{"id":6793,"date":"2018-06-28T18:06:45","date_gmt":"2018-06-28T21:06:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/?p=6793"},"modified":"2018-07-26T00:23:57","modified_gmt":"2018-07-26T03:23:57","slug":"da-ideia-a-inovacao-o-fio-de-vidro-que-conectou-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/da-ideia-a-inovacao-o-fio-de-vidro-que-conectou-o-mundo\/","title":{"rendered":"Da ideia \u00e0 inova\u00e7\u00e3o: O fio de vidro que conectou o mundo."},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_6797\" aria-describedby=\"caption-attachment-6797\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/da-ideia-a-inovacao-o-fio-de-vidro-que-conectou-o-mundo\/fibra-optica\/\" rel=\"attachment wp-att-6797\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6797\" src=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/fibra-\u00f3ptica-e1530216641337.jpg\" alt=\"Feixe de fibras \u00f3pticas. Fonte: https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Fibreoptic.jpg\" width=\"300\" height=\"453\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6797\" class=\"wp-caption-text\">Feixe de fibras \u00f3pticas. Fonte: https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Fibreoptic.jpg<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p>Voc\u00ea est\u00e1 lendo esta mat\u00e9ria em algum dispositivo conectado \u00e0 Internet, n\u00e3o \u00e9 mesmo? N\u00e3o importa se voc\u00ea est\u00e1 usando um smartphone que recebe a informa\u00e7\u00e3o de uma antena, ou se os dados chegam no seu computador, e inclusive nos postes do seu bairro, por meio de fios de cobre ou cabos coaxiais. Em algum momento, o seu acesso \u00e0 web depender\u00e1 de fibras \u00f3pticas, esses fiozinhos transparentes, de vidro ou pl\u00e1stico, cujo di\u00e2metro \u00e9 similar ao dos fios de cabelo humano (de poucas dezenas at\u00e9 poucas centenas de micrometros).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os cabos de fibra \u00f3ptica s\u00e3o grandes rodovias de dados que conectam continentes, pa\u00edses, cidades e data centers entre si. Apenas nos trechos mais pr\u00f3ximos ao usu\u00e1rio, a informa\u00e7\u00e3o transita por outros tipos de vias, de tr\u00e2nsito mais lento.\u00a0\u00a0Segundo <a href=\"http:\/\/www.corning.com\/worldwide\/en\/products\/communication-networks\/products\/fiber\/optical-fiber-advantage.html\">dados da empresa Corning<\/a>\u00a0h\u00e1 mais de 2 bilh\u00f5es de quil\u00f4metros de fibra \u00f3ptica instalados no mundo, o suficiente para dar a volta \u00e0 Terra pelo Equador 50 mil vezes!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Se as fibras \u00f3pticas s\u00e3o rodovias, a luz \u00e9 o meio de transporte que transita nelas, e os passageiros s\u00e3o os dados, que viajam codificados em forma de sinais \u00f3pticos. Nessas rodovias, os passageiros conseguem percorrer cerca de 200 mil km (cinco voltas ao Equador) em 1 segundo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A primeira fibra \u00f3ptica \u201cus\u00e1vel\u201d em comunica\u00e7\u00f5es foi produzida em 1970 nos Estados Unidos, mais precisamente na Corning Glass Works (atual Corning Inc.), empresa especializada em materiais v\u00edtreos e cer\u00e2micos. Mas a hist\u00f3ria do desenvolvimento da fibra \u00f3ptica come\u00e7a muito antes. Vamos contar os momentos que acreditamos sejam os mais importantes nessa hist\u00f3ria, protagonizada por muitos cientistas de diversas nacionalidades. Vale aqui fofocar que houve muitos lit\u00edgios por patentes e que v\u00e1rios dos pesquisadores envolvidos n\u00e3o reconheceram o trabalho dos anteriores.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>S\u00e9culo XIX: guiando a luz por caminhos sinuosos<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No s\u00e9culo XIX, alguns renomados cientistas demonstraram experimentalmente que a luz podia ser conduzida por algum meio (no caso, um jato de \u00e1gua) para obriga-la a seguir um determinado caminho, inclusive acompanhando curvas. H\u00e1 registros de demonstra\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es realizadas em sociedades cient\u00edficas da Europa nas d\u00e9cadas de 1840 e 1850 pelo su\u00ed\u00e7o Jean-Daniel Colladon (1841), pelo franc\u00eas Jacques Babinet (1842) e pelo irland\u00eas John Tyndall (1854). O experimento, que est\u00e1 ilustrado na imagem abaixo \u00e0 direita, mostrava que a luz, guiada pela \u00e1gua, era desviada da sua trajet\u00f3ria retil\u00ednea para fazer um trajeto curvo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6796\" aria-describedby=\"caption-attachment-6796\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/da-ideia-a-inovacao-o-fio-de-vidro-que-conectou-o-mundo\/experimento-sec-xix\/\" rel=\"attachment wp-att-6796\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6796\" src=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/experimento-sec-xix-e1530216343436.png\" alt=\"A partir da esquerda: Colladon, Babinet e Tyndall.\" width=\"600\" height=\"251\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6796\" class=\"wp-caption-text\">A partir da esquerda: Colladon, Babinet e Tyndall. \u00c0 direita, desenho do experimento que eles apresentaram.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas ser\u00e1 que a luz, seguindo a \u201cestrada\u201d de \u00e1gua, estava realmente descrevendo uma trajet\u00f3ria curva? Claro que n\u00e3o. O que esses cientistas estavam mostrando era a luz se refletindo uma e outra vez dentro do fluxo de \u00e1gua, descrevendo uma esp\u00e9cie de ziguezague devido ao fen\u00f4meno conhecido como reflex\u00e3o interna total. Trata-se mais ou menos do seguinte. A luz entra no fluxo de \u00e1gua seguindo seu caminho reto. Quando o fluxo de \u00e1gua come\u00e7a a fazer uma curva, a luz, que viaja em linha reta, acaba atingindo a interface entre \u00e1gua e ar. Ent\u00e3o, ela \u00e9 refletida pela \u201cparede\u201d interna do fluxo de \u00e1gua e bate na \u201cparede\u201d oposta, onde volta a ser refletida. E assim continua seu caminho ziguezagueante dentro da \u00e1gua. O fen\u00f4meno acontece devido a diferen\u00e7as entre o modo como a \u00e1gua e o ar interagem com a luz (\u00edndices de refra\u00e7\u00e3o). Para que o fen\u00f4meno aconte\u00e7a, \u00e9 fundamental que a luz descreva um \u00e2ngulo maior ao chamado \u201c\u00e2ngulo cr\u00edtico\u201d ao bater na interface entre \u00e1gua e ar. Obviamente, o fen\u00f4meno pode acontecer em diversos meios, e n\u00e3o apenas no sistema \u00e1gua &#8211; ar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O experimento do s\u00e9culo XIX se assemelha aquele que aparece no in\u00edcio deste v\u00eddeo (tirando, \u00e9 claro, algumas atualiza\u00e7\u00f5es implementadas no v\u00eddeo brasileiro, como o uso de laser e canudinho pl\u00e1stico). Veja que bonito:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/F69tWoZa4ic?rel=0\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fibras de vidro flex\u00edveis para explorar o tubo digestivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Aparentemente, Jaques Babinet foi um pouco mais longe na explora\u00e7\u00e3o da reflex\u00e3o interna total e demonstrou que uma vara de vidro curvado tamb\u00e9m podia guiar a luz.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A ideia foi retomada provavelmente na d\u00e9cada de 1920, quando houve tentativas de utilizar feixes de varas flex\u00edveis de vidro para conduzir luz e poder enxergar locais de outro modo inacess\u00edveis, como, por exemplo, o interior do tubo digestivo (medicina). N\u00e3o que n\u00e3o existissem instrumentos para isso, os endosc\u00f3pios, mas eram r\u00edgidos e, portanto, muito temidos pelos pacientes (com toda raz\u00e3o!).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mas o vidro \u00e9 flex\u00edvel? Sim, quando \u00e9 fininho, ele \u00e9 <a href=\"https:\/\/blog.cmog.org\/2015\/05\/28\/part-1-why-is-optical-fiber-flexible\/\">muito flex\u00edvel<\/a>.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, esses antepassados das fibras \u00f3pticas n\u00e3o eram eficientes; o fen\u00f4meno de reflex\u00e3o total n\u00e3o era nem um pouco total ali dentro, a luz fugia atrav\u00e9s das \u201cparedes\u201d e as fibras n\u00e3o cumpriam com seu papel de iluminar o corpo humano.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6801\" aria-describedby=\"caption-attachment-6801\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/da-ideia-a-inovacao-o-fio-de-vidro-que-conectou-o-mundo\/kapany-2\/\" rel=\"attachment wp-att-6801\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6801\" src=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/kapany-1.jpg\" alt=\"Narinder Singh Kapany. Fonte: http:\/\/www.sikhfoundation.org\/people-events\/jewels-of-punjab-dr-narinder-singh-kapany\/\" width=\"150\" height=\"166\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6801\" class=\"wp-caption-text\">Narinder Singh Kapany.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Felizmente, a partir da d\u00e9cada de 1960, fibras flex\u00edveis de vidro capazes de guiar a luz j\u00e1 estavam prontas para algumas aplica\u00e7\u00f5es, principalmente gra\u00e7as a duas contribui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. Por um lado, o indiano Narinder Singh Kapany e seu orientador de doutorado Harold Hopkins, trabalhando no Imperial College London (Inglaterra), venceram o desafio tecnol\u00f3gico de fabricar um feixe de fibras de vidro que deu conta de transmitir uma imagem com qualidade. O feixe, que os autores chamaram de fibrosc\u00f3pio, tinha v\u00e1rias centenas de fibras de 75 cm de comprimento. Por outro lado, o neerland\u00eas Abraham C.S. van Heel, da Technical University of Delft (Pa\u00edses Baixos), demonstrou com sucesso a ideia de revestir as fibras de vidro com materiais de menor \u00edndice de refra\u00e7\u00e3o para conseguir a reflex\u00e3o total (ou quase). Ambos os trabalhos foram publicados na mesma edi\u00e7\u00e3o da revista cient\u00edfica Nature (volume 173, n\u00famero 4392). Lan\u00e7ada em 2 de janeiro de 1954, a edi\u00e7\u00e3o pode ser considerada um marco no campo das fibras \u00f3pticas. Os artigos tornaram p\u00fablicas importantes desenvolvimentos e demonstra\u00e7\u00f5es, e incentivaram o desenvolvimento de produtos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6798\" aria-describedby=\"caption-attachment-6798\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/da-ideia-a-inovacao-o-fio-de-vidro-que-conectou-o-mundo\/patente-curriss\/\" rel=\"attachment wp-att-6798\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6798\" src=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/patente-curriss-e1530217554455.png\" alt=\"Detalhe da patente sobre fabrica\u00e7\u00e3o de fibra de vidro revestida com vidro. Fonte: https:\/\/patents.google.com\/patent\/US3589793A\/en?inventor=Lawrence+E.+Curtiss\" width=\"400\" height=\"588\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6798\" class=\"wp-caption-text\">Detalhe da patente sobre fabrica\u00e7\u00e3o de fibra de vidro revestida com vidro. Fonte: https:\/\/patents.google.com\/patent\/US3589793A\/en?inventor=Lawrence+E.+Curtiss<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Um desses produtos foi o gastrosc\u00f3pio (endosc\u00f3pio para explorar o est\u00f4mago) flex\u00edvel, que come\u00e7ou a se materializar quando Basil Hirschowitz, cirurgi\u00e3o nativo da \u00c1frica do Sul e formado em gastroenterologia em Londres, leu os papers da Nature que acabamos de citar. O cirurgi\u00e3o estava naquele momento fazendo um est\u00e1gio de pesquisa na University of Michigan (EUA) e ali recrutou um estudante da gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica chamado Lawrence Curtiss. O jovem Larry, que aparentemente era muito capaz, envolveu-se fortemente no projeto, o suficiente para n\u00e3o desistir perante as dificuldades que foi encontrando ao tentar reproduzir os processos reportados nos artigos e ao tentar diminuir as perdas de luz das fibras. Em 1956, Curtiss acabou fazendo uma importante contribui\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento da fibra \u00f3ptica: desenvolveu a primeira fibra com n\u00facleo e revestimento de vidro. De fato, ele conseguiu tornar realidade a sua ideia de revestir uma fibra feita de determinado vidro, com outro vidro de \u00edndice de refra\u00e7\u00e3o menor. Para isso, ele desenvolveu um m\u00e9todo de fabrica\u00e7\u00e3o simples: introduzir uma vara do vidro do n\u00facleo dentro de um tubo do outro vidro, aquecer tudo junto e puxar uma fibra do meio. As fibras resultantes ficaram extremamente finas, de cerca de 5 micrometros. Em 1957, o pedido de <a href=\"https:\/\/patents.google.com\/patent\/US3589793A\/en?inventor=Lawrence+E.+Curtiss\">patente<\/a>\u00a0dessa fibra \u00f3ptica e do processo de obten\u00e7\u00e3o foi depositado, e em 1971 foi outorgado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No mesmo ano do dep\u00f3sito da patente da fibra, Hirschowitz come\u00e7ava a testar e divulgar o endosc\u00f3pio de fibra \u00f3ptica com n\u00facleo e revestimento de vidro. O endosc\u00f3pio flex\u00edvel possibilitou, posteriormente, uma s\u00e9rie de significativos avan\u00e7os na medicina, como a realiza\u00e7\u00e3o de cirurgias minimamente invasivas como a videolaparoscopia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Contudo, na d\u00e9cada de 1950, ainda n\u00e3o encontramos aplica\u00e7\u00f5es ou tentativas de aplica\u00e7\u00e3o da fibra \u00f3ptica nas comunica\u00e7\u00f5es da \u00e9poca (telefonia, r\u00e1dio, televis\u00e3o). Entretanto, a transmiss\u00e3o de dados atrav\u00e9s de fios de cobre come\u00e7ava a n\u00e3o dar conta do recado. Em 1956, foi instalado o primeiro cabo telef\u00f4nico transatl\u00e2ntico que de fato funcionou, mas ele permitia realizar apenas 36 chamadas simult\u00e2neas&#8230;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, o laser acabava de ser inventado, abrindo possibilidades de transportar informa\u00e7\u00e3o (inclusive voz) codificada na luz. Para isso era necess\u00e1rio contar com um meio que guiasse a luz pelos trajetos desejados.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Se para n\u00f3s, em 2018, \u00e9 \u00f3bvio que esse meio \u00e9 a fibra \u00f3ptica, cinquenta e poucos anos atr\u00e1s, ela era descartada por muitos pesquisadores. Por qu\u00ea? Por causa da forte atenua\u00e7\u00e3o (perda de luz ao longo do caminho) que as fibras apresentavam naquele momento. A quantidade podia ser desprez\u00edvel para um endosc\u00f3pio de menos de um metro, por\u00e9m era extremamente significativa em um cabo de milhares de quil\u00f4metros.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Novos trabalhos de desenvolvimento eram necess\u00e1rios. Novos pesquisadores entrariam em cena. Quem, quando, onde e como? Em breve lhe contaremos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Dica de leitura sobre este assunto:\u00a0<\/strong>Hecht, \u201cCity of light. The story of fiber optics\u201d, Oxford University Press (1999).<\/p>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea est\u00e1 lendo esta mat\u00e9ria em algum dispositivo conectado \u00e0 Internet, n\u00e3o \u00e9 mesmo? 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