{"id":5475,"date":"2017-02-27T14:28:44","date_gmt":"2017-02-27T17:28:44","guid":{"rendered":"http:\/\/sbpmat.org.br\/?p=5475"},"modified":"2017-03-07T15:39:07","modified_gmt":"2017-03-07T18:39:07","slug":"gente-da-comunidade-entrevista-com-o-pesquisador-aloisio-nelmo-klein","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/gente-da-comunidade-entrevista-com-o-pesquisador-aloisio-nelmo-klein\/","title":{"rendered":"Gente da comunidade: entrevista com o pesquisador Alo\u00edsio Nelmo Klein."},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_5477\" aria-describedby=\"caption-attachment-5477\" style=\"width: 563px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/gente-da-comunidade-entrevista-com-o-pesquisador-aloisio-nelmo-klein\/klein_foto_site\/\" rel=\"attachment wp-att-5477\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5477\" src=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/klein_foto_site.jpg\" alt=\"Alo\u00edsio Nelmo Klein\" width=\"563\" height=\"596\" srcset=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/klein_foto_site.jpg 563w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/klein_foto_site-283x300.jpg 283w\" sizes=\"(max-width: 563px) 100vw, 563px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5477\" class=\"wp-caption-text\">Alo\u00edsio Nelmo Klein<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4087752487104746\">Alo\u00edsio Nelmo Klein<\/a> nasceu em 5 de dezembro de 1950 em Passo do Faxinal, uma pequena vila povoada por descendentes de alem\u00e3es localizada no noroeste do Rio Grande do Sul. Nesse ambiente rural, ele desenvolveu, na inf\u00e2ncia, um gosto especial por resolver problemas t\u00e9cnicos da vida cotidiana, \u00e0 semelhan\u00e7a do pai. Ainda crian\u00e7a, come\u00e7ou a trabalhar o a\u00e7o e a construir mecanismos para brinquedos. Aos 14 anos, mudou-se sem a fam\u00edlia para a vizinha localidade de Cerro Largo com o objetivo de realizar seus estudos secund\u00e1rios em regime de internato. Em 1969, trasladou-se para Viam\u00e3o, nos arredores de Porto Alegre, a uns 500 quil\u00f4metros da sua quer\u00eancia, depois de passar num concurso para cursar o ensino t\u00e9cnico na concorrida Escola T\u00e9cnica de Agronomia (ETA). Ali, a F\u00edsica, Qu\u00edmica e Matem\u00e1tica suscitaram-lhe um forte interesse. Formou-se pela ETA no final de 1971.<\/p>\n<p>No ensino superior, Klein formou-se em F\u00edsica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1976. Pela mesma universidade, tornou-se mestre em Engenharia de Minas, Metal\u00fargica e de Materiais em 1979. Em 1983, com a defesa de um trabalho da \u00e1rea de metalurgia do p\u00f3 e materiais sinterizados, ele obteve o t\u00edtulo de doutor em Engenharia pela Universidade T\u00e9cnica de Karlsruhe (Alemanha), hoje Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT).<\/p>\n<p>Desde 1979, Klein \u00e9 professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), localizada em Florian\u00f3polis. Nessa institui\u00e7\u00e3o, ele foi um dos l\u00edderes da introdu\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia e Engenharia de Materiais. Desde 1984, ele coordena o Laborat\u00f3rio de Materiais (LabMat), um espa\u00e7o multidisciplinar destacado, principalmente, por seus trabalhos de pesquisa e desenvolvimento realizados junto a empresas. Contando com a equipe e infraestrutura consolidadas em torno do LabMat, Klein liderou a cria\u00e7\u00e3o e foi o primeiro coordenador do <a href=\"http:\/\/ppgmat.posgrad.ufsc.br\/\">programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Engenharia de Materiais<\/a> (PGMAT)\u00a0da UFSC, que forma mestres e doutores desde 1994, e do curso de <a href=\"http:\/\/emc.ufsc.br\/gradmateriais\/\">gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia de Materiais<\/a>\u00a0da UFSC, que iniciou suas atividades em 1999.<\/p>\n<p>Ao longo de sua carreira, Klein fez relevantes contribui\u00e7\u00f5es ao desenvolvimento de equipamentos e processos para fabrica\u00e7\u00e3o de materiais a partir de p\u00f3s e para aplica\u00e7\u00f5es de tecnologias a plasma, sendo que alguns desses desenvolvimentos foram introduzidos com sucesso no mercado por meio de parcerias com empresas.<\/p>\n<p>Klein tem participado ativamente da SBPMat desde seus in\u00edcios. Ele fez parte da comiss\u00e3o encarregada de criar a sociedade em 2001, foi diretor cient\u00edfico em duas oportunidades (2004-2005 e 2010-2011) e membro do Conselho Deliberativo e foi coordenador dos encontros anuais da sociedade de 2006 e 2012, ambos realizados em Florian\u00f3polis.<\/p>\n<p>O pesquisador tamb\u00e9m participou da cria\u00e7\u00e3o, ocorrida em 1993, e da governan\u00e7a, do Centro Cer\u00e2mico do Brasil (CCB), dedicado \u00e0 certifica\u00e7\u00e3o da qualidade de produtos cer\u00e2micos.<\/p>\n<p>Bolsista de produtividade do CNPq em n\u00edvel 1 A, o professor Alo\u00edsio Klein \u00e9 autor de mais de 60 pedidos de patente depositados em escrit\u00f3rios do Brasil, Europa, Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Jap\u00e3o, Taiwan, Singapura e Austr\u00e1lia, sendo que pelo menos 8 dessas patentes j\u00e1 foram concedidas (as outras est\u00e3o sendo examinadas). De acordo com os dados da base SCOPUS, Klein tamb\u00e9m \u00e9 autor de mais de 130 artigos publicados, os quais contam com mais de 700 cita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos, o professor j\u00e1 orientou 41 estudantes de mestrado e 27 de doutorado, al\u00e9m de dezenas de trabalhos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-doutorado, e intermediou a ida de mais de 100 estudantes da UFSC ao exterior para a realiza\u00e7\u00e3o de est\u00e1gios, interc\u00e2mbios e cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seu trabalho j\u00e1 foi distinguido com pr\u00eamios da Finep, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cer\u00e2mica, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Metalurgia e Materiais e UFSC, entre outras entidades.<\/p>\n<p>Segue uma entrevista com o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Conte-nos o que o levou a se tornar um cientista e a trabalhar na \u00e1rea de Materiais.<\/strong><\/p>\n<p>Alo\u00edsio Klein: &#8211; A \u00e1rea t\u00e9cnica sempre me atraiu, uma vez que meu pai, embora sem forma\u00e7\u00e3o superior, gostava muito de resolver problemas t\u00e9cnicos e arrumar coisas que n\u00e3o estavam funcionando, inclu\u00eddo rel\u00f3gios, instrumentos musicais, armas, carros, tratores, ferramentas agr\u00edcolas etc. Ainda crian\u00e7a comecei a me interessar e ajudar um pouco nisso. Ajudava a fazer brinquedos como carrinhos de lomba diferentes, possuindo, por exemplo, dire\u00e7\u00e3o, freio, molas para amortecimento e um sistema de alavancas para tracionar, coisas que h\u00e1 55 anos n\u00e3o existiam. J\u00e1 antes de entrar no prim\u00e1rio, ajudava a fazer molas helicoidais para brinquedos, enrolando o arame de a\u00e7o, temperando e revenindo no fogo, envolto por carv\u00e3o. A leitura da temperatura era feita pela cor do objeto aquecido. Aos 14 anos entrei no ent\u00e3o chamado Semin\u00e1rio S\u00e3o Jose, em Cerro Largo (RS), em regime de internato, onde fiquei 5,5 anos. Era um excelente col\u00e9gio, os professores eram bem preparados. Os princ\u00edpios e valores que havia adquirido na minha fam\u00edlia e na localidade onde nasci e me criei, foram ainda refor\u00e7ados no Semin\u00e1rio e os conservo at\u00e9 hoje. Algumas coisas adicionais aprendi no internato, que foram muito importantes no futuro: conviver em grupo e saber dividir, mesmo tendo pouco; ajudar a quem precisa etc. Al\u00e9m disso, as aulas de grego e latim me deram a oportunidade de aprender a me expressar bem por escrito e oralmente. Na realidade, nunca me arrependi de ter estudado l\u00e1, pois aprendi a manter a humildade e saber lidar no ambiente de trabalho. Acho que a vida em internato ajuda a desenvolver a capacidade de conviver em grupo e entender cedo que isto \u00e9 importante. Depois de sair do Semin\u00e1rio fui estudar na ETA (Escola T\u00e9cnica de Agronomia) no munic\u00edpio de Viam\u00e3o (RS). Esta era uma escola estadual, onde se podia morar (internato) e estudar gratuitamente, motivo pelo qual me motivei a prestar concurso e ir estudar l\u00e1. A ETA era uma escola p\u00fablica muito disputada (assim como a maioria das escolas p\u00fablicas na \u00e9poca!). Havia aproximadamente 20 candidatos por vaga em 1969, quando ingressei.\u00a0 Os anos que passei na ETA foram excelentes. No entanto, as disciplinas que mais me interessaram l\u00e1, n\u00e3o foram as relacionadas a Agronomia, mas foi F\u00edsica, Qu\u00edmica e Matem\u00e1tica. Me formei na ETA em dezembro de 1971 e, em mar\u00e7o de 1972, comecei o curso de F\u00edsica no Instituto de F\u00edsica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).\u00a0 Me formei em dezembro de 1976 e iniciei mestrado no programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia de Minas, Metalurgia e Materiais da UFRGS em mar\u00e7o de 1977, o qual conclui, com a defesa da disserta\u00e7\u00e3o, em janeiro de 1979. J\u00e1 no dia 5 de fevereiro de 1979 fui contratado professor pelo Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ainda em novembro de 1979 fui para Karlsruhe, Alemanha, fazer o doutoramento em Materiais, na sub\u00e1rea de Metalurgia do P\u00f3 e Materiais Sinterizados. Em agosto de 1983, ap\u00f3s a conclus\u00e3o do doutorado, reassumi minhas fun\u00e7\u00f5es na UFSC. J\u00e1 em mar\u00e7o de 1984 assumi a coordena\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio de Materiais (hoje LabMat) e ainda mantenho esta fun\u00e7\u00e3o, a qual deverei passar para meu sucessor, j\u00e1 preparado para isto, assim que me aposentar.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Quais s\u00e3o, na sua pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o, as suas principais contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 \u00e1rea de Materiais?<\/strong><\/p>\n<p>Alo\u00edsio Klein: &#8211; Ao longo da carreira na UFSC, coordenei muitos projetos de pesquisa, a maioria deles em parceria com empresas. A maior parte dos projetos tinha mais metas tecnol\u00f3gicas do que cient\u00edficas. Isto n\u00e3o foi por acaso, mas foi por convic\u00e7\u00e3o. Sempre estive (e continuo) convencido de que a ci\u00eancia \u00e9 uma das principais for\u00e7as motrizes para o desenvolvimento de uma na\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da educa\u00e7\u00e3o e escolas de qualidade. \u00c9 a partir dos conhecimentos cient\u00edficos que se desenvolvem novos processos, novas fun\u00e7\u00f5es de engenharia, novos materiais e outros produtos, ou seja, do conhecimento cientifico resulta a inova\u00e7\u00e3o. Assim, estes projetos sempre foram propostos tendo como equipe um grupo maior de pessoas, contendo em torno de 8 a 12 professores (al\u00e9m de alunos e engenheiros) visando integrar as especialidades de conhecimento necess\u00e1rias ao bom desenvolvimento do projeto. Al\u00e9m de colegas dos departamentos de Engenharia Mec\u00e2nica, Engenharia El\u00e9trica e Engenharia Qu\u00edmica, foram envolvidos professores dos departamentos de F\u00edsica e Qu\u00edmica, resultando em equipe com composi\u00e7\u00e3o multidisciplinar. No entanto, o projeto s\u00f3 vai bem se a equipe multidisciplinar interage interdisciplinarmente para que ocorra o efeito sin\u00e9rgico. N\u00e3o adianta apenas dividir o dinheiro e as tarefas. Este ponto nunca foi muito f\u00e1cil de administrar. Conseguir isto sempre foi muito mais dif\u00edcil do a parte t\u00e9cnico-cient\u00edfica, pois uma equipe \u00e9 formada por pessoas, cada uma com suas particularidades, suas ambi\u00e7\u00f5es, seus egos etc. Acredito pessoalmente, que aprender a lidar com isto foi muito \u00fatil para se chegar ao LabMat que temos hoje na UFSC.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o do desenvolvimento de projetos com metas tecnol\u00f3gicas definidas, muitas patentes de inven\u00e7\u00e3o foram obtidas ao longo dos \u00faltimos 30 anos, hoje constando no meu curr\u00edculo, somando aproximadamente 65 cartas de patente, tanto de processos como de produtos (novos componentes, materiais e equipamentos). Al\u00e9m das patentes, sou tamb\u00e9m autor\/coautor de 135 artigos internacionais em revistas e 203 artigos em Anais de Congressos. Orientei em torno de 64 alunos de IC, 41 alunos de mestrado, 27 alunos de doutorado e 20 bolsistas de p\u00f3s-doc.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, liderei a cria\u00e7\u00e3o do curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Engenharia de Materiais (PGMAT) que iniciou suas atividades em 1994, hoje nota 6 na Capes, e o curso de gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia de Materiais, que iniciou suas atividades em 1999, hoje nota m\u00e1xima na Capes. Na realidade, sucesso \u00e9 trabalho e, em 2010, em sinal de reconhecimento, recebi o pr\u00eamio de pesquisador destaque do Centro Tecnol\u00f3gico da UFSC.<\/p>\n<p>Acho que minhas contribui\u00e7\u00f5es principais (em geral com a participa\u00e7\u00e3o de orientandos de doutorado ou mestrado) s\u00e3o relacionadas ao desenvolvimento de processos e novos materiais e equipamentos como: \u00a0a) Projeto conceitual do processo de extra\u00e7\u00e3o de ligantes org\u00e2nicos e sinteriza\u00e7\u00e3o assistidas por plasma DC de componentes produzidos via moldagem de p\u00f3s por inje\u00e7\u00e3o. Em ingl\u00eas denominado \u201cPlasma Assisted Debinding and Sintering \u2013 PADS\u201d. b) Projeto conceitual do Reator de Plasma Hibrido. Este reator, al\u00e9m do sistema anodo-catodo para abrir a descarga el\u00e9trica, possui um conjunto de resist\u00eancias el\u00e9tricas para manter o comando do ciclo t\u00e9rmico independente da energia utilizada no plasma. Assim, a energia dos \u00edons e el\u00e9trons no ambiente de plasma pode ser ajustada para assistir as rea\u00e7\u00f5es de interesse, enquanto que o calor adicional necess\u00e1rio para cumprir o ciclo t\u00e9rmico programado \u00e9 suprido pelo sistema de aquecimento resistivo. A conviv\u00eancia destes dois sistemas no mesmo ambiente, sem que ocorra abertura de descarga el\u00e9trica nas resist\u00eancias el\u00e9tricas, \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia. Isto (ciclo t\u00e9rmico n\u00e3o dependente da energia do plasma) passou a permitir um grande avan\u00e7o na utiliza\u00e7\u00e3o de plasma para assistir diversos processos, como tratamentos termoqu\u00edmicos e metal\u00fargicos, incluindo o processamento de materiais a partir de p\u00f3s (metalurgia do p\u00f3 e processamento cer\u00e2mico). c) Projeto conceitual de equipamento de nitreta\u00e7\u00e3o a plasma que permite a limpeza de res\u00edduos org\u00e2nicos e a sua nitreta\u00e7\u00e3o no mesmo ciclo t\u00e9rmico, por exemplo, utiliz\u00e1vel para pe\u00e7as contendo res\u00edduos de \u00f3leo, como pe\u00e7as sinterizadas ap\u00f3s a sua calibra\u00e7\u00e3o e pe\u00e7as usinadas. d) A gera\u00e7\u00e3o \u201cin situ\u201d de fases de interesse na metalurgia do p\u00f3, como a gera\u00e7\u00e3o de grafita turbostr\u00e1tica a partir da dissocia\u00e7\u00e3o de carbonetos em a\u00e7o sinterizado, levando ao desenvolvimento de novos tipos de a\u00e7os sinterizados autolubrificantes a seco. \u00a0e) Desenvolvimento de novos tipos de metal duro sem cobalto, nos quais como fase ligante met\u00e1lica utiliza-se ligas de n\u00edquel geradas \u201cin situ\u201d durante a sinteriza\u00e7\u00e3o. f) O esfor\u00e7o constante em integrar equipes multidisciplinares e de trabalhar em parceria com o setor produtivo em meus projetos. A parceria com a EMBRACO, por exemplo vem acontecendo ininterruptamente ao longo de 28 anos e certamente vai ter continuidade ap\u00f3s minha aposentadoria, pois o sucessor est\u00e1 completamente engajado nesta parceria.<\/p>\n<p>Considero ainda importante mencionar a intensa participa\u00e7\u00e3o em comit\u00eas de an\u00e1lise e outras atividades que s\u00e3o importantes para o desenvolvimento da \u00e1rea de ci\u00eancia e tecnologia, como: 1) Membro (1989 a 1995) do grupo t\u00e9cnico do subprograma de novos materiais do PADCTII (MCT\/FINEP\/CNPq); 2) Duas vezes membro do CA-MM &#8211; Comit\u00ea Assessor de Minas, Metalurgia e Materiais do CNPq (1997 a 1999) e (2007 a 2009); 3) Membro (1997 a 2001) do grupo t\u00e9cnico em Ci\u00eancias e Engenharia de Materiais (CEMAT) do subprograma de novos materiais do PADCT III do Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia e Tecnologia; \u00a04) Membro da comiss\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o e acompanhamento do programa PRONEX \/ MCT (1998 a 2003); 5) Membro (2007 a 2010) do grupo de estudos do CGEE (Centro de Gest\u00e3o e Estudos Estrat\u00e9gicos) &#8211; Estudo prospectivo em Materiais; \u00a06) Membro do comit\u00ea de avalia\u00e7\u00e3o dos cursos de p\u00f3s- gradua\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de Materiais. Trienal 2010 &#8211; CAPES; 7) Um total de 32 palestras convidadas ao longo da carreira de pesquisador (em empresas, congressos e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa); 8) Consegui enviar mais de 100 estudantes para o exterior (gradua\u00e7\u00e3o, mestrado e doutorado) para a realiza\u00e7\u00e3o de est\u00e1gios, interc\u00e2mbios, mestrado e doutorado; 9) Consultor ad hoc, principalmente das ag\u00eancias de fomento CNPq, CAPES, FINEP, FAPESC e DAAD (Alemanha); 10) Participei da cria\u00e7\u00e3o e fui membro titular do conselho deliberativo do CCB (Centro Cer\u00e2mico do Brasil) de 1993 a 2003; 11) Fui vice presidente do Centro Cer\u00e2mico do Brasil de 1996 a 2001; 12) Participei da cria\u00e7\u00e3o do CTC (Centro de Cer\u00e2mica de Criciuma, hoje chamado CTCmat); 13) Liderei a cria\u00e7\u00e3o (1994) e fui o primeiro coordenador do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Engenharia de Materiais da UFSC ( PGMAT); 14) Liderei a cria\u00e7\u00e3o (1999) e fui o primeiro coordenador do curso de gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia de Materiais da UFSC.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Deixe uma mensagem para os leitores que est\u00e3o iniciando suas carreiras cient\u00edficas.<\/strong><\/p>\n<p>Alo\u00edsio Klein: &#8211; A profiss\u00e3o de pesquisador \u00e9 possivelmente a melhor profiss\u00e3o do mundo. Quando temos ideias, a sociedade aprova recursos para que possamos desenvolver nossas ideias. Mesmo quando uma ideia n\u00e3o deu certo, avan\u00e7amos bastante e podemos reformular a ideia com os conhecimentos adquiridos. O ambiente onde trabalhamos \u00e9 um ambiente muito bom. Tem muita gente inteligente e muita gente jovem seleta e inteligente, cheia de entusiasmo. Quando temos uma ideia boa, logo temos uma por\u00e7\u00e3o de pessoas dispostas a participar do desenvolvimento da mesma. Nunca estamos sozinhos. Quando vamos a um congresso, encontramos tamb\u00e9m um grupo de pessoas bem seleto, onde \u00e9 poss\u00edvel trocar ideias em alto n\u00edvel, n\u00e3o s\u00f3 com as pessoas seniores na \u00e1rea, mas tamb\u00e9m com as pessoas jovens muito criativas e inteligentes. Nenhuma pessoa jovem pouco competente \u00e9 financiada para ir a um congresso.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alo\u00edsio Nelmo Klein nasceu em 5 de dezembro de 1950 em Passo do Faxinal, uma pequena vila povoada por descendentes de alem\u00e3es localizada no noroeste do Rio Grande do Sul. Nesse ambiente rural, ele desenvolveu, na inf\u00e2ncia, um gosto especial por resolver problemas t\u00e9cnicos da vida cotidiana, \u00e0 semelhan\u00e7a do pai. 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