Cientista em destaque: entrevista com Leonardo Mathias Leidens, vencedor de Prêmio Destaque do CNPq em iniciação científica.


Leonardo Mathias Leidens.
Leonardo Mathias Leidens.

Quando atendeu ao telefone naquela tarde de maio, Leonardo Mathias Leidens, 24 anos, achou que estava sendo vítima de um trote. O presidente do CNPq, do outro lado da linha, estava lhe dando a notícia de que o trabalho de iniciação científica dele tinha sido escolhido como o melhor do Brasil na área de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias, na décima sexta edição do Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica.

Entretanto, se Leonardo tivesse contido a emoção e houvesse podido olhar para trás naquele instante, ele teria percebido que o prêmio era, na verdade, uma consequência esperável de uma caminhada constante de passos firmes pelo conhecimento científico, além de um merecido reconhecimento à sua competência e dedicação.

Leonardo nasceu em 1995 em Caxias do Sul, município da Serra Gaúcha com cerca de 500 mil habitantes e um importante polo industrial. Depois de cursar o ensino básico em escolas públicas da cidade, sempre com excelente desempenho escolar, Leonardo ingressou, em 2013, ao curso de graduação em Engenharia Química da Universidade de Caxias do Sul (UCS), universidade comunitária com sede em Caxias do Sul, presente por meio de seus campi em oito municípios gaúchos.

No primeiro semestre de 2014, Leonardo achou uma oportunidade de começar a fazer ciência. Tornou-se bolsista de iniciação científica, sob orientação do professor Carlos A. Figueroa, líder na UCS de um grupo de pesquisa fundamental e aplicada em Ciência e Engenharia de Superfícies, que posteriormente receberia o nome de “Grupo Epipolé”. Nesse grupo, e sempre com o mesmo orientador, Leonardo trabalhou em diversas pesquisas referentes à adesão de filmes de carbono amorfo como bolsista da UCS e dos programas PIBIT e PIBIC do CNPq. Como resultado desse trabalho, Leonardo tem hoje em seu currículo Lattes nove artigos científicos (um deles como primeiro autor) publicados em periódicos internacionais com revisão por pares, incluindo algumas das melhores revistas da área de superfícies e filmes finos.

Em agosto de 2016, Leonardo saiu pela primeira vez do país para cursar dois semestres na École Supérieure des Industries Chimiques (ENSIC), na cidade de Nancy (França), após ter sido selecionado como bolsista do BRAFITEC, programa da CAPES que apoia a mobilidade de estudantes de Engenharia entre instituições do Brasil e da França. Nesse período, além de cursar disciplinas do curso e outras que complementaram sua formação, Leonardo apresentou, pela primeira vez, um trabalho em um evento científico internacional, o E-MRS 2017 Spring Meeting, realizado na cidade francesa de Estrasburgo. Para participar desse evento, aliás, Leonardo ganhou uma isenção da taxa de inscrição em uma seleção promovida pela SBPMat e a E-MRS.

Depois dessa enriquecedora experiência no exterior, em meados de 2017, Leonardo retornou a Caxias do Sul e retomou suas atividades acadêmicas na UCS, inclusive a iniciação científica no Grupo Epipolé. Em dezembro de 2018, ele concluiu o curso de bacharelado em Engenharia Química com uma média de 3,96 sobre a nota máxima de 4 no conjunto das disciplinas cursadas. Por esse fato, na colação de grau, Leonardo foi distinguido pelo Reitor da UCS com a Láurea Acadêmica.

Devido à toda a experiência vivida em mais de quatro anos como bolsista de iniciação científica, Leonardo decidiu fazer doutorado direto (sem passar pelo mestrado). Assim, no início deste ano, ele se tornou doutorando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência dos Materiais (PGMAT) da UCS, mais uma vez sob orientação do professor Figueroa.

No dia 23 de julho, Leonardo receberá seu Prêmio Destaque na cerimônia que será realizada em Campo Grande (MS) durante a 71ª Reunião Anual da SBPC.

Veja nossa entrevista com Leonardo.

box entrevista leo

Boletim da SBPMat: –  Você poderia nos contar brevemente como e quando começou e se desenvolveu o seu interesse pela ciência/ pesquisa? E a sua vontade de ser cientista?

Leonardo Mathias Leidens: – A curiosidade sempre foi uma característica facilmente perceptível em mim. A vontade e ansiedade em saber a origem de “tudo”, os porquês e como as coisas funcionam me levaram à ciência, mesmo que de forma um pouco inconsciente. Meus pais sempre me incentivaram a ler muito e isso foi essencial na busca das respostas das minhas perguntas e no desenvolvimento da criatividade. Mais do que isso, ainda criança, adorava reproduzir experiências simples que aprendia em programas de TV (infelizmente, a internet não estava amplamente disponível na década de 90) ou criar os próprios experimentos desajeitados quando ganhei um kit infantil de química (já que os simples, indicados nas instruções, perdiam a graça rapidamente). Curiosamente, eu demorei a entender que a união de todas essas coisas que eu fazia natural e prazerosamente poderiam formar minha profissão. Levaram alguns anos até que, no Ensino Médio, a ficha caiu e, desde lá, me dediquei a alcançar um novo objetivo: me tornar um cientista. Ingressei no curso de Engenharia Química com o intuito de participar de atividades de Iniciação Científica e seguir na carreira acadêmica.

Boletim da SBPMat: – Muito brevemente, quais foram as principais competências que você considera ter desenvolvido ao longo dos anos como bolsista de I.C.?

Leonardo Mathias Leidens: – Basicamente, o maior desenvolvimento pessoal e profissional foi o treinamento no “método científico”, ou seja, a competência inicial para a formação de um cientista. Fazer uma pergunta, buscar o estado da arte e as respostas já disponíveis para comparação com a realidade apresentada e questionar/comparar os próprios resultados se tornaram atividades cotidianas. Para conseguir desenvolver todos esses passos da pesquisa, o treinamento em equipamentos complexos, a análise de dados e a proposta de ideias e projetos foram habilidades que tiveram que ser criadas ou desenvolvidas. Além disso, no tempo de bolsista, pude melhorar idiomas, como o inglês (o idioma da ciência), além de passar a escrever com mais rigor e excelência trabalhos para revistas internacionais, congressos, relatórios e projetos.

Boletim da SBPMat: – Na sua visão, quais foram os fatores mais importantes que contribuíram à realização do trabalho premiado?

Leonardo Mathias Leidens: – Inicialmente, foram a trajetória, a estrutura e a experiência do grupo em diferentes abordagens para minimizar o problema de adesão dos filmes de carbono amorfo em ligas ferrosas que permitiram a proposta de trabalho e o resultado alcançado pois, com amplo conhecimento do sistema material estudado, foi possível investigar de maneira muito profunda o problema e as modificações positivas geradas com o uso do plasma de hidrogênio. O trunfo, na minha visão, foi a integração da ciência de base, no estudo do mecanismo físico-químico de ação do tratamento, com um problema e aplicação real, depositando os revestimentos em condições mais brandas e de maneira eficiente em substratos antes problemáticos, que tornou o trabalho completo e interessante no âmbito científico (gerando conhecimento) e industrial (em aplicações com apelo de eficiência energética).

Boletim da SBPMat: – Em outra entrevista, você fala sobre ser cientista como estilo de vida, e não apenas como profissão. Conte-nos em que consiste esse estilo de vida que o atrai.

Leonardo Mathias Leidens: – Essa frase tem, fundamentalmente, duas justificativas. Primeiramente, e como já disse anteriormente, o método científico foi um dos aprendizados mais importantes que tive ao longo desses anos. Ele não é aplicado somente na pesquisa, mas em diversas atividades. Questionar e verificar tudo (por testes e comparações) são obrigações de um cientista, dentro e fora do laboratório. Por exemplo, em uma sociedade onde um número infindável de informações (de diferentes qualidades) está disponível, o rigor se torna necessário para comparar, selecionar e verificar o quão condizente com a realidade ou com fontes seguras elas são. Por outro lado, a ciência como um estilo de vida significa viver amplamente a ciência. Integrar uma comunidade diversificada, participar de projetos e trabalhos em parceria além de poder fazer a diferença em alguma área (por menor que seja ou pareça) se torna muito mais do que uma profissão. Finalmente, fazer parte de um grupo de pessoas que, com diferentes formações, histórias e objetivos, se une e trabalha em prol da geração de conhecimento e avanço da humanidade, mesmo com tantas dificuldades, me atrai, incentiva e orgulha.

Boletim da SBPMat: – Atualmente você está no primeiro ano de seu doutorado. Você chegou a pensar em algum projeto ou caminho profissional para depois do doutoramento?

Leonardo Mathias Leidens: – Meu orientador sempre nos sugere planejar os próximos cinco anos (pelo menos)… Nem sempre é fácil, principalmente em épocas pouco estáveis. Ainda no doutorado, gostaria de participar de um período sanduíche em uma universidade no exterior pois, tendo vivido essa experiência na graduação, percebo a importância ainda maior que ela teria para minha formação científica como doutor. Posteriormente, pretendo seguir no âmbito acadêmico, como pesquisador, em alguma instituição do país ou do exterior.

Boletim da SBPMat: – Convidamos você a deixar umas dicas para nossos leitores que estão realizando trabalhos de iniciação científica na área de Materiais, respondendo à pergunta “Como desenvolver um trabalho de destaque nacional?”.

Leonardo Mathias Leidens: – É difícil sugerir, diretamente, vias para produzir um trabalho de destaque pois, de certa forma, isso se torna consequência de um trabalho bem feito e não é fruto de uma “fórmula”. Entretanto, para chegar ao objetivo, posso dizer que é necessário tomar uma posição ativa na pesquisa, propondo, sem medo ou receio, ideias próprias bem fundamentadas para um problema da área, mesmo que no início seja difícil e desafiador para um aluno de graduação. Ao gerarmos as próprias perguntas, somos incentivamos a buscar as respostas e, se elas não estiverem disponíveis, propor vias para obtê-las. Dessa forma, com muito trabalho, dedicação e discussão científica é possível transformar um projeto em um trabalho de destaque que pode contribuir para o avanço de uma área específica e, de maneira mais extensiva, da sociedade. Entretanto, uma coisa é fundamental: não desanimar completamente quando as coisas não saem como o planejado. Quando estamos na fronteira do conhecimento, nem sempre o resultado obtido é o esperado – mas isso não pode coibir o avanço em novas tentativas. Falando de mim, como IC no Grupo Epipolé sempre tive a oportunidade de participar ativamente de projetos e discussões (e não apenas acompanhar estudantes de pós-graduação ou fazer trabalhos “mecânicos”, apesar dessas atividades também fazerem parte de qualquer bolsa de IC e possuírem sua importância), mesmo como estudante dos períodos iniciais da graduação, e aproveitei todos esses momentos. Isso foi fundamental para entender como a ciência é feita e me integrar ao grupo. Mesmo com maiores responsabilidades sendo geradas nessas interações, elas foram fundamentais para o crescimento, incentivo e formação de uma base que permitiu a proposta de minhas próprias ideias, depois de um tempo de estudo e prática. Para isso, a leitura de muitos artigos científicos também foi fundamental, além de estar sempre a par das novidades da área, mas sem esquecer de prestar a devida atenção aos alicerces científicos, ou seja, nos conceitos fundamentais.

Gente da comunidade: entrevista com Gleison Adriano da Silva, vencedor de Prêmio Destaque de iniciação científica do CNPq.


Gleison Adriano da Silva
Gleison Adriano da Silva

Nosso entrevistado do mês de dezembro é Gleison Adriano da Silva, um dos vencedores da 13ª edição do Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O jovem, que em novembro se diplomou bacharel em Física pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), ganhou o prêmio de iniciação científica da área de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias por um trabalho de sobre caracterização estrutural, térmica e óptica de sistemas semicondutores. O prêmio do CNPq distinguiu seis trabalhos (o melhor de iniciação científica e o melhor de iniciação tecnológica de cada grande área do conhecimento) dentre 467 inscritos, enviados por 167 instituições de ensino e pesquisa do Brasil.

O trabalho que valeu o prêmio a Gleison foi desenvolvido ao longo de três projetos de iniciação científica que o jovem realizou no contexto do Grupo de Materiais do Departamento de Física da UFAM, com orientação do professor Sérgio Michielon de Souza e com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e do CNPq. Nesses projetos, foram sintetizados materiais nanoestruturados semicondutores por meio de um processo simples e de baixo custo. Os materiais foram analisados por meio das técnicas de difração de raios X, calorimetria diferencial de varredura, micro-Raman e espectroscopia de absorção fotoacústica, e demonstraram um bom potencial para serem usados como materiais termoelétricos na transformação direta de calor em eletricidade.

Gleison se tornou bolsista de iniciação científica (inicialmente da FAPEAM e depois do CNPq) pouco depois de entrar no curso de bacharelado em Física da UFAM, em 2011. Seu orientador, Sérgio Michielon de Souza, tinha se tornado docente dessa instituição no mesmo ano e estava montando o Laboratório de Materiais no Departamento de Física, processo do qual Gleison participou ativamente. A primeira fase do trabalho foi dedicada à fabricação e estudo do sistema Cd-Se, e seus resultados foram publicados [http://dx.doi.org/10.1016/j.molstruc.2014.06.023] em setembro de 2014 no Journal of Molecular Structure (editora Elsevier), enquanto ele trabalhava na segunda fase do trabalho, voltada ao sistema Ni-Sb. Também em setembro de 2014, Gleison apresentou os resultados parciais dessa segunda fase do trabalho no XIII Encontro da SBPMat, realizado em João Pessoa (PB). Seu pôster foi distinguido no final do evento com o Prêmio Bernhard Gross ao melhor trabalho do simpósio S, dedicado a pôsteres sobre materiais avançados. Em maio de 2015, os resultados finais da pesquisa sobre o sistema Ni-Sb foram publicados [http://dx.doi.org/10.3139/146.111211] no International Journal of Materials Research (editora Carl Hanser Verlag GmbH & Co.). Em setembro de 2015, Gleison apresentou a terceira fase do trabalho, dedicada ao sistema Sn-Se, no XIV Encontro da SBPMat, no Rio de Janeiro (RJ).

Finalmente, em julho de 2016, Gleison teve a grande satisfação de receber o Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica, em Porto Seguro (BA), durante a 68ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Era a terceira vez que o estudante era indicado pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFAM para concorrer ao prêmio do CNPq, e dessa vez conquistou a distinção com os resultados finais da pesquisa sobre o sistema Ni-Sb e os resultados parciais da pesquisa sobre o sistema Sn-Se. Três meses depois, Gleison defendeu seu trabalho de conclusão de curso (TCC), elaborado a partir dos estudos com os sistemas Ni-Sb e Sn-Se, e obteve o título de bacharel em Física pela UFAM.

Veja nossa entrevista com Gleison.

Boletim da SBPMat: – Onde você nasceu? Onde morou até iniciar os estudos universitários na UFAM? 

Gleison Adriano da Silva: – Sou natural do Brasil Central, Brasília (DF), e tudo começou em 2008 quando me candidatei a missionário/ agente comunitário da Diocese de Roraima na Região Norte do Brasil, sob comando do antigo bispo titular Dom Roque Paloscci, para trabalhar em comunidades no baixo Rio Branco até a sua foz no Rio Negro. Em 2009, prestei o ENEM com êxito para Engenharia Florestal na UFAM, campus Manaus (AM). Sem auxílio financeiro, fui morar em um albergue no Centro de Manaus (AM), entretanto, após processo seletivo na Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários, passei a morador da Casa do Estudante Universitário da UFAM. Em 2011, por falta de afinidade ao curso Engenharia Florestal, mudei para o curso bacharelado em Física do Instituto de Ciências Exatas da UFAM.

Boletim da SBPMat: – Poderia nos contar muito brevemente como começou o seu interesse pela ciência e/ou pela pesquisa? Foi na universidade, na infância, na escola? 

Gleison Adriano da Silva: – Tudo aconteceu muito rápido. Ao ingressar no curso bacharelado em Física da UFAM, já iniciei na pesquisa científica à convite do Prof. Dr. Sérgio Michielon de Souza e, dada minha inserção junto ao Grupo de Pesquisa em Materiais do Depto de Física da UFAM, pude ter a oportunidade de realizar investigações científicas voltadas na determinação de estruturas cristalinas, evolução micro/nano-estrutural e transformação de fases em materiais intermetálicos utilizando softwares computacionais e técnicas analíticas no Laboratório de Materiais.

Boletim da SBPMat: – Qual é, na sua visão, a principal contribuição contida do trabalho premiado? Ou, quais são as principais contribuições dos trabalhos premiados? 

Gleison Adriano da Silva: – Uma observação interessante é que as investigações laureadas estavam coincidentemente relacionadas com os temas celebrativos da UNESCO de 2014 e 2015 intitulado como Ano  Internacional da Cristalografia e Ano Internacional da Luz. Nesta perspectiva, as principais contribuições contidas nos trabalhos premiados estavam relacionadas a técnica de difração de raios X, ou seja, transformações e estabilidade de fases cristalográficas das amostras do sistema semicondutor Ni-Sb e Sn-Se durante a síntese de estado sólido, onde foi observado uma forte estabilidade estrutural nos cristais de antimoneto de níquel (NiSb) e uma notável metaestabilidade nos cristais de seleneto de estanho (SnSe).

Um trabalho simples que apresenta características microestruturais e termodinâmicas de dois novos materiais nanoestruturados de interesse científico e tecnológico submetido a uma rota de síntese não complexa e de baixo custo.

Boletim da SBPMat: – Quais foram os critérios que o guiaram para fazer uma pesquisa de qualidade destacada em nível nacional? A que fatores você atribui esta conquista? 

Gleison Adriano da Silva: – Não existe ovo de Colombo ou receita de sucesso, só muito trabalho. Nada acontece sem esforço. Como bolsista na iniciação científica eu sempre fui o primeiro a chegar e o último a sair do laboratório. A conquista é reconhecimento do trabalho, entretanto, ninguém consegue nada sozinho.

Boletim da SBPMat: – Convidamos você a deixar alguma mensagem para nossos leitores que estão realizando trabalhos de iniciação científica na área de Materiais. 

Gleison Adriano da Silva: – Acreditem no potencial de vocês e no potencial de suas investigações. O sonho é o que move agente, mas não basta só sonhar, tem que correr atrás. Considerem isso também como um incentivo para divulgação de seus resultados em eventos científicos pelo Brasil, em especial nos Encontros Anuais da SBPMat.

Boletim da SBPMat: – O que você fará ou planeja fazer agora que terminou a graduação. 

Gleison Adriano da Silva: – Após a saga da graduação, provavelmente procurarei um Programa de Pós-Graduação na Universidade de Brasília (UnB) ou em alguma renomada instituição paulista.

Boletim da SBPMat: – Fique à vontade para outro breve comentário, se desejar. 

Gleison Adriano da Silva: – Gostaria de agradecer as cartas de congratulações e aplausos expedidas pelo Chefe do Depto de Física da UFAM, Senhor Prof. Me. Marcílio de Freitas; pela Diretora-Presidente da FAPEAM, Senhora Profa. Dra. Maria Olívia de Albuquerque Ribeiro Simão; e pela Senhora Senadora Vanessa Grazziotin da câmara alta do Congresso Nacional do Brasil (http://www.senado.leg.br/atividade/rotinas/materia/getPDF.asp?t=195150&tp=1).

Também, gostaria de agradecer a cidade de Manaus (AM), a UFAM e a todas as pessoas que direta e/ou indiretamente contribuíram para a minha formação pessoal e acadêmica.