O Programa University Chapters da SBPMat promoverá webinários durante os meses de outubro e novembro. Cada chapter será responsável pela organização de um webinário. As palestras se propõem atender não só o público universitário, mas também todas as pessoas que tenham interesse sobre a temática.
Dentro dessa proposta, o UC-UFPE dará início ao ciclo com um webinário sobre empreendedorismo com foco na criação de startups com Edson Mackeenzy, conhecido como um dos principais incentivadores do ecossistema de startups do Brasil.
Veja a programação com as palestras confirmadas até o momento:
UC-UFPE
Título: COMO AS STARTUPS ESTÃO TRANSFORMANDO AS ORGANIZAÇÕES.
O artigo científico de autoria de membros da comunidade brasileira de pesquisa em Materiais em destaque neste mês é: Effect of the incorporation of poly(ethylene oxide) copolymer on the stability of perovskite solar cells. Jeann Carlos da Silva, Francineide Lopes de Araújo, Rodrigo Szostak, Paulo Ernesto Marchezi, Raphael Fernando Moral, Jilian Nei de Freitas and Ana Flávia Nogueira. J. Mater. Chem. C, 2020,8, 9697-9706.
Perovskitas aditivadas para células solares mais estáveis
“Sanduíche” de materiais que forma a célula solar de perovskita desenvolvida pela equipe brasileira.
Graças às contribuições de grupos de pesquisa de diversos países, as células solares baseadas em perovskitas tornaram-se rapidamente competitivas em termos de eficiência de conversão de energia – a porcentagem de energia solar que é convertida em energia elétrica – alcançando valores acima de 25%. Infelizmente, a boa eficiência conquistada para essas células solares não se mantém ao longo de seu tempo de uso, principalmente por causa da instabilidade da sua camada ativa. Composta por materiais da família das perovskitas, essa camada do “sanduíche” de materiais que forma uma célula solar é a responsável por absorver a luz. Face à umidade, e até mesmo à própria luz, a perovskita se degrada e atenta contra a vida útil da célula solar.
O problema tem ocupado muitos pesquisadores da área, entre eles, os do Laboratório de Nanotecnologia e Energia Solar (LNES), da Unicamp, liderado pela professora Ana Flávia Nogueira. Em pesquisa recentemente reportada no Journal of Materials Chemistry C (fator de impacto 7,059), membros do LNES conseguiram produzir filmes de perovskita mais estáveis frente à umidade e iluminação. Com eles, fabricaram células solares que apresentaram perdas de eficiência menores ao longo do tempo.
A adição do copolímero P(EO/EP) melhorou a estabilidade da perovskita de MAPbI3.
A estratégia adotada foi a de adicionar à perovskita um composto que lhe outorga estabilidade sem interferir negativamente na sua estrutura cristalina, da qual emergem propriedades essenciais para seu uso em células solares. O aditivo escolhido, um copolímero (polímero formado por dois monômeros diferentes), foi adicionado em diferentes concentrações à solução de iodeto de chumbo e iodeto metilamônio, a qual, ao cristalizar, forma um filme de perovskita modificado e mais estável.
Os pesquisadores usaram a técnica de spin coating para preparar filmes de perovskita pura e de perovskita “aditivada”. Em um teste de degradação do material, os autores expuseram as amostras à luz e umidade ambiente durante nove dias e observaram sua degradação, que ficou visível a olho nu pelo amarelamento dos filmes, cuja cor original é quase preta. Nas amostras com aditivo, a degradação foi retardada em alguns dias com relação às amostras de perovskita pura.
Outro teste realizado pela equipe mostrou a capacidade dos filmes de se regenerarem após uma degradação inicial provocada pela exposição a um umidificador. As amostras aditivadas não apenas se degradaram menos, como também se regeneraram de forma espontânea, quase totalmente, trinta segundos após a retirada da fonte de umidade – um fenômeno conhecido como healing– como pode ser visto neste vídeo.
“Neste trabalho foi demonstrado que a incorporação de um copolímero a base de poli(óxido de etileno) à camada de perovskita consegue retardar e, em alguns casos, até reverter o processo de degradação do filme frente a umidade e iluminação”, resume Jeann Carlos da Silva, coautor do artigo.
Para estudar detalhadamente a estrutura e composição dos filmes, os autores usaram uma série de técnicas de caracterização, inclusive uma técnica de difração de raios X (in situ GWAXS), disponível no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que permitiu monitorar o processo de fabricação dos filmes. A partir do conjunto de resultados da caracterização, os autores conseguiram explicar o mecanismo que gera o efeito protetor nos filmes de perovskita aditivados. De acordo com eles, o efeito ocorre, principalmente, devido à interação que o copolímero realiza, por meio de ligações de hidrogênio, com o cátion metilamônio da perovskita. Nos filmes não aditivados, luz e umidade fazem com que parte do metilamônio passe ao estado gasoso e acabe saindo da estrutura da perovskita, gerando a degradação, parcialmente irreversível. Já nos filmes aditivados, o copolímero consegue reter o metilamônio, o que gera filmes mais estáveis e com maior capacidade de regeneração.
“Desse estudo, também foi possível investigar a dinâmica de cristalização da perovskita contendo o copolímero e entender os mecanismos de formação perovskita/copolímero em condições de umidade e iluminação”, destaca Francineide Lopes de Araújo, coautora do artigo. “Além disso, através do uso de técnicas de caracterização como a difração de raios-X in situ, o trabalho explora uma área importante para a compreensão do material, oferecendo uma enorme contribuição para a comunidade científica e abrindo novas perspectivas de investigações sobre a aplicação de polímeros no processo de formação e fabricação de células solares de perovskita”, completa.
Finalmente, a equipe científica fabricou células solares usando os filmes de perovskita com e sem aditivo como camada ativa, e comparou sua eficiência de conversão de energia. Inicialmente, a presença do copolímero diminuiu a eficiência dos dispositivos, já que, por ser um material isolante, ele prejudica a transferência de cargas elétricas. Contudo, nos testes de estabilidade, nos quais os dispositivos foram expostos a umidade e luminosidade durante vinte dias, as células de perovskita aditivada tiveram melhor desempenho.
Em números: enquanto as células solares de perovskita pura iniciaram com 17% de eficiência e mantiveram 47% desse valor no final do teste, os dispositivos de perovskita contendo 1,5 mg mL-1 % de copolímero tiveram uma eficiência inicial de cerca de 15%, mas mantiveram 68% dela depois dos 20 dias de teste.
“O problema da estabilidade das células solares de perovskita infelizmente não pôde ser solucionado de maneira definitiva através dessa pesquisa, no entanto, foi explorada uma importante via de proteção do material, principalmente contra exposição agressiva à umidade e iluminação, que futuramente pode ser combinada com outros mecanismos de proteção”, resume Jeann Carlos da Silva. “A pesquisa também reforça a viabilidade de se incorporar compostos extrínsecos à perovskita como agentes de proteção”, completa.
Este trabalho foi iniciado no LNES em 2016, no mestrado de Jeann Carlos da Silva, logo após o desenvolvimento, nesse mesmo laboratório, do primeiro protótipo de célula solar de perovskita do Brasil. A pesquisa foi finalizada através da colaboração da pós doutoranda Francineide Lopes de Araújo e de outros membros e ex-membros do grupo, sempre sob orientação da professora Ana Flávia.
O estudo contou com financiamento das agências brasileiras FAPESP, CNPq e CAPES, e é tema do projeto “Células Solares de Perovskita para Fotossíntese Artificial” do Center for Innovation on New Energies (CINE) com apoio da Shell e da Fapesp.
Autores do artigo. A partir da esquerda: Jeann Carlos da Silva, Francineide Lopes de Araújo, Rodrigo Szostak, Paulo Ernesto Marchezi, Raphael Fernando Moral, Jilian Nei de Freitas e Ana Flávia Nogueira.
Atrás e à esquerda, Petrus Santa Cruz (UFPE) ao lado de Larry Thompson (UMD). À frente, Osvaldo Serra e Vitória Lakatos (USP) durante o workshop de 40 anos de cooperação internacional “Larry Thompson e o Brasil”, em 2009 no DQF/UFPE.
[Texto do professor Petrus Santa Cruz (DQF/UFPE), sócio da SBPMat.]
Alguns pesquisadores fizeram a diferença pelas contribuições dadas na consolidação de importantes áreas da Ciência no Brasil. No caso do Prof. Larry Clark Thompson, da Universidade de Minnesota-Duluth, será sempre lembrado não somente pela sua importância para a área dos compostos de coordenação no país, mas também pela sua generosidade. Durante o workshop “Larry Thompson e o Brasil” realizado para comemorar 40 anos de cooperação internacional em 2009, foi relembrado o início de suas contribuições na ciência brasileira em 1970, quando recebeu os professores Gilberto Sá (DQF/UFPE) e Oswaldo Serra (USP/Ribeirão Preto) em seu Grupo nos EUA, resultando em colaborações que se estenderam durante toda a sua vida acadêmica.
Ao longo dos últimos 50 anos, vários foram os episódios marcados por sua generosidade. Em 2002 o Prof. Thompson participou de banca de tese no DQF/UFPE sobre trabalhos pioneiros na exploração da degradação de seus complexos de lantanídeos, que resultou em dispositivo inovador para dosimetria de radiação UV, mas antes de participar da banca, Thompson hospedou a doutoranda em sua residência em Minnesota-Duluth, para que ela mostrasse a ele em seu laboratório, que os complexos realmente se degradavam sob ação da radiação UV, dando origem a uma nova linha de pesquisa de dispositivos para prevenção de câncer de pele, atualmente explorados para monitoramento individual de vitamina D em projeto do programa Sibratec Nano. Várias outras aplicações utilizam como parte ativa materiais luminescentes derivados de seus trabalhos.
Thompson esteve pela última vez no Brasil em 2017, mas infelizmente as circunstâncias impediram este ano a realização do workshop “Larry Thompson e o Brasil”, dos 50 anos de colaborações. Partiu aos 85 anos no último dia 15 de agosto, deixando muitas lembranças.
A Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat/ B-MRS) e a União Internacional de Sociedades de Pesquisa em Materiais (IUMRS) convidam a comunidade científica a enviar propostas de simpósio para o evento conjunto sobre pesquisa em materiais que ocorrerá de 29 de agosto de 2 de setembro de 2021.
Está aberta, até 2 11 de novembro de 2020 (prazo prorrogado), a chamada de propostas de simpósio para o evento que reunirá o XIX B-MRS Meeting (evento anual da SBPMat/B-MRS) e o IUMRS – ICEM (décima sétima edição da conferência internacional sobre materiais eletrônicos organizada bienalmente pela IUMRS).
O evento, inicialmente agendado para ocorrer em 2020, foi adiado em função da pandemia, e será realizado de 29 de agosto a 2 de setembro de 2021. O local permanece o mesmo: o Rafain Palace Hotel and Conventions, localizado em Foz do Iguaçu (Brasil), cidade turística próxima à fronteira com a Argentina e o Paraguai, que serve de base para as visitas às Cataratas do Iguaçu e para os outros atrativos dos entornos.
As propostas de simpósio podem ser submetidas por equipes de pesquisadores, de preferência de composição internacional, que desejem organizar um simpósio temático dentro do evento. As propostas que tinham sido enviadas e aprovadas para o evento de 2020 também deverão ser ressubmetidas. “Todas as propostas de simpósios precisarão ser enviadas até o prazo limite, incluindo aquelas que haviam sido aceitas para o evento de 2020”, reforça o professor Gustavo Dalpian, coordenador do evento. “Os organizadores dos simpósios que haviam sido aprovados anteriormente notarão, ao acessarem o sistema, que os dados da proposta de 2020 foram automaticamente copiados para o evento de 2021. Desta forma, os organizadores poderão fazer os ajustes necessários e ressubmeter, mas sem ter que entrar tudo novamente”, completa.
Como ocorre em todas as edições do B-MRS Meeting, o evento abrangerá um amplo leque de temas de Ciência e Tecnologia de Materiais, com uma ênfase especial em materiais eletrônicos, devida ao IUMRS ICEM. São bem-vindas, portanto, propostas de simpósios em temas relativos a todos os tipos de materiais, do design e síntese até as aplicações.
Os simpósios constituirão o eixo principal do evento junto às palestras plenárias, as quais contarão com cientistas internacionalmente destacados que já confirmaram presença: Alex Zunger (University of Colorado Boulder, EUA), Edson Leite (LNNano, Brasil), Hideo Hosono (Tokyo Institute of Technology, Japão), John Rogers (Northwestern University, EUA), Luisa Torsi (Università degli Studi di Bari “A. Moro”, Itália), Tao Deng (Shanghai Jiaotong University, China) e Thuc-Quyen Nguyen (University of California Santa Barbara, EUA). A tradicional Palestra Memorial Joaquim da Costa Ribeiro será proferida por Cid Bartolomeu de Araújo (UFPE, Brazil).
As propostas de simpósio serão avaliadas pelo comitê do evento, e, até o final de 2020, será divulgada a lista dos simpósios aprovados. No dia 1º de fevereiro de 2021, será aberta a chamada de trabalhos, os quais deverão ser submetidos dentro dos simpósios temáticos. Os organizadores dos simpósios serão responsáveis pela avaliação dos resumos submetidos e pela programação do simpósio.
O evento conjunto XIX B-MRS Meeting + IUMRS ICEM 2021 é coordenado pelos professores Gustavo Martini Dalpian (UFABC) na coordenação geral, Carlos Cesar Bof Bufon (LNNANO) na coordenação de programa e Flavio Leandro de Souza (UFABC) como secretário geral. No comitê internacional, o evento conta com cientistas da América, Ásia, Europa e Oceania.
As últimas edições do B-MRS Meeting reuniram entre 1.100 e 2.000 participantes de vários países do mundo, que apresentaram seus trabalhos dentro dos simpósios.
PÓS DOUTORADO (4 vagas disponíveis) Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica – CEPOF Instituto de Física de São Carlos– Universidade de São Paulo Brasil
O CEPOF está procurando por excelentes candidatos de qualquer nacionalidade, com experiência em BIOFOTÔNICA, em um ou mais tópicos listados a seguir:
– Avanços em Terapia Fotodinâmica
– Controle de microrganismos utilizando estratégias fotônicas
– Fotobiomodulação
– Fotoimunoterapia para câncer e microorganismos
– Novos fotossensibilizadores derivados de moléculas naturais para Terapia Fotodinâmica
– Síntese orgânica e reações fotocatalíticas
– Agricultura digital (métodos e sensores)
– Segurança ambiental e alimentar
– Biofotônica quântica
– Foto diagnóstico usando imagens e espectroscopia
– Instrumentação óptica para dispositivos médicos
– Inteligência artificial, imageamento e análise de dados
A descrição dos projetos pode ser encontrada em http://cepof.ifsc.usp.br
O candidato desenvolverá pesquisa em um dos laboratórios do CEPOF.
Os projetos visam investigar aspectos inovadores em Biofotônica para projetar novas aplicações ópticas em Ciências da Vida. Esperamos gerar novos conhecimentos nos tópicos de interesse.
O candidato deve ter obtido título de Doutor em Física, Biologia, Engenharia, Química, Ciências Biomédicas, e áreas relacionadas, nos últimos 5 anos.
Documentos necessários (a ser enviados por email para cristina@ifsc.usp.br):
– Duas cartas de recomendação
– CV com lista de publicações e expertise
– Declaração de uma página sobre o interesse (deixar claro o(s) tópico(s) de interesse específico)
– Nome e informações de contato dos provedores das cartas de recomendação.
Inscrições até o dia 10 de Outubro de 2020.
Os candidatos selecionados iniciarão suas atividades em Janeiro-Fevereiro de 2021.
O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 7.373,10 mensais e Reserva Técnica equivalente a 15% do valor anual da bolsa para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa
Olívia: de volta à casa dos pais depois de ter desenvolvido um sensor para detecção precoce de doenças.
Olívia Carr no laboratório de pesquisa durante seu doutorado, no final de 2018.
O câncer de cabeça e pescoço atinge milhares de brasileiros todos os anos. Cerca de 60% dessas pessoas são diagnosticadas tardiamente, o que diminui sua qualidade de vida e dificulta o tratamento. Em seu doutorado em Ciências e Engenharia de Materiais, realizado na USP, Olívia Carr gerou um sensor de baixo custo capaz de detectar a propensão de um ser humano a desenvolver esse câncer.
O trabalho de Olívia foi destacado na capa de um renomado periódico científico internacional (o Talanta), além de gerar um pedido de patente e outros artigos publicados. E mais. A tecnologia desenvolvida nesse trabalho poderia ser adaptada para detectar outras doenças, inclusive a Covid-19.
Olívia, que tem 30 anos, deseja continuar fazendo contribuições à sociedade por meio da pesquisa, que é a atividade profissional que mais gosta de fazer e para a qual se capacitou durante uma década. Porém, desde o final do doutorado, em novembro do ano passado, ela só tem visto portas se fechando.
Inicialmente, a recém-doutora recebeu, com muito entusiasmo, três propostas para realizar pós-doutorado em projetos de empresas, mas duas delas caíram por conta da pandemia (as empresas preferiram não fazer esse investimento no novo cenário) e a terceira não vingou por outros motivos. A jovem doutora participou, então, de uma chamada do CNPq (principal agência federal de financiamento à pesquisa) para projetos relacionados ao combate da Covid-19, na qual ganharia uma bolsa. Contudo, o projeto não foi aprovado para receber financiamento. Depois dessas primeiras frustrações, Olívia continuou participando de processos seletivos em instituições de pesquisa e enviou seu currículo para empresas do Brasil que têm área de pesquisa e desenvolvimento. Infelizmente, não teve sucesso.
Em paralelo, para se manter ativa e dar sequência à carreira, ela tem trabalhado junto a antigos e novos colaboradores, escrevendo artigos científicos e um capítulo de livro acadêmico para publicação. Tudo sem receber remuneração, motivo pelo qual a jovem teve que voltar à casa dos pais na cidade de Rio Claro (SP), da qual tinha saído para fazer o doutorado em São Carlos.
Mas não é a primeira vez que Olívia passa por apertos financeiros para poder atuar em pesquisa. Nos quatro anos de doutorado, passou mais da metade do tempo sem bolsa. E aqui vale a pena fazer um esclarecimento, pois se engana quem pensa que o doutorando ganha bolsa para ter mais tempo para o estudo ou o ócio. O doutorado é, na maior parte dos casos, uma atividade de tempo integral, que inclui tanto a formação teórica do estudante (as disciplinas cursadas) quanto seu treinamento prático (a pesquisa de doutorado). Além disso, a pesquisa de doutorado é, muito além de um treinamento, um trabalho científico completo, cujos resultados contribuem ao avanço da ciência mundial e à inovação industrial.
Até o momento, Olívia não desistiu de ser pesquisadora, profissão que a encantou já no final da graduação em Física, quando conheceu o dia-a-dia de um laboratório de pesquisa. Todavia, depois de 10 meses sem remuneração, esta profissional da ciência, capacitada para desenvolver dispositivos que podem ter grande impacto na saúde das pessoas, começa a avaliar outras opções, como dar aulas de Física.
Estão abertas as inscrições para a seleção de candidatos para o Mestrado Acadêmico em Nanociência, Processos e Materiais Avançados da Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Blumenau. O candidato deverá realizar sua inscrição online (no endereço https://adm.blumenau.ufsc.br/ppgnpmat/) até 14 de outubro de 2020. A seleção dos candidatos será realizada por meio de: Proposta de Pesquisa (Peso: 50% – Caráter eliminatório e classificatório) e Análise Curricular (Peso: 50% – Caráter classificatório).
O mestrado contempla uma área de concentração (Nanociência, Processos e Materiais Avançados) e duas linhas de pesquisa (Materiais, Processos e Transformações e Nanociência e Nanotecnologia), que visam ampliar as discussões e a compreensão do conhecimento na interface entre Física, Química, Ciência e Engenharia dos Materiais.
Estão sendo ofertadas 12 vagas para matrícula no segundo semestre letivo de 2020 do PPGNPMat, que terá início a partir de 30 de novembro deste ano. Para se candidatar às vagas, é necessário ter curso de graduação completo, ou ter previsão de conclusão até 26 de fevereiro de 2021.
Curso de Extensão: Nanociências e Nanotecnologia para Iniciantes – EaD
A Universidade Franciscana (UFN)/Santa Maria – RS e o INCT de Nanomateriais de Carbono estão ofertando o curso de Extensão/Capacitação profissional em Nanociências e Nanotecnologia para Iniciantes na modalidade EaD com carga horária de 20h.
Podem se inscrever estudantes e professores das diversas áreas do conhecimento que tenham interesse na área de Nanociências/Nanotecnologia.
Curso de Especialização em Ensino de Nanociências e Nanotecnologia totalmente em formato EaD
A Universidade Franciscana (UFN)/Santa Maria – RS e o INCT de Nanomateriais de Carbono estão ofertando o curso de Especialização (lato sensu) em Ensino de Nanociências e Nanotecnologia na modalidade EaD com carga horária de 360h e duração de 12 meses.
Podem se inscrever professores da Educação Básica e Superior ou demais graduados com interesse em atuar no Ensino de Nanociências e Nanotecnologia.
Inscrições até o dia 21 de setembro de 2020.
Início das aulas no dia 22 de setembro de 2020.
A turma já está confirmada e ainda possui vagas disponíveis!
*Oportunidade: bolsa de pós-doutorado (PD) vinculada ao projeto Temático FAPESP (2018/22214-6) intitulado “Rumo à convergência de tecnologias: de sensores e biossensores à visualização de informação e aprendizado de máquina para análise de dados em diagnóstico clínico”.
*Área de conhecimento: Física, Química, Ciência dos Materiais e áreas afins.
*Tema do projeto de PD: Detecção de pesticidas via espalhamento Raman amplificado em superfície (SERS, do inglês surface-enhanced Raman scattering).
*Supervisor: prof. Carlos José Leopoldo Constantino.
*Instituição: Departamento de Física (DF), Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Presidente Prudente-SP.
*Reserva técnica: 15% do valor anual da bolsa (finalidade: atender a despesas diretamente relacionadas à modalidade de Auxílio ou Bolsa nos projetos financiados pela FAPESP).
*Vigência: até 48 meses (início: 01/12/2020 ou assim que finalizado os trâmites do processo de seleção; término: não exceder 28/02/2025).
*Perfil/candidato: pesquisador que tenha facilidade para trabalhar em equipe, possua fluência em inglês e tenha concluído o doutorado há menos de 7 (sete) anos. A bolsa de PD será desenvolvida no Laboratório de Materiais Nanoestruturados para Análises Ambientais e Biológicas na UNESP de Presidente Prudente-SP. O projeto de pesquisa envolverá atividades experimentais em técnicas como:
(i) Síntese de coloides de nanopartículas metálicas aplicadas como “substratos SERS”.
(ii) Caracterização dos “substratos SERS” via microscopia, espectroscopia no UV-Vis, potencial zeta e espalhamento dinâmico de luz (DLS).
(iii) Espectroscopias micro-Raman e espalhamento Raman amplificado em superfície (SERS).
(iv) Métodos computacionais para análise de dados.
Bolsa de pós-doutorado (PDR) da Faperj para a contratação de um pós-doc (valor da bolsa R$ 4.100,00) para trabalhar no projeto “Ação emergencial – combate aos efeitos COVID-19 – parceria FAPERJ/Secretaria de Saúde do Estado Rio de Janeiro – 2020”.
Procura-se um profissional que tenha experiência na síntese, funcionalização e caracterização de nanopartículas de ouro com moléculas biológicas.
Favor entrar em contato com cmronconi@id.uff.br (Profa. Célia M. Ronconi do Departamento de Química Inorgânica da Universidade Federal Fluminense).