{"id":8201,"date":"2019-11-29T19:47:13","date_gmt":"2019-11-29T22:47:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/?p=8201"},"modified":"2019-12-05T16:21:19","modified_gmt":"2019-12-05T19:21:19","slug":"da-ideia-a-inovacao-15-anos-de-trajetoria-da-nanox","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/da-ideia-a-inovacao-15-anos-de-trajetoria-da-nanox\/","title":{"rendered":"Da ideia \u00e0 inova\u00e7\u00e3o: 15 anos de trajet\u00f3ria da Nanox."},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_8202\" aria-describedby=\"caption-attachment-8202\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-8202\" src=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/nanox_2-300x225.jpg\" alt=\"Colaborador no Laborat\u00f3rio de Microbiologia da Nanox. Na mesa, um dos produtos da empresa.\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/nanox_2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/nanox_2.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8202\" class=\"wp-caption-text\">Colaborador no Laborat\u00f3rio de Microbiologia da Nanox. Na mesa, um dos produtos da empresa.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em 2004, tr\u00eas jovens formados em Qu\u00edmica pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) criavam uma empresa de materiais baseados em nanotecnologia. Hoje, a <a href=\"http:\/\/www.nanox.com.br\">Nanox<\/a>\u00a0conta com cerca de 30 produtos desenvolvidos, uma plataforma tecnol\u00f3gica formada por sete patentes (tr\u00eas mundiais, uma na Europa, uma nos Estados Unidos) e um hist\u00f3rico de mais de 200 clientes atendidos, n\u00e3o apenas no Brasil, mas tamb\u00e9m em outros 13 pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O neg\u00f3cio da Nanox consiste em desenvolver, produzir e comercializar materiais baseados em nanotecnologia cujas propriedades (bactericida, fungicida, repelente, antissuor, antial\u00e9rgico&#8230;) agreguem valor a determinado produto (embalagem, piso, tapete, camiseta&#8230;). Dessa maneira, a Nanox fornece a seus clientes (empresas dos mais diversos segmentos) nanomateriais que podem ser facilmente incorporados a seus produtos e que trazem benef\u00edcios tang\u00edveis para seus consumidores finais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, os \u201ccarros-chefe\u201d da Nanox s\u00e3o os aditivos antimicrobianos \u00e0 base de prata. A empresa desenvolveu uma s\u00e9rie de produtos desse tipo dentro de tr\u00eas grandes linhas: os aditivos em solu\u00e7\u00e3o (l\u00edquidos), em forma de p\u00f3 (s\u00f3lidos), e j\u00e1 misturados a materiais polim\u00e9ricos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Como mostra a raz\u00e3o entre o n\u00famero de produtos lan\u00e7ados e os anos de exist\u00eancia da empresa (cerca de 30 inova\u00e7\u00f5es em 15 anos), na Nanox a palavra inova\u00e7\u00e3o faz parte do dia-a-dia. Geralmente, o processo acontece da seguinte forma. Em seus contatos com o mercado, a equipe da Nanox identifica demandas latentes que podem ser supridas mediante a aplica\u00e7\u00e3o das tecnologias que a empresa domina. A equipe, ent\u00e3o, valida suas ideias de inova\u00e7\u00e3o com potenciais clientes e, finalmente, come\u00e7a a trabalhar no desenvolvimento dos produtos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na sua sede de 500 m<sup>2<\/sup>, localizada na cidade de S\u00e3o Carlos (SP), a Nanox possui cerca de 150 m<sup>2<\/sup>\u00a0de laborat\u00f3rios internos para pesquisa e desenvolvimento e controle de qualidade. S\u00e3o tr\u00eas laborat\u00f3rios de f\u00edsico-qu\u00edmica, um de engenharia de materiais e um de microbiologia, no qual a equipe realiza os testes de efici\u00eancia bactericida e fungicida. A empresa conta com dois pesquisadores (um mestre e um doutor) dedicados \u00e0s atividades de P&amp;D, mas, dependendo do projeto e da fase de desenvolvimento, a equipe envolvida pode incluir at\u00e9 cinco pessoas. Al\u00e9m disso, a Nanox tem parceria com laborat\u00f3rios de pesquisa externos para realizar as atividades nas quais n\u00e3o existe expertise interna e para aquelas que necessitam equipamentos muito caros, como a caracteriza\u00e7\u00e3o de materiais por microscopia eletr\u00f4nica ou raios X.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Hist\u00f3ria e cases<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tudo come\u00e7ou em um centro de pesquisa da UFSCar apoiado pela Fapesp, o Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cer\u00e2micos (CMDMC), hoje Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF). Ali, sob orienta\u00e7\u00e3o do professor Elson Longo, os amigos Andr\u00e9 Luiz de Araujo (que trabalhou na empresa at\u00e9 2011 e permanece at\u00e9 o presente como acionista), Daniel Tamassia Minozzi (atual COO) e Luiz Gustavo Pagotto Sim\u00f5es (atual CEO) faziam suas pesquisas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e mestrado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em 2004, frente a uma demanda que a empresa brasileira de eletrodom\u00e9sticos Multibr\u00e1s apresentou ao CMDMC, o trio acabou enxergando uma oportunidade de empreendimento no segmento de materiais baseados em nanotecnologia, setor que contava com poucos produtos e pouqu\u00edssimas empresas no Brasil naquele momento.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para viabilizar esse primeiro projeto, que consistia no desenvolvimento de filmes nanoestruturados para proteger superf\u00edcies met\u00e1licas, a Nanox conseguiu financiamento do programa Pipe da Fapesp, dedicado a apoiar pesquisa para inova\u00e7\u00e3o em pequenas empresas do estado de S\u00e3o Paulo. Esse seria o primeiro de sete financiamentos obtidos pela Nanox no programa Pipe para apoiar diversas fases do desenvolvimento de tecnologias e produtos, al\u00e9m de recursos da Finep para inova\u00e7\u00e3o (por meio do Programa de Subven\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica) e do CNPq (bolsas RHAE, de pesquisador na empresa).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em 2005, a Nanox vendia um produto pr\u00f3prio pela primeira vez. Era um filme com nanopart\u00edculas de di\u00f3xido de tit\u00e2nio aplicado nos filtros de ar de secadores de cabelo usados em sal\u00f5es de beleza, fabricados pela empresa brasileira Taiff. O efeito bactericida e fungicida do nanomaterial garantia mais higiene no sal\u00e3o e sa\u00fade para os clientes. O produto rendeu \u00e0 Nanox um Pr\u00eamio Finep de Inova\u00e7\u00e3o em 2007, al\u00e9m de bastante divulga\u00e7\u00e3o e visibilidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em 2006, ao perceber que havia muito espa\u00e7o para inova\u00e7\u00f5es da Nanox em produtos de pl\u00e1stico, os s\u00f3cios decidiram come\u00e7ar a desenvolver nanomateriais em forma de aditivos que pudessem ser incorporados a diversos pol\u00edmeros. Por meio de parcerias com empresas (os clientes da Nanox), essas inova\u00e7\u00f5es chegaram at\u00e9 o consumidor final. Um exemplo s\u00e3o os filmes de PVC (aqueles que se usam no ambiente dom\u00e9stico para embalar frutas cortadas e outros alimentos) com escudo antibacteriano. Em 2014, a empresa brasileira AlpFilm lan\u00e7ou uma linha de filmes com aditivos da Nanox cujo efeito antibacteriano e antif\u00fangico permite conservar por mais tempo os alimentos embalados ao evitar sua degrada\u00e7\u00e3o. Outro case da Nanox \u00e9 o da embalagem que dobra a validade do leite fresco gra\u00e7as \u00e0 a\u00e7\u00e3o antibacteriana do aditivo. A primeira garrafa de leite bactericida do mundo come\u00e7ou a ser usada pela agroind\u00fastria brasileira Agrindus em 2015, e foi manchete de sites e revistas do segmento de alimentos e embalagens de v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No ano de 2009 houve mais um marco na hist\u00f3ria da Nanox. Uma apresenta\u00e7\u00e3o que a empresa preparou para uma equipe da General Electric no Brasil foi parar na filial da empresa no M\u00e9xico e gerou tanto interesse que, 15 dias depois, a Nanox estava fazendo sua primeira exporta\u00e7\u00e3o, a qual consistiu em aditivos para pl\u00e1stico para fabricar caixas de geladeiras no M\u00e9xico. A partir desse momento, a Nanox come\u00e7ou a olhar mais para o mercado externo, iniciando uma estrat\u00e9gia que inclui investimentos em feiras internacionais, representantes em diversos pa\u00edses e treinamento da equipe para lidar com quest\u00f5es burocr\u00e1ticas inerentes ao processo de exporta\u00e7\u00e3o e \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o dos produtos da Nanox nos diferentes pa\u00edses. Essa caminhada percorrida se reflete hoje em exporta\u00e7\u00f5es que representam 12% do faturamento da empresa, com vendas recorrentes para Argentina, Chile, Col\u00f4mbia e M\u00e9xico; meio caminho andado para entrar no mercado dos Estados Unidos, e distribuidores em pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, Europa Oriental e \u00c1sia. Al\u00e9m disso,\u00a0a Nanox participou neste ano de um programa de acelera\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios da <em>Plug and Play Tech Center<\/em>, plataforma de inova\u00e7\u00e3o sediada no Vale do Sil\u00edcio que j\u00e1 recebeu empresas como a Dropbox e PayPal. A Nanox foi uma das 15 selecionadas entre 1.000 empresas do mundo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Veja a nossa entrevista com Luiz Gustavo Pagotto Sim\u00f5es, mestre (2005) e doutor (2009) em Qu\u00edmica pela UNESP, co-fundador e atual CEO da Nanox.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8203\" aria-describedby=\"caption-attachment-8203\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-8203\" src=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/nanox_socios-300x225.jpeg\" alt=\"Gustavo Sim\u00f5es e Daniel Minozzi, CEO e COO da Nanox respectivamente, no Plug and Play Tech Center.\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/nanox_socios-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/nanox_socios.jpeg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8203\" class=\"wp-caption-text\">Gustavo Sim\u00f5es e Daniel Minozzi, CEO e COO da Nanox respectivamente, no Plug and Play Tech Center.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Boletim da SBPMat: \u2013 Quais foram os fatores mais importantes que permitiram que a Nanox se desenvolva nas diversas fases?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Gustavo Sim\u00f5es: &#8211; Foi uma soma de fatores. Os recursos financeiros, tanto os p\u00fablicos quanto os de venture capital \u2013 estes \u00faltimos a partir de 2006, quando a empresa virou uma S.A. -,\u00a0 e tamb\u00e9m o trabalho dos empreendedores e do time para validar os produtos e coloc\u00e1-los no mercado. N\u00f3s sempre usamos os recursos da Fapesp e Finep para diminuir os custos de aquisi\u00e7\u00e3o de capital para desenvolvimento, principalmente em alguns momentos cruciais da empresa. Por exemplo, em um momento em que a gente tinha uma tecnologia, mas a escala dela era muito pequena, n\u00f3s conseguimos um PIPE fase 3 que nos permitiu aumentar a escala de produ\u00e7\u00e3o. O investidor tamb\u00e9m foi importante, melhorou a estrutura administrativa e comercial da empresa. O mais importante foi validar tudo aquilo que a gente achava que podia ser produto Nanox, e n\u00e3o d\u00e1 para fazer isso sem dinheiro ou sem gente. Al\u00e9m disso, n\u00e3o podemos deixar de agradecer o professor Elson Longo, que acompanhou a Nanox em todas suas fases como torcedor, conselheiro cient\u00edfico, parceiro, divulgador&#8230;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Boletim da SBPMat: \u2013 Quais foram as principais dificuldades enfrentadas at\u00e9 momento pela Nanox?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Gustavo Sim\u00f5es: &#8211; Realmente comercializar nanotecnologia no Brasil n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil. Naquela \u00e9poca, muita gente falou que queria ter nanotecnologia, mas muito poucos apostaram. A gente teve muita sorte de ter alguns parceiros-chave como a Taiff e a IBBL. Essas empresas resolveram, frente a um mercado t\u00e3o competitivo como o brasileiro, se diferenciar e colocar um produto como o nosso no produto deles. Ent\u00e3o, a dificuldade de conseguir clientes sempre foi uma das maiores. E tamb\u00e9m a de sobreviver nessa loucura que \u00e9 o Brasil para empreender. As varia\u00e7\u00f5es na taxa de c\u00e2mbio, por exemplo, impactam diretamente na empresa, e a gente tem que ir contornando as situa\u00e7\u00f5es, tem que ter um pouco de jogo de cintura. \u00c9 dif\u00edcil planejar e sair aquilo que voc\u00ea planejou.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; A Nanox \u00e9 reconhecida em v\u00e1rios lugares do mundo e exporta seus produtos para diversos pa\u00edses. Conte-nos um pouco sobre a internacionaliza\u00e7\u00e3o da Nanox e como \u00e9 para esta empresa brasileira concorrer nos mercados externos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Gustavo Sim\u00f5es: &#8211; Os mercados da Am\u00e9rica Latina s\u00e3o parecidos com o brasileiro. S\u00e3o menos regulados, o que aumenta a possibilidade de concorr\u00eancia porque sempre pode haver um player local que compita com voc\u00ea. Por outro lado, esses mercados s\u00e3o mais f\u00e1ceis de acessar do que os mais regulados, como o dos Estados Unidos, onde voc\u00ea precisa de v\u00e1rios registros e licen\u00e7as das ag\u00eancias reguladoras, que requerem uma s\u00e9rie de estudos e testes caros. Nem todo mundo est\u00e1 disposto a fazer tudo isso. Ent\u00e3o, a maior regulamenta\u00e7\u00e3o cria uma barreira de entrada ao mercado que diminui a quantidade de concorrentes. N\u00f3s estamos nesse processo de conseguir licen\u00e7as para poder vender nossos produtos nos Estados Unidos e j\u00e1 conseguimos algumas. Em alguns produtos, n\u00f3s vamos ter apenas tr\u00eas concorrentes nos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m dessa quest\u00e3o regulat\u00f3ria, outros fatores que dificultam a exporta\u00e7\u00e3o s\u00e3o os culturais, como a l\u00edngua. Na Am\u00e9rica Latina, o Brasil \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds de l\u00edngua portuguesa. No Brasil tem tamb\u00e9m algumas burocracias, as banc\u00e1rias, por exemplo, que atrapalham as exporta\u00e7\u00f5es ou, at\u00e9 mesmo, fazem um neg\u00f3cio n\u00e3o valer a pena. Isso tem que mudar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, fazer internacionaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 caro. Tem que participar de feiras no exterior e ter um time treinado na burocracia da exporta\u00e7\u00e3o e na regulamenta\u00e7\u00e3o dos mercados que se quer alcan\u00e7ar. Por\u00e9m, eu acho que, em produtos como os nossos, mais intensivos em tecnologia e menos em m\u00e3o de obra, o Brasil \u00e9 bem competitivo. A gente tem at\u00e9 incentivo para exportar; se voc\u00ea exporta, voc\u00ea n\u00e3o paga alguns impostos e o produto fica com pre\u00e7o mais competitivo no exterior. Exporta\u00e7\u00f5es representam aproximadamente 12% do faturamento da Nanox, mas essa porcentagem deve crescer. Depois da \u00faltima feira internacional da qual participamos (do segmento de pl\u00e1sticos) recebemos pedidos do Ir\u00e3, \u00edndia, Paquist\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Boletim da SBPMat: \u2013 Qual \u00e9, na sua vis\u00e3o, a principal contribui\u00e7\u00e3o da Nanox para a sociedade?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Gustavo Sim\u00f5es: &#8211; Uma contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos, sempre com uma conviv\u00eancia muito boa aqui dentro. Muita gente passou por aqui j\u00e1 e hoje est\u00e3o trabalhando super bem em multinacionais. Al\u00e9m disso, acho importante compartilhar por meio de reportagens, palestras etc. a nossa experi\u00eancia do ponto de vista do empreendedorismo, para mostrar que existe uma forma diferente de trabalhar que n\u00e3o \u00e9 numa empresa privada ou como professor na universidade. \u00c9 importante mostrar que existe a possibilidade e que h\u00e1 incentivos e apoios no pa\u00eds, talvez nem tantos quanto a gente gostaria, mas muito mais do que em outros lugares. Al\u00e9m disso, a outra contribui\u00e7\u00e3o que a gente deixa s\u00e3o nossos produtos para seguran\u00e7a alimentar e melhor qualidade de vida. Mas, como o pr\u00f3prio Elson [Longo] diz, se eu conseguir deixar uma linha na literatura, j\u00e1 \u00e9 muita coisa; agora, se eu puder motivar uma pessoa a empreender e tocar um projeto, isso \u00e9 muito importante.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Boletim da SBPMat: \u2013 Qual \u00e9 sua meta\/seu sonho para a Nanox?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Gustavo Sim\u00f5es: &#8211;\u00a0A gente quer consolidar a internacionaliza\u00e7\u00e3o, e queremos nos colocar como um player global. A gente est\u00e1 fazendo um movimento bem forte, apesar de o d\u00f3lar estar castigando a gente, porque estamos ganhando em reais e gastando em d\u00f3lares. Nos pr\u00f3ximos 5 anos, temos expectativa de ter uma participa\u00e7\u00e3o maior do mercado internacional nas receitas, tanto que abrimos um escrit\u00f3rio nos Estados Unidos e estamos falando com investidores para obter recursos de l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Boletim da SBPMat: \u2013 Deixe uma mensagem para as pessoas que avaliam a possibilidade de empreender.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Gustavo Sim\u00f5es: &#8211;\u00a0Eu colocaria que empreender vale a pena e \u00e9 necess\u00e1rio. Eu acho que o conhecimento t\u00e9cnico que a gente obt\u00e9m em nossos cursos de gradua\u00e7\u00e3o, por exemplo em Materiais, n\u00e3o deixa a desejar para qualquer outro lugar do mundo. A gente tem que converter o conhecimento em riqueza, e s\u00f3 existe uma forma de fazer isso que \u00e9 empreender.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Eu acho que essa quest\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o universidade-empresa e spin-offs \u00e9 o futuro para a gente criar uma economia diferenciada baseada em valor agregado num pa\u00eds onde temos um mercado consumidor enorme. Se a gente conseguir utilizar todos esses recursos financeiros e humanos, essas pessoas extremamente bem formadas, e gerar produtos e servi\u00e7os para a economia, acho que o futuro \u00e9 bem promissor.<\/p>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2004, tr\u00eas jovens formados em Qu\u00edmica pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) criavam uma empresa de materiais baseados em nanotecnologia. 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