Processo seletivo para mestrado e doutorado em Engenharia da Nanotecnologia na COPPE/UFRJ.


Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo 2020/1 ao Mestrado Acadêmico e ao Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Nanotecnologia – PENt da COPPE/UFRJ.

O PENt é um Programa pioneiro no Brasil na área de Engenharia da Nanotecnologia, que deu início às suas atividades no ano de 2014.

Nesta oportunidade estão sendo oferecidas 20 vagas para o Mestrado Acadêmico (para entrada no período 2020/1) e um total de 20 vagas para o Doutorado (para entradas nos períodos 2020/1, 2020/2 e 2020/3).

O período de inscrição para ingresso no Mestrado Acadêmico no período 2020/1 é de 23/09/2019 a 22/11/2019.
O período de inscrição para ingresso no Doutorado no período 2020/1 é de 23/09/2019 a 13/12/2019.

Mais informações e documentos estão disponíveis na página do PENt na internet: http://www.pent.coppe.ufrj.br/index.php/processoseletivo.html

Vaga para professor na COPPE (Nanotecnologia).


Vaga para professor adjunto 40h – DE no Programa de Engenharia de Nanotecnologia da COPPE. Inscrições a partir de 3 de agosto. Mais informações: http://concursos.pr4.ufrj.br/index.php/component/content/article/37-concursos/concursos-em-andamento/edital-215-de-29-de-junho-de-2016/333-edital-215-de-29-de-junho-de-2016

Gente da nossa comunidade: entrevista com o pesquisador Sergio Neves Monteiro.


Sergio Neves Monteiro formou-se em Engenharia Metalúrgica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1966. Logo após a graduação, foi aos Estados Unidos para continuar com a sua formação na Universidade da Flórida, a convite de um professor dessa universidade. Ali desenvolveu trabalhos sobre deformação de materiais e obteve o diploma de mestrado (1968) e o de doutorado (1972), ambos em Ciência e Engenharia de Materiais. Em 1976 realizou um pós-doutorado na Alemanha, na Universidade de Stuttgart.

Entre o mestrado e o doutorado, em 1968, voltou à UFRJ como professor e se tornou coordenador do curso de Engenharia Metalúrgica, além de participar da criação do Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (a COPPE). Foi professor titular do departamento de Engenharia Metalúrgica da UFRJ e da COPPE até se aposentar de seu cargo nessa universidade, em 1993. Então iniciou sua atuação na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), onde participou da comissão de implantação da universidade e criou o Laboratório de Materiais Avançados. Foi professor titular da UENF até 2012.  Desde 2012 é professor colaborador do Instituto Militar de Engenharia (IME).

Ao longo de sua carreira, exerceu diversos cargos administrativos na UFRJ, UENF, Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), Ministério de Educação (MEC), Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro e Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais (ABM), entre outras instituições.  

Pesquisador 1 A do CNPq, em 47 anos de vida acadêmica, orientou cerca de 80 mestrados e doutorados e publicou mais de 500 artigos em periódicos nacionais e internacionais, além de 58 capítulos de livros.

Recebeu prêmios e distinções da ABM, FAPERJ e Institute of Superhard Materials (Ucrânia), entre outras entidades. É fellow da American Society for Metals.

Segue uma entrevista com o pesquisador.

Boletim da SBPMat: – Conte-nos o que o levou a se tornar um pesquisador e a trabalhar na área de Materiais.

Sergio Neves Monteiro: – Desde criança sempre fui atraído por coisas da natureza, como animais, rochas, estrelas, terremotos, vulcões e tudo o que nos cerca. Assim, ao entrar para a Escola de Engenharia da UFRJ, a área que prontamente me interessou foi a de Metalurgia e Materiais. Já no terceiro ano, como monitor do professor Hervasio de Carvalho (então presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, CNEN) tomei contato com a pesquisa e fui motivado a fazer cursos na COPPE, que começava a se instalar na Escola de Química da UFRJ na Praia Vermelha. Convidado pelo professor Robert Reed-Hill, um dos professores do curso, parti para a Universidade da Florida logo após o término do curso de engenharia para o mestrado e, consequentemente, o início da carreira como pesquisador.

Boletim da SBPMat: – Quais são, na sua própria avaliação, as suas principais contribuições à área de Materiais?

Sergio Neves Monteiro: – Como professor da UFRJ, iniciei em 1968, juntamente com os professores Walter Mannheimer e Ubirajara Cabral, o Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da COPPE. Ajudei a formar os primeiros mestres e doutores na área e participei da organização do 1° CIBECIMat, coordenado pelo professor Waldimir Longo no IME. Fui Pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ, Secretário de Ensino Superior no MEC em Brasília, Sub-Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro e Presidente do Conselho Superior da FAPERJ. Na pesquisa, venho contribuído ativamente e de maneira inovadora para os seguintes temas:

·        Envelhecimento dinâmico de metais;

·        Propriedades de compósitos reforçados com fibras naturais;

·        Mecanismos de proteção balística associada a novos materiais;

·        Caracterização de cerâmicas convencionais com incorporação de resíduos industriais;

·        Técnicas de processamento de diamante e outras metais/ligas superduras.

Detalhes de minhas realizações estão à disposição em meu curriculum na Plataforma Lattes.

Boletim da SBPMat: – Deixe uma mensagem para nossos leitores que estão iniciando suas carreiras de cientistas.

Sergio Monteiro Neves: – Parabenizo os jovens cientistas brasileiros pelo caminho que escolheram. Lembro que muito mais do que uma carreira profissional, com estabilidade e adequada remuneração em instituições de ensino e pesquisa, ser pesquisador pode trazer grande satisfação pessoal e a certeza de contribuir diretamente para o crescimento do país. A publicação de artigos em periódicos internacionais de alto impacto é uma tremenda realização com reconhecimento pela comunidade. A pesquisa tem sido uma das principais ferramentas para os avanços tecnológicos e de qualidade de vida nos países desenvolvidos.