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O ano de 2020 ficará sem dúvida marcado com tristeza em nossas vidas pela pandemia de Covid-19, que alterou violentamente nosso cotidiano, impôs perdas trágicas para muitos de nós e deu maior espaço a políticas negacionistas, reforçando a sensação de “nonsense” que vivenciamos na sociedade atual.
Porém, ao mesmo tempo, foi em 2020 que a Ciência se mostrou mais uma vez um porto seguro, apontando alternativas e estratégias de combate a esta terrível doença, ao mesmo tempo que, em tempo recorde, decodificava o genoma do vírus e fabricava vacinas com alta eficácia. Os pesquisadores brasileiros fizeram parte ativa da construção desta cadeia de conhecimento, enquanto lutavam, de forma resiliente, contra ameaças à estrutura de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do país. A comunidade de materiais não poderia se abster em momento tão crítico e por isso, rapidamente, adaptou pesquisas em biossensores, nanopartículas carreadoras de fármacos, materiais com propriedades virucidas etc. para o combate ao SARS-CoV-2.
Em 2020 a SBPMat também teve que se reinventar. Com o adiamento de seu encontro anual devido à crise sanitária, a plataforma virtual foi nossa forma de comunicação. E a comunidade respondeu! Com presença marcante nos webinários, nos eventos online, e participando das ações de conscientização para manter a infraestrutura de CT&I do país aliada ao nosso recurso mais precioso para o futuro, os jovens doutores e estudantes de graduação e pós-graduação. A garra e motivação que os estudantes em nossos University Chapters exibem em suas atividades, nos traz a certeza que há uma luz no final do túnel para o Brasil.
E que venha 2021! Estaremos a postos, munidos dos poderosos recursos da Ciência, para construir um ano melhor, com mais saúde e condições de vida dignas para os cidadãos brasileiros.
Um excelente final de ano a todos – na medida do possível e observando todos os cuidados necessários 🙂 .
Diretoria da SBPMat
O professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior (IFSC-USP), sócio da SBPMat, foi eleito primeiro vice-presidente (First Vice President) da International Union of Materials Research Societies (IUMRS).
O cientista brasileiro foi escolhido para a posição por unanimidade, em votação realizada neste mês de dezembro, envolvendo sociedades de pesquisa em materiais do mundo que participam da IUMRS.
Ele ocupará o cargo de primeiro vice-presidente por dois anos, ao longo de 2021 e 2022. Ao final do mandato, o professor, que foi presidente da SBPMat de 2016 a 2020, passará a ocupar, automaticamente, a presidência da IUMRS.

A professora Ana Flávia Nogueira (UNICAMP), sócia da SBPMat, assumiu neste mês de dezembro o cargo de diretora geral do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE).
Constituído em 2018 pela FAPESP e a empresa Shell, o CINE reúne grupos de pesquisa da UNICAMP, IPEN e USP e seus colaboradores para desenvolver pesquisa na fronteira do conhecimento e transferir tecnologia à indústria na área de novas energias.
Mais informações: http://cine.org.br/cine-anuncia-a-sua-nova-diretora.
[Texto escrito pelo sócio Marcelo Knobel, Reitor da UNICAMP e professor titular do IFGW-UNICAMP, junto a João Paulo Sinnecker, pesquisador titular da CBPF. Ambos foram orientados em seus doutorados pela professora Reiko Sato Turtelli.]
Profa. Dra. Reiko Sato Turtelli (1943-2020), física, faleceu no dia 14 dezembro de 2020.

Reiko nasceu dia 8 de dezembro de 1943 em São Paulo, onde concluiu o ginásio, em 1959. Na USP, obteve Licenciatura e Bacharelado em Física (1968 e 1969). Já em 1970, trabalhou no Departamento de Física do Estado Sólido e Ciências dos Materiais do IFGW/UNICAMP, finalizando seu mestrado em 1973, quando pesquisou as propriedades do GaAs, sob orientação do Prof. Rogério Cezar Cerqueira Leite. Seu excelente trabalho se destacou entre os chefes de Grupos do IFGW/UNICAMP e ela foi selecionada para o doutoramento, sendo contratada como MS-2 no mesmo ano. Ainda sob orientação do Prof. Cerqueira Leite, e dando continuidade aos estudos de propriedades do GaAs, defendeu seu doutorado em 1977 e foi reclassificada como MS-3. Em 1980 realizou um pós doutoramento na Itália, já casada com o Prof. Armando Turtelli Júnior. Ali trabalhou com propriedades magnéticas de ligas metálicas amorfas com os professores Paolo Allia e Franco Vinai, do Istituto Elettrotecnico Nazionale Galileo Ferraris em Turim, o que lhe proporcionou uma relação de cooperação e amizade muito duradouras. Em 1985 voltou ao IFGW/UNICAMP, onde posteriormente foi coordenadora de graduação do curso de Física. Teve uma atuação importante no CA de Física da FAPESP durante vários anos. Em 1993 foi pesquisadora visitante no Institut für Experimental Physik da Universidade de Viena, Áustria. Aposentou-se pela UNICAMP em junho de 1995 e desde então passou a viver em Viena com o companheiro Prof. Roland Grössinger (falecido em 2018). Faleceu em Viena no dia 14 de dezembro de 2020, vítima de câncer. Deixa os filhos Armando e Larissa, e 4 netos.
Reiko sempre foi uma pessoa apaixonada pela vida, com uma alegria, um positivismo e uma coragem inabaláveis. Gostava muito de jogar tênis, caminhar em trilhas, de artes plásticas. Adorava confraternizações e festas. Por onde passou, criou laços duradouros de amizade, respeito e afeto. Sempre teve uma postura pautada pela ética profissional e com uma extrema dedicação à pesquisa, pela qual era simplesmente apaixonada e obstinada. Encarava os desafios acadêmicos com muita determinação e dedicação. Muito alegre e brincalhona, com um espírito juvenil que lhe acompanhou até o final, foi um exemplo muito positivo para todos aqueles que tiveram o privilégio de viver e trabalhar perto dela, privilégio que nós, seus orientados, tivemos de perto ao longo de nossas careiras. Sempre estava presente quando precisávamos dela, seja para discussões acadêmicas, noites em claro de experimentos nos laboratórios, seja para qualquer apoio necessário. Irradiava alegria e felicidade que contagiava as pessoas a sua volta, fazendo de todas pessoas melhores.
Nossa querida Reiko, amiga, mentora, mãe, avó, irmã, filha, deixará muitas saudades.
João Paulo Sinnecker e Marcelo Knobel
A professora Andrea S. S. de Camargo (IFSC-USP), sócia e diretora científica da SBPMat, foi nomeada editora do Journal of Materials Science (Springer), periódico científico bem estabelecido dentro da comunidade internacional de Ciência dos Materiais. A cientista é a única representante de uma instituição da América Latina dentro do corpo de 25 editores da revista.


O professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior (IFSC-USP), sócio da SBPMat, foi eleito membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) na área de Ciências Físicas. O professor foi presidente da SBPMat por dois mandatos consecutivos, de 2016 até 2020.
A eleição dos 21 novos membros titulares da ABC foi realizada em assembleia geral ordinária no dia 3 de dezembro de 2020, com base nas indicações feitas pelos membros titulares da ABC. A posse ocorrerá no dia 1º de janeiro de 2021.
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O artigo científico de autoria de membros da comunidade brasileira de pesquisa em Materiais em destaque neste mês é: Strontium Calcium Phosphate Nanotubes as Bioinspired Building Blocks for Bone Regeneration. Camila B. Tovani, Tamires M. Oliveira, Mariana P. R. Soares, Nadine Nassif, Sandra Y. Fukada, Pietro Ciancaglini, Alexandre Gloter, and Ana P. Ramos. ACS Appl. Mater. Interfaces 2020, 12, 39, 43422–43434. doi.org/10.1021/acsami.0c12434.
Estratégia biomimética para síntese de nanotubos que estimulam a regeneração óssea
Dizem os especialistas que, até o momento, não há nada melhor do que um osso natural para ajudar a regenerar outro osso natural. De fato, apesar dos enormes avanços na área de biomateriais, ainda não existe um material sintético que funcione tão bem quanto o autógeno (osso extraído do próprio paciente) para incentivar a regeneração de tecido ósseo – processo que ocorre em nosso organismo de forma constante e espontânea, mas que se faz necessário estimular mediante a implantação de enxertos quando sofremos perdas ósseas notórias devido a traumatismos ou doenças. Nesse processo, a unidade básica de formação dos ossos é a fibrila de colágeno mineralizada, um cilindro de colágeno formado por um grupo de células chamadas osteoblastos, que é recheado e revestido por fosfatos de cálcio durante a chamada “biomineralização”.
Um trabalho realizado por pesquisadores do Brasil junto a colaboradores da França deu um importante passo nesse contexto. Usando uma estratégia inspirada na natureza, a equipe científica conseguiu produzir no laboratório um material muito semelhante, em formato, tamanho e estrutura, às fibrilas de colágeno mineralizadas. Nesta pesquisa, não foi necessário utilizar estruturas de colágeno, que é uma proteína cara e difícil de se manusear. Em vez disso, os cientistas produziram tubos de cerca de 200 nm de diâmetro, muito parecidos às fibrilas, porém compostos por cristais de fosfato de cálcio, que são o principal componente inorgânico dos ossos, e estrôncio, um elemento utilizado no tratamento da osteoporose, que ajuda a reduzir a perda de tecido ósseo e a aumentar a sua formação.
Em testes in vitro, o material mostrou que não é tóxico para as células e que gera as condições necessárias para a formação de tecido ósseo. Além disso, apresentou capacidade de liberar íons de estrôncio por longos períodos em doses controladas – parâmetro essencial para o desenvolvimento, em longo prazo, de terapias seguras, uma vez que excesso destes pode levar ao enfraquecimento dos ossos.
Estratégia

Para produzir o material com estrutura cilíndrica de dimensões controladas, a equipe se baseou em uma estratégia utilizada por diversos organismos vivos para gerar dentes, conchas e ossos: o confinamento físico, que nada mais é do o uso de um molde para obrigar um material a se formar seguindo uma determinada morfologia e tamanho.
O molde usado foi uma membrana de policarbonato, comercialmente disponível, que tem poros cilíndricos de 200 nm de diâmetro, tamanho semelhante ao das fibrilas de colágeno dos ossos. A membrana foi submergida por doze horas em uma solução contendo fosfato, cálcio e estrôncio, a qual penetrou nos poros. Após secagem da membrana na presença de compostos que desencadearam a mineralização, o policarbonato foi dissolvido, sendo possível separar e analisar o material que tinha se formado no interior dos poros.
“Apenas delimitando o ambiente físico no qual ocorrem os processos de nucleação e crescimento do mineral, obtivemos nanotubos com morfologia, composição e tamanho altamente controlados”, diz Ana Paula Ramos, professora da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, e autora correspondente de um artigo recentemente publicado que reporta o trabalho.
O mesmo procedimento, só que sem o uso de moldes, resultou em nanopartículas esféricas aglomeradas, com características bem diferentes das fibrilas de colágeno que se buscava emular.
Surpresa
A pesquisa foi realizada dentro do doutorado de Camila Bussola Tovani, que foi realizado com financiamento da FAPESP, orientado pela professora Ana Paula Ramos e defendido neste ano pelo Programa de Pós-Graduação em Química da USP Ribeirão Preto.
A ideia inicial do projeto era compreender como os íons de estrôncio, usados no tratamento da osteoporose, atuavam no mecanismo de mineralização dos ossos. Como esse processo, no organismo, ocorre em situação de confinamento, limitado pelo arcabouço formado pelas fibrilas de colágeno, Camila e sua orientadora decidiram utilizar um molde para estudar como ocorria a mineralização do fosfato de cálcio na presença dos íons estrôncio.
“Durante a caracterização estrutural, constatamos a elevada similaridade entre as partículas obtidas e as fibrilas de colágeno mineralizadas que formam os ossos, o que nos incentivou a conduzir investigações biológicas”, conta a professora. “O que de fato nos surpreendeu, foi a possibilidade de controlar propriedades das partículas tais como fase mineral, morfologia e tamanho apenas mudando o meio no qual a precipitação ocorria”, completa Ana Paula, que sugere que a mesma estratégia pode ser aplicada para sintetizar outras partículas inorgânicas para diferentes aplicações nas quais o controle das propriedades físico-químicas seja essencial.
Os nanotubos foram produzidos e caracterizados no Laboratório de Físico-Química de Superfícies e Coloides, coordenado pela professora Ana Paula. Ensaios biológicos foram realizados em outros laboratórios do campus da USP em Ribeirão Preto, mediante colaborações com o professor Pietro Ciancaglini e a professora Sandra Fukada.
O trabalho também se beneficiou de duas colaborações da professora Ana Paula com pesquisadores da França. A primeira, com o cientista Alexandre Gloter (Université Paris-Saclay), permitiu investigar o mecanismo de formação e caracterizar os nanotubos por meio de técnicas avançadas de espectroscopia e microscopia. A segunda, com a pesquisadora Nadine Nassif (Sorbonne Université), auxiliou na compreensão dos processos de mineralização óssea. “É interessante destacar que o contato inicial com o Dr. Alexandre Gloter aconteceu no Brasil durante o TEM Summer School, organizado no CNPEM pelo LNNano, e que a bolsa BEPE-FAPESP possibilitou a permanência da Camila Tovani no Laboratório Chimie de la Matiere Condenseè de Paris, da Sorbonne Université, sob supervisão da Dra. Nadine Nassif durante 1 ano”, diz Ana Paula Ramos. “O investimento das agências de fomento em internacionalização, tanto trazendo quanto enviando pesquisadores ao exterior, tem impacto importante nesta pesquisa”, conclui.
Do laboratório ao mercado
De acordo com a professora Ana Paula, depois de realizar uma investigação para validar o desempenho dos nanotubos em modelos animais, o material poderia ser utilizado para preencher localmente pequenos defeitos dos ossos. Os nanotubos também poderiam ser incorporados em matrizes poliméricas que são usadas em cirurgias ortopédicas e crânio-maxilo-faciais para substituição, preenchimento ou reparo de falhas ósseas provocadas por infecções, traumatismos e neoplasias. Ainda, o material poderia ser incorporado a formulações de creme dental para tratamento de hipersensibilidade dentária, uma vez que alguns dentifrícios utilizados para este fim apresentam estrôncio em sua composição.
“O maior desafio para tornar as partículas produto é encontrar empresas do ramo interessadas na tecnologia, o que nos permitiria desenvolver formulações a curto prazo”, afirma a pesquisadora.


Thiago Marinho Duarte, 33 anos, tem uma sólida formação para atuar em ensino e pesquisa. O paraibano, natural de Campina Grande, fez licenciatura, mestrado e doutorado em Química, além de uma especialização em metodologia de ensino de Química e Biologia. Foram treze anos dedicados à sua formação.
Todavia, desde que defendeu seu doutorado em Química pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em fevereiro deste ano, seus planos de ser professor pesquisador têm ficado “no freezer”. Para poder pagar as contas, recorreu aos conhecimentos aprendidos na adolescência, em cursos técnicos, e começou a fazer “bicos” de eletricista.
Em setembro, ele passou numa seleção da prefeitura de Conde, na região metropolitana de João Pessoa, para atuar na frente de combate à Covid-19, lidando com assuntos diversos, desde analisar laudos de água até conscientizar a população a respeito da pandemia. Desta forma, conseguiu estabilidade financeira por alguns meses (o contrato encerra no final de dezembro) enquanto continua buscando oportunidades para voltar à carreira científica.
Normalmente, o passo seguinte à conclusão do doutorado é o pós-doutorado, o qual pode ser compreendido como um trabalho temporário de “cientista júnior”. No Brasil, essa fase da carreira ocorre geralmente em grupos de pesquisa de universidades e costuma ser remunerada por meio bolsas, pagas por agências governamentais de financiamento à pesquisa, sejam federais (como o CNPq ou a Capes) ou estaduais.
“Submeti projetos de pesquisa em dois editais do CNPq para seleção de bolsistas de pós-doutorado”, conta Thiago. “Em ambos os casos fui avaliado com nota próxima à máxima (acima de 9,5), mas fui comunicado de que não ganharia a bolsa devido a limitações no orçamento”, lamenta. De fato, a quantidade de bolsas de pós-doutorado das agências federais vem diminuindo consistentemente desde 2015, como mostrou um levantamento de dados feito pela SBPMat.
Já em plena pandemia, Thiago participou de quatro processos seletivos de instituições de ensino superior da Paraíba e Rio Grande do Norte para contratação de professor substituto – um cargo temporário que lhe permitiria manter-se na sua área profissional e ter uma renda. Mas ele não ficou selecionado. “A concorrência era muito grande”, diz. Além disso, ele se inscreveu em um concurso para professor efetivo no campus da cidade de Areia da UFPB, mas a seleção ainda não foi realizada devido à pandemia.
Thiago também pensou seriamente em empreender. Olhou com carinho as suas lembranças da época da graduação, quando chegou a produzir e comercializar detergente, e pensou que produzir saneantes não seria uma má ideia para um químico em época de pandemia de doença infecciosa. Mas esta ideia também foi parar “no freezer” frente às dificuldades que Thiago enfrentou para obter informações de caráter burocrático, necessárias para iniciar o empreendimento.
Primeiro universitário da família
“A minha primeira vocação foi a de professor”, conta Thiago. No ensino médio, ele tinha facilidade para as disciplinas da área de Ciências Exatas. No último ano, depois de ajudar alguns colegas a entender uma matéria e passar na prova, ele percebeu que poderia se dedicar ao ensino. Então, mesmo sem ter referências na família (os pais de Thiago são assalariados sem formação superior e ele foi a primeira pessoa que cursou o ensino superior entre todos seus parentes), ele decidiu fazer licenciatura em Química na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
No final da graduação, em 2011, Thiago começou a enxergar uma outra opção de carreira. Ao notar que havia muitos concursos em universidades e institutos federais, e que todos eles pediam mestrado e/ou doutorado, Thiago pensou que deveria sair de Campina Grande para fazer pós-graduação na UFPB, sempre na área de Química.
A decisão lhe trouxe muitas experiências gratificantes e crescimento pessoal e profissional. No mestrado, Thiago ficou encantado ao descobrir que os conceitos aprendidos nas aulas se tornavam palpáveis no laboratório, e que poderia fazer uma contribuição própria ao avanço do conhecimento. No doutorado, ele fez uma imersão no mundo das simulações computacionais para estudar materiais semicondutores que podem ser usados para remediação ambiental, e teve a oportunidade de sair pela primeira vez do país para fazer uma parte da pesquisa em uma universidade espanhola, com apoio financeiro da Capes.
“O contato com o mundo real dos experimentos e com o mundo ideal das simulações me fez amadurecer”, reflete Thiago. “E a experiência no exterior me fez dar um salto como pessoa e pesquisador; é algo que recomendo a todos que tiverem a oportunidade”, completa.
Atualmente, além de trabalhar na frente de combate à Covid-19, Thiago está terminando de escrever um projeto de pesquisa para atuar em um grupo do estado de São Paulo. Mais uma vez, ele vai tentar conseguir uma bolsa de pós-doutorado. Além disso, Thiago está se preparando para participar de mais um concurso de professor substituto, desta vez na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
“Quero esgotar todas as possibilidades no país, mas não descarto ir para o exterior”, diz Thiago. “É uma pena que os governantes do Brasil não tenham interesse em investir em geração de conhecimento e tecnologia”.
Link para o CV Lattes de Thiago Marinho Duarte: http://lattes.cnpq.br/3323835059496707