{"id":6277,"date":"2017-11-29T16:56:34","date_gmt":"2017-11-29T19:56:34","guid":{"rendered":"http:\/\/sbpmat.org.br\/?p=6277"},"modified":"2017-12-05T17:19:20","modified_gmt":"2017-12-05T20:19:20","slug":"gente-da-comunidade-entrevista-com-o-cientista-oscar-manoel-loureiro-malta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/gente-da-comunidade-entrevista-com-o-cientista-oscar-manoel-loureiro-malta\/","title":{"rendered":"Gente da comunidade: entrevista com o cientista Oscar Manoel Loureiro Malta."},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/gente-da-comunidade-entrevista-com-o-cientista-oscar-manoel-loureiro-malta\/dsc_4269cmyk-photo-1\/\" rel=\"attachment wp-att-6278\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-6278\" src=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/DSC_4269CMYK-Photo-1-e1511981320332.jpg\" alt=\"DSC_4269CMYK-Photo 1\" width=\"400\" height=\"600\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O Brasil, al\u00e9m de possuir uma das maiores reservas do mundo de min\u00e9rios com elementos lantan\u00eddeos, tamb\u00e9m ocupa um lugar de destaque na pesquisa sobre esses elementos e seus compostos, que t\u00eam grande aplicabilidade em \u00e1reas estrat\u00e9gicas como energia, sa\u00fade e cat\u00e1lise, entre muitas outras.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Um dos cientistas brasileiros mais proeminentes nesse campo de pesquisa \u00e9 o pernambucano <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8154218244924846\">Oscar Manoel Loureiro Malta<\/a>, 63 anos, professor titular do Departamento de Qu\u00edmica Fundamental da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ao longo de quatro d\u00e9cadas, Malta fez importantes contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 pesquisa em lantan\u00eddeos, tanto no entendimento de suas propriedades quanto no desenvolvimento de aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Nascido em Recife, Malta definiu seu interesse pela ci\u00eancia durante o ensino secund\u00e1rio. Em 1974, iniciou o curso de Engenharia Qu\u00edmica na UFPE e de licenciatura em F\u00edsica na Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco. Ao concluir a licenciatura, abandonou o curso de Qu\u00edmica para ingressar no mestrado em F\u00edsica da UFPE. Ali desenvolveu um trabalho de pesquisa sobre espectroscopia de compostos com lantan\u00eddeos, orientado pelo professor Gilberto Fernandes de S\u00e1. Em dezembro de 1977, obteve o diploma de mestre. Continuou seus estudos em espectroscopia de lantan\u00eddeos no seu doutorado na Universidade de Paris VI (Fran\u00e7a), tamb\u00e9m conhecida como\u00a0<em>Universit\u00e9 Pierre et Marie Curie<\/em>, orientado pelo professor Yves Jeannin. Obteve o t\u00edtulo de doutor em mar\u00e7o de 1981. Retornou, ent\u00e3o, a Recife, onde, no mesmo ano, tornou-se professor da UFPE. Em 1986, voltou \u00e0 Fran\u00e7a por um ano como pesquisador visitante no grupo do Paul Caro, cientista mundialmente renomado na \u00e1rea de lantan\u00eddeos, ligado ao Centro Nacional da Pesquisa Cient\u00edfica (CNRS).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Oscar Malta foi professor visitante em diversas institui\u00e7\u00f5es do mundo: Universidade de Wroclaw (Pol\u00f4nia) em 2015; Universidade de Aveiro (Portugal) em 2005; Universidade Industrial de Santander (Col\u00f4mbia) no ano 2000; Universidade de S\u00e3o Paulo, USP, em 1995, 1996 e 1999, e Universidade Estadual Paulista J\u00falio de Mesquita Neto, UNESP, em 1994-95 e 1998.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na UFPE, participou da cria\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o do Departamento de Qu\u00edmica Fundamental, no qual atuou como chefe de departamento (1987-89) e coordenador de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o (1991-93 e 1999-2001). Al\u00e9m disso, o cientista foi coordenador de duas redes nacionais de pesquisa: a Rede Nacional de Nanotecnologia Molecular e de Interfaces, RENAMI (2001 \u2013 2009), e o Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia para Marcadores Integrados, INAMI (2009-2015).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Malta tem sido distinguido com uma s\u00e9rie de reconhecimentos \u00e0 sua trajet\u00f3ria cient\u00edfica. Em 15 de novembro passado, recebeu o diploma de\u00a0<em>doctor honoris causa<\/em>\u00a0da Universidade de Wroctaw, importante institui\u00e7\u00e3o da Pol\u00f4nia da qual surgiram, por exemplo, nove laureados com o Pr\u00eamio Nobel. Em 2016, uma edi\u00e7\u00e3o especial do\u00a0<em>Journal of Luminescence<\/em>\u00a0(editora Elsevier) sobre espectroscopia de lantan\u00eddeos foi dedicada ao pesquisador pernambucano (<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jlumin.2015.11.024\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jlumin.2015.11.024&amp;source=gmail&amp;ust=1512067422269000&amp;usg=AFQjCNFwnr-2-3XEJkRcWrkkIczmnNNhag\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jlumin.2015.11.024<\/a>). Em 2015, Malta recebeu o Pr\u00eamio Ricardo Ferreira ao M\u00e9rito Cient\u00edfico, rec\u00e9m-criado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Ci\u00eancia e Tecnologia do Estado de Pernambuco, Facepe. Em 2014, ganhou um reconhecimento ao m\u00e9rito cient\u00edfico da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Qu\u00edmica, a Medalha Professor Paulo Jos\u00e9 Duarte. Em 2003, foi nomeado membro titular da Academia Brasileira de Ci\u00eancias, ABC.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Neste ano de 2017, Malta foi chairman da\u00a0<a href=\"https:\/\/icl2017br.com\/\"><em>International Conference on Luminescence<\/em><\/a>\u00a0(ICL), a qual, depois de dezessete edi\u00e7\u00f5es realizadas no hemisf\u00e9rio norte, foi sediada em Jo\u00e3o Pessoa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Bolsista de produtividade em pesquisa 1A do CNPq, Oscar Malta \u00e9 autor de cerca de 180 artigos publicados em peri\u00f3dicos internacionais, que contam com cerca de 7.000 cita\u00e7\u00f5es na Web of Science. O cientista possui um \u00edndice H de 42.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Veja nossa entrevista com Oscar Manoel Loureiro Malta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Na sua pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o, quais s\u00e3o as suas principais contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 \u00e1rea de Materiais e por que as considera mais relevantes?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Oscar Malta: &#8211; Desde a \u00e9poca do mestrado, iniciado em 1977, meus trabalhos est\u00e3o nas \u00e1reas da qu\u00edmica te\u00f3rica, teoria do campo ligante, intensidades espectrais 4f-4f, transfer\u00eancia de energia n\u00e3o radiativa, em particular, transfer\u00eancia de energia intramolecular em compostos de coordena\u00e7\u00e3o com \u00edons lantan\u00eddeos cuja teoria desenvolvi entre 1996 e 1998 e continuo trabalhando com ela at\u00e9 hoje, assim como v\u00e1rios grupos no Brasil e no exterior. Ao longo dessas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, num trabalho envolvendo uma grande e extraordin\u00e1ria sinergia entre teoria e experimento, conseguimos construir um esquema muito bem-sucedido para a modelagem de compostos de coordena\u00e7\u00e3o com \u00edons lantan\u00eddeos luminescentes altamente funcionais, com potencial para diversas aplica\u00e7\u00f5es tais como marcadores luminescentes em bioensaios. Muitos desses resultados foram obtidos nos per\u00edodos em que coordenei duas redes nacionais de nanotecnologia. A primeira, Rede Nacional de Nanotecnologia Molecular e de Interfaces (RENAMI), teve vig\u00eancia de 2001 a 2009, a segunda, o Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia para Marcadores Integrados (inct-INAMI), teve vig\u00eancia de 2009 a 2015. Acoplados a esses resultados foram tamb\u00e9m desenvolvidos dois importantes temas: o efeito de pl\u00e1smons de nanopart\u00edculas met\u00e1licas sobre a luminesc\u00eancia de compostos com \u00edons lantan\u00eddeos, um assunto hoje ligado \u00e0 chamada plasm\u00f4nica, e o conceito de polarizabilidade da regi\u00e3o de recobrimento na liga\u00e7\u00e3o qu\u00edmica como uma forma de quantificar coval\u00eancia, introduzido por mim entre 2002 e 2005 com a finalidade de melhor compreender a liga\u00e7\u00e3o qu\u00edmica envolvendo orbitais 4f. Tal conceito foi posteriormente generalizado para qualquer liga\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, de mol\u00e9culas simples a materiais complexos. Em todos esses resultados vale salientar a participa\u00e7\u00e3o dos estudantes, da inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ao doutorado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Voc\u00ea come\u00e7ou a pesquisar no campo de espectroscopia de compostos com \u00edons lantan\u00eddeos em seu mestrado, 40 anos atr\u00e1s, e ainda continua trabalhando na \u00e1rea.<\/strong>\u00a0<strong>O que mais lhe atrai nesse tema de pesquisa? Trata-se de uma \u00e1rea ainda promissora? O que mudou na pesquisa nessa \u00e1rea no Brasil desde a d\u00e9cada de 1970 at\u00e9 agora?<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Oscar Malta: &#8211; Os lantan\u00eddeos e seus compostos s\u00e3o fascinantes. Eles me levaram a mergulhar no mundo da qu\u00edmica te\u00f3rica, no mundo da \u00e1lgebra de momento angular, no mundo da intera\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o com a mat\u00e9ria e no mundo da espectroscopia. Quando terminei o mestrado estava tudo certo para que eu fosse realizar o doutorado na Inglaterra trabalhar em f\u00edsica at\u00f4mica. Nessa \u00e9poca esteve em Recife, a convite de Gilberto S\u00e1 e Ricardo Ferreira, Paul Caro, um dos mais renomados pesquisadores em espectroscopia de lantan\u00eddeos. Fez um semin\u00e1rio que me deixou fascinado. Desisti de ir para a Inglaterra e fui trabalhar no grupo de Paul Caro no CNRS em Meudon-Bellevue na Fran\u00e7a. No in\u00edcio o plano era desenvolver uma tese experimental. Entretanto, eu queria trabalhar com a teoria. Paul Caro aceitou sem problemas, e surgiu uma intera\u00e7\u00e3o teoria\/experimento muito frut\u00edfera que se estendeu para outros grupos e continua at\u00e9 hoje, sempre com muito a se fazer tanto do ponto de vista fundamental como do ponto de vista de aplica\u00e7\u00f5es. O Brasil \u00e9 um dos l\u00edderes mundiais nesse assunto, com grupos de pesquisa no pa\u00eds extremamente ativos e reconhecidos internacionalmente. Inclusive est\u00e1 retomando com muita propriedade a discuss\u00e3o sobre a produ\u00e7\u00e3o de lantan\u00eddeos, pois \u00e9 um pa\u00eds muito rico em minerais desses elementos, t\u00e3o importantes para a tecnologia atual e, sem d\u00favida, a do futuro. N\u00e3o podemos negligenciar isso.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Agora convidamos voc\u00ea a deixar uma mensagem para os leitores que est\u00e3o iniciando suas carreiras cient\u00edficas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Oscar Malta: &#8211; Percebe-se hoje uma forte tend\u00eancia dos jovens pesquisadores (refiro-me aqui \u00e0 \u00e1rea cient\u00edfica ora em apre\u00e7o) a valorizar exacerbadamente a ci\u00eancia aplicada de modo imediatista. Com isso esquecem os fundamentos te\u00f3ricos e at\u00e9 mesmo, muitas vezes, desconhecem a hist\u00f3ria do pr\u00f3prio assunto, inclusive experimentais, com que trabalham ou pretendem trabalhar. Canso (um fato) de notar isso em reuni\u00f5es cient\u00edficas e normalmente fico abismado. Isso \u00e9 como um processo inflacion\u00e1rio linear em que se lan\u00e7a moeda no mercado sem ter um lastro. Mais cedo ou mais tarde termina-se caindo em problemas cujas\u00a0<u>solu\u00e7\u00f5es criativas<\/u>\u00a0(um pressuposto que deve acompanhar um cientista) poderiam ser encontradas caso tivesse havido um maior investimento na fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e uma maior preocupa\u00e7\u00e3o com a hist\u00f3ria daquilo com que se est\u00e1 lidando. Portanto, com respeito a essa quest\u00e3o, a minha mensagem \u00e9: n\u00e3o negligencie uma boa forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e o conhecimento da origem do assunto com que pretende trabalhar. Os pa\u00edses que hoje desenvolvem e exportam boa tecnologia percebem a import\u00e2ncia disso.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Fique \u00e0 vontade para compartilhar outros coment\u00e1rios com a nossa comunidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Oscar Malta: &#8211; A ci\u00eancia e a tecnologia constituem mais do que nunca uma atividade social que requer criatividade (como sempre), forma\u00e7\u00e3o, e, portanto,\u00a0<u>educa\u00e7\u00e3o<\/u>, dedica\u00e7\u00e3o e forte coopera\u00e7\u00e3o interdisciplinar. E requer investimentos. Sem esses ingredientes, somados a comit\u00eas de \u00e9tica atuantes e sensatos, n\u00e3o seremos capazes de criar pol\u00edticas inteligentes e s\u00f3lidas de ci\u00eancia e tecnologia que garantam a continua\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o humana. O grande astr\u00f4nomo Carl Sagan dizia que sem esses ingredientes levados a s\u00e9rio e sem a no\u00e7\u00e3o de que daqui a cinco bilh\u00f5es de anos o nosso sistema solar ter\u00e1 sido queimado (por nossa, ent\u00e3o, gigante vermelha), n\u00e3o teremos chances de sair daqui. Isso parece fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas n\u00e3o \u00e9. Tomara que as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es, principalmente de governantes, percebam isso. Neste aspecto sou otimista, assim como um grande neurocientista (Miguel Nicolelis) que escreveu \u201cMuito Al\u00e9m do Nosso Eu\u201d, que recomendo aos meus colegas da Ci\u00eancia de Materiais. Sobretudo no que diz respeito a propriedades emergentes.<\/p>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil, al\u00e9m de possuir uma das maiores reservas do mundo de min\u00e9rios com elementos lantan\u00eddeos, tamb\u00e9m ocupa um lugar de destaque na pesquisa sobre esses elementos e seus compostos, que t\u00eam grande aplicabilidade em \u00e1reas estrat\u00e9gicas como energia, sa\u00fade e cat\u00e1lise, entre muitas outras. 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