Vaga para pós-doutorado em materiais poliméricos.

Vaga para pós-doutorado na área de materiais poliméricos para OLEDs/Células Solares Orgânicas, com bolsa Capes no valor de R$ 3.700,00. O candidato deve ter defendido o doutorado há, no máximo, 5 anos.

Mais informações, com a Profa. Dra. Wang, pelo e-mail wangshui@usp.br ou telefone (11) 3091-5694.

Laboratório de Engenharia de Macromoléculas, Eng. de Materiais da POLI/USP.

Vagas no Departamento de Engenharia de Materiais da UFSCar.

Estão abertas as inscrições para três concursos para Professor Adjunto no Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar, no campus de São Carlos (SP). As inscrições encerram no dia 30 de novembro (um deles) e 10 de dezembro (os outros dois). Mais informações e inscrições: http://www.concursos.ufscar.br/lista.php

 

Vagas no Departamento de Engenharia de Materiais da UFS.

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) divulga o edital para professor adjunto no departamento de Engenharia de Materiais. São sete vagas em diversas áreas de conhecimento.

O edital completo pode ser visto  no link: http://grh.ufs.br/pagina/edital-n-0312012-professor-efetivo-8478.html

Mais informações pode ser obtidas pelo telefone (79)2105-6442.

Chamada de propostas de simpósios prorrogada até 23 de novembro.

Está aberta até o dia 23 de novembro a chamada de propostas de simpósios para o XII Encontro da SBPMat. O evento será realizado em Campos do Jordão, no Convention Center, de 29 de setembro a 3 de outubro de 2013.

As propostas de simpósios para o evento de 2013 podem ser apresentadas por qualquer pessoa com título de doutor ligada a uma instituição de ensino e/ou pesquisa do Brasil ou do exterior. Todos os temas da área de Ciência e Engenharia de Materiais podem ser objeto de uma proposta de simpósio. Cada simpósio deverá formar um comitê científico para avaliar os trabalhos submetidos.

Interessados em propor simpósios devem preencher o formulário disponível no site da SBPMat e enviá-lo, por correio eletrônico, para o e-mail secretaria@sbpmat.org.br até o dia 23 de novembro de 2012. As propostas apresentadas serão avaliadas pela Comissão de Eventos da SBPMat, juntamente com os organizadores do XII Encontro, e submetidas à diretoria da Sociedade.

Os simpósios temáticos são, tradicionalmente, um eixo importante da programação dos eventos anuais da SBPMat. O encontro realizado em setembro deste ano contou com 16 simpósios, que tiveram 1.817 trabalhos aceitos para apresentações orais e pôsteres.

Formulário de proposta de simpósio para download: http://www.sbpmat.org.br/12encontro/formulario_proposta_simp_sbpmat2013.docx

Vaga para Pós-doc.

Temos uma vaga disponível para dois anos de bolsa de Pós-Doutorado do CNPq no Programa Ciência sem Fronteiras. O Projeto de Pesquisa intitulado “Composite membranes with tunable transport properties for selective carbon dioxide separation” é na área de síntese e comportamento elétrico de membranas cerâmicas condutoras de íon oxigênio, em colaboração com a Universidade de Aveiro, Portugal.

Interessados devem entrar em contato com Dr. Reginaldo Muccillo, Centro de Ciência e Tecnologia de Materiais, IPEN, muccillo@usp.br.

Boletim SBPMat – edição 2 – outubro de 2012

 

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Edição nº 2 – Outubro de 2012

Saudações, .

Notícias da SBPMat

XII Encontro da SBPMat.

Anunciamos local e data do evento e lançamos a chamada de propostas de simpósios para 2013.

Saiba mais.

Ilusta2

XI Encontro da SBPMat: presentes as cinco regiões do Brasil e mais 26 países.

Mais de 1.700 pessoas da comunidade de pesquisa em Materiais se reuniram a poucos metros da praia do Costão do Santinho de 23 a 27 de setembro para participar de uma intensa programação técnica. Houve 1.818 trabalhos aceitos.

Saiba mais.

Ilusta2

Plenárias do XI encontro: resumos, fotos e os arquivos cedidos pelos autores.

Compartilhamos com nossos leitores os arquivos das plenárias recebidos até o momento, acompanhados dos resumos das palestras. Saiba mais.

História da pesquisa em Materiais.

Preparamos uma reportagem sobre Joaquim da Costa Ribeiro, pioneiro da área de Materiais no Brasil, e o efeito termodielétrico. Um capítulo interessante da nossa história. Saiba mais.

Dicas de leitura

Novidades do Brasil. Noticias.

  • Novo equipamento para pesquisa em materiais no LNLS: estação experimental XTMS (Site da SBPMat)Saiba mais.
  • A empresa brasileira Flexsolar (Joinville) e o Instituto Fraunhofer iniciam projeto conjunto para desenvolver células solares orgânicas flexíveis no Brasil.  (Fraunhofer IAP)Saiba mais.
  • Novos tipos de lâmpadas e células fotovoltaicas orgânicas são desenvolvidos por centro de pesquisa mineiro. (Revista Pesquisa). Saiba mais.
  • Nova técnica para produzir nanofios de silício sob stress (usados em microprocessadores) de melhor desempenho. (Agência Fapesp). Saiba mais.
  • Brasileiros descobrem nova família de materiais capazes de conduzir eletricidade sem perda de energia. (Agência Fapesp). Saiba mais.

Vídeos

  • Curso de microscopia eletrônica de transmissão no YouTube (LNNano). Veja.
  • Entrevista sobre recobrimento de nanopartículas para multifuncionalidade: fotoluminescência, sensor e fotodegradação (INCTMN). Veja.

Livros

  • Lançamento de livro eletrônico com 17 artigos de divulgação sobre engenharia de superfícies (INCT de Engenharia de Superfícies). Veja.

Novidades do exterior

  • Nobel de Física 2012: material publicado sobre as pesquisas que ganharam o prêmio (SBPMat). Saiba mais.
  • Divulgação/ popularização de artigo sobre cristais fotônicos (recomendada pela Nature Materials). Saiba mais.
  • Berkeley Lab aplica a técnica HARPES para entender o ferromagnetismo em semicondutores magnéticos diluídos (Lawrence Berkeley National Laboratory). Saiba mais.
  • Novo método, simples e barato, de produção de grafeno, um dos materiais do futuro (LQES news). Saiba mais.
  • Método para evitar fissuras em filmes de nanopartículas de silício (University of Pennsylvania). Saiba mais.

Veja mais dicas de leitura.

Artigos científicos em destaque

  • Pesquisador da Unesp publica letter na Nature Materials sobre comportamento multiferróico em condutores moleculares. Saiba mais.

Oportunidades para a comunidade de Materiais

  • Chamada da Fapesp para projetos na área de Materiais em colaboração com instituições dos EUA. Saiba mais.
  • Inscrições abertas para bolsas de verão do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Saiba mais.

Próximos eventos da área

  • Conferência Luso-Brasileira de Adesão e Adesivos (CLBA 2012) – primeira edição. Saiba mais.
  • IV Encontro do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFRGS. Saiba mais.
  • IV International Workshop on Layered Materials. Saiba mais.
  • XXXVIII Congress of Theoretical Chemists of Latin Expression (Quitel 2012). Saiba mais.
  • 2nd French-Brazilian Meeting on Nanoscience, Nanotechnology and Nanobiotechnology. Saiba mais.
  • Euromat 2013 – European Congress and Exhibition on Advanced Materials and Processes. Saiba mais.
  • 8th International Conference on High Temperature Ceramic Matrix Composites (HTCMC-8). Saiba mais.
  • International Polysaccharide Conference (EPNOE 2013). Saiba mais.

Veja a agenda de eventos.

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Para divulgar novidades, oportunidades, eventos ou dicas de leitura da área de Materiais, escreva para comunicacao@sbpmat.org.br.

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História da pesquisa em Materiais: Joaquim da Costa Ribeiro e o efeito termodielétrico.

Sergio Mascarenhas na “Memorial Lecture”, no XI Encontro da SBPMat.

Desde o ano passado, a SBPMat outorga, anualmente, uma distinção a um pesquisador de carreira destacada na área de Materiais, quem profere uma palestra durante o encontro anual da sociedade. O nome desse ato é “Memorial Lecture Joaquim Costa Ribeiro”, em homenagem a esse pioneiro da pesquisa experimental em Materiais no Brasil.

Neste ano, a distinção foi outorgada na noite da abertura do XI Encontro da SBPMat ao professor Sergio Mascarenhas, apresentado pelo presidente da SBPMat, professor Roberto Faria, como “uma pessoa que inspirou muitas gerações de jovens pesquisadores, principalmente na área de Materiais”.

Na sua palestra, sobre passado e futuro da pesquisa em Materiais no Brasil, Mascarenhas mostrou e comentou uma série de fotografias dos primórdios da pesquisa científica brasileira. Entre muitas imagens de físicos, brasileiros e estrangeiros, apareceu um engenheiro carioca, lembrado inicialmente pelo palestrante como seu primeiro professor de Física do Estado Sólido, “que era considerada pelos físicos uma disciplina para engenheiros”. Tratava-se, justamente, de Joaquim da Costa Ribeiro.

Formatura de Costa Ribeiro, 1928. Engenheiro Mecânico Eletricista. Fonte: Acervo Costa Ribeiro/ Arquivos Históricos em História da Ciência/CLE-Unicamp.

O efeito termodielétrico ou efeito Costa Ribeiro

Diplomado engenheiro civil e engenheiro mecânico-eletricista em 1928 pela Escola Nacional de Engenharia, Costa Ribeiro se tornou docente da recém-fundada Universidade do Brasil (atual UFRJ) e passou a formar parte do ambiente do Instituto Nacional de Tecnologia, que tinha um pouco mais de infraestrutura laboratorial que a universidade. Dessa maneira, Costa Ribeiro participou de duas das pouquíssimas instituições voltadas ao ensino e pesquisa de ciências que existiam no país na época.

Desde 1943, Costa Ribeiro trabalhou junto ao físico alemão Bernard Gross, que chegou ao Brasil em 1933 e organizou o primeiro curso de Física do Rio de Janeiro, dois anos depois. De acordo com o professor Mascarenhas, Costa Ribeiro e Gross, “gigantes da ciência brasileira”, podem ser considerados os pioneiros nacionais da Física da Matéria Condensada, disciplina que está entre os pilares da área de Materiais. Na época em que eles desenvolveram seus estudos, a pesquisa em Física no Brasil focava as áreas Nuclear e de Partículas, desenvolvidas por cientistas como Cesar Lattes, Mário Schenberg e Jayme Tiomno.

Inicialmente, Costa Ribeiro estudou novos métodos para medir radioatividade e aplicá-los a minerais brasileiros, conseguindo notáveis contribuições. Em seguida, passou a estudar materiais dielétricos (isolantes elétricos sólidos), como o naftaleno e a cera de carnaúba (palmeira típica da região nordeste do Brasil), e eletretos (sólidos com carga elétrica quase permanente).

Foi então que Costa Ribeiro observou pela primeira vez um efeito interessante, enquanto trabalhava com alguns materiais dielétricos. A fusão por aquecimento, sem aplicação de campos elétricos externos, fazia aparecer uma corrente elétrica no material isolante. Depois de solidificadas, as amostras permaneciam carregadas, constituindo eletretos. Em conclusão, para o eletreto se formar, bastava a natural solidificação do material dielétrico após ser derretido por aquecimento. Na lembrança de Bernard Gross, recuperada num artigo do professor Guilherme Leal Ferreira, essa primeira experiência foi realizada com cera de carnaúba.

A elucidação do fenômeno

Em entrevista dos Arquivos Históricos do CLE/Unicamp, realizada em 1988, os cientistas Jayme Tiomno e Elisa Frota Pessoa, que foram alunos de Costa Ribeiro e auxiliares dele na pesquisa do efeito termodielétrico, compartilharam suas lembranças sobre o processo que levou à elucidação do fenômeno. De acordo com eles, em 1943, Costa Ribeiro decidiu fazer o concurso de cátedra na Universidade do Brasil, para o qual tinha que preparar uma tese com uma pesquisa original. O professor seguiu então a sugestão de Bernand Gross de estudar eletretos orgânicos puros.

“Ele começou repetindo a preparação de eletreto usando naftaleno e observando suas propriedades. (…) Trabalhava intensamente, em geral à tarde e noitinha. Uma noite, após colocar o naftaleno fundido numa célula para solidificar  e aplicar  o  campo  elétrico, teve  de interromper e sair. No dia seguinte retirou o disco sólido de naftaleno para fundir e recomeçar, mas resolveu  examiná-lo  ao  eletrômetro.  Era  um  eletreto!”

Mas esse ainda não era o efeito termodielétrico, e sim um efeito estático, segundo Tiomno, que descreveu: “Depois de preparar vários eletretos sem aplicação de campo elétrico externo, ele percebeu que o efeito era mais intenso quando o resfriamento era mais rápido – era um efeito da velocidade de solidificação. Construiu então uma aparelhagem engenhosa e de acabamento muito bem feito em que podia observar o movimento da interface do naftaleno líquido com o solidificado por resfriamento, medindo simultaneamente a velocidade de solidificação (ou fusão) e a intensidade da corrente elétrica detectada num eletrômetro de Wulf. Verificada a correlação dessas grandezas, estava descoberto o fenômeno termodielétrico ou efeito Costa Ribeiro”.

Divulgação da pesquisa

A primeira publicação de Ribeiro descrevendo o efeito data de 1943. Intitulada “Sobre a eletrização da cera de carnaúba na ausência de campo elétrico exterior”, a comunicação foi feita na forma de uma apresentação à Academia Brasileira de Ciências e, em seguida, num artigo publicado nos anais da instituição.  Em 1945, o efeito termodielétrico foi objeto da tese apresentada por Costa Ribeiro à Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil no concurso para professor da cadeira de Física Geral e Experimental.  Em 1953, a Academia Brasileira de Ciências lhe outorgou o Prêmio  Einstein pelo efeito termodielétrico.

Costa Ribeiro em seu laboratório, 1952. Fonte: Acervo Costa Ribeiro/ Arquivos Históricos em História da Ciência/CLE-Unicamp.

Na entrevista do CLE/Unicamp, Jayme Tiomno e Elisa Pessoa falam também sobre a divulgação do efeito no exterior. Segundo eles, ela começou a ser feita por Costa Ribeiro na Argentina, em reuniões da Associação Física Argentina em 1945 e 1948. Também em 1948, a convite da Universidade de Paris, Costa Ribeiro realizou na Sorbonne uma série de três palestras. Em 1951, um resumo de seu trabalho, que tinha sido publicado em inglês nos Anais da Academia Brasileira de  Ciências, foi indexado no “Physics Abstracts”. Em 1954, o cientista realizou nos Estados  Unidos  quatro palestras sobre suas  pesquisas  no Massachussets  Institute  of  Technology, no Bureau of Standards (atual National Institute of Standards and Technology), na Yale University e na General Electric.

Em maio de 1950, os cientistas estadunidenses Everly J. Workman e Steve E. Reynolds publicaram um artigo no periódico Physical Review descrevendo o mesmo fenômeno, observado por eles na transição de fase entre a água e o gelo. Em consequência, o fenômeno da eletrificação de materiais isolantes na mudança de fase é citado na literatura com diversos nomes, ora “efeito Costa Ribeiro” ora “efeito Workman-Reynolds” ou, simplesmente, “efeito termodielétrico”.

O artigo do professor Leal Ferreira sobre o efeito Costa Ribeiro cita que hoje se sabe que o fenômeno da eletrização dos dielétricos gerada pela sua solidificação tinha sido mencionado no século XVIII por Stephen Gray, um dos pioneiros dos estudos experimentais em condução elétrica. Ferreira destaca nesse artigo que, muito além do mérito da prioridade da descoberta, existe o mérito da persistência de Joaquim Costa Ribeiro em estudar experimentalmente o efeito encontrado – mérito aumentado pelas precárias condições de trabalho existentes na época no Brasil.

Apesar de ter uma tendência a “se virar” sozinho, desde a construção de seus instrumentos laboratoriais até a interpretação dos resultados, Costa Ribeiro contou com colaboradores em seus estudos sobre o efeito termodielétrico. Tiomno, por exemplo, contribuiu bastante com a parte teórica, a ponto de merecer um agradecimento especial do professor na tese apresentada à Universidade do Brasil. Armando Dias Tavares e Sergio Mascarenhas também fizeram parte dos colaboradores e dos continuadores das pesquisas no tema.

Quanto às aplicações do efeito, Mascarenhas comenta que o fenômeno tem mais valor de ciência fundamental do que em aplicações tecnológicas, apesar de existir algumas aplicações, como a descrita em um artigo de 1968 sobre seu uso em radiômetros do setor aeronáutico (L.D. Russel and B.H. Beam, Journal of Spacecraft and rockets, vol. 5, pg. 1501, 1968). “Infelizmente, o efeito é pouco ensinado nos cursos tradicionais”, lamenta Mascarenhas.

Costa Ribeiro e esposa. Fonte: Acervo Costa Ribeiro/ Arquivos Históricos em História da Ciência/CLE-Unicamp.

Mais sobre Joaquim Costa Ribeiro

Casado com uma mulher francesa, a quem dedicou muitas de suas poesias, Costa Ribeiro foi pai de oito filhos. Para sustentar a família, numa época em que o professor universitário ganhava uns poucos salários mínimos, o cientista tinha vários empregos simultâneos. Dava aulas em diversas instituições e colégios.

Os colegas de trabalho e parentes o descrevem com adjetivos como estes: humanista, sereno, humilde, inventivo, autodidata, habilidoso com as mãos, intuitivo, inteligente e minucioso.

II Reunião Consultiva da ONU para aplicações pacíficas da Energia Atômica, maio 1955. Fonte: Acervo Costa Ribeiro/ Arquivos Históricos em História da Ciência/CLE-Unicamp.

Muito católico, questionado por alunos seus sobre como conseguir conciliar religião e ciência, respondeu: “É simples, eu separo  completamente.  Quando estou na religião, estou na religião; quando estou na ciência, estou na ciência”

Além de suas contribuições científicas, Costa Ribeiro desempenhou papeis importantes na criação do CBPF (1949) e do CNPq (1951) e participou de várias iniciativas nacionais e internacionais sobre o uso da energia nuclear.

Faleceu em 1960 no Rio de Janeiro.

Saiba mais.

  • G. F. Leal Ferreira. Ha 50 Anos: O Efeito Costa Ribeiro. Revista Brasileira de Ensino de Fsica, vol. 22, no. 3, Setembro, 2000. Disponível aqui.
  • Arquivos históricos em História da Ciência. CLE-Unicamp. Acervo Joaquim da Costa Ribeiro. Disponível aqui.
  • Arquivos históricos em História da Ciência. CLE-Unicamp. Depoimentos orais. Entrevista com Jayme Tiommo e Elisa Frota Pessoa. Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, 18 de maio de 1988. Disponível aqui.

Se você participou deste ou outro episódio importante da história da pesquisa em Materiais no Brasil e deseja colaborar com nossas reportagens, entre em contato (comunicacao@sbpmat.org.br) ou deixe seu comentário na caixa abaixo.

Plenárias do XI encontro: resumos, fotos e os arquivos cedidos pelos autores.

Compartilhamos com nossos visitantes os arquivos das palestras plenárias recebidos até o momento, acompanhados dos resumos das palestras.

Orlando Auciello na plenária sobre UNCD.

Science and technology of multifunctional oxide and ultrananocrystalline diamond (UNCD) films and applications to a new generation of multifunctional devices/systems. 

A primeira plenária do XI Encontro da SBPMat foi de Orlando Auciello, distinguished fellow do Laboratório Nacional de Argonne e, desde o dia 1 de outubro de 2012, endowed chair professor da Universidade de Texas em Dallas, nos Estados Unidos.

Na palestra, Auciello abordou, principalmente, a ciência, tecnologia e engenharia de filmes de diamante ultrananocristalino (UNCD). Esses materiais apresentam uma combinação única de propriedades, incluindo uma excelente biocompatibilidade e propriedades mecânicas e tribológicas superiores.

O palestrante também discorreu sobre a integração dos filmes UNCD em uma nova geração de dispositivos e sistemas voltados a diversos setores da indústria, principalmente o micro/nanoeletrônico e o biomédico. Segundo Auciello, existe um mercado pronto para receber esses produtos.

Entre os numerosos exemplos de aplicações apresentados na palestra, um dos mais impactantes foi o do revestimento de UNCD usado para viabilizar a implantação de um microchip na retina humana com o objetivo de recuperar a visão de pessoas cegas.

Em sintonia com a proposta desta edição do encontro da SBPMat de incluir o tema da transformação do conhecimento da área de Materiais em inovação, Auciello apresentou duas empresas, das quais ele foi co-fundador, que comercializam produtos baseados em filmes UNCD, a Advanced Diamond Technologies e a Original Biomedical Implants.

Saiba mais.

Veja o arquivo da palestra plenária, gentilmente cedido pelo autor:

Página do grupo de pesquisa do palestrante: http://nano.anl.gov/

Resumo do trabalho apresentado, em inglês: http://www.eventweb.com.br/xisbpmat/specific-files/manuscripts/index.php?file=xisbpmat/9292_1339166464.pdf

 

Adhesives accelerating innovation.

Bernd Mayer, do Instituto Fraunhofer, no XI Encontro da SBPMat.

Na palestra realizada no dia 24 de setembro no início da tarde, o IFAM (Instituto de Tecnologia de Manufatura e Materiais Avançados) do Instituto Fraunhofer (Alemanha)  foi apresentado por seu diretor, Bernd Mayer.

No início da palestra, Mayer lembrou  Josef von Fraunhofer (1787-1826) por seu empenho em transformar invenções em inovações. “É o que ainda tentamos fazer no IFAM”, disse.

Mayer compartilhou com o público experiências de pesquisa e desenvolvimento no IFAM, mais precisamente, na Divisão de Tecnologia de União Adesiva e Superfícies, à qual se referiu como um grupo especialista em interfaces. Em alguns casos, o palestrante relatou processos de desenvolvimento que se iniciaram com pesquisa básica e culminaram com produtos do interesse do mercado.

Entre outros casos, Mayer descreveu um tratamento a plasma usado para revestir moldes de aço. Com o revestimento, o processo de desmoldagem é facilmente realizado, eliminando a necessidade de utilizar produtos para soltar o conteúdo do molde, com uma série de vantagens na produção quanto a custos e qualidade.

Mayer também citou alguns exemplos de desenvolvimento de tecnologia inspirados na natureza, como um revestimento para uso na indústria aeroespacial usado para reduzir o arrasto, inspirado na pele do tubarão.

Saiba mais:

Veja o arquivo da palestra plenária, gentilmente cedido pelo autor:

 

Jean Charles Guibert falou sobre inovação no campus Minatec.

Materials science, innovation and industry.

Na plenária vespertina do dia 25, o diretor do campus Minatec de inovação em micro e nanotecnologia, Jean Charles Guibert, apresentou o modelo de transferência de tecnologia que é praticado ali.

Localizado na cidade de Grenoble (França), o Minatec reúne, em um quilômetro quadrado, pesquisa, educação e indústria. Os recursos materiais para P&D (laboratórios e salas limpas) estão organizados na forma de plataformas “por atividade” (nanocaracterização, CMOS 200, design, nanobiotecnologia, entre outras). As plataformas são compartilhadas por pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e profissionais de empresas.

Nesse ambiente que visa promover a colaboração, surgem os principais agentes de transferência de tecnologia do campus, as startups, empreendimentos criados por pesquisadores a partir de ideias que envolvem a aplicação de pesquisa.  Segundo Guibert, o mais importante para conseguir implementar o modelo de transferência por startups é criar uma cultura da transferência tecnológica, além de contar com pesquisadores de bom nível e dar apoio a eles em questões como estudos de mercado e propriedade intelectual. Para difundir essa cultura, Guibert promove apresentações abertas à comunidade do campus sobre casos de sucesso de pesquisadores que fundaram empresas de base tecnológica.

Outra atividade importante do Minatec é a dos contratos de P&D com empresas que chegam ao campus em busca de recursos materiais e humanos para viabilizar seus projetos de inovação. Esses contratos são responsáveis por mais de 60% da receita do Minatec. De acordo com o diretor, quando as startups se transformam em empresas consolidadas, os investimentos feitos nelas voltam ao campus por meio dos contratos que acabam fazendo com o Minatec.

No final da palestra, Guibert apresentou vários exemplos de startups do segmento de nanomateriais.

Saiba mais.

Veja o arquivo da palestra plenária, gentilmente cedido pelo autor.

 

Mrityunjay Singh, do Instituto Aeroespacial de Ohio, ligado à NASA.

Integration science and technology of advanced ceramics for energy and environmental applications.

A palestra vespertina do dia 26 abordou o conceito de ciência e tecnologia de integração, que se refere, na visão do palestrante Mrityunjay Singh, ao conhecimento necessário para incorporar um material (no caso, cerâmicas avançadas) a sistemas e componentes. O conceito inclui as tecnologias para unir ou fixar mecanicamente, em diversas escalas, cerâmicas com cerâmicas ou compósitos, e cerâmicas com metais.

Cientista chefe do Instituto Aeroespacial de Ohio, ligado ao Centro de Pesquisa Glenn da NASA, Singh começou a palestra falando sobre o importante papel que as cerâmicas avançadas desempenham ou podem desempenhar no segmento de energia, tanto na geração da energia quanto na sua acumulação, distribuição, conservação e eficiência.

Durante a palestra, Singh mostrou que, para ter sucesso na incorporação de cerâmicas, criando sistemas robustos e de desempenho adequado, alguns fatores essenciais são a seleção dos melhores materiais e o encaminhamento adequado dos problemas dos sistemas, em especial, das interfaces.

O palestrante compartilhou alguns exemplos de integração de cerâmicas no segmento de energia, como o de componentes de turbinas a gás e o de injetores de gasolina que podem reduzir as emissões dos motores.

Nas conclusões, Singh reforçou que as tecnologias de integração são essenciais para avançar nas aplicações das cerâmicas avançadas no setor de energia. O cientista destacou que esse avanço ainda apresenta muitos desafios, não apenas na compreensão dos efeitos envolvidos na integração dos materiais, como também no desenvolvimento de modelos preditivos e na padronização de testes.

Saiba mais.

Veja o arquivo desta palestra plenária, gentilmente cedido pelo autor, que também disponibilizou o e-mail dele para pessoas interessadas em mais informações ou colaborações: m.singh@juno.com.

 

O francês Dubois falou sobre materiais intermetálicos.

How complexity can help: the case of Aluminum-based intermetallics.

Na última palestra plenária do XI Encontro da SBPMat, o pesquisador Jean Marie Dubois, que dirige o instituto de pesquisa Jean Lamour de Nancy (França) falou sobre um grupo de materiais intermetálicos compostos por ligas de alumínio e outros metais como ferro, cobre ou magnésio.

Esses compostos podem ter uma grande variedade de estruturas. Alguns deles são compostos por unidades (células unitárias) muito grandes, com milhares de átomos cada uma, que se repetem periodicamente, em padrões simétricos. Outros possuem unidades muito pequenas, com apenas alguns átomos. Finalmente, há um grupo de intermetálicos baseados em alumínio no qual não podem ser identificadas essas unidades nem há, portanto, periodicidade. Estes últimos são da família dos quasicristais, cuja descoberta deu o Prêmio Nobel a Dan Shechtman em 2011.

Do número de átomos por célula unitária depende a complexidade, que pode ser quantificada por meio de um índice que foi apresentado por Dubois. E da complexidade dependem algumas propriedades dos materiais intermetálicos, conforme mostrou o professor.

Finalmente, Dubois mostrou muitas aplicações desses materiais intermetálicos baseados em alumínio. Talvez o exemplo mais lembrado seja o da liga quasicristalina com propriedades antiaderentes. Desenvolvida pelo próprio Dubois, ela substitui o famoso Teflon em algumas frigideiras e panelas que estão no mercado.

Saiba mais.

Veja o arquivo da palestra plenária, gentilmente cedido pelo autor.

Resumo do trabalho em inglês: http://www.eventweb.com.br/xisbpmat/specific-files/manuscripts/index.php?file=xisbpmat/7991_1337891769.pdf

XI Encontro da SBPMat: presentes as cinco regiões do Brasil e mais 26 países.

Abertura do evento. André A. Pasa (chair), Roberto M. Faria (presidente SBPMat), Lúcia H. M. Pacheco (reitora UFSC) e Aloisio N. Klein (chair).

Em julho de 2002, frente à praia de Copacabana no Rio de Janeiro, o primeiro encontro da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais congregava cerca de 400 pesquisadores provenientes de 18 países. No final de setembro deste ano, o mesmo evento, na sua décima primeira edição, reuniu mais de 1.700 participantes a poucos metros da praia do Costão do Santinho, em Florianópolis. “O sucesso do evento pôde ser medido não só pela quantidade de participantes, mas também pela qualidade da ciência que foi apresentada nos trabalhos”, disse o professor Roberto Mendonça Faria, presidente da SBPMat.

Apresentação de trabalho em um dos simpósios.

O evento contou com participantes brasileiros vindos de 23 estados, do Rio Grande do Sul ao Amazonas, representando as cinco regiões do país. Além da abrangência nacional, o evento mostrou um grau considerável de internacionalização. “Neste ano aumentou sensivelmente o número de estrangeiros inscritos no evento”, destacou o chairman, professor Aloisio Nelmo Klein. Foram cerca de 115 pessoas provenientes de 27 países da América, Ásia e Europa.

Nas salas e nos corredores, via-se uma comunidade composta por pessoas de todas as faixas etárias, mas, principalmente, por jovens. De fato, os estudantes de graduação e pós-graduação foram maioria neste encontro, totalizando quase 70% dos participantes.

Pôsteres, estandes e coffee breaks.

Dentro das salas.

A programação técnica ocupou três dias e meio muito intensos. Os participantes iniciavam a programação matutina e vespertina com palestras plenárias proferidas por pesquisadores especialistas em temas de fronteira, provenientes de instituições como o Instituto Fraunhofer, o MIT ou o Laboratório Nacional de Argonne. Depois das plenárias, os participantes podiam escolher entre as sessões dos 16 simpósios que ocorriam em paralelo com as apresentações dos 1.818 trabalhos aceitos.

Além da estrutura de plenárias e simpósios, tradicional nos eventos da SBPMat, esta edição do encontro contou com uma novidade, que deve se repetir nos próximos anos: uma mesa redonda com representantes de agências de fomento à pesquisa de Santa Catarina e São Paulo, de uma empresa nacional e da SBPMat. “A mesa redonda pretendeu, em primeiro lugar, iniciar um debate no interior da SBPMat sobre inovação tecnológica no Brasil e seu papel na competitividade da indústria brasileira”, disse Faria. De acordo com ele, a mesa redonda deixou evidente que os diversos setores industriais do país precisam de muita pesquisa em Materiais para seu desenvolvimento e competitividade ao longo do século XXI.

 

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