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A Diretoria Executiva que vai administrar a SBPMat durante o biênio 2026 – 2027 tomou posse no dia 6 de janeiro deste ano durante uma Assembleia Geral Ordinária realizada em formato online.
Na ocasião, foram referendados os resultados do processo eleitoral concluído em outubro do ano passado, o qual elegeu a nova Diretoria e quatro novos membros do Conselho Deliberativo (dois titulares e dois suplentes).
A nova Diretoria apresenta a diversidade geográfica, de gênero e de áreas do conhecimento que a SBPMat tem se esforçado para manter, e inclui vários membros da gestão anterior.
Desta forma, iniciaram seus segundos mandatos consecutivos os professores Ivan Helmuth Bechtold (UFSC), como presidente da SBPMat; Iêda Maria Garcia dos Santos (UFPB), como diretora de Administração, Finanças e Patrimônio, e Ingrid Távora Weber (UnB) e Lucas Fugikawa Santos (UNESP-Rio Claro) como diretores científicos. Também foram empossados como diretores científicos Ana Sofia Clímaco Monteiro D’Oliveira (UFPR), Felipe Bohn (UFRN) e Rossana Mara da Silva Moreira Thiré (UFRJ), que compõem pela primeira vez a Diretoria da SBPMat.
“Eu gostaria de dar as boas-vindas aos novos integrantes que se juntaram à equipe e, certamente, vão trazer ideias novas”, disse a professora Iêda durante a assembleia. “A ideia é que sempre haja gente nova, de instituições diferentes, na administração da SBPMat, porque a Sociedade é de todos os sócios e sócias”, concluiu.
Por sua vez, ao fazer uso da palavra, o professor Ivan destacou a sua satisfação ao ver o quanto a SBPMat “aqueceu” após a pandemia. Nesse sentido, o presidente mencionou os recordes de participantes nos últimos eventos anuais e as novas ações nas áreas de divulgação científica, mulheres na ciência e empreendedorismo e inovação. Além disso, ele frisou a importância da reorganização do programa University Chapters, realizada em 2025. “Os alunos que formam os chapters são o futuro da nossa Sociedade”, disse Ivan.
Saiba mais sobre os membros da Diretoria Executiva e do Conselho Deliberativo.

[Texto enviado por sócios da SBPMat]
Nós, ex-alunos e pesquisadores brasileiros que tivemos o privilégio de realizar estudos de pós-graduação e pós-doutorado ou estágios de pesquisa na Universidade Técnica de Darmstadt sob a supervisão do Professor Heinz von Seggern, lamentamos profundamente seu falecimento em 7 de janeiro de 2026, após sua luta contra um câncer cerebral.
O Professor von Seggern, aposentado da TU Darmstadt, foi um cientista excepcional e um mentor generoso. Ele foi um colaborador científico valioso e de longa data de muitos pesquisadores no Brasil e um participante ativo e entusiasmado dos eventos anuais da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat), os B-MRS Meetings, contribuindo não apenas com sua expertise, mas também com sua genuína paixão pela ciência. Ele participou de diversos eventos da SBPMat incluindo os realizados em Natal (2007 e 2018), sendo um dos palestrantes plenários em 2018, no Rio de Janeiro (2009 e 2015), em Gramado (2011), em Florianópolis (2012), em Campos do Jordão (2013) e em João Pessoa (2014).
Além de uma frutífera relação científica, o Professor Heinz construiu conosco — seus ex-alunos e colaboradores — uma amizade profunda, calorosa e fraterna. Sua mentoria se estendeu muito além do laboratório e da sala de aula, deixando um impacto duradouro em nossas trajetórias profissionais e vidas pessoais.
Junto com a profunda sensação de perda, o Professor Heinz von Seggern deixa um vazio marcado por sua excepcional competência, dedicação inabalável e, sobretudo, pela alegria com que abraçava suas atividades científicas e acadêmicas. Seu entusiasmo, gentileza e humanidade serão lembrados tão vividamente quanto seu legado científico.
Sentiremos muito a sua falta.
Prof. Gregório Couto Faria (IFSC/USP), Prof. Ivan H Bechtold (UFSC), Prof. Roberto Mendonça Faria (IFSC/USP), Prof. Alberto Giacometti (IFSC/USP), Prof. Clarissa de Almeida Olivati (UNESP-Pres. Prudente), Prof. Juliana Eccher (UFSC), Prof. Françoise Toledo Reis (UFSC), Prof. Douglas José Coutinho (UTFPR-Toledo), Prof. Lucas Fugikawa-Santos (UNESP-Rio Claro).
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A Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) recebe com consternação a notícia do corte do orçamento previsto para bolsas de estudo e de pesquisa da CAPES e do CNPq para 2026. O corte pode atingir em até 18% a CAPES e em até 25% o CNPq dos recursos inicialmente previstos, os quais já eram escassos para promover a formação científica e garantir a continuidade das pesquisas científicas em universidades e institutos de pesquisa.
Lamentavelmente, estes recursos foram redirecionados em função dos interesses políticos dos parlamentares para o ano eleitoral de 2026, o que mais uma vez demonstra que não existe comprometimento do Congresso com o desenvolvimento científico do país.
A SBPMat reforça a importância do ajuste dos recursos para bolsas de fomento à pesquisa pelo governo federal, vetando esse redirecionamento.
A mobilização de todos os setores da sociedade é necessária para tentar reverter esta situação.
O ano de 2025 demonstrou novamente a força da comunidade científica brasileira em Materiais.
O XXIII B-MRS Meeting realizado em Salvador aglutinou em torno de 2.000 participantes de áreas de ciências básicas a tecnológicas. Cerca de 60% destes foram estudantes de graduação, mestrado ou doutorado, ilustrando a importância do evento para agregar estes jovens cientistas e oportunizar a divulgação das suas pesquisas e o estabelecimento de colaborações científicas. Palestras técnicas e mesas-redondas abordaram questões de gênero e estimularam a divulgação científica e o empreendedorismo.
A SBPMat tem contribuído com a divulgação de oportunidades para pesquisadores e estudantes através do site, boletim mensal e redes sociais. A divulgação dos artigos da comunidade tem ilustrado a relevância dos trabalhos científicos produzidos por membros da Sociedade.
O trabalho com os University Chapters (UCs) da SBPMat foi reforçado graças ao empenho das Profas. Lucimara Roman e Ingrid Weber. Tem sido gratificante o entusiasmo dos estudantes por se sentirem parte da Sociedade. Em 2026 iremos apoiar financeiramente iniciativas dos UCs para contribuir com a sua formação e divulgação das suas ações junto a sociedade, impactando o ambiente acadêmico e externo. Professores e estudantes interessados em abrir um UC em sua instituição podem ver os detalhes no site: https://www.sbpmat.org.br/pt/
A organização do B-MRS Meeting 2026 está a todo vapor. O evento será realizado na cidade de Curitiba (PR) de 27 de setembro a 1º de outubro, com simpósios científicos nas mais variadas áreas de atuação em Materiais e palestrantes de renome internacional. Além dos minicursos e mesas-redondas. Não percam a oportunidade de participar deste evento.
Desejamos a todos um excelente 2026, repleto de realizações pessoais e profissionais. Que todos possamos contribuir para o desenvolvimento científico do Brasil, para a formação das novas gerações de cientistas e estimular o empreendedorismo.
NOTA TÉCNICA – Terras-Raras
Da Mina ao Imã: Rumo à autonomia Tecnológica Nacional em Energia, Saúde e Defesa
Esta Nota Técnica apresenta diagnóstico sobre a situação brasileira na cadeia produtiva de terrasraras e recomenda ações coordenadas para consolidar autonomia tecnológica em setores estratégicos — energia, saúde e defesa.
Terras-raras são insumos essenciais para turbinas eólicas, motores de veículos elétricos, ressonância magnética, radiofármacos, lasers, sensores, radares, catalisadores para craqueamento de petróleo e sistemas de guiagem de precisão, dentre outros. O domínio produtivo desses materiais constitui capacidade estratégica de Estado, especialmente em cenários de transição energética e reconfiguração geopolítica.
O Brasil detém aproximadamente 23% das reservas globais desses elementos e iniciou produção mineral em argilas iônicas em 2024. Entretanto, as etapas de maior valor agregado — separação química, metalurgia e fabricação de ímãs permanentes — não estão estabelecidas no país. Como resultado, o Brasil permanece como exportador primário de concentrados e importador integral de produtos estratégicos utilizados em energia, saúde e defesa.
Essa dependência expõe o Estado brasileiro a riscos de interrupção de suprimento decorrentes de disputas comerciais e geopolíticas, limitando a capacidade de planejamento energético, sistemas de saúde de alta complexidade e autonomia da Base Industrial de Defesa.
No plano científico, o país dispõe de massa crítica consolidada. Universidades federais e estaduais, unidades de pesquisa do MCTI e centros como CETEM, IPT, IPEN/CNEN, UFSCar, USP, UFMG, UFSC, UFRJ, UFPE, UNESP e ITA formaram especialistas, desenvolveram rotas de separação, metalurgia e síntese de ligas, além de caracterização de propriedades magnéticas. O INCT Terras-Raras (PaTrIA), ao longo da última década, estabeleceu rotas laboratoriais eficazes para obtenção de óxidos purificados e prototipagem de ligas magnéticas.
Este diagnóstico encontra plena convergência com o documento Estudo Prospectivo: Terras-Raras no Brasil (CGEE/MCTI, 2012), que já identificava a existência de capacidade científica avançada no país e a ausência de infraestrutura para escalonamento industrial. Passada mais de uma década, a lacuna apontada pelo CGEE permanece: falta ao Brasil a implantação de plantas-piloto e unidades de demonstração para transição do TRL 4–5 (laboratório) para TRL 6–8 (produção em escala).
De forma convergente tendo como foco as discussões em curso para a formulação da ENCTI 2024– 2034, recomenda-se que minerais estratégicos, incluindo as terras-raras, sejam reconhecidos como eixo estruturante para a soberania produtiva nacional, com articulação entre as políticas mineral, industrial, de defesa e de saúde. Esta Nota Técnica espera contribuir com esse processo ao especificar o caminho de implementação da cadeia de valor, indicando as etapas críticas para a transição da escala laboratorial para a escala industrial.
Nos últimos anos, grupos vinculados ao INCT Terras-Raras desenvolveram, em escala de laboratório, rotas hidrometalúrgicas para separação de neodímio (Nd), praseodímio (Pr), disprósio (Dy) e térbio (Tb), além de processos de purificação de óxidos com grau superior a 99,9% e a produção de prototipagens de ligas magnéticas NdFeB — os mesmos ímãs permanentes utilizados em turbinas eólicas, motores de veículos elétricos e equipamentos de ressonância magnética.
Esses resultados comprovam que a ciência brasileira já domina os fundamentos químicos, metalúrgicos e de engenharia necessários para a produção nacional de ímãs permanentes. O desafio atual não é técnico-científico, mas industrial: é necessária a implantação de plantas-piloto (TRL 6–7) e linhas de demonstração industrial (TRL 7–8) para converter o domínio laboratorial em produção contínua em escala. A ausência dessa infraestrutura é hoje o principal fator que impede
a internalização definitiva da cadeia no país.
A internalização das etapas de separação, metalurgia e produção de ímãs aumenta o valor agregado nacional entre 6 e 80 vezes em relação à exportação de concentrados. A internalização de 30% da cadeia resultaria, em estimativa conservadora, em:
• R$ 4,5 a R$ 7,3 bilhões/ano em valor agregado doméstico;
• 7.000 a 12.000 empregos qualificados diretos (multiplicadores industriais superiores a 4,0);
• Incremento tributário entre R$ 1,1 e R$ 1,8 bilhão/ano;
• Redução estrutural de vulnerabilidade em energia, saúde e defesa.
Outra aplicação fundamental é o uso de lantânio como componente ativo em catalisadores nos processos de craqueamento de petróleo. Atualmente o Lantânio para catalisadores é importado, criando uma grande dependência tecnológica, que poderia ser facilmente resolvida pela separação desse elemento que está presente em aproximadamente 20% na monazita e nas argilas no Brasil.
O retorno é econômico, produtivo e estratégico: trata-se de reduzir dependências externas críticas e fortalecer a autonomia decisória do Estado brasileiro.
Recomendações (30-180 dias)
1. Fortalecer o recém criado Programa Nacional de Separação e Refino de Terras-Raras, com
coordenação interministerial, metas públicas e painel de monitoramento.
2. Publicar Chamada BNDES + FINEP para implantação de plantas-piloto de separação química.
3. Estabelecer linhas de crédito orientadas por critérios ESG para metalurgia, fábricas de ímãs
permanentes e catalisadores.
4. Inserir cláusulas de conteúdo produtivo nacional em compras públicas estratégicas (energia
eólica, equipamentos hospitalares, sistemas de defesa).
5. Definir procedimentos técnicos e prazos claros no licenciamento ambiental, com
monitoramento contínuo e padronização operacional.
Medidas Estruturantes (6–24 meses)
a) Implantação do MagBras+: Laboratório-Fábrica Nacional de Ímãs Permanentes;
b) Criação do Centro Nacional de Ensaios e Certificação;
c) Programa Nacional de Formação de 300–500 especialistas/ano;
d) Acordos industriais com cláusulas de transferência tecnológica obrigatória.
A ciência brasileira já domina as rotas necessárias para produzir ímãs permanentes de terras-raras. O que falta não é pesquisa, mas a implantação de plantas-piloto e infraestrutura industrial para escalar o que já está comprovado. O próximo desafio da ciência brasileira é consolidar rotas industriais sustentáveis para separação, purificação e produção contínua de óxidos, catalisadores, metais e ímãs permanentes, e integrá-los diretamente aos setores de energia, saúde e defesa. Tratase de avançar da extração e separação laboratorial para a engenharia de processos, escalonamento industrial, certificação e aplicação sistêmica.
Finalmente, é fundamental que o Governo Federal interrompa o ciclo de contingenciamento dos recursos oriundos da CFEM (Compensação Financeira pela Extração Mineral) destinados à pesquisa, desenvolvimento e inovação, que vêm impedindo que os órgãos essenciais para o desenvolvimento, monitoramento e fiscalização do setor mineral (como a Agência Nacional de Mineração) cumpram adequadamente suas funções.
16 de dezembro de 2025
Assinam:
SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
ABC – Academia Brasileira de Ciências
SBQ – Sociedade Brasileira de Química
SBG – Sociedade Brasileira de Geologia
SBF – Sociedade Brasileira de Física
SBPMAT – Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais
Referências
Agência Internacional de Energia (IEA).
The Role of Critical Minerals in Clean Energy Transitions. Paris, 2023.
Comissão Europeia.
Critical Raw Materials Act – Strategic Raw Materials List. Bruxelas, 2023.
United States Geological Survey (USGS).
Mineral Commodity Summary: Rare Earths. Washington, DC, 2024.
Agência Nacional de Mineração (ANM).
Recursos Minerais Estratégicos no Brasil. Brasília, 2022.
Centro de Tecnologia Mineral – CETEM / MCTI.
Terras-Raras no Brasil: Potencial, Processamento e Desafios. Rio de Janeiro, 2019–2023.
Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – IPEN/CNEN.
Relatórios técnicos de prototipagem de ligas magnéticas NdFeB, 2019–2024.
INCT Terras-Raras (PaTrIA).
Relatórios de atividades e sínteses de resultados. 2014–2024.
BNDES / ABDI / EPE.
Agregação de Valor na Cadeia de Minerais Estratégicos para a Transição Energética. Brasília/Rio, 2023.
IPEA / CGEE.
Matriz Insumo-Produto e Multiplicadores Industriais. Brasília, 2022.
Adamas Intelligence.
Rare Earth Magnet Market Outlook. Amsterdam, 2023.
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Rio de Janeiro, 03 de dezembro de 2025.
Convocação Assembleia Geral Ordinária – SBPMat
Prezados Sócios,
Em cumprimento ao que estabelece o estatuto da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais SBPMat, com sede à Rua Marquês de São Vicente, 225 – Gávea, Rio de Janeiro – RJ; através de sua diretoria, representada pelo presidente Sr. Ivan Helmuth Bechtold, CONVOCA, através do presente ofício, para a Assembleia Geral Ordinária (AGO), que será realizada online no link https://meet.google.com/ien-ynpk-wvz no dia 06 de janeiro de 2026, com a seguinte pauta do dia:
Poderão participar da AGO todos os sócios atuais ou a que ela se afiliarem até a véspera da assembleia.
A presente convocação será enviada a todos os associados inscritos, encontrando-se também disponível nesta página do site oficial da SBPMat.
A AGO instalar-se-á no dia 06 de janeiro de 2026 em primeira convocação às 16:00 h, com a presença da maioria dos associados e, em segunda convocação às 16:30 h com os presentes.
Atenciosamente,
Ivan H Bechtold
Presidente da SBPMat
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