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Many researchers are reporting problems with the submission system.
Therefore, on behalf of the Organizing Committee, the deadline for abstract submission will be extended until May 10th, 2019.
Don’t miss the opportunity of participating this important international scientific event on Materials Science and submit your Abstract for Oral or Poster Presentation.
O artigo científico com significativa participação de membros da comunidade brasileira de pesquisa em Materiais em destaque neste mês é: Gate-tunable non-volatile photomemory effect in MoS2 transistors. Andreij C Gadelha, Alisson R Cadore, Kenji Watanabe, Takashi Taniguchi, Ana M de Paula, Leandro M Malard, Rodrigo G Lacerda and Leonardo C Campos. 2D Materials, Volume 6, Number 2. DOI: 10.1088/2053-1583/ab0af1
Gravando dados em materiais ultrafinos

Uma equipe científica do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveu um dispositivo baseado em nanomateriais ultrafinos capaz de gravar e ler dados, agindo como uma memória computacional. Essa memória, cujo mecanismo de armazenamento de dados se origina em fenômenos ópticos, motivo pelo qual é chamada de foto-memória, demonstrou possuir várias das características atualmente desejáveis para memórias: possibilidade de miniaturização, baixo consumo de energia, retenção de dados de longa duração e custo relativamente baixo.
O trabalho abre possibilidades de desenvolvimento de memórias eficientes baseadas em materiais bidimensionais (aqueles cuja espessura é de um ou poucos átomos) que poderiam ser usadas em plataformas leves e flexíveis, como os dispositivos eletrônicos vestíveis. A pesquisa foi reportada em artigo recentemente publicado no periódico científico 2D Materials (fator de impacto 7.042).
“Nosso trabalho consiste em uma investigação científica com prováveis implicações tecnológicas na área de foto-memórias”, contextualiza o professor Leonardo Cristiano Campos (UFMG), autor correspondente do paper. “Desenvolvemos um dispositivo optoeletrônico simples, onde a aplicação simultânea de luz e tensões elétricas modifica controladamente as propriedades eletrônicas do dissulfeto de molibdênio (MoS2), que é um material nanométrico ultrafino”, completa.

Inicialmente, os doutorandos Andreij de Carvalho Gadelha e Alisson Cadore integraram uma série de nanomateriais de poucas dezenas de nanômetros de espessura, seguindo a arquitetura do transístor de efeito de campo (FET, na sigla em inglês), o qual pode ser usado como componente eletrônico de memórias. O FET montado na UFMG consiste, basicamente, em uma camada de dissulfeto de molibdênio colocada sobre um cristal plano de nitreto de boro hexagonal, situado sobre um fino substrato de grafite. O nitreto de boro foi fornecido por um grupo de pesquisa do Japão, do Instituto Nacional de Ciência de Materiais (NIMS).
Depois, a equipe realizou uma série de medidas optoeletrônicas idealizadas pelo doutorando Andreij e seus orientadores (os professores Leonardo Campos e Rodrigo Gribel Lacerda), com ajuda de dois especialistas em óptica, os professores Leandro Malard Moreira e Ana Maria de Paula – todos do Departamento de Física da UFMG.
Em linhas gerais, a equipe aplicou no FET tensão elétrica e radiação laser, simultaneamente. Essa ação combinada muda sistematicamente a densidade das cargas livres que transitam pelo dissulfeto de molibdênio (material semicondutor), controlando a condutividade elétrica do material (processo chamado de “photogating” em inglês). A mudança persistiu depois de retirado o laser e a tensão.
Dessa maneira, a equipe científica gerou no material aquilo que se necessita para gravar dados na eletrônica digital: dois estados bem diferenciados que podem ser rapidamente detectados e traduzidos ao código binário como zero (0) e um (1). Concretamente, trata-se de dois estados de condutividade do dissulfeto de molibdênio: o anterior à aplicação da luz laser, denominado “off” ou “0”, e o posterior a essa irradiação, denominado “on” ou “1” (este último, caracterizado pela presença da fotocorrente).

Além de revelar a capacidade do FET de dissulfeto de molibdênio de atuar como uma foto-memória, os experimentos e modelagens teóricas realizadas na UFMG desvendaram algumas características muito desejáveis numa memória: baixo consumo de energia (relacionado à razão entre “on” e “off”) e capacidade de reter, por longos períodos, os dados gravados (estima-se que até 50% de um dado gravado permaneceria salvo depois de uma década).
A foto-memória desenvolvida na UFMG demonstrou mais uma interessante característica. Controlando a tensão aplicada ao FET, é possível modular os estados de condutividade e gerar uma série de estados (e não apenas dois) bem diferenciados.
“Acreditamos que estas memórias possam ser aplicadas a longo prazo”, diz o professor Campos. Para isso, diz o cientista, seria preciso desenvolver a produção em larga escala dos nanomateriais, um desafio que, estima ele, poderia ser resolvido em uma década. Além disso, seria necessário adaptar a memória ao funcionamento em condições ambientais, já que as medidas realizadas pela equipe da UFMG foram feitas em vácuo. “Nós estamos desenvolvendo técnicas de encapsulamento que provavelmente devam resolver esta questão”, adianta Campos.
Os resultados reportados no artigo da 2D Materials fazem parte do doutorado de Andreij Gadelha, que defende sua tese no dia 3 de maio às 14 horas na sala de seminários do Departamento de Física da UFMG. Entretanto, longe de ter sido escolhido desde o início como assunto da pesquisa de doutorado, o efeito de foto-memória do dissulfeto de molibdênio se desvendou ao doutorando e seu orientador de forma imprevista e inesperada, como ocorre muitas vezes no processo de descoberta científica. “É como se você estivesse olhando para um ponto especifico, porém surge aquele insight que desvia seu olhar para o caminho certo e você grita “EUREKA””, ilustra o professor Campos. Concretamente, o doutorando estava tentando aniquilar determinados efeitos que eram indesejáveis no contexto da pesquisa inicial, quando ele percebeu que esses efeitos possibilitariam uma aplicação em memórias ópticas, e convenceu o orientador a mudar o foco do trabalho. “É interessante notar que o efeito indesejável tornou se a nossa “galinha dos ovos de ouro”, levando a uma reviravolta nos rumos de nossa pesquisa”, comenta Campos.
O trabalho foi financiado com recursos das agências federais Capes, CNPq, do INCT de Nanocarbono e da agência estadual Fapemig.
O conselho e a diretoria da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) vêm a público se manifestar contra os cortes anunciados para o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que podem inviabilizar a pesquisa e a inovação tecnológica no País. O sistema científico brasileiro foi desenvolvido por décadas, a partir de grande esforço da comunidade acadêmica e apoio de diferentes governos. Os cortes de verba do Ministério, nos últimos anos, vêm continuamente subtraindo os recursos à pesquisa e inovação tecnológica, o que agrava ainda mais a falta de competitividade do País. É um risco sério para o desempenho do Brasil nos próximos anos e décadas. Um aspecto ainda mais grave é que, ao contrário de outras áreas, a descontinuidade de financiamento em ciência, tecnologia e inovação no país leva à evasão de pesquisadores e ao desinteresse de novas gerações de estudantes, quebrando assim a cadeia de construção do conhecimento e impedindo sua retomada, finda a crise financeira.
Há, no passado recente, muita evidência de que o desenvolvimento e bem-estar social de uma Nação só é atingido com conhecimento. E que países conseguiram sair de crises econômicas com investimento em ciência e inovação tecnológica. Não se sustenta uma possível justificativa de cortes devido a emergências e urgências trazidas por uma crise financeira. O volume de recursos economizado é insuficiente para resolver – ou mesmo minorar significativamente – os problemas financeiros do País, uma vez que o investimento em ciência e tecnologia já é baixo, inferior sob qualquer critério ao de nações desenvolvidas.
Em um país com tantas carências e desigualdade como no Brasil, somente o desenvolvimento tecnológico pode melhorar a vida de nosso povo, como demonstrado nas últimas décadas. Os esforços empreendidos levaram o País a uma posição de destaque no cenário internacional, hoje ameaçada, e a respostas rápidas da comunidade científica em questões econômicas e sociais importantes, como no agronegócio e na saúde. O desenvolvimento nacional só é possível com um sistema robusto de ciência, tecnologia e inovação, com ensino superior de qualidade e geração de conhecimento em diferentes áreas. Para além das áreas mais diretamente ligadas à tecnologia, é essencial que o Brasil desenvolva pesquisa que permita identificar as origens e propor soluções para nossos graves problemas sociais.
Sem reconhecer a relevância da educação e geração de conhecimento para o desenvolvimento do país, no longo prazo o futuro do Brasil estará irremediavelmente comprometido.
Um pouco da breve e intensa história da startup Nanogreen (Joinville, SC) e da visão de seus empreendedores.
A Nanogreen é uma startup empenhada em participar do incipiente mercado de produção nacional de nanopartículas. Essas partículas, que medem menos de 100 nanometros em pelo menos uma de suas dimensões, têm propriedades únicas devido a seu tamanho, e são capazes de conferir interessantes propriedades aos materiais aos quais são incorporadas. Além de serem objeto de intensa pesquisa, nanopartículas já são utilizadas para fabricar os mais diversos produtos, desde meias até embalagens de leite, passando por tintas e sensores – um mercado cujo tamanho ainda é difícil determinar, mas movimenta bilhões de dólares no mundo.
Na Nanogreen, o principal diferencial competitivo é o método de fabricação das nanopartículas, baseado na técnica de ablação a laser. Resumidamente, consiste em utilizar amostras do material que vai compor as nanopartículas (por exemplo, titânio ou ouro) como alvos do laser. As amostras são submersas em líquido e se faz incidir o feixe de luz laser sobre elas. A radiação remove material da superfície do alvo, e, finalmente, o material ablacionado forma as nanopartículas no meio líquido.
Inovador no contexto industrial brasileiro, esse método, que se baseia em tecnologias de domínio público (não estão protegidas por patentes) se destaca pelo baixo impacto ambiental, sem uso de substâncias tóxicas. Além disso, o método consegue gerar nanopartículas dos mais diversos materiais, entre metais, polímeros, cerâmicas e, até mesmo, materiais orgânicos (a Nanogreen está realizando testes com cascas de árvores, por exemplo). Finalmente, através de mudanças nos parâmetros do processo e do meio de produção (água destilada, álcool, solvente etc.), é possível modificar o tamanho e distribuição das nanopartículas, o estado de aglomeração, a composição do produto final, e, até mesmo, funcionalizar a superfície das partículas de acordo com a necessidade do cliente.
No momento, a Nanogreen trabalha com desenvolvimento personalizado de nanopartículas para a aplicação desejada pelo cliente. “Fazemos um desenvolvimento em conjunto, de forma a encontrar a melhor solução, trabalhando em forma de consultoria e desenvolvimento. Posteriormente, vendemos os produtos desenvolvidos sob encomenda”, conta Moisés Teixeira. Para o futuro, os empreendedores da Nanogreen planejam ter um portfólio de produtos desenvolvidos, prontos para serem fabricados sob demanda. “Isso nos permitirá focar somente no fornecimento, ou manter as duas frentes. Tudo isso vai depender de como o mercado e a tecnologia se comportarão, mas são cenas dos próximos capítulos”, completa. Gerar patentes a partir do trabalho de desenvolvimento também é uma possibilidade contemplada pelos empreendedores da Nanogreen.
A equipe de trabalho da startup é formada atualmente por três membros que reúnem formação acadêmica e experiência de pesquisa e desenvolvimento em técnicas a laser e em produção de nanopartículas. Para todos, a Nanogreen foi a primeira experiência de criação de empresa. Formado em Engenharia Mecânica (graduação pela UFSC e mestrado e doutorado pela Universidade de Osaka, Japão), o sócio Edson Costa Santos atua no desenvolvimento de negócios e contatos estratégicos. Além de CEO da Nanogreen, Costa Santos é hoje gerente sênior de inovação na Carl Zeiss AG, na Alemanha. O segundo sócio ativo, Moisés Felipe Teixeira, que possui graduação, mestrado e doutorado em curso em Ciência e Engenharia de Materiais pela UFSC, é responsável pela administração da empresa. Completa a equipe o bolsista Lucas Bóries Fachin, engenheiro químico pela UFSC, que trabalha com desenvolvimento de produto e pesquisa de novos materiais.
No quesito infraestrutura, a Nanogreen precisa de uma série equipamentos de fabricação e caracterização que a startup não tem condição de adquirir. Entretanto, os empreendedores superaram essa dificuldade por meio de parcerias e convênios com instituições de pesquisa e universidades, bem como pagamento de horas-máquina e terceirização de análises. De acordo com os empreendedores, a ideia é adquirir, assim que possível, uma máquina própria para a fabricação das nanopartículas por meio de recursos de editais, investidores externos ou empréstimo bancário.
Surgimento da startup
A ideia de trabalhar com ablação a laser surgiu há cerca de dez anos, a partir da experiência do sócio Edson Costa Santos com tecnologias a laser, durante seu doutorado no Japão. Contudo, os primeiros produtos foram desenvolvidos há cerca de três anos em caráter experimental dentro do Instituto de Inovação do SENAI, do qual Costa Santos era diretor. Ao ter contato direto com a tecnologia, os empreendedores viram o potencial do negócio. “Como não é o foco do Instituto o tipo de venda e negócio que hoje fazemos, a criação da empresa foi a melhor maneira de trazer essa tecnologia para o mercado brasileiro”, relata Costa Santos.
Um marco na breve história da Nanogreen foi a aprovação da incubação no Parque de Inovação Tecnológica de Joinville e Região (Inovaparq), ocorrida em 2016. Nesse momento, os sócios incubaram “apenas” uma ideia, surgida ao constatar a inexistência de fornecedores nacionais de nanopartículas de alguns materiais, combinada com a pouca personalização que os fornecedores tradicionais ofereciam. Os empreendedores da Nanogreen queriam trazer ao Brasil uma forma diferente de fabricar e fornecer produtos nanoparticulados. “Juntamos o desejo de empreender com uma tecnologia inovadora”, relembra Moisés. “Com a aprovação da incubadora, vimos que mais pessoas acreditavam em nós e que, a partir dali, tínhamos uma missão que já era maior que nós mesmos” completa.
Nesse primeiro momento, os empreendedores desembolsaram recursos próprios para custear a mensalidade da incubadora, os primeiros materiais para produção, contabilidade e tudo que fosse necessário. Porém, logo no primeiro ano de empresa constituída, em 2018, dois projetos da Nanogreen foram aprovados. No programa de apoio ao empreendedorismo inovador Sinapse da Inovação, a Nanogreen recebeu R$ 100.000 para investir na empresa, desenvolver um projeto e contratar um bolsista (o Lucas Bóries Fachin). No Edital de Inovação para a Indústria, a Nanogreen recebeu R$ 500.000 para desenvolver um projeto. “Aqui já tivemos os primeiros sinais de que havia mais pessoas acreditando na nossa ideia”, diz Fachin.
Ainda em 2018, a Nanogreen foi contemplada pelo programa InovAtiva Brasil, dedicado a “acelerar” startups. “Fomos reconhecidos dentro do programa como uma das empresas destaque daquele ano por uma equipe de mentores especializados”, lembra Lucas. “Esta premiação foi o auge da empresa até o momento e obter esse reconhecimento foi uma forma de mostrar que estamos no caminho certo e que há muitas pessoas que veem em nossa ideia um potencial tecnológico de poder mudar o mundo”, completa.
De acordo com os empreendedores, muitas discussões, pivotagens e mudanças de planos foram acontecendo ao longo da curta e intensa jornada da Nanogreen. O ano de 2019 trouxe a primeira operação comercial da startup: um contrato de pesquisa e desenvolvimento com uma grande empresa têxtil para otimização de alguns produtos. “Além disso, temos alguns projetos de subvenção com empresas parceiras já sendo desenvolvidos, porém a primeira nota fiscal será emitida por agora”, comenta Costa Santos.

Veja nossa entrevista com os empreendedores.
Boletim da SBPMat: – Quais foram os fatores mais importantes no sentido de viabilizar a criação e desenvolvimento da startup?
Nanogreen: – Devido ao caráter altamente científico e especializado da Nanogreen, sem dúvidas o maior fator para viabilizar a empresa até o momento foi o conhecimento técnico dos sócios. Por trabalharmos com uma tecnologia nova e avançada, o conhecimento de fabricação e aplicação é o que permitiu a incubação e a aprovação nos editais citados. Além da necessidade do profundo conhecimento do laser, técnicas de caracterização, como microscopia eletrônica de varredura, caracterização química, técnicas de medição de concentração e força de coesão são importantíssimas para o bom desenvolvimento do produto. Além disso, com as aprovações vieram oportunidades de participação em eventos e mentorias do Sinapse da Inovação e do InovAtiva Brasil, por exemplo, que estão ajudando em questões jurídicas, contábeis e de negócios, que costumam ser o mais complicado para quem, como nós, tem origem na parte técnica.
Boletim da SBPMat: – Quais foram as principais dificuldades enfrentadas até momento pela startup?
Nanogreen: – A principal dificuldade neste início é o investimento inicial, onde faltam recursos para investimentos na empresa e para contratação de pessoas. Num negócio altamente científico e de pesquisa e desenvolvimento intensivo como a nanotecnologia, o custo inicial é consideravelmente alto para termos os primeiros retornos, no entanto tal investimento não está disponível sem que os investidores ou clientes vejam a tecnologia validada na prática em empresas, mas para tal validação precisamos do primeiro desenvolvimento, o que cai em um ciclo meio complicado. Por isso, é tão importante a existência de editais de fomento e subvenção para novas tecnologias. Quando estamos falando de empresas de TI e software, investimentos são mais baixos e os retornos são mais rápidos, o que explica a facilidade de investimento e a quantidade de empresas que vemos nessas áreas. Já o desenvolvimento industrial e de materiais fica um pouco para trás com isso.
Boletim da SBPMat: – Qual é, na sua visão, a principal contribuição da startup para a sociedade?
Nanogreen: – Introduzir no mercado nacional um fabricante de nanoparticulados, aumentando a concorrência interna e diminuindo a necessidade de importação. Isso reduziria tempo e taxas de importação, barateando custos de alguns produtos que precisam desta tecnologia e podendo viabilizar aplicações. Fora isso, trabalhamos com uma tecnologia considerada verde, que não usa solventes ou produtos tóxicos para a produção das nanopartículas. Isso garante que nosso produto seja consideravelmente mais puro que o produzido por rotas químicas, mas também evita a necessidade de tratamento de efluentes, risco de vazamentos para rios e lençóis freáticos e por aí vai. Dessa maneira, estamos contribuindo para evitar ainda mais a degradação do meio ambiente.
Boletim da SBPMat: – Qual é sua meta/seu sonho para a startup?
Nanogreen: – A meta é sermos o maior e mais inovador fabricante de nanoparticulados sem uso de produtos tóxicos do Brasil, em um curto espaço de tempo, e no futuro expandir essa reputação para a América Latina. Está nos nossos planos também a internacionalização da Nanogreen, e existem hoje diversos programas brasileiros de apoio a iniciativas assim!
Boletim da SBPMat: – Deixe uma mensagem para as pessoas que avaliam a possibilidade de criar uma startup.
Moisés Teixeira: – A minha mensagem para quem está lendo esta matéria e sonha em abrir uma startup é que você é do tamanho do seu sonho. Por isso, sonhe alto, sonhe grande. Se você tem uma boa ideia, vontade de empreender e tempo para se dedicar, mergulhe de cabeça. Ninguém irá tentar colocar sua ideia em prática, a não ser você, então acredite, tente, trabalhe duro e faça acontecer. Vários obstáculos irão aparecer no caminho, mas quando você acredita, tudo é possível. Por fim, ninguém melhor para tocar seu negócio do que você mesmo, então esteja presente, arregace a manga e coloque a mão na massa. O que posso dizer é que depois que você entra nesse mundo, não há mais volta, empreender é uma paixão e vicia.

O professor Elson Longo (CDMF-UFSCar), sócio fundador e ex-presidente da SBPMat, é autor correspondente de artigo que consta no Top 100 2018 do periódico Scientific Reports na área de Ciência de Materiais. O ranking destaca os artigos mais lidos em 2018, dentre os publicados nesse ano nessa revista do grupo Nature. O paper foi publicado em 30 de janeiro de 2018 e recebeu 1.042 visualizações ao longo do ano.
Intitulado Towards the scale-up of the formation of nanoparticles on alpha-Ag2WO4 with bactericidal properties by femtosecond laser irradiation, o artigo é assinado por 11 autores, sendo 6 deles de instituições brasileiras, inclusive a pesquisadora Camila Cristina de Foggi (UNESP), que também é sócia da SBPMat.
O trabalho propõe um novo processo para produzir nanocompósitos bactericidas baseados em nanopartículas de prata e materiais semicondutores. O método aumenta 32 vezes a ação bactericida do nanocompósito e, ao mesmo tempo, gera uma nova classe de nanopartículas esféricas.

A specialist in functionalizing carbon nanomaterials, Professor Maurizio Prato has been working on this subject for a quarter of a century. In his research group at the University of Trieste (Italy), he has developed methods to add organic molecules to the surface of fullerenes, carbon nanotubes and graphene. By so doing, Prato contributed to diversify the range of properties and functions of these nanomaterials and, consequently, their applications, especially in the field of nanomedicine.
The work he developed yielded many high-impact publications. According to Google Scholar, the Italian scientist has over 67,700 citations (being more than 3,800 in only one article) and owns a h-index of 119.
From 1983 to 1992, Prato was an Assistant Professor at the University of Padova (Italy). He then joined the University of Trieste as an Associate Professor. He became Full Professor in 2000. Since 2015, he also works at the Center for Cooperative Research in Biomaterials (CICbiomaGUNE), located in San Sebastian (Spain). Professor Prato leads the Carbon Nanotechnology Group in Trieste and the Bionanotechnology Group in San Sebastian. Throughout his career, he spent terms as a visiting researcher/ professor at Yale University and University of California, Santa Barbara (United States), Ecole Normale Superieure (France) and University of Namur (Belgium).
This prominent Italian scientist will be in September in Balneario Camboriu, participating in the XVIII B-MRS Meeting, where he will give a plenary lecture. He will speak about some of his more instigating recent research, such as the use of functionalized carbon nanomaterials for neuron growth and interneuronal communication, and the application of carbon nanotubes to the generation of hydrogen – a source of clean energy.
See our mini interview with Professor Maurizio Prato.
B-MRS Newsletter: – We´d like to know more about your scientific work. Please choose two papers of your own, briefly describe them, and share the references.
Among others, we work on two relevant problems: one is related to the recovery of motility after a spinal cord injury, the second deals with the so-called “artificial photosynthesis”.
Cure of spinal cord injury using carbon nanotubes. In the recent past, our group has demonstrated the incredible potential of carbon nanotubes (CNTs) in the field of artificial neural networks and nerve tissue regeneration. CNTs can provide advanced scaffolds, owing to their known electrifying effect on neurons, possessing the structural and functional fitness to suit the stringent requirements for growing healthy networks of cardiomyocytes and neurons. It is not just a matter of providing an appropriate substrate for cell growth, it has actually emerged that CNTs have an electrifying effect on cells. In other words, specialized cells grown in contact with CNTs appear to be electrically more active. Recently, the ability of CNT substrates to impact on a central nervous system (CNS) tissue has been tested by co-culturing entire slices of spinal cord, used as ex-vivo models. These exciting results show that 3D scaffolds of CNT provide an efficient three-dimensional interface with the biological tissue and its injuries for in vivo insertion and testing.
Ref: S. Usmani, E. R. Aurand, M. Medelin, A. Fabbro, D. Scaini, J. Laishram, F. B. Rosselli, A. Ansuini, D. Zoccolan, M. Scarselli, M. De Crescenzi, S. Bosi, M. Prato, L. Ballerini. 3D meshes of carbon nanotubes guide functional reconnection of segregated spinal explants. Science Advances, 2, e1600087 (2016)
Artificial Photosynthesis: Energy is another field that has enjoyed great benefit from CNTs. These carbon nanostructures have been combined with inorganic catalysts, and especially metal oxides (MOx) and nanoparticles (NP), in a countless number of nanocomposites and hybrids. Energy is an emerging field of research, gaining a strong momentum, in parallel with the general interest in new and efficient processes that promise to set our society free from the unsustainable thirst of fossil fuels. An exciting perspective in energy research is represented by the fascinating possibility to carry out artificial photosynthesis. At the heart of the natural phenomenon lies the energetically very demanding water oxidation process, carried out by a metal-oxygen cluster with four manganese atoms and one calcium atom, Mn4Ca. We used a nanocatalyst based on the combination of a Ru polyoxometalate (Ru4POM) and functionalized CNTs to modify an oxygen evolving anode. More recently, we translated this concept to a self-assembled system, based on perylene bisimide/Ru4POM complex, to fabricate a photoactive framework around the catalytic center to transfer electrons and slow down recombination
Ref: Bonchio, M.; Syrgiannis, Z.; Burian, M.; Marino, N.; Pizzolato, E.; Dirian, K.; Rigodanza, F.; Volpato, G. A.; La Ganga, G.; Demitri, N.; Berardi, S.; Amenitsch, H.; Guldi, D. M.; Caramori, S.; Bignozzi, C. A.; Sartorel, A.; Prato, M., Hierarchical organization of perylene bisimides and polyoxometalates for photo-assisted water oxidation. Nature Chemistry 2019, 11 (2), 146-153
B-MRS Newsletter: – Are there any products in the nanomedicine market based on functionalized carbon nanomaterials? If not, what are, in your opinion, the steps that need to be taken to turn the scientific advances in this field into products? In terms of safety, is there a consensus on the possibility of using these nanomaterials without major health risks?
The family of carbon nanomaterials is very broad, the most representative examples being fullerenes, carbon nanotubes and graphene. These materials have opened new scientific horizons, with many exciting discoveries. There are already many commercial items that contain carbon nanostructures, especially graphene. On the other hand, as many other types of nanomaterials, also those based on carbon have raised safety issues. In our group, we have discovered that the functionalization process increases a lot the biocompatibility of these materials, making them more easily dispersible in water and biological media. Therefore, we consider the functionalization process a key step on the way to applications, at least for some of these new materials.
For more information on this speaker and the plenary talk he will deliver at the XVIII B-MRS Meeting, click on the speaker’s photo and the title of the lecture here https://www.sbpmat.org.br/18encontro/#lectures.

O professor Victor C. Pandolfelli (DEMa – UFSCar), sócio da SBPMat, é um dos coautores do artigo científico eleito para o JECS Best Paper Award, um prêmio bienal do Journal of the European Ceramic Society (fator de impacto 3,794) para o melhor paper publicado nessa revista.
O artigo escolhido para o período 2017-2018 é “Nacre-like ceramic refractories for high temperature applications” (http://dx.doi.org/10.1016/j.jeurceramsoc.2017.10.042), e é assinado por sete autores, sendo quatro deles brasileiros, inclusive Pandolfelli.
O JECS Best Paper Award será entregue durante a 16th Conference and Exibition of the European Ceramic Society (Turim, Itália, 16 a 22 de junho de 2019). Será a primeira vez que o prêmio é entregue a autores do continente americano.
De acordo com Pandolfelli, o trabalho propõe um novo material cerâmico avançado, de custo relativamente baixo e processamento simples, para aplicações em temperaturas de até 1.400°C. O material apresenta alta resistência mecânica e alta energia de fratura. Sua microestrutura é bioinspirada.

Dear Colleagues,
On behalf of the Organizing Committee, we invite you to participate the XVIII Brazil MRS Conference (XVIII B-MRS), which will be held in the city of Balneário Camboriú-SC, in the period of September 22nd-26th, 2019.
There is a remarkable list of top international plenarists, and 23 symposia in all scientific themes in materials science with high level of confirmed invited speakers. Don’t miss the opportunity of participating this important international scientific event on Materials Science and submit your Abstract for Oral or Poster Presentation. More details: https://www.sbpmat.org.br/
The opening ceremony with Memorial Lecture and the welcome cocktail will occur at one of the most beautiful touristic place of Balneário Camboriú, the “Complexo Cristo Luz” https://www.cristoluz.com.br/
The conference party will be at the Lounge of the Green Valley Club, for the 4th time in 12 year history, elected ‘The Most Prestigious International Club’ in 2013, 2015, 2018 & now 2019 http://www.greenvalleybr.com/. The band of the party will be the “Brothers”, see videos: https://www.youtube.com/watch?
It is also a great opportunity to enjoy the city of Balneário Camboriú, known as the Santa Catarina Capital of Tourism, it offers tourist places and views, and natural attractions that stand out throughout the year. It is the 7th city in the country chosen by foreign tourists, being among the cities with the best quality of life in Brazil. More details: https://en.wikipedia.org/wiki/
The deadline for abstract submission: April 30th, 2019.
With kind regards,
Ivan H. Bechtold – Chair
Hugo Gallardo – Co-chair