Pós-doutorado na Alemanha.

Oportunidade de pós-doutoramento em projeto internacional entre o Grupo de Química de Materiais Híbridos e Inorgânicos do Instituto de Química de São Carlos da USP, com a Faculdade de Odontologia de Piracicaba da UNICAMP, a Universidade Tecnológica Federal  do Paraná, a Universidade Goethe Frankfurt am Main e o Instituto Fraunhofer de Materiais Avançados em Bremen, Alemanha.

Temática do projeto de pós-doutorado: Revestimentos de Hidroxiuretanas para implantes de poliéter-éter-cetona (PEEK) modificados com enzimas.

Duração da bolsa: 10 meses.

Início da bolsa: fevereiro ou março de 2020.

Agência de Fomento: CAPES, edital Probral I.

Local do Pós-doutoramento: IFAM,  Bremen, Alemanha.

Qualificação: Possuir título de doutor válido em território nacional, proficiência em Inglês comprovada por teste reconhecido pela CAPES, ter realizado o doutorado em Química Inorgânica, Físico-Química, Química Orgânica (Síntese), Química de Polímeros, Engenharia ou Ciências dos Materiais, Engenharia Química ou Engenharia Biomédica.

Supervisores: Prof. Ubirajara Pereira Rodrigues Filho, Prof Kelen R de Aguiar e Dr Klaus Rischka.

Contatos: ubirajara@usp.br   – indicar na linha de assunto a temática do projeto.

Enviar CV resumido de até duas páginas e carta de motivação para participar do projeto.

Da ideia ao mercado: Insumos nanotecnológicos que espalham inovação.

logo innomaNeste mês de julho de 2019, a Innoma – Innovative Materials está prestes a realizar a primeira venda de seu primeiro produto, um insumo nanotecnológico com propriedades antimicrobianas que pode viabilizar inovações nas indústrias cosmética, têxtil, de tintas, de embalagens e muitas outras.

A origem da startup remonta a 2015. Nesse momento, Tiago Hilário Ferreira era um bolsista de pós-doutorado que acumulava mais de 10 anos de vida acadêmica, além de uma experiência empreendedora de três anos como dono de uma pizzaria. Na graduação, Tiago tinha estudado Farmácia na UFMG. No mestrado e doutorado em Ciência e Tecnologia dos Materiais, realizados no CDTN, ele pesquisara a produção e as propriedades de cilindros de diâmetro nanométrico compostos por átomos de nitrogênio e boro, os nanotubos de nitreto de boro. No pós-doc ele tinha utilizado esse material para desenvolver um sistema capaz de encontrar tumores no organismo e combatê-los de forma mais eficiente. 

Em 2015, o trabalho do pós-doc foi selecionado dentro do programa Inova Minas (iniciativa de agências do governo do estado de Minas Gerais) para ser apresentado em uma mostra cujo objetivo era comunicar à sociedade em geral a relação da ciência mineira com a vida dos cidadãos.  “Nessa oportunidade, eu comecei a entender a necessidade de levar o conhecimento científico para mais próximo da sociedade”, conta Tiago. “Houve uma identificação muito grande e, a partir desse primeiro contato, comecei a buscar iniciativas nesse sentido”. Pouco mais de um ano depois, no início de 2017, Tiago criava a Innoma junto ao engenheiro de materiais Diego Santos de Oliveira, que realizava seu mestrado em Materiais no CDTN com uma pesquisa sobre nanomateriais para aplicações em saúde.

O impulso inicial para criar a startup, conta Tiago, foi a possibilidade de participar de dois programas mineiros de apoio ao surgimento e desenvolvimento de startups: o BioStartupLab e o FiemgLab. A Innoma foi selecionada pelos dois programas em 2017 para fazer uma capacitação inicial, chamada de pré-aceleração. Inicialmente, a ideia dos sócios era produzir, em escala industrial, as nanopartículas de nitreto de boro para pesquisa científica e para uso em terapias de combate ao câncer.

Contudo, no final da pré-aceleração, os sócios perceberam que deveriam priorizar projetos com maior viabilidade comercial, e optaram por apostar nos nanoativos de prata. Esses antimicrobianos de alta eficiência, que podem ser incorporados a diversos produtos, possuem atualmente o maior mercado em nível mundial dentre os nanomateriais, segundo dados informados pela Innoma. 

Para desenvolver a tecnologia mais adequada à produção do nanoativo, os sócios se apoiaram nos conhecimentos adquiridos durante sua formação acadêmica e firmaram uma parceria com a PUC Minas para utilizar laboratórios de Físico-química. O produto gerado foi uma dispersão aquosa de nanopartículas de prata que, segundo o Tiago, se destaca pela grande estabilidade e pela alta concentração do ativo.  

Depois de proteger por meio de patentes depositadas a rota química desenvolvida, a startup optou por terceirizar a produção industrial dos nanoativos. Dessa maneira, a Innoma, que até o momento vem trabalhando com capital próprio e com uma equipe interna formada, apenas, pelos dois sócios-fundadores, garante baixos custos operacionais e alta capacidade produtiva. “Firmamos parceria com uma importante indústria química que possui todos os certificados e registros exigidos, além de estruturas operacional e tecnológica aptas a atender os mais rigorosos padrões de qualidade”, explica Tiago.

Hoje, enquanto comercializa seu primeiro produto, a Innoma trabalha nos próximos lançamentos: nanoativos baseados em cobre, zinco e ouro, que prometem beneficiar segmentos diversos da indústria nacional.

Sócios fundadores da Innoma: Diego Santos de Oliveira (esquerda) e Tiago Hilário Ferreira (direita).
Sócios fundadores da Innoma: Diego Santos de Oliveira (esquerda) e Tiago Hilário Ferreira (direita).

Veja nossa entrevista com Tiago Hilário Ferreira, que atua como diretor executivo na Innoma.

Boletim da SBPMat: – Quais foram os fatores mais importantes no sentido de viabilizar a criação e desenvolvimento da startup?

Tiago Hilário: – O aprendizado adquirido durante o processo de pré-aceleração foi muito importante para o início da modelagem do negócio. As validações com potenciais clientes direcionaram os nossos esforços. A operação inicial com o custo fixo mais baixo possível possibilitou que a nossa empresa se mantivesse ativa neste período de pré-faturamento.  

Boletim da SBPMat: – Quais foram as principais dificuldades enfrentadas até o momento pela startup?

Tiago Hilário: – Quando se cria uma empresa do zero as dificuldades são diárias, o famoso “matar um leão por dia”. O processo de desenvolvimento do produto e adequação ao mercado até o momento foram as etapas mais complicadas.

Boletim da SBPMat: – Qual é, na sua visão, a principal contribuição da startup para a sociedade?

Tiago Hilário: – Trabalhamos para fornecer nanoativos de alta eficiência para o mercado nacional, tornando possível a utilização destes materiais em novos produtos que até então não possuíam viabilidade comercial.

Ao disponibilizar para o mercado uma tecnologia habilitadora, e conforme as diretrizes do MCTIC, esperamos promover o aumento do desempenho humano, seus processos e produtos, qualidade de vida e justiça social. 

Boletim da SBPMat: – Qual é sua meta/ seu sonho para a startup?

Tiago Hilário: – A meta é que a INNOMA se estabeleça como empresa ainda nesse ano, para que os sócios possam se dedicar integralmente a ela. O nosso sonho é ser referência nacional neste mercado. 

Boletim da SBPMat: – Deixe uma mensagem para nossos leitores do boletim e seguidores das redes sociais que avaliam a possibilidade de criar uma startup.

Tiago Hilário: Tenho três conselhos para quem pretende criar um startup:

– O processo é lento. Normalmente leva mais tempo do que o esperado e você precisa estar preparado para isso.

– Muito dinheiro atrapalha tanto quanto pouco. Com muito recurso, os sócios tendem a atropelar as validações e fazer investimentos errados. Com muito pouco, o projeto se torna inviável.

– A equipe é o mais importante. A gente tende a acreditar que a ideia é o principal, mas uma equipe forte e motivada é o fator que faz mais diferença no sucesso de uma startup.

Nota Pública da SBPMat.

A diretoria e o conselho da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) se solidarizam com o Diretor do INPE, Prof. Ricardo Magnus Osório Galvão, sobre comentários infundados do Sr. Presidente Jair Bolsonaro. Se o Presidente tivesse o cuidado de verificar o trabalho do INPE e a trajetória de contribuições do Prof. Ricardo Galvão, jamais teria feito a acusação infundada.

Os órgãos públicos e seus funcionários devem servir ao povo e à Nação, sendo portanto passíveis de críticas e avaliações. É inadmissível, porém, que um Presidente da República faça acusações em público sem mínima verificação. Não é apenas ao Prof. Ricardo Galvão e ao INPE que o Presidente ofende, mas a todos que trabalham em prol do Brasil com geração de conhecimento.

Bolsa de pós-doutorado no CTNano – UFMG em projeto em parceria com a Petrobras em dispositivos de grafeno para sensoriamento de gases.

O Centro de Tecnologia em Nanomateriais – CTNano-UFMG está selecionando 1 (um) pesquisador(a) de nível de Pós-doutorado para atuar em um projeto em parceria com a Petrobras para o desenvolvimento de sensores de gases. O(a) candidato(a) deve ter título de Doutor em uma das seguintes áreas: Química, Física, Engenharia Química, Engenharia Elétrica, Engenharia de Materiais ou áreas afins.

Espera-se que o(a) candidato(a) seja motivado, independente, com capacidade de liderança e tenha experiência em algumas das seguintes áreas:

  • Filmes finos e nanomateriais como nanotubos de carbono, nanofios, grafeno e outros materiais 2D e 1D.
  • Fabricação e processamento de nanodispositivos utilizando técnicas de litografia óptica e eletrônica em ambiente de sala limpa.
  • Caracterização elétrica dos dispositivos.
  • Desenvolvimento de protótipos, instrumentação e programação em Matlab, Labview e afins.
  • Sensoriamento de gases.

O(a) candidato(a) selecionado(a) atuará no desenvolvimento de sensores de gases baseados em dispositivos de grafeno para serem aplicados em diversas etapas da cadeia de produção e processamento do gás natural. O projeto será desenvolvido no Departamento de Física da UFMG e no CTNano-UFMG.

O CTNano-UFMG é referência nacional no desenvolvimento de aplicações utilizando nanomateriais de carbono em compósitos poliméricos, cimentícios, sensores e síntese de nanomateriais. Maiores informações sobre o Centro podem ser obtidas em www.ctnano.org. O Centro está localizado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec), na cidade de Belo Horizonte – MG, e é uma iniciativa dos Departamentos de Física, Química, Microbiologia e da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais.

O valor mensal da bolsa é de R$ 5.379,44, com contrato de um ano e possibilidade de renovação para mais dois anos.

A seleção será feita através da análise eliminatória dos CVs dos(as) candidatos(as). Os(as) aprovados(as) nesta etapa serão chamados(as) para entrevista. Interessados(as) devem enviar CV para Prof. Rodrigo G. Lacerda (rglacerda@gmail.com), com o assunto: “Bolsa pós-doutorado – projeto sensores” até 31/07/2019. Os(as) selecionados(as) serão avisados(as), por email, de sua convocação para entrevista até 06/08/2019.

Seleção para o doutorado em Física da UFSC com oportunidade de bolsa.

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo simplificado para o curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Física da UFSC – Florianópolis, para ingresso no semestre de 2019/2. As inscrições encerram-se no dia 25 de julho de 2019 às 17 horas.

Para participar da seleção o candidato deverá ter realizado alguma das últimas cinco edições do Exame Unificado das Pós-Graduações em Física.

Há disponibilidade de 2 (duas) bolsas de estudo, respeitada a ordem de classificação dos candidatos.

Os editais completos e mais informações estão disponíveis em:

http://ppgfsc.posgrad.ufsc.br/processo-seletivo-mestrado-e-doutorado/

Artigo de sócio da SBPMat é selecionado para coleção da Royal Society of Chemistry.

Prof Oswaldo Luiz Alves
Prof Oswaldo Luiz Alves

O professor Oswaldo Luiz Alves (IQ – Unicamp), sócio da SBPMat, é um dos autores correspondentes de um artigo selecionado para compor uma coleção temática da Royal Society of Chemistry (RSC), comemorativa do Ano Internacional da Tabela Periódica. A coleção, que pode ser acessada aqui, reúne 55 papers sobre sistemas de baixa dimensionalidade baseados em carbono e suas aplicações, publicados entre 2017 e 2019 em alguns periódicos da RSC.

O paper assinado pelo professor Alves junto a outros sete pesquisadores do Brasil reporta a toxicidade e as nanobiointerações de um óxido de grafeno funcionalizado com relação a componentes do sangue humano. O artigo foi inicialmente publicado em 2018 no Journal of Materials Chemistry B e acaba de ser destacado na coleção comemorativa, na qual é disponibilizado na modalidade de acesso aberto.

Referência do artigo: Marcelo de Sousa, Carlos H. Z. Martins, Lidiane S. Franqui, Leandro C. Fonseca, Fabrício S. Delite, Evandro M. Lanzoni, Diego Stéfani T. Martinez  and  Oswaldo L. Alves. Covalent functionalization of graphene oxide with D-mannose: evaluating the hemolytic effect and protein corona formation. J. Mater. Chem. B, 2018,6, 2803-2812. DOI:10.1039/C7TB02997G. Disponível em: https://pubs.rsc.org/en/content/articlehtml/2018/tb/c7tb02997g?page=search (HTML)

Oportunidade de doutorado em membranas com bolsa CNPq na UFPR – ENCERRADA

Chamada encerrada

CHAMADA CNPQ/EQUINOR ENERGIA LTDA. 2018 – FORMAÇÃO DE MESTRES E DOUTORES EM PETRÓLEO, GÁS NATURAL E ENERGIA RENOVÁVEL.

Título do projeto: Síntese e caracterização de membranas poliméricas para aplicação em processos de purificação do gás natural.

Pesquisador responsável: Prof. Dr. Daniel Eiras

Responsabilidades do bolsista:
• Produzir membranas através do método de inversão de fases.
• Caracterizar a permeabilidade a gases e a morfologia das membranas.
• Realizar outros ensaios de caracterização pertinentes ao projeto (DSC, DMA, TGA, FTIR, DRX).

Formação Acadêmica: Desejável formação em Engenharia Química, Engenharia de Materiais, Física ou Química.

Experiência: Desejável experiência em laboratório de polímeros (experiência prática). Especificamente processamento, síntese e/ou caracterização de polímeros.

Outras informações: O projeto irá envolver atividades de laboratório, portanto o(s) candidato(s) deve(m) ter interesse e disposição para realizar trabalhos experimentais.

Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência de Materiais: O bolsista deverá matricular-se no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência de Materiais (PIPE/UFPR). As informações sobre o processo seletivo e sobre o programa podem ser encontradas no site do programa. (http://www.tecnologia.ufpr.br/portal/pipe/)

XVIII Encontro da SBPMat: descontos nas inscrições.

logo médioAs inscrições ao XVIII Encontro da SBPMat/B-MRS Meeting (Balneário Camboriú, 22 a 26 de setembro de 2019) estão abertas no site do evento e têm valores diferenciados (com desconto) até 2 de agosto 9 DE AGOSTO (PRORROGADO). Além disso, inscrições no local evento (sem desconto) estarão disponíveis durante todo o encontro.

Entre os participantes de instituições brasileiras, sócios da SBPMat têm desconto especial na inscrição. Pessoas que ainda não são sócias ou não estão com a anuidade em dia podem regularizar a situação no momento da inscrição ao evento e, assim, usufruir do desconto na inscrição e dos demais benefícios de ser sócios/sócias da SBPMat. O valor da anuidade de sócio somado ao valor da inscrição ao evento é igual ao valor da inscrição para não-sócios.

Tabela com os valores da inscrição ao evento: https://www.sbpmat.org.br/18encontro/#registration.

Valores da anuidade de sócio SBPMat e benefícios de ser sócio: https://www.sbpmat.org.br/pt/socios-sbpmat/associe-se/

 

Boletim da SBPMat. 82 ª edição.

 

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Boletim da
Sociedade Brasileira
de Pesquisa em Materiais

Edição nº 82. 29 de junho de 2019.

Notícias da SBPMat

XVIII B-MRS Meeting/ Encontro da SBPMat (Balneário Camboriú, 22 a 26 de setembro de 2019). A programação do evento já está no site. Veja aqui. Além disso, está aberta a submissão de resumos estendidos para concorrer aos prêmios para estudantes. Saiba mais sobre os prêmios, aqui.

XIX B-MRS Meeting/ Encontro da SBPMat (Foz do Iguaçu, 30 de agosto a 3 de setembro de 2020). O evento será realizado em conjunto com a IUMRS – ICEM (International Conference on Electronic Materials). O site do evento já está no ar. Veja aqui. Além disso, está aberta, até 31 de outubro de 2019, a chamada de propostas de simpósios para o evento. Acesse o formulário de submissão de simpósios, aqui.

Eleições na SBPMat. Encerram em 1º de julho as inscrições de chapas candidatas à Diretoria da SBPMat. Saiba mais.

– Ano Internacional da Tabela Periódica. A União Internacional de Sociedades de Pesquisa em Materiais (IUMRS), da qual a SBPMat é membro, endossa o Ano Internacional da Tabela Periódica (UNESCO). Saiba mais.

Artigo em Destaque

Uma equipe científica brasileira mostrou, por meio de simulações computacionais, uma forma de controlar as propriedades eletrônicas de uma folha de grafeno e do seu substrato baseado em silício. O estudo, que foi reportado na Carbon, pode contribuir ao desenvolvimento de dispositivos eletrônicos bidimensionais. Saiba mais.

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Cientista em Destaque

Entrevistamos Leonardo Mathias Leidens, vencedor do prêmio do CNPq à melhor iniciação científica na área de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias. Este jovem gaúcho, recém-formado em Engenharia Química pela UCS e doutorando em Materiais nessa universidade, trabalhou com pesquisas sobre adesão de filmes de carbono amorfo em ligas ferrosas, as quais culminaram em um tratamento industrial que aumenta a adesão e na explicação do mecanismo físico-químico que gerou a melhoria. Veja nossa entrevista.

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Novidades dos Sócios SBPMat

Sócios da SBPMat são editores de focus issue de periódico da MRS sobre nanomateriais para aplicações biomédicas. Saiba mais.

Comunidade

A SBPMat expressa profundo pesar pelo falecimento de Eloisa Biasotto Mano, Professora Emérita da UFRJ. A Professora Eloisa faleceu no dia 8 de junho de 2019, aos 94 anos de idade. Ela foi distinguida pela SBPMat em 2015 por meio da “Palestra memorial Joaquim da Costa Ribeiro”. Veja matéria biográfica sobre a professora Biasotto Mano publicada no Boletim da SBPMat em 2015, aqui.

– Completou 100 anos de idade Carlos José de Azevedo Quadros, professor aposentado do IFUSP que instalou e chefiou o primeiro laboratório de baixas temperaturas do Brasil e se destacou no estudo magneto-térmico de monocristais de semicondutores. Veja artigo sobre o professor Azevedo Quadros recentemente publicado no portal do IFUSP, aqui.

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XVIII B-MRS Meeting/ Encontro da SBPMat
(Balneário Camboriú, SC, 22 a 26 de setembro de 2019)

Site do evento: www.sbpmat.org.br/18encontro/

Programa. Está no ar a programação resumida do evento, com as atividades técnicas e sociais. Veja aqui.

Prêmios para estudantes. Para concorrer aos prêmios para estudantes de graduação e pós-graduação (Bernhard Gross Award e ACS Publications Prizes), os autores deverão submeter um resumo estendido até 14 de julho. Saiba mais, aqui.

Inscrições. Já estão abertas as inscrições. Saiba mais, aqui.

Impressão de pôsteres. É possível enviar o arquivo do pôster por e-mail e retirar a impressão no local do evento. Saiba mais.

Local do evento. O encontro será realizado no Hotel Sibara Flat & Convenções, localizado no centro da cidade, próximo a hotéis, restaurantes e lojas, e a apenas 100 metros do mar. Saiba mais, aqui.

Local da abertura. A cerimônia de abertura, a palestra memorial e o coquetel de boas-vindas serão realizados no dia 22 de setembro (domingo) no complexo Cristo Luz, uma das principais atrações turísticas da cidade. Haverá transporte para o local, saindo do Hotel Sibara a partir das 17:00. Conheça o local, aqui.

Palestra memorial. A tradicional Palestra Memorial Joaquim da Costa Ribeiro será proferida pela professora Yvonne Primerano Mascarenhas (IFSC – USP). Saiba mais sobre a palestrante homenageada, aqui.

Festa do evento. Será realizada no lounge do Green Valley, um destacado clube noturno. Saiba mais sobre o Green Valley, aqui. A festa contará com a impactante banda Brothers. Assista à Brothers, aqui.

Cidade-sede. Balneário Camboriú (SC) é um importante destino turístico que oferece praias urbanas e agrestes, ecoturismo e esportes de aventura, além de passeios de barco, bondinho, bicicleta e teleférico – tudo dentro de uma paisagem única que combina serra, mar e arranha-céus. O visitante tem acesso a muitíssimas opções de gastronomia, hospedagem e compras, bem como à agitada vida noturna que se destaca no cenário brasileiro.

Hospedagem, passagens, transfers etc. Confira as opções do hotel e da agência oficial do evento, aqui.

Palestras plenárias. Destacados cientistas de instituições da Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Itália proferirão palestras plenárias sobre temas de fronteira no evento. Também haverá uma plenária do brasileiro Antônio José Roque da Silva, diretor do CNPEM e do projeto Sirius. Saiba mais sobre as plenárias, aqui.

Simpósios. 23 simpósios propostos pela comunidade científica internacional compõem esta edição do evento. Veja a lista de simpósios, aqui.

Organização. O chair do evento é o professor Ivan Helmuth Bechtold (Departamento de Física da UFSC) e o co-chair é o professor Hugo Gallardo (Departamento de Química da UFSC). O comitê de programa é formado pelos professores Iêda dos Santos (UFPB), José Antônio Eiras (UFSCar), Marta Rosso Dotto (UFSC) e Mônica Cotta (Unicamp). Conheça todos os organizadores, aqui.

Expositores e patrocinadores. 40 empresas e instituições já confirmaram participação no evento e apoio/patrocínio. Empresas interessadas em participar podem entrar em contato com Alexandre no e-mail comercial@sbpmat.org.br.

Dicas de Leitura

– Fatores de impacto 2018 (2019 Journal Citation Reports): veja os destaques da editora Wiley em Ciência de Materiais, aqui.

– Cientistas conseguem ampla compreensão de problemas no desempenho de baterias de íon-lítio (utilizadas por exemplo em smartphones) ao analisar o comportamento simultâneo de milhares de partículas que compõem seus eletrodos (paper da Advanced Energy Materials). Saiba mais.

– Cientistas levam material cristalino 2D a crescer seguindo curvas 3D e assim geram regiões com propriedades ópticas diferenciadas. Descoberta por ser usada para fabricar emissores de fótons e outros componentes da eletrônica do futuro (paper da Science Advances). Saiba mais.

Equipe científica com participação brasileira desenvolve rota rápida e econômica para produzir material tipo biosilicato (vitrocerâmica bioativa e bactericida criada na UFSCar, usada, por exemplo, em ossos artificiais e “olhos de vidro”). Método permite fabricação de estruturas (produtos) por impressão 3D (paper do JACS). Saiba mais.

– Pesquisadores do Brasil desenvolvem sensor portátil, econômico e fácil de usar que detecta com precisão o vírus zika na urina desde o início da infecção (papers da Scientific Reports e Talanta). Saiba mais.

Usando nanopartículas magnéticas e molécula presente em veneno de abelhas, equipe científica do IFSC-USP, Embrapa e UFSCar cria sensor barato que detecta bactérias em pequenas amostras de alimentos e bebidas em menos de meia hora (paper da Talanta). Saiba mais.

Oportunidades

– Concurso para professor de Química Geral e Nanocatálise da UFF. Saiba mais.

– Pós-doutorado do Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional no Estado de Mato Grosso do Sul. Saiba mais.

Eventos

X Método Rietveld. Fortaleza, CE (Brasil). 8 a 12 de julho de 2019. Site.

II Simpósio Multidisciplinar em Materiais do Centro-Oeste. Caldas Novas, GO (Brasil). 7 a 9 de agosto de 2019. Site.

20th International Sol-Gel Conference. São Petersburgo (Rússia). 25 a 30 de agosto de 2019. Site.

V Reunião Anual sobre Argilas Aplicadas. Franca, SP (Brasil). 28 a 30 de agosto de 2019. Site.

21st Materials Research Society of Serbia Annual Conference (YUCOMAT 2019) and 11th IISS World Round Table Conference on Sintering (WRTCS 2019). Herceg Novi (Montenegro). 2 a 6 de setembro de 2019. Site.

XVIII B-MRS Meeting. Balneário Camboriú, SC (Brasil). 22 a 26 de setembro de 2019. Site.

XL CBRAVIC (Brazilian Congress on Vacuum Applications in Industry and Science). 7 a 11 de outubro de 2019. Site.

XII Brazilian Symposium on Glass and Related Materials. Lavras, MG (Brasil). 22 a 25 de outubro de 2019. Site.

19th Brazilian Workshop on Semiconductor Physics. Fortaleza, CE (Brasil). 18 a 22 de novembro de 2019. Site.

XIX B-MRS Meeting e 2020 IUMRS ICEM (International Conference on Electronic Materials). Foz do Iguaçu, PR (Brasil). 30 de agosto a 3 de setembro de 2020. Site.

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Cientista em destaque: entrevista com Leonardo Mathias Leidens, vencedor de Prêmio Destaque do CNPq em iniciação científica.

Leonardo Mathias Leidens.
Leonardo Mathias Leidens.

Quando atendeu ao telefone naquela tarde de maio, Leonardo Mathias Leidens, 24 anos, achou que estava sendo vítima de um trote. O presidente do CNPq, do outro lado da linha, estava lhe dando a notícia de que o trabalho de iniciação científica dele tinha sido escolhido como o melhor do Brasil na área de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias, na décima sexta edição do Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica.

Entretanto, se Leonardo tivesse contido a emoção e houvesse podido olhar para trás naquele instante, ele teria percebido que o prêmio era, na verdade, uma consequência esperável de uma caminhada constante de passos firmes pelo conhecimento científico, além de um merecido reconhecimento à sua competência e dedicação.

Leonardo nasceu em 1995 em Caxias do Sul, município da Serra Gaúcha com cerca de 500 mil habitantes e um importante polo industrial. Depois de cursar o ensino básico em escolas públicas da cidade, sempre com excelente desempenho escolar, Leonardo ingressou, em 2013, ao curso de graduação em Engenharia Química da Universidade de Caxias do Sul (UCS), universidade comunitária com sede em Caxias do Sul, presente por meio de seus campi em oito municípios gaúchos.

No primeiro semestre de 2014, Leonardo achou uma oportunidade de começar a fazer ciência. Tornou-se bolsista de iniciação científica, sob orientação do professor Carlos A. Figueroa, líder na UCS de um grupo de pesquisa fundamental e aplicada em Ciência e Engenharia de Superfícies, que posteriormente receberia o nome de “Grupo Epipolé”. Nesse grupo, e sempre com o mesmo orientador, Leonardo trabalhou em diversas pesquisas referentes à adesão de filmes de carbono amorfo como bolsista da UCS e dos programas PIBIT e PIBIC do CNPq. Como resultado desse trabalho, Leonardo tem hoje em seu currículo Lattes nove artigos científicos (um deles como primeiro autor) publicados em periódicos internacionais com revisão por pares, incluindo algumas das melhores revistas da área de superfícies e filmes finos.

Em agosto de 2016, Leonardo saiu pela primeira vez do país para cursar dois semestres na École Supérieure des Industries Chimiques (ENSIC), na cidade de Nancy (França), após ter sido selecionado como bolsista do BRAFITEC, programa da CAPES que apoia a mobilidade de estudantes de Engenharia entre instituições do Brasil e da França. Nesse período, além de cursar disciplinas do curso e outras que complementaram sua formação, Leonardo apresentou, pela primeira vez, um trabalho em um evento científico internacional, o E-MRS 2017 Spring Meeting, realizado na cidade francesa de Estrasburgo. Para participar desse evento, aliás, Leonardo ganhou uma isenção da taxa de inscrição em uma seleção promovida pela SBPMat e a E-MRS.

Depois dessa enriquecedora experiência no exterior, em meados de 2017, Leonardo retornou a Caxias do Sul e retomou suas atividades acadêmicas na UCS, inclusive a iniciação científica no Grupo Epipolé. Em dezembro de 2018, ele concluiu o curso de bacharelado em Engenharia Química com uma média de 3,96 sobre a nota máxima de 4 no conjunto das disciplinas cursadas. Por esse fato, na colação de grau, Leonardo foi distinguido pelo Reitor da UCS com a Láurea Acadêmica.

Devido à toda a experiência vivida em mais de quatro anos como bolsista de iniciação científica, Leonardo decidiu fazer doutorado direto (sem passar pelo mestrado). Assim, no início deste ano, ele se tornou doutorando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência dos Materiais (PGMAT) da UCS, mais uma vez sob orientação do professor Figueroa.

No dia 23 de julho, Leonardo receberá seu Prêmio Destaque na cerimônia que será realizada em Campo Grande (MS) durante a 71ª Reunião Anual da SBPC.

Veja nossa entrevista com Leonardo.

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Boletim da SBPMat: –  Você poderia nos contar brevemente como e quando começou e se desenvolveu o seu interesse pela ciência/ pesquisa? E a sua vontade de ser cientista?

Leonardo Mathias Leidens: – A curiosidade sempre foi uma característica facilmente perceptível em mim. A vontade e ansiedade em saber a origem de “tudo”, os porquês e como as coisas funcionam me levaram à ciência, mesmo que de forma um pouco inconsciente. Meus pais sempre me incentivaram a ler muito e isso foi essencial na busca das respostas das minhas perguntas e no desenvolvimento da criatividade. Mais do que isso, ainda criança, adorava reproduzir experiências simples que aprendia em programas de TV (infelizmente, a internet não estava amplamente disponível na década de 90) ou criar os próprios experimentos desajeitados quando ganhei um kit infantil de química (já que os simples, indicados nas instruções, perdiam a graça rapidamente). Curiosamente, eu demorei a entender que a união de todas essas coisas que eu fazia natural e prazerosamente poderiam formar minha profissão. Levaram alguns anos até que, no Ensino Médio, a ficha caiu e, desde lá, me dediquei a alcançar um novo objetivo: me tornar um cientista. Ingressei no curso de Engenharia Química com o intuito de participar de atividades de Iniciação Científica e seguir na carreira acadêmica.

Boletim da SBPMat: – Muito brevemente, quais foram as principais competências que você considera ter desenvolvido ao longo dos anos como bolsista de I.C.?

Leonardo Mathias Leidens: – Basicamente, o maior desenvolvimento pessoal e profissional foi o treinamento no “método científico”, ou seja, a competência inicial para a formação de um cientista. Fazer uma pergunta, buscar o estado da arte e as respostas já disponíveis para comparação com a realidade apresentada e questionar/comparar os próprios resultados se tornaram atividades cotidianas. Para conseguir desenvolver todos esses passos da pesquisa, o treinamento em equipamentos complexos, a análise de dados e a proposta de ideias e projetos foram habilidades que tiveram que ser criadas ou desenvolvidas. Além disso, no tempo de bolsista, pude melhorar idiomas, como o inglês (o idioma da ciência), além de passar a escrever com mais rigor e excelência trabalhos para revistas internacionais, congressos, relatórios e projetos.

Boletim da SBPMat: – Na sua visão, quais foram os fatores mais importantes que contribuíram à realização do trabalho premiado?

Leonardo Mathias Leidens: – Inicialmente, foram a trajetória, a estrutura e a experiência do grupo em diferentes abordagens para minimizar o problema de adesão dos filmes de carbono amorfo em ligas ferrosas que permitiram a proposta de trabalho e o resultado alcançado pois, com amplo conhecimento do sistema material estudado, foi possível investigar de maneira muito profunda o problema e as modificações positivas geradas com o uso do plasma de hidrogênio. O trunfo, na minha visão, foi a integração da ciência de base, no estudo do mecanismo físico-químico de ação do tratamento, com um problema e aplicação real, depositando os revestimentos em condições mais brandas e de maneira eficiente em substratos antes problemáticos, que tornou o trabalho completo e interessante no âmbito científico (gerando conhecimento) e industrial (em aplicações com apelo de eficiência energética).

Boletim da SBPMat: – Em outra entrevista, você fala sobre ser cientista como estilo de vida, e não apenas como profissão. Conte-nos em que consiste esse estilo de vida que o atrai.

Leonardo Mathias Leidens: – Essa frase tem, fundamentalmente, duas justificativas. Primeiramente, e como já disse anteriormente, o método científico foi um dos aprendizados mais importantes que tive ao longo desses anos. Ele não é aplicado somente na pesquisa, mas em diversas atividades. Questionar e verificar tudo (por testes e comparações) são obrigações de um cientista, dentro e fora do laboratório. Por exemplo, em uma sociedade onde um número infindável de informações (de diferentes qualidades) está disponível, o rigor se torna necessário para comparar, selecionar e verificar o quão condizente com a realidade ou com fontes seguras elas são. Por outro lado, a ciência como um estilo de vida significa viver amplamente a ciência. Integrar uma comunidade diversificada, participar de projetos e trabalhos em parceria além de poder fazer a diferença em alguma área (por menor que seja ou pareça) se torna muito mais do que uma profissão. Finalmente, fazer parte de um grupo de pessoas que, com diferentes formações, histórias e objetivos, se une e trabalha em prol da geração de conhecimento e avanço da humanidade, mesmo com tantas dificuldades, me atrai, incentiva e orgulha.

Boletim da SBPMat: – Atualmente você está no primeiro ano de seu doutorado. Você chegou a pensar em algum projeto ou caminho profissional para depois do doutoramento?

Leonardo Mathias Leidens: – Meu orientador sempre nos sugere planejar os próximos cinco anos (pelo menos)… Nem sempre é fácil, principalmente em épocas pouco estáveis. Ainda no doutorado, gostaria de participar de um período sanduíche em uma universidade no exterior pois, tendo vivido essa experiência na graduação, percebo a importância ainda maior que ela teria para minha formação científica como doutor. Posteriormente, pretendo seguir no âmbito acadêmico, como pesquisador, em alguma instituição do país ou do exterior.

Boletim da SBPMat: – Convidamos você a deixar umas dicas para nossos leitores que estão realizando trabalhos de iniciação científica na área de Materiais, respondendo à pergunta “Como desenvolver um trabalho de destaque nacional?”.

Leonardo Mathias Leidens: – É difícil sugerir, diretamente, vias para produzir um trabalho de destaque pois, de certa forma, isso se torna consequência de um trabalho bem feito e não é fruto de uma “fórmula”. Entretanto, para chegar ao objetivo, posso dizer que é necessário tomar uma posição ativa na pesquisa, propondo, sem medo ou receio, ideias próprias bem fundamentadas para um problema da área, mesmo que no início seja difícil e desafiador para um aluno de graduação. Ao gerarmos as próprias perguntas, somos incentivamos a buscar as respostas e, se elas não estiverem disponíveis, propor vias para obtê-las. Dessa forma, com muito trabalho, dedicação e discussão científica é possível transformar um projeto em um trabalho de destaque que pode contribuir para o avanço de uma área específica e, de maneira mais extensiva, da sociedade. Entretanto, uma coisa é fundamental: não desanimar completamente quando as coisas não saem como o planejado. Quando estamos na fronteira do conhecimento, nem sempre o resultado obtido é o esperado – mas isso não pode coibir o avanço em novas tentativas. Falando de mim, como IC no Grupo Epipolé sempre tive a oportunidade de participar ativamente de projetos e discussões (e não apenas acompanhar estudantes de pós-graduação ou fazer trabalhos “mecânicos”, apesar dessas atividades também fazerem parte de qualquer bolsa de IC e possuírem sua importância), mesmo como estudante dos períodos iniciais da graduação, e aproveitei todos esses momentos. Isso foi fundamental para entender como a ciência é feita e me integrar ao grupo. Mesmo com maiores responsabilidades sendo geradas nessas interações, elas foram fundamentais para o crescimento, incentivo e formação de uma base que permitiu a proposta de minhas próprias ideias, depois de um tempo de estudo e prática. Para isso, a leitura de muitos artigos científicos também foi fundamental, além de estar sempre a par das novidades da área, mas sem esquecer de prestar a devida atenção aos alicerces científicos, ou seja, nos conceitos fundamentais.