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Pós-doc: profissional essencial para um grupo de pesquisa eficiente
Na pandemia de Covid-19 que o mundo atravessa, a importância da ciência e da tecnologia tem ficado mais evidente para muitas pessoas, com exemplos que vão desde testes diagnósticos e vacinas até os dispositivos eletrônicos que nos permitem fazer quase tudo à distância.
Contudo, poucos conhecem em detalhe como é gerado o conhecimento científico e tecnológico nas universidades, que são as principais “fábricas” de conhecimento científico no Brasil. Para cada avanço reportado em um artigo ou patente, ou transformado em um produto ou processo, há meses ou anos de leitura, experimentos no laboratório, simulações no computador, discussões, análises de resultados. Além disso, existe o trabalho administrativo necessário em toda pesquisa, que inclui, entre outras tarefas, a elaboração de projetos para competir por financiamento, o recrutamento de recursos humanos e as compras de insumos e equipamentos – muitas vezes envolvendo burocráticas importações.
Muito longe da imagem do cientista trabalhando sozinho no laboratório, a realidade é que, para que tudo isso seja realizado, cada projeto científico deve contar com uma equipe de colaboradores. Idealmente, essas equipes são formadas por pessoas com diferentes graus de qualificação e experiência: bolsistas de iniciação científica, mestrado e doutorado (recursos humanos em processo de formação), bolsistas de pós-doutorado (os profissionais juniores da ciência) e professores-pesquisadores (os líderes dos grupos).
Além de trabalharem em seus projetos de pesquisa, os “pós-docs” auxiliam na intermediação entre o professor-pesquisador e os estudantes, e ganham experiência no gerenciamento de pesquisa, pois participam mais ativamente de atividades administrativas a ela relacionadas. Diferentemente do professor, o pós-doc não tem obrigação de exercer a docência, nem precisa ocupar cargos de gestão na universidade. “O(a) pós-doutorando(a) pode se dedicar integralmente a projetos de pesquisa, garantindo eficiência”, afirma Osvaldo Novais de Oliveira Junior, professor-pesquisador do Instituto de Física de São Carlos da USP.
Nessa estrutura, todos se beneficiam. Os bolsistas-estudantes recebem mais atenção na sua formação, o pós-doc ganha experiência na profissão de cientista e o grupo se torna mais produtivo. “Em um grupo, a atuação do pós-doc alavanca a pesquisa e permite realizar trabalhos de maior complexidade”, diz a professora Mônica Cotta, líder do Laboratório de Nano e Biossistemas na UNICAMP.
Bolsas de pós-doutorado em queda
Um número aparentemente grande de doutores formados encontra-se atualmente numa busca infrutífera de oportunidades para exercer a atividade científica. A situação tem relação com a diminuição na quantidade de bolsas ofertadas pelas agências federais que lidam com bolsas de pesquisa: o CNPq e a Capes. De fato, depois de atingir valores máximos entre 2014 e 2015, a quantidade de bolsas de pós-doutorado tem diminuído significativamente, como mostram estes gráficos.

Sem remuneração, estes profissionais altamente capacitados e especializados, cuja formação leva em média uma década, podem encontrar posições no exterior, somando-se à “fuga de cérebros” que ocorre em épocas de pouca valorização da pesquisa no país. Ou pior, abandonar a ciência para garantir sua sobrevivência financeira.
Diferentemente de outros grupos que estão sofrendo por diminuição ou ausência de renda na pandemia, o grupo dos doutores sem remuneração não tem tido visibilidade na sociedade, nem tem sido atendido por algum programa de auxílio do governo.
Frente a este panorama, a SBPMat está reunindo histórias de doutores que não encontram oportunidades para se manterem ativos na pesquisa, com o objetivo de sensibilizar a sociedade e o governo para as dificuldades que estas pessoas e suas famílias estão passando, compreender os impactos negativos desta situação para o país e solicitar a recomposição do número de bolsas de pós-doutorado, além de uma política de valorização e incentivo à colocação de doutores em atividades de desenvolvimento e inovação em nossa sociedade.
Tales: doutor em Química, freelancer e pesquisador voluntário

Professor-pesquisador é a profissão que Tales da Silva Daitx escolheu para si. Gosta de ciência desde criança, mas foi na universidade que encontrou a paixão de descobrir coisas novas e de transmitir conhecimento a outros através da pesquisa e da docência. Tales percorreu, então, o caminho necessário para se formar adequadamente e se tornar apto a concursar em alguma instituição pública ou particular de ensino e pesquisa.
Depois da graduação em Química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ele conseguiu ingressar no programa de pós-graduação em Química dessa universidade – um programa de excelência, com nota máxima na avaliação da Capes (entidade encarregada da expansão e consolidação da pós-graduação no Brasil). Ali, passou seis anos fazendo o mestrado e o doutorado, ambos com pesquisas na área de materiais inteligentes.
Em meados de março deste ano, poucos dias após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a pandemia de Covid-19, Tales defendeu sua tese – etapa final de todo doutorado – no Instituto de Química da UFRGS. Foi uma das últimas defesas realizadas de forma presencial no instituto, junto à da esposa dele, que realizara o doutorado simultaneamente. Desde então, o casal, que mora em Porto Alegre, está tentando conseguir renda para pagar suas contas e, ao mesmo tempo, se manter ativo e produtivo na pesquisa – dois objetivos que não tem sido possível conciliar.
Ao se doutorar, Tales pretendia passar à etapa seguinte da carreira científica, o pós-doutorado (popularmente chamado de “pós-doc”). Para isso, ele contatou um grupo de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde poderia aplicar o conhecimento adquirido na pós-graduação em um projeto de desenvolvimento de nanopartículas inteligentes para uso em embalagens biodegradáveis.
Assim, depois da defesa do doutorado, já em plena pandemia, Tales participou de dois editais do CNPq, principal agência federal de financiamento à pesquisa, para tentar obter uma bolsa de pós-doc, com valor em torno dos 4 mil reais. Capacitado para realizar o projeto e dono de um currículo competitivo, com onze artigos científicos publicados em periódicos internacionais e duas patentes (uma depositada e uma já concedida), Tales obteve uma nota próxima à máxima no primeiro edital. Contudo, ele foi informado de que não seria contemplado com uma bolsa devido aos recursos disponíveis. O segundo edital, cujo resultado sairia neste mês de agosto, foi suspenso devido à pandemia.
Atualmente, enquanto busca outras oportunidades, Tales atua como pós-doc voluntário (sem bolsa nem outro tipo de remuneração) no grupo de pesquisa onde realizou o doutorado. Participa de reuniões, faz buscas bibliográficas, escreve projetos. Entretanto, ele não consegue se dedicar a essas atividades em tempo integral, já que, para suprir as necessidades financeiras básicas do casal, Tales se tornou um freelancer. Este profissional de 30 anos, altamente capacitado e especializado em uma área do conhecimento, passa boa parte do seu tempo realizando serviços que não requerem essa qualificação, como o lançamento de dados em sistemas informatizados.
“Eu acho uma pena esta situação no Brasil, da falta de oportunidades para doutores. No passado houve bastante investimento em ciência e tecnologia, e teve bons resultados. O país ficou bem posicionado no mundo em pesquisa. Mas o investimento não teve continuidade, e isso fará com que se volte à estaca zero” diz Tales. “Além disso, a pandemia mexeu no sistema de pesquisa. As políticas públicas de C&T deveriam ser revisadas”, completa.
No mês de agosto foram realizados os últimos webinários técnicos de 2020 do programa Lives & Webinars da SBPMat. Cinco palestras online sobre instrumentação científica e caracterização de materiais foram proferidas por profissionais de empresas de instrumentação, do Brasil e do exterior. Entre 30 e 160 participantes assistiram a cada uma das palestras, realizadas no Zoom e no Facebook da SBPMat.
O programa Lives & Webinars é uma iniciativa da SBPMat para aprendizagem e treinamento durante o período de distanciamento social devido à pandemia de Covid-19, realizada em parceria com empresas de instrumentação.
Assista aos webinários realizados em agosto cuja gravação foi autorizada pelos palestrantes:
O artigo científico de autoria de membros da comunidade brasileira de pesquisa em Materiais em destaque neste mês é: Kinetic model for photoluminescence quenching by selective excitation of D/A blends: implications for charge separation in fullerene and non-fullerene organic solar cells. L. Benatto, M. de Jesus Bassi, L. C. Wouk de Menezes, L. S. Roman and M. Koehler. J. Mater. Chem. C, 2020,8, 8755-8769.
Modelo cinético para células solares orgânicas mais eficientes

Diferentemente de outras células solares que estão no mercado há mais tempo, como as de silício, as orgânicas são finas, leves, flexíveis e semitransparentes. Com essas características, elas se tornam muito atrativas para segmentos específicos. No Brasil, por exemplo, que conta com produção nacional, podem ser encontradas em prédios empresariais algumas das maiores superfícies instaladas do mundo, além de instalações em alguns shopping centers, caminhões e pontos de ônibus.
Embora as versões orgânicas das células solares também ofereçam vantagens na produção em grande escala (processos industriais mais simples e com menor pegada de carbono, como o roll to roll), a conquista de mercados amplos depende, em grande parte, de continuar a melhorar a sua eficiência na conversão de luz solar em energia elétrica. Para superar esse desafio, o desenvolvimento de materiais com propriedades adequadas e a combinação dos diferentes materiais dentro do dispositivo são essenciais.
Uma equipe científica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) dedicou-se a estudar em detalhe, usando ferramentas experimentais e teóricas, o mecanismo de geração de cargas elétricas em células solares orgânicas – um processo complexo que ainda não é compreendido na sua totalidade. Na prática, os resultados deste trabalho auxiliam na escolha de quais materiais devem ser usados e como eles devem ser sintetizados, de modo que suas propriedades potencializem a eficiência da conversão de luz em eletricidade. A pesquisa foi reportada em artigo do Journal of Materials Chemistry C (fator de impacto 7,059), onde recebeu destaque em contracapa.
Desvendando a dissociação do éxciton
No sanduíche de camadas que forma as células solares, a camada ativa (responsável por absorver a luz e gerar as cargas elétricas) é composta por materiais semicondutores, os quais, no caso dos dispositivos orgânicos, são polímeros ou outras moléculas baseadas em carbono. Ao ser excitados pela luz, estes materiais não geram cargas elétricas livres, como acontece nos semicondutores inorgânicos. Eles geram éxcitons, que são pares elétron – buraco ligados por forças de atração entre a carga negativa do primeiro e a positiva do segundo.
Para gerar as cargas livres, que formam a corrente elétrica, é preciso quebrar essa ligação, num fenômeno chamado de dissociação do éxciton. Uma das formas de consegui-lo é criar, na camada ativa, uma interface entre um material doador de elétrons e outro aceitador de elétrons. “Dependendo da combinação desses dois materiais, o processo de dissociação dos éxcitons pode ocorrer em uma escala de tempo muito baixa, resultando numa geração de carga mais eficiente”, explica Leandro Benatto, autor correspondente do paper. “No entanto, esse processo ainda não é bem compreendido”, completa.
O trabalho de Leandro e os outros autores concentrou-se, justamente, em tentar compreender a dissociação do éxciton e a geração de cargas livres na interface entre o material doador e o aceitador. A equipe realizou experimentos de fotoluminescência usualmente utilizados para dimensionar a eficiência na geração de cargas livres em sistemas desse tipo e desenvolveu um modelo matemático que simula o processo. Os resultados experimentais e os teóricos foram muito similares, comprovando a precisão do modelo. “Desenvolvemos um modelo que simula a cinética do processo, englobando diversas etapas da dissociação dos éxcitons e considerando as principais características da interface”, diz ele. “A partir do modelo cinético foi possível reproduzir muito bem os resultados experimentais e observar de forma mais clara os principais fatores que influenciam a eficiência do processo de geração de cargas livres em interfaces doador/aceitador”, completa.
Fulerenos x não fulerenos
O trabalho que gerou o artigo foi coordenado por dois professores do Departamento de Física da UFPR, Marlus Koehler e Lucimara Stolz Roman, que possuem uma parceria de longa data no estudo teórico – experimental de células solares orgânicas. “A parte teórica começou a ser desenvolvida em 2019, no final do meu doutorado em Física pela UFPR sob orientação do professor Marlus, e continuou no meu pós-doutorado no Laboratório de Dispositivos Nanoestruturados (DINE) sob coordenação da professora Lucimara” conta Leandro. Também participaram da pesquisa Maiara de Jesus Bassi, doutoranda em Física no grupo da professora Lucimara, e Luana Cristina Wouk, doutora em Física que também foi orientanda da professora Lucimara, e atualmente trabalha no centro privado de pesquisa aplicada CSEM Brasil, o que auxiliou a contextualizar o problema no cenário de desenvolvimento em larga escala.
A ideia inicial do trabalho foi entender a diferença entre dois tipos de moléculas aceitadoras de elétrons: as derivadas de fulereno (um alótropo do carbono), que têm excelente desempenho na coleta e transporte de elétrons mas possuem um limitado espectro de absorção luminosa, e compostos não derivados de fulerenos, cujas propriedades de coleta e transporte têm sido otimizadas nos últimos anos. “Esse é um tema muito interessante visto que, recentemente, a eficiência das células solares orgânicas baseadas em não fulerenos superou a das baseadas em fulerenos, apesar de que, alguns anos atrás, não se imaginava que os fulerenos seriam superados”, relata Leandro. “Atualmente, células solares orgânicas de não fulerenos produzidas em laboratório alcançaram a eficiência de 18%”, completa.
Esta pesquisa recebeu financiamento das agências brasileiras Capes, CNPq e FAPEMIG, do INCT–Nanocarbono e da COPEL (Companhia Paranaense de Energia).

Estão abertas até o dia 31 de agosto 3 de setembro (PRORROGADO) as inscrições para uma seleção simplificada para doutorado em que os candidatos podem escolher os Programas da UFPE de Pós-graduação em Ciência de Materiais, Química, Ciência da Computação e Ciências Biológicas para trabalharem em projeto da Rede Interdisciplinar para Desenvolvimento de Materiais Autodescontaminantes com Estruturas Hierárquicas Ativo-Passivas voltados ao enfrentamento à pandemia da Covid-19 e outros surtos e endemias (Rima).
São oferecidas 12 bolsas (Capes) ao todo, distribuídas entre os programas de pós-graduação participantes. O resultado final deve ser divulgado no dia 29 de setembro.
A seleção consiste na apresentação de um seminário on-line de 15 minutos em um dos temas descritos no edital e avaliação de currículo e histórico escolar.
As bolsas (CAPES) já serão implementadas em outubro no programa escolhido pelo candidato.
O projeto foi aprovado no Edital Emergencial Epidemias – CAPES 9/2020 para produção de materiais autodescontaminantes para impressão 3D que aliam nanoestruturas ativas e microtextura projetada para redução de adesão de contaminantes, contando com uma equipe de nove pesquisadores orientadores: Petrus Santa Cruz (Coordenador); Severino Alves Jr., Antônio Carlos Pavão, Janaína Versiani dos Anjos, Gilberto Sá, Daniela Navarro, Sílvio Barros Melo, Ricardo Martins, Norma Gusmão.
A inscrição deve ser feita por e-mail (rima.epidemias@ufpe.br) conforme instruções descritas no Edital simplificado com acesso pelo link https://urless.in/BKgwh.
No dia 21 de agosto, uma carta assinada pela presidente da SBPMat contra o Projeto de Lei 529/2020 (que retira recursos das universidades paulistas e da FAPESP) foi enviada para todos os deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP).
Segue o conteúdo da carta:
Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2020.
Assunto: Projeto de Lei 529/2020 – ALESP
Prezado(a)s Sr(a)s Deputado(a)s,
A Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) vem reiterar os alertas emitidos pela Academia Brasileira de Ciências (http://www.abc.org.br/2020/08/17/abc-envia-carta-aogovernador-de-sp-sobre-rtigo-14-do-pl-529/) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/1-sbpc-divulga-nota-contra-projeto-que-retira-recursos-deinstituicoes-de-pesquisa-de-sao-paulo/) quanto ao Projeto de Lei 529/2020, que retira recursos das universidades estaduais paulistas e de sua principal agência de fomento, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
O recolhimento de ‘superavit financeiro’ proposto no artigo 14 do PL 529/2020 desconsidera a situação excepcional destas instituições, que mantêm projetos de longo prazo que transcendem o ano fiscal, apesar de sua receita depender de arrecadação tributária do Estado, que varia conforme a atividade econômica. Desta forma, a manutenção de reservas financeiras é imperativa para que estas instituições possam cumprir sua missão perante a sociedade e implantar programas científicos e estratégicos de excelência, que inclusive têm permitido ao país responder rapidamente a situações emergenciais, como a atual crise sanitária.
É importante ainda ressaltar que o caminho da ciência e inovação envolve também a formação de recursos humanos especializados, de longo prazo, que constituem investimento para o futuro da nação. Cortes de recursos, particularmente feitos de forma abrupta e sem participação da comunidade, afetam muitas vezes de forma irremediável atividades de pesquisa científica e tecnológica, desestimulando estudantes e promovendo a fuga de profissionais já formados. Com isso, interrompe-se o processo de geração e transmissão de novos conhecimentos construído ao longo das últimas décadas, e que permitiu grandes avanços econômicos, sociais e culturais a nosso país.
As universidades estaduais paulistas, amparadas pela FAPESP, sempre foram protagonistas nestes avanços. Esperamos contar com sua colaboração para impedir a aprovação do PL 529/2020 em seu formato atual, e assim evitar retrocessos significativos no desenvolvimento científico e tecnológico do Estado de São Paulo, e do Brasil.
Atenciosamente,
Mônica A. Cotta
Presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais – SBPMat
Veja o arquivo aqui.

A professora Ana Flávia Nogueira (UNICAMP), sócia da SBPMat, passou a integrar neste ano os advisory boards de dois renomados periódicos da área de Materiais, ambos da Royal Society of Chemistry (RSC). Trata-se do Journal of Materials Chemistry A (fator de impacto = 11,301), onde a cientista brasileira é a única representante da América Latina, e o Journal of Materials Chemistry C (fator de impacto = 7,059), onde a professora Ana Flávia e o professor Carlos Graeff, também sócio da SBPMat, são os únicos cientistas de instituições latino-americanas.
Dear Authors
We are organising a special issue for Journal of Chemical Technology and Biotechnology (JCTB) (published by Wiley, Impact Factor = 2.75, https://onlinelibrary.wiley.com/journal/10974660). We would like to invite authors to submit contributions.
The theme of this special issue is Latest Development of Nanotechnology in Latin America. We would particularly encourage new academics for contribution as we aim to promote research works in nanotechnology with new ideas. Initially, we have set several key areas for the issue:
– Nanotechnology applied to sensors and biosensors
– Nanoparticles and its interactions with plants
– Risk assessment of nanomaterials
– Drug delivery systems
– Development of new functional organic, inorganic and hybrid materials
– Nanotechnology applied to gene transfer
– Molecular simulations in nanotechnology
– Bio-based nanomaterials aiming agriculture and environmental applications
– Magnetic nanomaterials and its applications
– Nanoparticles aiming topical applications
– Biomimetic silica nanoparticles
– Hybrid biofilms aiming for food applications.
We aim to set the deadline for December 31st and to publish the special issue online in 2021. JCTB does not impose publication charges but it provides open access options with a fee.
Once the invitation is accepted, please inform one of the Guest Editors prior to manuscript submission.
Submissions should follow the general guidelines for submitting an article to a Special Issue in JCTB:
http://onlinelibrary.wiley.com/journal/10.1002/(ISSN)1097-4660/homepage/ForAuthors.html
If you have any further enquiry, please contact us.
Best Regards
Guest Editors:
Dr. Renata de Lima (University of Sorocaba, Brazil)
Dr. Leonardo F. Fraceto (UNESP, Brazil)
Dr. Humphrey H. P. Yiu (Heriot-Watt University, UK)
Contact: leonardo.fraceto@unesp.br and h.h.yiu@hw.ac.uk
Doutorado em materiais na UCS, com bolsa, em projeto sobre EPIs, filtros e superfícies com ação antimicrobiana com foco em SARS-CoV-2, em colaboração com a UNICAMP.
Mais informações e inscrições: https://www.ucs.br/site/pos-graduacao/formacao-stricto-sensu/materiais/processo-seletivo-programa-de-apoio-a-formacao-de-doutores-em-areas-estrategicas-ases/

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