Boletim da SBPMat. 97ª edição.


 

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Boletim da
Sociedade Brasileira
de Pesquisa em Materiais

Edição nº 97. 30 de setembro de 2020.

XIX B-MRS Meeting

Está aberta a submissão de propostas de simpósio para o XIX B-MRS Meeting + IUMRS ICEM, que ocorrerá em Foz do Iguaçu de 29 de agosto a 2 de setembro de 2021. Propostas que já tinham sido aprovadas para o evento de 2020 podem ser submetidas novamente. Novas propostas também são bem-vindas. Saiba mais.

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Artigo em Destaque

Pesquisadores da UNICAMP fizeram uma importante contribuição para aumentar a estabilidade de células solares de perovskitas. Mediante a adição de um polímero, os cientistas retardaram e reverteram a degradação dos filmes de perovskita usados para absorver a luz nesses dispositivos. O trabalho foi recentemente reportado na Journal of Materials Chemistry C. Saiba mais.

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Pesquisadores sem remuneração

Conheça a história de Olívia Carr, 30 anos, doutora em Materiais pela USP. A jovem tem passado longos períodos sem bolsa nem remuneração desde a época do doutorado, apesar de ter realizado uma pesquisa de alto impacto acadêmico e social, que resultou em um sensor para detecção precoce de câncer. Veja aqui.

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Assista aos vídeos da presidente da SBPMat, Mônica Cotta (aqui), e do diretor científico Ivan Bechtold (aqui) sobre a campanha da SBPMat pela recomposição de bolsas de pós-doc e por politicas de inserção de doutores no mercado.

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Editorial da Nature aborda as dificuldades e angústias adicionais que os pós-docs enfrentam durante a pandemia, com base nos resultados de uma pesquisa realizada com 7.600 jovens doutores de 19 áreas e 93 países. Texto alerta que o sistema científico (público e privado) pode perder boa parte da próxima geração de pesquisadores e pede ações e investimentos. Veja aqui.

Blog ligado à Materials Research Society (MRS) aborda o problema dos doutores sem remuneração e dos cortes em bolsas e orçamento de CTI no Brasil, com declarações de Osvaldo Novais de Oliveira Junior, ex-presidente da SBPMat. Veja aqui.

Reportagem do portal UOL aborda a questão dos doutores e doutorandos brasileiros que estão em outros países, nos quais encontraram financiamento e condições para fazer pesquisa, além de valorização da profissão que escolheram. Veja aqui.

University Chapters da SBPMat

O I Encontro Nacional dos University Chapters da SBPMat foi realizado online de 5 a 7 de setembro. Organizado pelos estudantes do chapter da UFPE, o evento contou com apresentações das ações realizadas pelos chapters, além de palestras convidadas. Saiba como foi este encontro que gerou integração entre todas as equipes de estudantes e mostrou o potencial do Programa UCs da SBPMat. Veja aqui.

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Os UCs da SBPMat promovem um ciclo de webinários que abordará assuntos diversos durante os meses de outubro e novembro. Saiba mais.

Comunidade

Texto do professor Petrus Santa Cruz (DQF/UFPE), sócio da SBPMat, homenageia o professor Larry Clark Thompson (University of Minnesota Duluth) por suas contribuições à ciência brasileira, seus trabalhos na área de complexos lantanídeos e sua generosidade. Thompson faleceu em agosto deste ano. Veja aqui.

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Ações da SBPMat

– Pantanal. SBPMat assinou, junto a dezenas de organizações, nota de repúdio ao descaso governamental no combate a incêndios florestais e desmatamento no Pantanal e outros ecossistemas brasileiros. Saiba mais.

Dicas de Leitura

– Material baseado em queratina obtida de resíduos têxteis pode ser “programado” para adquirir formas complexas e voltar à forma original. Biocompatível e fabricado por impressão 3D, o material abre possibilidades na indústria têxtil e na engenharia de tecidos (Nature Materials). Saiba mais.

– Inovação: Empresa do Brasil desenvolve filme plástico adesivo com micropartículas de prata e sílica que demonstrou inativar mais de 99% das partículas de SARS-CoV-2 em ensaio realizado na USP. Saiba mais.

Oportunidades

– Pós-doutorado na UFABC em síntese e caracterização de nanomateriais com bolsa FAPESP. Saiba mais.

– Pós-doutorado na UNESP Presidente Prudente. Saiba mais.

– Pós-doutorado em Biofotônica no CEPOF, IFSC – USP. Saiba mais.

– Processo seletivo para mestrado em Nanociência, Processos e Materiais Avançados na UFSC – campus Blumenau. Saiba mais.

– Processo seletivo para mestrado e doutorado multi-institucional em Nanobiossistemas. Saiba mais.

– Processo seletivo para mestrado e doutorado em Materiais na UCS, com possibilidade de bolsas e taxas. Saiba mais.

– Abertas as inscrições para o Programa Unificado de Estágios (PUE) do CNPEM, com oportunidades na área de materiais e afins. Saiba mais.

– Programa de estágios da empresa Dow tem oportunidades na área de materiais. Saiba mais.

– Inscrições abertas para o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher, da SBPC, dedicado em 2020 a meninas de ensino médio e graduação com pesquisas de iniciação científica que demonstrem criatividade, boa aplicação do método científico e potencial de contribuição com a ciência no futuro. Saiba mais.

– Chamada de artigos para edição especial do periódico Crystals (editora MDPI) sobre cerâmicas condutoras. Saiba mais.

Agenda de eventos presenciais e ONLINE

– ONLINE. Ciclo de webinars “A ciência que inspira”. Agosto a novembro de 2020. Organização: PGCM e PPG UFMS. Site.

– ONLINE. 100 anos da ciência de polímeros. Setembro a novembro de 2020. Mais informação.

ONLINE. 72ª Reunião Anual da SBPC. Setembro a dezembro de 2020. Site.

– ONLINE. First Global Symposium on Janus Particles. 1 e 2 de outubro de 2020. Site.

– ONLINE. II Encontro de Polímeros Naturais (EPNAT). 21 a 23 de outubro de 2020. Site.

4th Workshop on Coated Tools & Multifunctional Thin Films. Campinas, SP (Brasil). 20 a 23 de julho de 2021. Site.

– ONLINE. International Conference on Defects in Insulating Materials (ICDIM 2020). 23 a 27 de novembro de 2020. Organização: UFS. Site.

XIX B-MRS Meeting + IUMRS ICEM (International Conference on Electronic Materials). Foz do Iguaçu, PR (Brasil). 29 de agosto a 2 de setembro de 2021. Site.

– 7th Meeting on Self Assembly Structures in Solution and at Interfaces. Bento Gonçalves, RS (Brasil). 3 a 5 de novembro de 2021. Site.

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I Encontro Nacional dos University Chapters da SBPMat: cobertura do evento.


box enucDe 5 a 7 de setembro de 2020, algumas dezenas de estudantes e jovens pesquisadores, junto a alguns professores, dedicaram as tardes do “feriadão” do Dia da Independência do Brasil a participar, na modalidade online, do I Encontro Nacional dos University Chapters da SBPMat (I ENUC).

O evento reuniu membros dos University Chapters (UCs) e pessoas interessadas em conhecê-los. O programa foi montado em torno de dois eixos: as apresentações dos UCs sobre suas equipes, instituições, ações realizadas e projetos para o futuro, e as palestras convidadas sobre assuntos de interesse dos UCs.

O ENUC surgiu a partir do desejo do UC da UFPE de querer interagir com os membros dos outros UCs da SBPMat. Nesta primeira edição, o evento foi totalmente organizado e realizado pelos membros do UC pernambucano.

UCs em ação: learn by doing

Em sua palestra, o professor Newton Barbosa (UFPA), coordenador nacional do programa UCs ponderou que, na carreira científica, ser competente na área do conhecimento escolhida é imprescindível, mas não é suficiente, principalmente no atual momento da história da ciência e da tecnologia, em que a solução de problemas exige interação entre pessoas e áreas. Habilidades como o diálogo, a flexibilidade, a proatividade e a liderança, disse ele, são também necessárias para o pesquisador. “A ideia do programa UCs é justamente ajudar a desenvolver essas habilidades, mediante o método do learn by doing, com os estudantes realizando projetos em equipe”, explicou o cientista.

“A pesquisa sozinha não vai preencher nosso CV”, acrescentou Karolyne Santos da Silva, presidente do UC pernambucano. “Precisaremos também organizar eventos, ocupar cargos administrativos, divulgar nosso trabalho na sociedade, entre outras coisas”, completou a doutoranda, que foi a coordenadora do evento.

Uma ampla gama de projetos realizados pelos chapters foi apresentada ao longo do evento, abrangendo desde a criação da logomarca e do estatuto interno da unidade, até a realização de palestras e entrevistas de divulgação científica para leigos, workshops para motivar meninas a atuarem em ciência e tecnologia, e seminários de formação de pesquisadores. O apoio a campanhas de ação social também faz parte das atividades realizadas pelos UCs, sempre com o duplo objetivo de aprender fazendo e de gerar um impacto positivo no entorno.

Impacto social da pesquisa

Em outra das palestras convidadas, o professor Roberto Faria (IFSC-USP), que foi presidente da SBPMat entre 2012 e 2015, falou um pouco sobre a história do programa UCs. “Eu queria uma maior participação na SBPMat dos estudantes, que são a riqueza maior que um país tem para o futuro”, disse o ex-presidente da SBPMat. Faria contou que tudo começou em 2013, durante sua primeira gestão como presidente da SBPMat. Em um evento científico na cidade de San Francisco (EUA), o professor Faria conversou com a coordenadora do programa de university chapters da Materials Research Society (MRS), que era nada menos que Mildred Dresselhaus, cientista internacionalmente renomada por seus trabalhos com nanomateriais de carbono, falecida em 2017. Um ano depois dessa conversa, o Programa UCs da SBPMat estava funcionando com 4 unidades ativas.

Antes de encerrar a sua fala, Faria convidou os membros dos UCs a pensarem sobre a relação da pesquisa em materiais com o desenvolvimento do Brasil e os problemas dos brasileiros, para achar soluções à contradição entre as riquezas naturais do país e a baixa qualidade de vida de grande parte de sua população.

O impacto social da pesquisa também foi abordado na palestra do professor Eduardo Martinelli (UFRN), diretor científico da SBPMat e coordenador da área de Materiais na CAPES. Martinelli compartilhou o trabalho que a CAPES tem feito para criar métricas que revelem de forma objetiva os impactos gerados pelos cursos de pós-graduação na qualidade de vida das pessoas. “A sociedade investe em nós, pesquisadores, e nós precisamos lhe responder de que maneira a beneficiamos”.

Essa preocupação apareceu também nas apresentações dos UCs, nas ações destinadas a mostrar aos leigos a presença e a importância da ciência na vida cotidiana.

Diversidade, representatividade e multidisciplinaridade

Contando com unidades em todas as regiões brasileiras, membros de diferentes grupos étnicos e uma boa proporção de mulheres nas diretorias, o programa UCs se aproxima bastante do ideal de diversidade e representatividade. Todavia, esses dois conceitos foram intensamente debatidos ao longo do evento, começando pela palestra de abertura, a cargo da professora Mônica Cotta (UNICAMP), presidente SBPMat (a primeira mulher a ocupar esse cargo na Sociedade). “Não é por acaso que temos hoje duas mulheres na abertura do encontro, a presidente da Sociedade e a coordenadora do evento”, notou o professor Petrus Santa Cruz (UFPE), tutor do UC que organizou o evento.

Na palestra, a professora Cotta também falou sobre a função das sociedades científicas e, em particular, sobre o passado, presente e futuro da SBPMat. “Para mim, o futuro está relacionado aos university chapters, porque são seus membros que conseguem se comunicar melhor com as novas gerações”, disse ela. A presidente mostrou que a história da SBPMat é ligada ao caráter fortemente multidisciplinar da pesquisa em materiais, que requer a fusão do conhecimento de físicos, químicos, biólogos, engenheiros, médicos e outros profissionais.

Pertencentes a uma geração mais habituada à abordagem multidisciplinar, os membros dos chapters incluíram o assunto com naturalidade nas suas apresentações, nas quais apareceram seus esforços por nuclear estudantes de diferentes áreas do conhecimento.

Resultados

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O resultado mais evidente do evento foi possibilitar que cada UC conhecesse as outras unidades. Na avaliação da equipe organizadora, o encontro permitiu refletir sobre a efetividade dos projetos próprios e alheios, e as possibilidades de adaptação de cada ação às diversas realidades do país. “Destaco a troca de experiências e ideias entre os vários UCs, que refletem a pluralidade cultural da sociedade brasileira e das várias áreas que integram a comunidade de materiais”, diz a professora Mônica Cotta, presidente da SBPMat, que participou de todo o evento.

O I ENUC também foi gerador de projetos conjuntos. “Sem sombra de dúvidas, o ENUC promoveu de forma inédita a integração entre os vários UCs do nosso programa, a qual já pode ser vista em termos práticos com a organização em rede de um ciclo de webinários, que foi fruto do evento”, diz o professor Newton Barbosa, coordenador nacional do Programa UCs, que também acompanhou o evento na íntegra.

Além disso, o evento propiciou um contato mais profundo dos membros do programa com a diretoria da SBPMat e com outras pessoas que atuam ou atuaram na Sociedade. “Foi muito motivador poder observar a maturidade, o compromisso e o envolvimento destes alunes com os valores que partilhamos na SBPMat, e na área acadêmica em geral, como o respeito à ciência e ao método científico, a valores éticos, à diversidade e representatividade em todos seus aspectos”, expressa a presidente da Sociedade.

Outro importante resultado do I ENUC, na visão do professor Barbosa, foi o de ter aperfeiçoado a ideia do que é ser membro de um UC da SBPMat. “Ser parte de um chapter é, já na mais tenra idade científica, participar das discussões dos macroproblemas da Ciência e Engenharia de Materiais. Ser capaz de pensar e propor, de forma profissional e respeitosa, soluções para estes problemas. Ir além da bancada do laboratório e se tornar um profissional com múltiplas habilidades”, resumiu o coordenador do programa.

Comunicação e patrocínios
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O evento também contou com uma palestra de Verónica Savignano, responsável por Comunicações na SBPMat. A jornalista científica apresentou todos os canais de comunicação da SBPMat, seus públicos e conteúdos, visando abrir possibilidades de interação com os UCs. Ao falar para uma geração muito mais acostumada que as anteriores à divulgação (via redes sociais), a jornalista procurou gerar uma reflexão sobre os critérios e diretrizes (éticos, estéticos e técnicos) que devem nortear o trabalho de comunicação. No momento das perguntas, a discussão girou em torno dos conceitos de desinformação, infodemia, pseudociência e fake news.

Finalmente, em outra palestra convidada, Rosely Maier Queiroz, ex-diretora financeira do UC-UFPE, compartilhou um passo-a-passo de como conseguir patrocínio e gerenciar o orçamento dos projetos dos UCs, com dicas específicas para este momento de pandemia e crise econômica.

Independência, tecnologia e luta

“Acho que a data deste evento é simbólica, pois a independência de um país depende da independência tecnológica”, disse o professor Petrus Santa Cruz, ao abrir o encontro. “Neste ano não tem desfile da Independência por causa da pandemia, mas tem um alerta de luta, a luta pela educação, pela ciência, pela redução das desigualdades sociais”, disse Karolyne, encerrando o evento.

O evento foi gravado e está disponível no canal do UC-UFPE no YouTube.

University Chapters: ciclo de webinários.


barra_UCs-fundo branco-1200 pxO Programa University Chapters da SBPMat promoverá webinários durante os meses de outubro e novembro. Cada chapter será responsável pela organização de um webinário. As palestras se propõem atender não só o público universitário, mas também todas as pessoas que tenham interesse sobre a temática.

Dentro dessa proposta, o UC-UFPE dará início ao ciclo com um webinário sobre empreendedorismo com foco na criação de startups com Edson Mackeenzy, conhecido como um dos principais incentivadores do ecossistema de startups do Brasil.

Veja a programação com as palestras confirmadas até o momento:

 

UC-UFPE

Título: COMO AS STARTUPS ESTÃO TRANSFORMANDO AS ORGANIZAÇÕES.

Palestrante: Edson Mackeenzy.

Data e horário: Segunda-feira, 05/10/2020 às 18h.

Através do Zoom (link aqui) e Youtube (link aqui).

 

UC – Caxias do Sul

Título: BIOMATERIAIS E SUA COMPATIBILIDADE COM A ENGENHARIA DE MATERIAIS.

Palestrante: Prof. Dra. Jadna Catafesta (coordenadora dos cursos de Engenharia de Materiais e Polímeros) – Universidade Caxias do Sul, RS.

Data e horário: 15/10/2020 às 20h.

Através do Zoom (link aqui).

 

UC – Catalão

Título: MINERAÇÃO ESPACIAL (Nome da palestra ainda será definido)

Palestrante: Dr. André Carlos Silva

Data e horário: 23/10/2020 às 15h.

Através do Zoom (link aqui).

 

 

UC – Teresina

Título: INTELIGENCIA ARTIFICIAL E MATERIAIS

Palestrante: Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Jr.- Instituto de Física de São  Carlos – USP

Data e horário:

Através do Zoom (link aqui).

 

Artigo em destaque: Perovskitas aditivadas para células solares mais estáveis.


Esquema da célula solar de perovskita desenvolvida pela equipe brasileira.
“Sanduíche” de materiais que forma a célula solar de perovskita desenvolvida pela equipe brasileira.

Graças às contribuições de grupos de pesquisa de diversos países, as células solares baseadas em perovskitas tornaram-se rapidamente competitivas em termos de eficiência de conversão de energia – a porcentagem de energia solar que é convertida em energia elétrica – alcançando valores acima de 25%. Infelizmente, a boa eficiência conquistada para essas células solares não se mantém ao longo de seu tempo de uso, principalmente por causa da instabilidade da sua camada ativa. Composta por materiais da família das perovskitas, essa camada do “sanduíche” de materiais que forma uma célula solar é a responsável por absorver a luz. Face à umidade, e até mesmo à própria luz, a perovskita se degrada e atenta contra a vida útil da célula solar.

O problema tem ocupado muitos pesquisadores da área, entre eles, os do Laboratório de Nanotecnologia e Energia Solar (LNES), da Unicamp, liderado pela professora Ana Flávia Nogueira. Em pesquisa recentemente reportada no Journal of Materials Chemistry C (fator de impacto 7,059), membros do LNES conseguiram produzir filmes de perovskita mais estáveis frente à umidade e iluminação. Com eles, fabricaram células solares que apresentaram perdas de eficiência menores ao longo do tempo.

A adição do copolímero P(EO/EP) melhorou a estabilidade da perovskita de MAPbI3.
A adição do copolímero P(EO/EP) melhorou a estabilidade da perovskita de MAPbI3.

A estratégia adotada foi a de adicionar à perovskita um composto que lhe outorga estabilidade sem interferir negativamente na sua estrutura cristalina, da qual emergem propriedades essenciais para seu uso em células solares. O aditivo escolhido, um copolímero (polímero formado por dois monômeros diferentes), foi adicionado em diferentes concentrações à solução de iodeto de chumbo e iodeto metilamônio, a qual, ao cristalizar, forma um filme de perovskita modificado e mais estável.

Os pesquisadores usaram a técnica de spin coating para preparar filmes de perovskita pura e de perovskita “aditivada”. Em um teste de degradação do material, os autores expuseram as amostras à luz e umidade ambiente durante nove dias e observaram sua degradação, que ficou visível a olho nu pelo amarelamento dos filmes, cuja cor original é quase preta. Nas amostras com aditivo, a degradação foi retardada em alguns dias com relação às amostras de perovskita pura.

Outro teste realizado pela equipe mostrou a capacidade dos filmes de se regenerarem após uma degradação inicial provocada pela exposição a um umidificador. As amostras aditivadas não apenas se degradaram menos, como também se regeneraram de forma espontânea, quase totalmente, trinta segundos após a retirada da fonte de umidade – um fenômeno conhecido como healing– como pode ser visto neste vídeo.

“Neste trabalho foi demonstrado que a incorporação de um copolímero a base de poli(óxido de etileno) à camada de perovskita consegue retardar e, em alguns casos, até reverter o processo de degradação do filme frente a umidade e iluminação”, resume Jeann Carlos da Silva, coautor do artigo.

boxPara estudar detalhadamente a estrutura e composição dos filmes, os autores usaram uma série de técnicas de caracterização, inclusive uma técnica de difração de raios X (in situ GWAXS), disponível no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que permitiu monitorar o processo de fabricação dos filmes. A partir do conjunto de resultados da caracterização, os autores conseguiram explicar o mecanismo que gera o efeito protetor nos filmes de perovskita aditivados. De acordo com eles, o efeito ocorre, principalmente, devido à interação que o copolímero realiza, por meio de ligações de hidrogênio, com o cátion metilamônio da perovskita. Nos filmes não aditivados, luz e umidade fazem com que parte do metilamônio passe ao estado gasoso e acabe saindo da estrutura da perovskita, gerando a degradação, parcialmente irreversível.  Já nos filmes aditivados, o copolímero consegue reter o metilamônio, o que gera filmes mais estáveis e com maior capacidade de regeneração.

“Desse estudo, também foi possível investigar a dinâmica de cristalização da perovskita contendo o copolímero e entender os mecanismos de formação perovskita/copolímero em condições de umidade e iluminação”, destaca Francineide Lopes de Araújo, coautora do artigo. “Além disso, através do uso de técnicas de caracterização como a difração de raios-X in situ, o trabalho explora uma área importante para a compreensão do material, oferecendo uma enorme contribuição para a comunidade científica e abrindo novas perspectivas de investigações sobre a aplicação de polímeros no processo de formação e fabricação de células solares de perovskita”, completa.

Finalmente, a equipe científica fabricou células solares usando os filmes de perovskita com e sem aditivo como camada ativa, e comparou sua eficiência de conversão de energia. Inicialmente, a presença do copolímero diminuiu a eficiência dos dispositivos, já que, por ser um material isolante, ele prejudica a transferência de cargas elétricas. Contudo, nos testes de estabilidade, nos quais os dispositivos foram expostos a umidade e luminosidade durante vinte dias, as células de perovskita aditivada tiveram melhor desempenho.

Em números: enquanto as células solares de perovskita pura iniciaram com 17% de eficiência e mantiveram 47% desse valor no final do teste, os dispositivos de perovskita contendo 1,5 mg mL-1 % de copolímero tiveram uma eficiência inicial de cerca de 15%, mas mantiveram 68% dela depois dos 20 dias de teste.

“O problema da estabilidade das células solares de perovskita infelizmente não pôde ser solucionado de maneira definitiva através dessa pesquisa, no entanto, foi explorada uma importante via de proteção do material, principalmente contra exposição agressiva à umidade e iluminação, que futuramente pode ser combinada com outros mecanismos de proteção”, resume Jeann Carlos da Silva. “A pesquisa também reforça a viabilidade de se incorporar compostos extrínsecos à perovskita como agentes de proteção”, completa.

Este trabalho foi iniciado no LNES em 2016, no mestrado de Jeann Carlos da Silva, logo após o desenvolvimento, nesse mesmo laboratório, do primeiro protótipo de célula solar de perovskita do Brasil. A pesquisa foi finalizada através da colaboração da pós doutoranda Francineide Lopes de Araújo e de outros membros e ex-membros do grupo, sempre sob orientação da professora Ana Flávia.

O estudo contou com financiamento das agências brasileiras FAPESP, CNPq e CAPES, e é tema do projeto “Células Solares de Perovskita para Fotossíntese Artificial” do Center for Innovation on New Energies (CINE) com apoio da Shell e da Fapesp.

Autores do artigo. A partir da esquerda: Jeann Carlos da Silva, Francineide Lopes de Araújo, Rodrigo Szostak, Paulo Ernesto Marchezi, Raphael Fernando Moral, Jilian Nei de Freitas e Ana Flávia Nogueira.
Autores do artigo. A partir da esquerda: Jeann Carlos da Silva, Francineide Lopes de Araújo, Rodrigo Szostak, Paulo Ernesto Marchezi, Raphael Fernando Moral, Jilian Nei de Freitas e Ana Flávia Nogueira.

Homenagem de sócio da SBPMat ao prof. Larry Thompson.


Atrás e à esquerda, Petrus Santa Cruz (UFPE) ao lado de Larry Thompson (UMD). À frente, Osvaldo Serra e Vitória Lakatos (USP) durante o workshop de 40 anos de cooperação internacional “Larry Thompson e o Brasil”, em 2009 no DQF/UFPE.
Atrás e à esquerda, Petrus Santa Cruz (UFPE) ao lado de Larry Thompson (UMD). À frente, Osvaldo Serra e Vitória Lakatos (USP) durante o workshop de 40 anos de cooperação internacional “Larry Thompson e o Brasil”, em 2009 no DQF/UFPE.

[Texto do professor Petrus Santa Cruz (DQF/UFPE), sócio da SBPMat.]

Alguns pesquisadores fizeram a diferença pelas contribuições dadas na consolidação de importantes áreas da Ciência no Brasil. No caso do Prof. Larry Clark Thompson, da Universidade de Minnesota-Duluth, será sempre lembrado não somente pela sua importância para a área dos compostos de coordenação no país, mas também pela sua generosidade. Durante o workshop “Larry Thompson e o Brasil” realizado para comemorar 40 anos de cooperação internacional em 2009, foi relembrado o início de suas contribuições na ciência brasileira em 1970, quando recebeu os professores Gilberto Sá (DQF/UFPE) e Oswaldo Serra (USP/Ribeirão Preto) em seu Grupo nos EUA, resultando em colaborações que se estenderam durante toda a sua vida acadêmica.

Ao longo dos últimos 50 anos, vários foram os episódios marcados por sua generosidade. Em  2002 o Prof. Thompson participou de banca de tese no DQF/UFPE sobre trabalhos pioneiros na exploração da degradação de seus complexos de lantanídeos, que resultou em dispositivo inovador para dosimetria de radiação UV, mas antes de participar da banca, Thompson hospedou a doutoranda em sua residência em Minnesota-Duluth, para que ela mostrasse a ele em seu laboratório, que os complexos realmente se degradavam sob ação da radiação UV, dando origem a uma nova linha de pesquisa de dispositivos para prevenção de câncer de pele, atualmente explorados para monitoramento individual de vitamina D em projeto do programa Sibratec Nano. Várias outras aplicações utilizam como parte ativa materiais luminescentes derivados de seus trabalhos.

Thompson esteve pela última vez no Brasil em 2017, mas infelizmente as circunstâncias impediram este ano a realização do workshop “Larry Thompson e o Brasil”, dos 50 anos de colaborações. Partiu aos 85 anos no último dia 15 de agosto, deixando muitas lembranças.

Prof. Petrus Santa Cruz (DQF/UFPE)

Chamada de simpósios temáticos do evento da SBPMat e IUMRS está aberta até 2 de novembro.


A Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat/ B-MRS) e a União Internacional de Sociedades de Pesquisa em Materiais (IUMRS) convidam a comunidade científica a enviar propostas de simpósio para o evento conjunto sobre pesquisa em materiais que ocorrerá de 29 de agosto de 2 de setembro de 2021.

logo2021b_400pxEstá aberta, até 2 de novembro de 2020, a chamada de propostas de simpósio para o evento que reunirá o XIX B-MRS Meeting (evento anual da SBPMat/B-MRS) e o IUMRS – ICEM (décima sétima edição da conferência internacional sobre materiais eletrônicos organizada bienalmente pela IUMRS).

O evento, inicialmente agendado para ocorrer em 2020, foi adiado em função da pandemia, e será realizado de 29 de agosto a 2 de setembro de 2021. O local permanece o mesmo: o Rafain Palace Hotel and Conventions, localizado em Foz do Iguaçu (Brasil), cidade turística próxima à fronteira com a Argentina e o Paraguai, que serve de base para as visitas às Cataratas do Iguaçu e para os outros atrativos dos entornos.

As propostas de simpósio podem ser submetidas por equipes de pesquisadores, de preferência de composição internacional, que desejem organizar um simpósio temático dentro do evento. As propostas que tinham sido enviadas e aprovadas para o evento de 2020 também deverão ser ressubmetidas. “Todas as propostas de simpósios precisarão ser enviadas até o prazo limite, incluindo aquelas que haviam sido aceitas para o evento de 2020”, reforça o professor Gustavo Dalpian, coordenador do evento. “Os organizadores dos simpósios que haviam sido aprovados anteriormente notarão, ao acessarem o sistema, que os dados da proposta de 2020 foram automaticamente copiados para o evento de 2021. Desta forma, os organizadores poderão fazer os ajustes necessários e ressubmeter, mas sem ter que entrar tudo novamente”, completa.

Como ocorre em todas as edições do B-MRS Meeting, o evento abrangerá um amplo leque de temas de Ciência e Tecnologia de Materiais, com uma ênfase especial em materiais eletrônicos, devida ao IUMRS ICEM. São bem-vindas, portanto, propostas de simpósios em temas relativos a todos os tipos de materiais, do design e síntese até as aplicações.

Para submeter uma proposta de simpósio, basta preencher, em idioma inglês, o formulário online disponível em http://sbpmat.org.br/proposed_symposium/.

Os simpósios constituirão o eixo principal do evento junto às palestras plenárias, as quais contarão com cientistas internacionalmente destacados que já confirmaram presença: Alex Zunger (University of Colorado Boulder, EUA), Edson Leite (LNNano, Brasil), Hideo Hosono (Tokyo Institute of Technology, Japão), John Rogers (Northwestern University, EUA), Luisa Torsi (Università degli Studi di Bari “A. Moro”, Itália), Tao Deng (Shanghai Jiaotong University, China) e Thuc-Quyen Nguyen (University of California Santa Barbara, EUA). A tradicional Palestra Memorial Joaquim da Costa Ribeiro será proferida por Cid Bartolomeu de Araújo (UFPE, Brazil).

As propostas de simpósio serão avaliadas pelo comitê do evento, e, até o final de 2020, será divulgada a lista dos simpósios aprovados. No dia 1º de fevereiro de 2021, será aberta a chamada de trabalhos, os quais deverão ser submetidos dentro dos simpósios temáticos. Os organizadores dos simpósios serão responsáveis pela avaliação dos resumos submetidos e pela programação do simpósio.

O evento conjunto XIX B-MRS Meeting + IUMRS ICEM 2021 é coordenado pelos professores Gustavo Martini Dalpian (UFABC) na coordenação geral, Carlos Cesar Bof Bufon (LNNANO) na coordenação de programa e Flavio Leandro de Souza (UFABC) como secretário geral. No comitê internacional, o evento conta com cientistas da América, Ásia, Europa e Oceania.

As últimas edições do B-MRS Meeting reuniram entre 1.100 e 2.000 participantes de vários países do mundo, que apresentaram seus trabalhos dentro dos simpósios.

Veja o site do evento: https://www.sbpmat.org.br/19encontro/ .

Cataratas do Iguaçu. By Martin St-Amant (S23678) - Own work, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3946052
Cataratas do Iguaçu. By Martin St-Amant (S23678) – Own work, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3946052

Pós-doutorado em Biofotônica no CEPOF, IFSC – USP.


PÓS DOUTORADO (4 vagas disponíveis) Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica – CEPOF Instituto de Física de São Carlos– Universidade de São Paulo Brasil

O CEPOF está procurando por excelentes candidatos de qualquer nacionalidade, com experiência em BIOFOTÔNICA, em um ou mais tópicos listados a seguir:

– Avanços em Terapia Fotodinâmica

– Controle de microrganismos utilizando estratégias fotônicas

– Fotobiomodulação

– Fotoimunoterapia para câncer e microorganismos

– Novos fotossensibilizadores derivados de moléculas naturais para Terapia Fotodinâmica

– Síntese orgânica e reações fotocatalíticas

– Agricultura digital (métodos e sensores)

– Segurança ambiental e alimentar

– Biofotônica quântica

– Foto diagnóstico usando imagens e espectroscopia

– Instrumentação óptica para dispositivos médicos

– Inteligência artificial, imageamento e análise de dados

A descrição dos projetos pode ser encontrada em http://cepof.ifsc.usp.br

O candidato desenvolverá pesquisa em um dos laboratórios do CEPOF.

Os projetos visam investigar aspectos inovadores em Biofotônica para projetar novas aplicações ópticas em Ciências da Vida. Esperamos gerar novos conhecimentos nos tópicos de interesse.

O candidato deve ter obtido título de Doutor em Física, Biologia, Engenharia, Química, Ciências Biomédicas, e áreas relacionadas, nos últimos 5 anos.

Documentos necessários (a ser enviados por email para cristina@ifsc.usp.br):

– Duas cartas de recomendação

– CV com lista de publicações e expertise

– Declaração de uma página sobre o interesse (deixar claro o(s) tópico(s) de interesse específico)

– Nome e informações de contato dos provedores das cartas de recomendação.

Inscrições até o dia 10 de Outubro de 2020.

Os candidatos selecionados iniciarão suas atividades em Janeiro-Fevereiro de 2021.

O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 7.373,10 mensais e Reserva Técnica equivalente a 15% do valor anual da bolsa para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa

Pesquisadores sem remuneração: Olívia Carr.


Olívia: de volta à casa dos pais depois de ter desenvolvido um sensor para detecção precoce de doenças.

Olívia Carr no laboratório de pesquisa durante seu doutorado, no final de 2018.
Olívia Carr no laboratório de pesquisa durante seu doutorado, no final de 2018.

O câncer de cabeça e pescoço atinge milhares de brasileiros todos os anos. Cerca de 60% dessas pessoas são diagnosticadas tardiamente, o que diminui sua qualidade de vida e dificulta o tratamento. Em seu doutorado em Ciências e Engenharia de Materiais, realizado na USP, Olívia Carr gerou um sensor de baixo custo capaz de detectar a propensão de um ser humano a desenvolver esse câncer.

O trabalho de Olívia foi destacado na capa de um renomado periódico científico internacional (o Talanta), além de gerar um pedido de patente e outros artigos publicados. E mais. A tecnologia desenvolvida nesse trabalho poderia ser adaptada para detectar outras doenças, inclusive a Covid-19.

Olívia, que tem 30 anos, deseja continuar fazendo contribuições à sociedade por meio da pesquisa, que é a atividade profissional que mais gosta de fazer e para a qual se capacitou durante uma década. Porém, desde o final do doutorado, em novembro do ano passado, ela só tem visto portas se fechando.

Inicialmente, a recém-doutora recebeu, com muito entusiasmo, três propostas para realizar pós-doutorado em projetos de empresas, mas duas delas caíram por conta da pandemia (as empresas preferiram não fazer esse investimento no novo cenário) e a terceira não vingou por outros motivos. A jovem doutora participou, então, de uma chamada do CNPq (principal agência federal de financiamento à pesquisa) para projetos relacionados ao combate da Covid-19, na qual ganharia uma bolsa. Contudo, o projeto não foi aprovado para receber financiamento. Depois dessas primeiras frustrações, Olívia continuou participando de processos seletivos em instituições de pesquisa e enviou seu currículo para empresas do Brasil que têm área de pesquisa e desenvolvimento. Infelizmente, não teve sucesso.

Em paralelo, para se manter ativa e dar sequência à carreira, ela tem trabalhado junto a antigos e novos colaboradores, escrevendo artigos científicos e um capítulo de livro acadêmico para publicação. Tudo sem receber remuneração, motivo pelo qual a jovem teve que voltar à casa dos pais na cidade de Rio Claro (SP), da qual tinha saído para fazer o doutorado em São Carlos.

Mas não é a primeira vez que Olívia passa por apertos financeiros para poder atuar em pesquisa. Nos quatro anos de doutorado, passou mais da metade do tempo sem bolsa. E aqui vale a pena fazer um esclarecimento, pois se engana quem pensa que o doutorando ganha bolsa para ter mais tempo para o estudo ou o ócio. O doutorado é, na maior parte dos casos, uma atividade de tempo integral, que inclui tanto a formação teórica do estudante (as disciplinas cursadas) quanto seu treinamento prático (a pesquisa de doutorado). Além disso, a pesquisa de doutorado é, muito além de um treinamento, um trabalho científico completo, cujos resultados contribuem ao avanço da ciência mundial e à inovação industrial.

Até o momento, Olívia não desistiu de ser pesquisadora, profissão que a encantou já no final da graduação em Física, quando conheceu o dia-a-dia de um laboratório de pesquisa. Todavia, depois de 10 meses sem remuneração, esta profissional da ciência, capacitada para desenvolver dispositivos que podem ter grande impacto na saúde das pessoas, começa a avaliar outras opções, como dar aulas de Física.

Processo seletivo para mestrado em Nanociência, Processos e Materiais Avançados na UFSC – Campus Blumenau.


Estão abertas as inscrições para a seleção de candidatos para o Mestrado Acadêmico em Nanociência, Processos e Materiais Avançados da Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Blumenau. O candidato deverá realizar sua inscrição online (no endereço https://adm.blumenau.ufsc.br/ppgnpmat/até 14 de outubro de 2020. A seleção dos candidatos será realizada por meio de: Proposta de Pesquisa (Peso: 50% – Caráter eliminatório e classificatório) e Análise Curricular (Peso: 50% – Caráter classificatório).

O mestrado contempla uma área de concentração (Nanociência, Processos e Materiais Avançados) e duas linhas de pesquisa (Materiais, Processos e Transformações e Nanociência e Nanotecnologia), que visam ampliar as discussões e a compreensão do conhecimento na interface entre Física, Química, Ciência e Engenharia dos Materiais.

Estão sendo ofertadas 12 vagas para matrícula no segundo semestre letivo de 2020 do PPGNPMat, que terá início a partir de 30 de novembro deste ano. Para se candidatar às vagas, é necessário ter curso de graduação completo, ou ter previsão de conclusão até 26 de fevereiro de 2021.

Edital e maiores informações, acesse: http://ppgnpmat.blumenau.ufsc.br/

Contato: ppgnpmat@contato.ufsc.br / (48) 3721-3336 (Telefone e WhatsApp)

Cursos de extensão e de especialização EaD em Nanociências.


Curso de Extensão: Nanociências e Nanotecnologia para Iniciantes – EaD

A Universidade Franciscana (UFN)/Santa Maria – RS e o INCT de Nanomateriais de Carbono estão ofertando o curso de Extensão/Capacitação profissional em Nanociências e Nanotecnologia para Iniciantes na modalidade EaD com carga horária de 20h.

Podem se inscrever estudantes e professores das diversas áreas do conhecimento que tenham interesse na área de Nanociências/Nanotecnologia.

Inscrições até o dia 28 de setembro de 2020.

O link para informações e inscrições é https://www.ufn.edu.br/site/extensao/capacitacao-profissional/nanociencias-e-nanotecnologia-para-iniciantes

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Curso de Especialização em Ensino de Nanociências e Nanotecnologia totalmente em formato EaD

A Universidade Franciscana (UFN)/Santa Maria – RS e o INCT de Nanomateriais de Carbono estão ofertando o curso de Especialização (lato sensu) em Ensino de Nanociências e Nanotecnologia na modalidade EaD com carga horária de 360h e duração de 12 meses.

Podem se inscrever professores da Educação Básica e Superior ou demais graduados com interesse em atuar no Ensino de Nanociências e Nanotecnologia.

Inscrições até o dia 21 de setembro de 2020.

Início das aulas no dia 22 de setembro de 2020.

A turma já está confirmada e ainda possui vagas disponíveis!

O link para informações e inscrições:

https://www.ufn.edu.br/site/ead/cursos/especializacao/ensino-de-nanociencias-e-nanotecnologia-ead/