{"id":995,"date":"2013-01-31T10:01:09","date_gmt":"2013-01-31T13:01:09","guid":{"rendered":"http:\/\/sbpmat.org.br\/?p=995"},"modified":"2014-10-13T16:15:12","modified_gmt":"2014-10-13T19:15:12","slug":"bernhard-gross-pai-da-pesquisa-em-eletretos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/bernhard-gross-pai-da-pesquisa-em-eletretos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Bernhard Gross: pai da pesquisa em eletretos no Brasil."},"content":{"rendered":"<p>Em junho de 1933, desembarcava na cidade do Rio de Janeiro o engenheiro e f\u00edsico de Sttutgart (Alemanha) Bernhard Gross. \u00a0Ap\u00f3s ter desenvolvido algumas pesquisas sobre raios c\u00f3smicos, como colaborador, e constatando que era dif\u00edcil conseguir um emprego como f\u00edsico em seu pa\u00eds de origem, o jovem de 28 anos tinha decidido tentar a vida no Brasil. Nesse momento Gross j\u00e1\u00a0possu\u00eda\u00a0algumas publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas.<\/p>\n<p>Por que Gross veio ao Brasil, um pa\u00eds que, na \u00e9poca, tinha pouqu\u00edssimas institui\u00e7\u00f5es, infraestrutura e recursos humanos para pesquisa? Numa <a href=\"http:\/\/www.fgv.br\/cpdoc\/historal\/arq\/Entrevista437.pdf\" target=\"_blank\">entrevista<\/a> realizada em 1976, Gross relatou que seu interesse pelo Brasil surgiu na inf\u00e2ncia, durante uma viagem que realizou com a fam\u00edlia pelas cidades do Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Porto Alegre e Pelotas, e na qual sentiu um gostinho de aventura e romantismo.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s a sua chegada ao Rio, Gross deu algumas palestras sobre raios c\u00f3smicos na Escola Polit\u00e9cnica do Largo de S\u00e3o Francisco e, assim, come\u00e7ou a conhecer pessoas ligadas \u00e0 ci\u00eancia na cidade. \u00a0Em janeiro de 1934 obteve seu primeiro emprego, no Instituto de Meteorologia. No mesmo ano, publicou o primeiro de seus artigos cient\u00edficos escritos no Brasil. Em 1999, com 94 anos, publicaria o \u00faltimo de cerca de duzentos.<\/p>\n<p>Em v\u00e1rios temas, tais como raios gama, circuitos el\u00e9tricos e materiais diel\u00e9tricos, Gross fez contribui\u00e7\u00f5es de relev\u00e2ncia e impacto internacional com trabalhos de pesquisa desenvolvidos no Brasil. Gross abordava os desafios cient\u00edficos com muita compet\u00eancia, tanto do ponto de vista te\u00f3rico quanto do experimental, e dava uma particular aten\u00e7\u00e3o \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da Matem\u00e1tica \u00e0 F\u00edsica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de fazer ci\u00eancia de acordo com padr\u00f5es internacionais, Gross, desde as d\u00e9cadas de 1930-40, publicava os resultados de seus trabalhos em peri\u00f3dicos do Brasil e do exterior, como os Anais da Academia Brasileira de Ci\u00eancias, <em>o Journal of Applied Physics<\/em>, <em>Physical Review<\/em>,<em> Journal of Chemical Physics <\/em>e a revista alem\u00e3 <em>Zeitschrift f\u00fcr Angewandte Physik<\/em>, entre outros peri\u00f3dicos. \u00a0Ademais, Gross circulou bastante pelo mundo, tendo passado alguns per\u00edodos trabalhando nos Estados Unidos (nos laborat\u00f3rios Bell e no <em>Massachusetts Institute of Technology<\/em>), na Inglaterra (na <em>Electrical Research Association<\/em>) e na \u00c1ustria (como membro do comit\u00ea cient\u00edfico da Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica, organiza\u00e7\u00e3o internacional dedicada aos usos pac\u00edficos da energia at\u00f4mica), entre outros destinos. Finalmente, Gross conseguiu, em v\u00e1rias oportunidades, trazer para o Brasil pesquisadores do exterior.<\/p>\n<p>Trabalhando continuamente em diversos temas, Gross iniciou no Brasil, de forma pioneira, a pesquisa em F\u00edsica da Mat\u00e9ria Condensada, pilar da Ci\u00eancia e Engenharia dos Materiais.<\/p>\n<p><strong>Os eletretos<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_997\" aria-describedby=\"caption-attachment-997\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/bernhard_gross3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-997  \" title=\"bernhard_gross3\" src=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/bernhard_gross3.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"285\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-997\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia de Bernhard Gross da galeria de fotos da p\u00e1gina http:\/\/www.canalciencia.ibict.br\/notaveis\/bernhard_gross.html<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um dos campos que recebeu mais contribui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas de Bernhard Gross \u00e9 o estudo dos eletretos, materiais diel\u00e9tricos (isolantes) que, por estarem permanentemente polarizados, possuem carga el\u00e9trica permanente.<\/p>\n<p>A g\u00eanese das pesquisas de Gross sobre eletretos remonta a um dos primeiros trabalhos feitos por Gross no Brasil, em 1934: um pedido da empresa de energia el\u00e9trica e telefonia Light, que queria saber qual era a resist\u00eancia do isolamento de seus cabos telef\u00f4nicos. Fazendo medidas, Gross notou que os fios apresentavam um fen\u00f4meno que o fascinava havia tempo, conhecido como \u201cabsor\u00e7\u00e3o diel\u00e9trica\u201d.<\/p>\n<p>Na entrevista de 1976, Gross relata: \u201cAquilo que a Light queria saber, eu podia resolver em tempo razo\u00e1vel. Agora, aproveitei isto para estudar o comportamento de isoladores, de maneira mais b\u00e1sica\u201d. Gross enxergava como muito importante o interesse tecnol\u00f3gico das atividades de pesquisa, sem que isso significasse uma limita\u00e7\u00e3o da curiosidade cient\u00edfica \u00e0 mera resolu\u00e7\u00e3o do problema tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1940, Gross e seu grupo ainda pesquisavam os materiais diel\u00e9tricos no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro. Bernhard Gross tinha lido sobre os eletretos e, por mera curiosidade, come\u00e7ou a fazer uma s\u00e9rie de medidas junto a uma pesquisadora francesa, Line Ferreira \u2013 Denard, que estava trabalhando no INT. O trabalho, de base experimental, gerou duas publica\u00e7\u00f5es iniciais em 1945 e em 1948 e permitiu explicar, pela primeira vez, o comportamento dos eletretos. Em 1957, Gross realizou ainda um estudo sistem\u00e1tico sobre o comportamento dos campos que se produzem quando, ao injetar el\u00e9trons em s\u00f3lidos carregados, os el\u00e9trons ficam presos em \u201carmadilhas\u201d.<\/p>\n<p><span>Foi tamb\u00e9m nesse contexto dos estudos sobre diel\u00e9tricos e eletretos que Joaquim da Costa Ribeiro desenvolveu a compreens\u00e3o do efeito termodiel\u00e9trico ou \u201c<\/span><a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/historia-da-pesquisa-em-materiais-joaquim-da-costa-ribeiro-e-o-efeito-termodieletrico\/\" target=\"_blank\">efeito Costa Ribeiro<\/a><span>\u201d, no qual um diel\u00e9trico adquire polariza\u00e7\u00e3o e carga permanente sem aplica\u00e7\u00e3o de um campo el\u00e9trico externo.<\/span><\/p>\n<p><strong>O microfone de eletretos<\/strong><\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 16px;\"><\/strong>O conhecimento desenvolvido por Gross sobre eletretos permitiu o avan\u00e7o n<span>as aplica\u00e7\u00f5es industriais desses materiais, das quais uma das mais difundidas \u00e9 o microfone de eletretos, criado no contexto dos laborat\u00f3rios Bell por Gerhard Sessler e James West, que solicitaram a <\/span><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/File:US_Patent_3118022_-_Gerhard_M._Sessler_James_E._West_-_Bell_labs_-_electroacustic_transducer_-_foil_electret_condenser_microphone_1962_1964_-_pages_1-3.png\" target=\"_blank\">patente da inven\u00e7\u00e3o<\/a><span>\u00a0em 1962. Este tipo de microfone vem sendo produzido em milh\u00f5es ou bilh\u00f5es de unidades por ano.<\/span><\/p>\n<p>Para chegar ao microfone de eletretos, Sessler e West utilizaram a teoria desenvolv<span>ida por Gross e o m\u00e9todo descrito por ele para carregar materiais por meio de feixes de el\u00e9trons. Mas os pesquisadores dos laborat\u00f3rios Bell utilizaram como mat\u00e9ria-prima folhas de teflon, material cujas propriedades mec\u00e2nicas, baix\u00edssima condutividade e possibilidade de ser fabricado em finas folhas permitiram sua aplica\u00e7\u00e3o no microfone. A fina folha de teflon, carregada, move-se pela a\u00e7\u00e3o das vibra\u00e7\u00f5es sonoras e induz cargas el\u00e9tricas,\u00a0<\/span><span>transformando vibra\u00e7\u00f5es sonoras em vibra\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas.<\/span><\/p>\n<p>\u201cAdmito que na ocasi\u00e3o n\u00e3o pensava em aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas\u201d, disse Gross na entrevista de 1976, a respeito das pesquisas sobre eletretos. O cientista explicou os motivos:\u00a0<span>n\u00e3o dispunha de materiais adequados a aplica\u00e7\u00f5es industriais (usava cera de carna\u00faba e plexigl\u00e1s), a dificuldade de realizar um pedido de patente na \u00e9poca era grande e ele precisaria reunir diversas compet\u00eancias para chegar num dispositivo como o microfone.<\/span><\/p>\n<p>O microfone de Sessler n\u00e3o foi o \u00fanico baseado nos conhecimentos desenvolvid<span>os por Gross. Na hist\u00f3ria do f\u00edsico de Sttutgart e os eletretos, existiu um caso de transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica mais direta, o de Preston Murphy, seu assistente estadunidense especializado em eletrost\u00e1tica. Gross o conheceu numa de suas viagens e conseguiu para ele um contrato para trabalhar no Rio de Janeiro pela Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear. Murphy veio ao Brasil por volta de 1957 e ficou por cerca de seis anos, nos quais adquiriu conhe<\/span><span>cimentos e t\u00e9cnicas.\u00a0 De acordo com Gross, \u201cquando voltou aos Estados Unidos, associou-se a uma companhia, onde desenvolveu um tipo de microfone de eletreto com base nos conhecimentos que adquirira aqui, valendo-se daquela facilidade extraordin\u00e1ria dos americanos para fazer <\/span><em>gadgets<\/em><span>, virtude que n\u00e3o possuo. Arranjou contratos por l\u00e1 e montou uma grande linha de produ\u00e7\u00e3o de microfones de eletretos.\u201d<\/span><\/p>\n<p><strong>O reconhecimento \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es de Gross em eletretos<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>Os avan\u00e7os promovidos por Gross na pesquisa em eletretos foram e s\u00e3o reconhecidos mundialmente. O pr\u00f3prio Gerhard Sessler dedicou o livro \u201cElectrets\u201d, editado por ele inicialmente em 1980, a Bernhard Gross. Em um <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0103-97331999000200003&amp;script=sci_arttext\" target=\"_blank\">artigo<\/a> publicado no <em>Brazilian Journal of Physics<\/em> em 1999, Sessler afirma que Gross assentou as pedras fundamentais da pesquisa moderna em eletretos, guiou a sua evolu\u00e7\u00e3o durante mais de meio s\u00e9culo e ajudou a estabelecer esse campo como uma disciplina respeitada da ci\u00eancia moderna.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, eventos internacionais na \u00e1rea tamb\u00e9m homenagearam o f\u00edsico alem\u00e3o, como o 3\u00ba e 5\u00ba Simp\u00f3sio Internacional sobre Eletretos, realizados respectivamente em S\u00e3o Carlos (Brasil) e Heidelberg (Alemanha) na ocasi\u00e3o do 70\u00ba e 80\u00ba anivers\u00e1rio de Gross.<\/p>\n<p>No Brasil, muitos cientistas se formaram sob sua influ\u00eancia. Entre outros, pode-se mencionar Armando Dias Tavares, Francisco Oliveira Castro, Guilherme Leal Ferreira, Joaquim Costa Ribeiro, Pl\u00ednio Sussekind Rocha, Roberto Faria, S\u00e9rgio Mascarenhas, Yvonne Mascarenhas. Grupos de pesquisa se constituiram inspirados por Gross, principalmente no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Carlos, como o <a href=\"http:\/\/www.polimeros.ifsc.usp.br\/\" target=\"_blank\">Grupo de Pol\u00edmeros \u201cBernhard Gross<\/a>&#8220;, criado em meados da d\u00e9cada de 1970 na USP S\u00e3o Carlos, a partir das visitas do f\u00edsico de Sttutgart a essa universidade.<\/p>\n<p>Em 2002, Bernhard Gross faleceu em S\u00e3o Carlos, aos 97 anos.<\/p>\n<p><strong>Veja tamb\u00e9m<\/strong><\/p>\n<p>Texto do professor Roberto Mendon\u00e7a Faria sobre outros trabalhos do professor Bernhard Gross, feito para o boletim da SBPMat:\u00a0<a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/?p=999\" target=\"_blank\">http:\/\/sbpmat.org.br\/?p=999<\/a><\/p>\n<p><strong>Saiba mais<\/strong><\/p>\n<h5>Material sobre Bernhard Gross (resumo da entrevista de 1976, fotografias etc.):\u00a0<a href=\"http:\/\/www.canalciencia.ibict.br\/notaveis\/bernhard_gross.html\">http:\/\/www.canalciencia.ibict.br\/notaveis\/bernhard_gross.html<\/a><\/h5>\n<h5>Gerhard. M. Sessler. <strong><em>Bernhard Gross and the evolution of\u00a0 modern electret research<\/em><\/strong>. Braz. J. Phys., vol. 29 n.2, S\u00e3o Paulo, June 1999. <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0103-97331999000200003\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0103-97331999000200003<\/a>.<\/h5>\n<h5>Sergio Mascarenhas. <strong><em>Bernhard Gross and his contribution to physics in Brazil.<\/em><\/strong> Braz. J. Phys., vol.29, n.2, S\u00e3o Paulo, June 1999. <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0103-97331999000200002\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0103-97331999000200002<\/a>.<\/h5>\n<h5>Gerhard M. Sessler. <strong><em>Bernhard Gross and Electret Research: His Contributions, our Collaboration, and what Followed<\/em><\/strong>. IEEE Transactions on Dielectrics and Electrical Insulation\u00a0\u00a0\u00a0 Vol. 13, No. 5, October 2006.<\/h5>\n<p>Voc\u00ea sabe mais alguma coisa sobre esta hist\u00f3ria? Deixe seu coment\u00e1rio abaixo!<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em junho de 1933, desembarcava na cidade do Rio de Janeiro o engenheiro e f\u00edsico de Sttutgart (Alemanha) Bernhard Gross. \u00a0Ap\u00f3s ter desenvolvido algumas pesquisas sobre raios c\u00f3smicos, como colaborador, e constatando que era dif\u00edcil conseguir um emprego como f\u00edsico em seu pa\u00eds de origem, o jovem de 28 anos tinha decidido tentar a vida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[137,138,78,16],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/995"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=995"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/995\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2683,"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/995\/revisions\/2683"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}