IPEN). Aqui.

Proximos eventos da área

  • I Workshop Brasil-Canadá de Nanotecnologia. Aqui.
  • Seminário: Ion Implant – Beamline to Plasma Immersion, Surface Treatment to FinFETS. Aqui.
  • Treinamento online de aquisição de dados (DAQ) com LabVIEW. Aqui.
  • 2nd French-Brazilian Meeting on Nanoscience, Nanotechnology and Nanobiotechnology. Aqui.
  • Materials Today Virtual Conference: Nanotechnology. Aqui.
  • 22 International Congress on X-ray Optics and Microanalysis. Aqui.
  • Euromat 2013 – European Congress and Exhibition on Advanced Materials and Processes. Aqui.
  • 8th International Conference on High Temperature Ceramic Matrix Composites (HTCMC-8). Aqui.
  • International Polysaccharide Conference (EPNOE 2013). Aqui.
  • 6º Congresso Internacional de Electrocerâmica. Aqui.

Veja a agenda de eventos.

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