{"id":4352,"date":"2016-03-31T14:39:20","date_gmt":"2016-03-31T17:39:20","guid":{"rendered":"http:\/\/sbpmat.org.br\/?p=4352"},"modified":"2018-11-12T18:26:28","modified_gmt":"2018-11-12T21:26:28","slug":"especial-sirius-o-novo-sincrotron-brasileiro-de-ultima-geracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/especial-sirius-o-novo-sincrotron-brasileiro-de-ultima-geracao\/","title":{"rendered":"Especial: Sirius, o novo s\u00edncrotron brasileiro de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/in-numbers1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-4361\" title=\"in numbers\" src=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/in-numbers1-300x255.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"255\" srcset=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/in-numbers1-300x255.jpg 300w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/in-numbers1.jpg 616w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Antes da virada desta d\u00e9cada, o <a href=\"http:\/\/lnls.cnpem.br\/\" target=\"_blank\">Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron<\/a> (LNLS), localizado no munic\u00edpio de Campinas (SP), deve come\u00e7ar a receber pesquisadores do Brasil e do resto do mundo para utilizarem o Sirius, o s\u00edncrotron brasileiro de quarta gera\u00e7\u00e3o que substituir\u00e1 ou complementar\u00e1 o UVX &#8211; atual s\u00edncrotron brasileiro, de segunda gera\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 em funcionamento desde 1997 e \u00e9 o \u00fanico s\u00edncrotron da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Muito apreciados pela comunidade cient\u00edfica de Materiais, e de muitas outras \u00e1reas, os s\u00edncrotrons s\u00e3o as melhores fontes de feixes de raios X e de luz ultravioleta, dois tipos de radia\u00e7\u00e3o de grande utilidade no estudo da mat\u00e9ria. O processo para obter a radia\u00e7\u00e3o come\u00e7a quando el\u00e9trons s\u00e3o acelerados at\u00e9 atingirem uma velocidade pr\u00f3xima \u00e0 da luz e submetidos a desvios na sua trajet\u00f3ria. Quando desviados, os el\u00e9trons perdem parte de sua energia na forma de luz s\u00edncrotron, a qual \u00e9 filtrada por monocromadores, encarregados de liberar a passagem de radia\u00e7\u00e3o apenas no comprimento de onda desejado. Assim, feixes de raios X ou de luz ultravioleta s\u00e3o levados at\u00e9 as esta\u00e7\u00f5es experimentais ou linhas de luz, em volta do acelerador, que t\u00eam diversos instrumentos cient\u00edficos. Ali ficam os usu\u00e1rios dos s\u00edncrotrons, aproveitando a radia\u00e7\u00e3o para analisar sua intera\u00e7\u00e3o com a mat\u00e9ria por meio dos instrumentos cient\u00edficos e, dessa maneira, obter informa\u00e7\u00f5es sobre a estrutura e propriedades dos materiais em escala micro e nanom\u00e9trica.<\/p>\n<p>Voltando ao Sirius, como sugere seu nome, que remete \u00e0 estrela mais brilhante do c\u00e9u noturno, ele ser\u00e1 capaz de gerar feixes de luz de alt\u00edssimo brilho (at\u00e9 um bilh\u00e3o de vezes mais alto do que o brilho do UVX) &#8211; uma caracter\u00edstica muito importante para poder fazer mais e melhores experimentos.<\/p>\n<p>Essa radia\u00e7\u00e3o de alt\u00edssimo brilho, em combina\u00e7\u00e3o com avan\u00e7ados instrumentos cient\u00edficos e poderosos computadores para processar rapidamente uma grande quantidade de dados, permitir\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o de uma diversidade de experimentos que devem gerar resultados cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos em segmentos como Agricultura, Biologia, Geologia, Energia e Sa\u00fade, al\u00e9m, \u00e9 claro, na transversal \u00e1rea de Materiais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4353\" aria-describedby=\"caption-attachment-4353\" style=\"width: 479px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mapa-sincrotrons.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4353 \" title=\"mapa sincrotrons\" src=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mapa-sincrotrons.jpg\" alt=\"\" width=\"479\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mapa-sincrotrons.jpg 886w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/mapa-sincrotrons-300x168.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 479px) 100vw, 479px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4353\" class=\"wp-caption-text\">Localiza\u00e7\u00e3o das fontes de luz s\u00edncrotron em constru\u00e7\u00e3o e em opera\u00e7\u00e3o no mundo. Cr\u00e9dito: LNLS-CNPEM.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para isso, cerca de 300 pessoas est\u00e3o trabalhando no projeto e constru\u00e7\u00e3o do Sirius, uma obra de grande dimens\u00e3o e complexidade que envolve v\u00e1rios desafios. Um deles \u00e9 o desenvolvimento da fonte de luz s\u00edncrotron. De fato, o Sirius ser\u00e1 uma das primeiras fontes de quarta gera\u00e7\u00e3o do mundo (existe apenas mais uma, em constru\u00e7\u00e3o, na Su\u00e9cia, e nenhuma operando). Desafios tamb\u00e9m est\u00e3o presentes na constru\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio, que deve garantir a quase absoluta aus\u00eancia de vibra\u00e7\u00f5es, por menores que sejam. Os desafios continuam, por exemplo, no desenvolvimento de um sistema de monitoramento, diagn\u00f3stico e corre\u00e7\u00e3o da estabilidade da trajet\u00f3ria do sens\u00edvel feixe de el\u00e9trons.<\/p>\n<p>Este grande empreendimento brasileiro, cujo valor \u00e9 estimado em 1,3 bilh\u00f5es de reais, est\u00e1 sendo realizado pelo LNLS, que desenvolveu o UVX e cuida da sua opera\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o h\u00e1 19 anos. A dire\u00e7\u00e3o geral da equipe est\u00e1 sob a responsabilidade do atual diretor do LNLS, <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8647243878678518\" target=\"_blank\">Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva<\/a>. Professor titular da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Roque da Silva tem gradua\u00e7\u00e3o e mestrado em F\u00edsica pela Unicamp, e doutorado (PhD), tamb\u00e9m em F\u00edsica, pela <em>University of California at Berkeley<\/em>. \u00c9 autor de mais de 120 artigos publicados em peri\u00f3dicos cient\u00edficos indexados, muitos deles referentes a estudos sobre materiais. Suas publica\u00e7\u00f5es contam com mais de 4.400 cita\u00e7\u00f5es, segundo o Google Scholar.<\/p>\n<p>Veja a entrevista do Boletim da SBPMat com Roque da Silva sobre as caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas do Sirius, as possibilidades que oferecer\u00e1 \u00e0 comunidade de Materiais, o andamento do projeto e o futuro do UVX, entre outros assuntos.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; O Sirius ser\u00e1 uma fonte de luz s\u00edncrotron de alto brilho. Qual \u00e9 a import\u00e2ncia do brilho para as pesquisas em Ci\u00eancia e Tecnologia de Materiais?<\/strong><\/p>\n<p>Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva: &#8211; Para uma dada frequ\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o, o seu brilho \u00e9 diretamente proporcional ao fluxo (n\u00famero de f\u00f3tons por unidade de tempo) e inversamente proporcional ao produto (tamanho do feixe x diverg\u00eancia angular do feixe). Esse \u00faltimo produto \u00e9 a emit\u00e2ncia do feixe. Portanto, quanto menor a emit\u00e2ncia, maior o brilho.<\/p>\n<p>Um alto brilho influencia as an\u00e1lises de materiais de diferentes formas:<\/p>\n<p>a. \u00a0Quanto maior o brilho da luz produzida pela fonte de luz s\u00edncrotron, maior \u00e9 o n\u00famero de amostras que podem ser analisadas num mesmo espa\u00e7o de tempo; isso permite, inclusive, fazer experimentos com resolu\u00e7\u00e3o temporal, em que se acompanha a evolu\u00e7\u00e3o de rea\u00e7\u00f5es ou processos, por exemplo, em fun\u00e7\u00e3o do tempo.<\/p>\n<p>b. \u00a0Quanto maior o brilho, melhor \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o sinal-ru\u00eddo de diversas t\u00e9cnicas de an\u00e1lise.<\/p>\n<p>c. \u00a0A menor emit\u00e2ncia, e portanto maior brilho, permite que menores escalas espaciais sejam sondadas pelas t\u00e9cnicas de an\u00e1lise. Isso abre oportunidades para estudos com feixes de poucos nanometros, importantes para \u00e1reas como nanotecnologia, dentre outras.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4354\" aria-describedby=\"caption-attachment-4354\" style=\"width: 422px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/linha-luz.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4354\" title=\"linha luz\" src=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/linha-luz.jpg\" alt=\"\" width=\"422\" height=\"252\" srcset=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/linha-luz.jpg 703w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/linha-luz-300x179.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 422px) 100vw, 422px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4354\" class=\"wp-caption-text\">As primeiras 13 linhas de luz que ser\u00e3o instaladas no Sirius. Dados fornecidos pelo LNLS-CNPEM.<\/figcaption><\/figure>\n<p>d. Um maior brilho permite que novas t\u00e9cnicas surjam ou sejam exploradas mais efetivamente. Isso ocorre, por exemplo, com a t\u00e9cnica de <em>Coherent Diffraction Imaging<\/em>. As t\u00e9cnicas de imagem, tomografia e microscopia ir\u00e3o ser bastante beneficiadas pelo maior brilho.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; <\/strong><strong>Quais s\u00e3o as limita\u00e7\u00f5es do s\u00edncrotron UVX que ser\u00e3o superadas pelo Sirius? Por exemplo, nas esta\u00e7\u00f5es experimentais do Sirius haver\u00e1 t\u00e9cnicas de caracteriza\u00e7\u00e3o de materiais que n\u00e3o podem ser instaladas no UVX?<\/strong><\/p>\n<p>Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva: &#8211; A primeira diferen\u00e7a entre as duas m\u00e1quinas \u00e9 a faixa de energia em que trabalham. Os el\u00e9trons no anel de armazenamento do Sirius ser\u00e3o acelerados at\u00e9 a energia de 3 GeV, mais que o dobro da energia do UVX. Isso faz com que raios X de maior energia sejam produzidos e permite que materiais como a\u00e7o, concreto e rochas sejam estudados mais profundamente devido \u00e0 penetra\u00e7\u00e3o dos raios X de at\u00e9 alguns cent\u00edmetros, contra alguns micr\u00f4metros do UVX.<br \/>\nTamb\u00e9m pela diferen\u00e7a de energia, o n\u00famero de elementos qu\u00edmicos que podem ser estudados por espectroscopia de absor\u00e7\u00e3o de raios X moles tamb\u00e9m \u00e9 diferente. No UVX pouco menos da metade dos elementos qu\u00edmicos pode ser estudada, enquanto no Sirius quase todos os elementos da Tabela Peri\u00f3dica poder\u00e3o ser estudados.<\/p>\n<p>O baixo brilho e alta emit\u00e2ncia\u00a0(ver acima)\u00a0do UVX limitam sobremaneira as t\u00e9cnicas mais modernas de s\u00edncrotron dispon\u00edveis para a comunidade do pa\u00eds. Nanotomografia, imagem por difra\u00e7\u00e3o coerente, nanomicroscopia de fluoresc\u00eancia, an\u00e1lise de nanocristais, estudos de materiais em condi\u00e7\u00f5es extremas (altas press\u00f5es e altas temperaturas), espalhamento inel\u00e1stico, acompanhamento temporal de diversos processos, acompanhado de resolu\u00e7\u00e3o espacial nanom\u00e9trica e resolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica (importante, por exemplo, para processos catal\u00edticos), dentre v\u00e1rias outras t\u00e9cnicas, n\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis de serem realizadas no UVX, ou s\u00e3o realizadas com grandes limita\u00e7\u00f5es, e todas poder\u00e3o ser executadas no Sirius em alto padr\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; O que acontecer\u00e1 com o UVX? Ser\u00e1 desmontado?<\/strong><\/p>\n<p>Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva: &#8211; \u00c9 importante salientar que tudo o que o UVX faz hoje poder\u00e1 ser feito muito melhor no Sirius. Al\u00e9m do enorme\u00a0n\u00famero de novos experimentos que s\u00e3o imposs\u00edveis de serem realizados pelo UVX, como citado acima. \u00c9 uma preocupa\u00e7\u00e3o do LNLS que durante o per\u00edodo de comissionamento das linhas de luz do Sirius, o UVX seja mantido operacional, garantindo que a comunidade n\u00e3o sofra nenhuma descontinuidade. Entretanto, ap\u00f3s o Sirius ficar totalmente operacional, n\u00e3o se sabe ainda se a m\u00e1quina atual ser\u00e1 mantida ou desativada. Sabemos que o instrumental cient\u00edfico hoje dispon\u00edvel em algumas esta\u00e7\u00f5es experimentais do UVX ser\u00e1 transferido para o Sirius.\u00a0Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio avaliar os custos e a viabilidade da manuten\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de duas fontes de luz s\u00edncrotron, bem como do pessoal necess\u00e1rio (engenheiros, t\u00e9cnicos, pesquisadores etc.) para opera\u00e7\u00e3o de ambas as fontes.\u00a0\u00c9 necess\u00e1rio avaliar, ainda, qual ser\u00e1 a demanda dos usu\u00e1rios pelas esta\u00e7\u00f5es experimentais do UVX, uma vez que o Sirius esteja em opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; <\/strong><strong>A compet\u00eancia de profissionais (cientistas, engenheiros, t\u00e9cnicos) e empresas do Brasil desenvolvida durante a constru\u00e7\u00e3o do UVX \u00e9\/ser\u00e1 aproveitada no Sirius? Se sim, de que maneira?<\/strong><\/p>\n<p>Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva: &#8211; O projeto Sirius n\u00e3o seria poss\u00edvel sem a compet\u00eancia dos profissionais formados pelo LNLS ao longo dos anos, particularmente durante a constru\u00e7\u00e3o do UVX. Esse corpo profissional (cientistas, engenheiros, t\u00e9cnicos) de alta capacidade e especializa\u00e7\u00e3o, formado ao longo dos \u00faltimos 30 anos, \u00e9 essencial para o sucesso do Sirius. O am\u00e1lgama de profissionais experientes, origin\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o do UVX, com jovens \u00e9 estrat\u00e9gia central do LNLS. Para o Sirius e para o futuro do laborat\u00f3rio.\u00a0Do ponto de vista t\u00e9cnico, o conhecimento acumulado pelos nossos engenheiros e t\u00e9cnicos na constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o do UVX \u00e9 que permite projetar um s\u00edncrotron como o Sirius, no estado da arte. Essa experi\u00eancia ser\u00e1 crucial tamb\u00e9m para a opera\u00e7\u00e3o do novo s\u00edncrotron. \u00a0O mesmo vale para os cientistas. O envolvimento com a constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o das linhas de luz e esta\u00e7\u00f5es experimentais do UVX \u00e9 fator important\u00edssimo para os projetos das sofisticadas linhas de luz do Sirius. O cont\u00ednuo envolvimento desses pesquisadores no treinamento de novos usu\u00e1rios, o que \u00e9 feito regularmente pelo LNLS, \u00e9 tamb\u00e9m algo fundamental, e que remonta desde o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o do UVX. Vale mencionar que todo esse conhecimento adquirido ao longo de d\u00e9cadas tamb\u00e9m depende de forte intera\u00e7\u00e3o com a comunidade internacional de s\u00edncrotrons. O LNLS est\u00e1 fortemente inserido nessa comunidade.<\/p>\n<p>Do ponto de vista de empresas, o n\u00famero envolvido na constru\u00e7\u00e3o do UVX foi pequeno. O UVX foi n\u00e3o somente projetado, mas tamb\u00e9m constru\u00eddo em grande parte dentro do LNLS. Entretanto, algumas empresas, como a Termomec\u00e2nica, que foram parceiros importantes do UVX, tamb\u00e9m est\u00e3o participando da constru\u00e7\u00e3o do Sirius. Mas o LNLS estruturou programas espec\u00edficos, com sucesso, para envolver empresas brasileiras no desenvolvimento e constru\u00e7\u00e3o de diversos componentes para o Sirius. Programas esses em parceria com ag\u00eancias de fomento como FAPESP e FINEP. Esse desenvolvimento de parcerias com empresas brasileiras ser\u00e1 importante tamb\u00e9m para o futuro.\u00a0Por \u00faltimo, o conhecimento desenvolvido pelas empresas brasileiras que colaboram (e que ainda ir\u00e3o colaborar) com o projeto \u00e9 de uma relev\u00e2ncia que extrapola os limites do pr\u00f3prio projeto. Este \u00e9 o motivo pelo qual consideramos o Sirius um projeto \u201cestruturante\u201d, cujos desenvolvimentos podem se refletir em novas tecnologias, em novos produtos e processos que trar\u00e3o benef\u00edcios para a cadeia produtiva brasileira de alta tecnologia.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; <\/strong><strong>Por ser uma obra de engenharia muito complexa, de alto padr\u00e3o de exig\u00eancia e pioneira (n\u00e3o tem outro s\u00edncrotron de 4\u00aa gera\u00e7\u00e3o pronto no mundo), a constru\u00e7\u00e3o do Sirius apresenta desafios sem precedentes, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Enquanto diretor do projeto, com que voc\u00ea conta para resolver esses desafios?<\/strong><\/p>\n<p>Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva: &#8211; Contamos principalmente com a experi\u00eancia, conhecimento e arrojo da equipe de\u00a0cientistas, engenheiros e t\u00e9cnicos\u00a0do LNLS. A coragem dessa equipe para enfrentar desafios \u00e9 um dos maiores legados que remontam da constru\u00e7\u00e3o do UVX. A bela hist\u00f3ria da constru\u00e7\u00e3o do UVX j\u00e1 foi abordada em outros boletins da SBPMAT [Nota do boletim: veja aqui a <a href=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/historia-do-laboratorio-nacional-de-luz-sincrotron-parte-1-o-sonho-de-uma-grande-maquina-de-pesquisa-no-brasil-e-os-passos-previos-a-construcao-do-laboratorio\/\">primeira<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/historia-do-laboratorio-nacional-de-luz-sincrotron-parte-2-a-construcao-no-brasil-da-fonte-de-luz-sincrotron-e-de-suas-primeiras-estacoes-experimentais\/\">segunda<\/a> parte dessa hist\u00f3ria). A cultura do\u00a0\u201cyes, we can do\u201d, que vem desde o in\u00edcio do LNLS, \u00e9 fundamental para vencermos os desafios. Uma das estrat\u00e9gias \u00e9 aumentar o quadro de profissionais, fundamental dadas as dimens\u00f5es do Sirius, mesclando jovens com os profissionais mais experientes, garantindo a manuten\u00e7\u00e3o da cultura e conhecimento existentes na casa.\u00a0Al\u00e9m dessa experi\u00eancia, compet\u00eancia e coragem, a constante intera\u00e7\u00e3o com outros laborat\u00f3rios \u00e9 fundamental. Investimos fortemente nessa \u00e1rea, tanto enviando profissionais do LNLS para o exterior, quanto trazendo especialistas do exterior para visitarem o laborat\u00f3rio. Nesse aspecto, \u00e9 tamb\u00e9m importante o processo de avalia\u00e7\u00e3o das nossas solu\u00e7\u00f5es por renomados especialistas internacionais. Isso \u00e9 feito atrav\u00e9s de comit\u00eas de avalia\u00e7\u00e3o que v\u00eam de forma regular ao LNLS, e atrav\u00e9s da apresenta\u00e7\u00e3o dos nossos resultados em confer\u00eancias e workshops especializados. \u00c9 importante, tamb\u00e9m, o investimento em infra-estrutura de ponta, tanto para fabrica\u00e7\u00e3o quanto para metrologia. Finalmente, uma parte relevante \u00e9 a gest\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o das atividades e da equipe, garantindo a execu\u00e7\u00e3o eficiente dos processos necess\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Comente a participa\u00e7\u00e3o de empresas e institui\u00e7\u00f5es externas ao CNPEM, nacionais e internacionais, no desenvolvimento do Sirius.<\/strong><\/p>\n<p>Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva: &#8211; O projeto Sirius tem como um dos seus objetivos estimular o desenvolvimento da ind\u00fastria brasileira, por meio da indu\u00e7\u00e3o de demandas de desenvolvimentos tecnol\u00f3gicos, servi\u00e7os, mat\u00e9rias-primas, processos e equipamentos. A meta \u00e9 aplicar entre 65% a 70% dos recursos financeiros do projeto dentro do pa\u00eds. Vale lembrar que o projeto, em si, \u00e9 100% nacional.<br \/>\nDentre parcerias j\u00e1 estabelecidas, cita-se, como exemplo, a realizada com a empresa Termomec\u00e2nica S\u00e3o Paulo, que desenvolveu o processo para fabrica\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria prima para as c\u00e2maras de v\u00e1cuo do anel de armazenamento, bem como dos fios de cobre ocos para os eletro\u00edm\u00e3s, que permitem circula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua para refrigera\u00e7\u00e3o (desenvolvimento este que remonta ao UVX). Outro exemplo \u00e9 a empresa WEG Ind\u00fastrias (SC), tradicional fabricante de motores el\u00e9tricos, que ir\u00e1 fabricar os mais de 1.350 eletro\u00edm\u00e3s do Sirius, projetados pela equipe t\u00e9cnica do LNLS. Essa \u00e9 uma parceria excepcional, ligada a sofisticados desenvolvimentos de processos produtivos e que tem sido extremamente bem sucedida.<br \/>\nExistem tamb\u00e9m exemplos de parcerias com empresas de menor porte, como a FCA Brasil (Campinas, SP), para a fabrica\u00e7\u00e3o das c\u00e2maras de v\u00e1cuo do Booster, e com a empresa EXA-M Instrumenta\u00e7\u00e3o do Nordeste (BA), para o desenvolvimento e fabrica\u00e7\u00e3o dos dispositivos para aquecimento das c\u00e2maras de v\u00e1cuo do anel de armazenamento, e com a Engecer de S\u00e3o Carlos para fabrica\u00e7\u00e3o de c\u00e2maras especiais de v\u00e1cuo feitas de cer\u00e2mica.<\/p>\n<p>Para ampliar a participa\u00e7\u00e3o de empresas nacionais no projeto Sirius, outras a\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas foram realizadas. Negocia\u00e7\u00f5es junto Finep e FAPESP culminaram no lan\u00e7amento, em 2014, da primeira chamada p\u00fablica para sele\u00e7\u00e3o de empresas paulistas para o desenvolvimento de 20 das demandas tecnol\u00f3gicas do projeto Sirius, com recursos da ordem de R$ 40 milh\u00f5es. Esses recursos foram disponibilizados no \u00e2mbito do Programa PIPE\/PAPPE Subven\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica, de modo que cada proposta pudesse solicitar at\u00e9 R$ 1,5 milh\u00e3o para seu desenvolvimento. Foram selecionadas oito empresas que desenvolver\u00e3o 13 projetos de pesquisa para a realiza\u00e7\u00e3o dos desafios propostos no edital.<br \/>\nEm 2015 uma segunda chamada p\u00fablica de propostas foi lan\u00e7ada para o desenvolvimento de 13 novos desafios tecnol\u00f3gicos, com recursos da ordem de R$ 20 milh\u00f5es no \u00e2mbito do mesmo programa. O prazo final para envio das propostas pelas empresas foi encerrado em fevereiro, e atualmente est\u00e3o em fase de an\u00e1lise pela FAPESP. A expectativa para o segundo semestre de 2016 \u00e9 que se tenha pelo menos outras treze empresas aprovadas para o desenvolvimento dos desafios da segunda chamada FAPESP\/Finep de apoio ao projeto Sirius.<\/p>\n<p>Do ponto de vista internacional, como j\u00e1 mencionado, a constante intera\u00e7\u00e3o com v\u00e1rios laborat\u00f3rios tem sido fundamental ao projeto. Um movimento interessante \u00e9 que hoje, como estamos na fronteira e com v\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es inovadoras, h\u00e1 naturalmente um interesse de grupos internacionais em interagirem com o LNLS. Ou seja, o Sirius \u00e9 naturalmente um enorme vetor de internacionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat<\/strong><strong>: &#8211; Cite quais s\u00e3o as fontes de financiamento do projeto.<\/strong><\/p>\n<p>Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva: &#8211; O projeto \u00e9 majoritariamente financiado pelo Governo Federal, atrav\u00e9s do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, MCTI. Inclusive, \u00e9 importante salientar que o projeto Sirius recentemente foi inclu\u00eddo no PAC (Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento), estando na lista dos primeiros projetos do MCTI a fazerem parte do Programa.<\/p>\n<p>Outros recursos importantes foram fornecidos pelo Governo do Estado de S\u00e3o Paulo. Por exemplo, o terreno de 150 mil metros quadrados onde ser\u00e1 instalado o Sirius foi adquirido pelo Governo Estadual e cedido ao CNPEM.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a FAPESP tem sido importante parceira nos programas de intera\u00e7\u00e3o com empresas e no apoio a eventos e na aquisi\u00e7\u00e3o de instrumental cient\u00edfico que ser\u00e1 instalado nas esta\u00e7\u00f5es experimentais (linhas de luz) do Sirius.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: <\/strong><strong>&#8211; Em que est\u00e1gio o projeto se encontra neste momento? Qual \u00e9, atualmente, a previs\u00e3o de inaugura\u00e7\u00e3o da fonte de luz e das primeiras esta\u00e7\u00f5es experimentais?<\/strong><\/p>\n<p>Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva: &#8211; As obras civis do edif\u00edcio que abrigar\u00e1 o Sirius est\u00e3o cerca de 20% conclu\u00eddas. J\u00e1 foi constru\u00edda parte da\u00a0superestrutura da edifica\u00e7\u00e3o principal\u00a0e parte da estrutura met\u00e1lica da cobertura da edifica\u00e7\u00e3o principal. Um marco importante \u00e9 a libera\u00e7\u00e3o do t\u00fanel para in\u00edcio da montagem dos aceleradores ao final de 2017.<\/p>\n<p>Diversos componentes do acelerador est\u00e3o em fase de produ\u00e7\u00e3o. Todos os quadrupolos e corretoras do booster j\u00e1 foram fabricados (pela WEG) e j\u00e1 foram entregues. Na semana passada foi entregue o lote-piloto do sextupolo, e a fabrica\u00e7\u00e3o dos sextupolos ser\u00e1 iniciada em duas semanas. Os dipolos do booster ter\u00e3o seus prot\u00f3tipos entregues at\u00e9 o fim do m\u00eas de mar\u00e7o, e sua produ\u00e7\u00e3o deve ser iniciada no come\u00e7o de maio. O acelerador linear, Linac j\u00e1 est\u00e1 pronto e passando por testes no Instituto de F\u00edsica de Xangai.\u00a0Al\u00e9m disso, outros componentes terminaram a fase de desenvolvimento e est\u00e3o aguardando a libera\u00e7\u00e3o do in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso das c\u00e2maras de v\u00e1cuo do booster e parte das c\u00e2maras de v\u00e1cuo do anel de armazenamento. As cavidades de RF do booster j\u00e1 foram encomendadas, e as cavidades de RF do anel de armazenamento est\u00e3o prestes a serem encomendadas. V\u00e1rios outros subsistemas est\u00e3o em fase final de prototipagem ou in\u00edcio de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0s esta\u00e7\u00f5es experimentais (linhas de luz),\u00a0seus projetos est\u00e3o entrando na fase de detalhamento t\u00e9cnico e constru\u00e7\u00e3o e\/ou aquisi\u00e7\u00e3o de componentes.\u00a0Os projetos das linhas Ip\u00ea, Carna\u00faba, Ema e Cateret\u00ea est\u00e3o entrando agora em uma fase de detalhamento de componentes das esta\u00e7\u00f5es experimentais, desenhos t\u00e9cnicos e constru\u00e7\u00e3o\/encomenda de componentes como onduladores e espelhos, que tem tempo de entrega de at\u00e9 dois anos e meio. Praticamente todos os prot\u00f3tipos importantes das linhas de luz estar\u00e3o conclu\u00eddos at\u00e9 o final de 2016.\u00a0De maneira geral, o cronograma do Sirius est\u00e1 dentro do previsto, com previs\u00e3o de primeiro feixe e in\u00edcio da fase de comissionamento em 2018, para que em 2019 a m\u00e1quina possa receber os primeiros pesquisadores.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Deseja acrescentar algum coment\u00e1rio ou informa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva: &#8211; \u00c9 importante salientar que o Sirius \u00e9 uma decorr\u00eancia da evolu\u00e7\u00e3o tanto da capacidade interna do laborat\u00f3rio quanto do amadurecimento da comunidade cient\u00edfica do Brasil. O conceito de Laborat\u00f3rio Nacional Aberto, que no caso do LNLS visa prover um equipamento extremamente sofisticado e \u00fanico para a comunidade de CT&amp;I,\u00a0est\u00e1 no cerne da cultura do laborat\u00f3rio. O seu funcionamento em alta performance exige investimento constante na forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos altamente especializados\u00a0(cientistas, engenheiros, t\u00e9cnicos), na manuten\u00e7\u00e3o de equipamentos e infraestrutura de ponta (aceleradores, linhas de luz, esta\u00e7\u00f5es experimentais, grupos de apoio, metrologia, t\u00e9cnicas de fabrica\u00e7\u00e3o, etc.), treinamento de usu\u00e1rios, desenvolvimento de novas tecnologias, comunica\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de excel\u00eancia. O projeto s\u00edncrotron do Brasil, desde o UVX at\u00e9 o Sirius, \u00e9 algo que todos os brasileiros podem e devem se orgulhar, tendo sa\u00eddo da &#8220;estaca zero&#8221; e em trinta anos coloca o Brasil no estado da arte, com enorme impacto na forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos, em ci\u00eancia de alto n\u00edvel, em inova\u00e7\u00e3o, no desenvolvimento de alta tecnologia e na internacionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4359\" aria-describedby=\"caption-attachment-4359\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/aerea-sirius.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4359 \" title=\"aerea sirius\" src=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/aerea-sirius.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"568\" srcset=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/aerea-sirius.jpg 1000w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/aerea-sirius-300x189.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4359\" class=\"wp-caption-text\">Simula\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio do Sirius (redondo, acima \u00e0 esquerda) implantado junto ao campus no CNPEM. Cr\u00e9dito: LNLS \u2013 CNPEM.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Links relacionados:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre o Sirius<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>E-book do LNLS \u201cProjeto Sirius: a nova fonte de luz sincrotron brasileira\u201d: <a href=\"https:\/\/issuu.com\/cnpem\/docs\/projeto_sirius\" target=\"_blank\">https:\/\/issuu.com\/cnpem\/docs\/projeto_sirius<\/a><\/li>\n<li>V\u00eddeo do LNLS: \u201cFonte de luz sincrotron: para que serve e como funciona?\u201d <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=AkQEZsTr-KQ&amp;feature=youtu.be\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=AkQEZsTr-KQ&amp;feature=youtu.be<\/a><\/li>\n<li>V\u00eddeo do LNLS em timelapse das atividades realizadas nas obras do Sirius de 10\/2015 a 01\/2016: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PCNaVVCDuSc\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PCNaVVCDuSc<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Sobre o UVX<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Hist\u00f3ria do Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron \u2013 parte 1. O sonho de uma grande m\u00e1quina de pesquisa no Brasil e os passos pr\u00e9vios \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio: <a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/historia-do-laboratorio-nacional-de-luz-sincrotron-parte-1-o-sonho-de-uma-grande-maquina-de-pesquisa-no-brasil-e-os-passos-previos-a-construcao-do-laboratorio\/\">http:\/\/sbpmat.org.br\/historia-do-laboratorio-nacional-de-luz-sincrotron-parte-1-o-sonho-de-uma-grande-maquina-de-pesquisa-no-brasil-e-os-passos-previos-a-construcao-do-laboratorio\/<\/a><\/li>\n<li>Hist\u00f3ria do Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron \u2013 parte 2. A constru\u00e7\u00e3o, no Brasil, da fonte de luz s\u00edncrotron e de suas primeiras esta\u00e7\u00f5es experimentais: <a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/historia-do-laboratorio-nacional-de-luz-sincrotron-parte-2-a-construcao-no-brasil-da-fonte-de-luz-sincrotron-e-de-suas-primeiras-estacoes-experimentais\/\">http:\/\/sbpmat.org.br\/historia-do-laboratorio-nacional-de-luz-sincrotron-parte-2-a-construcao-no-brasil-da-fonte-de-luz-sincrotron-e-de-suas-primeiras-estacoes-experimentais\/<\/a><\/li>\n<li>A fabrica\u00e7\u00e3o dos aceleradores do LNLS e os materiais nacionais, por Cylon Gon\u00e7alves da Silva: <a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/a-fabricacao-dos-aceleradores-do-lnls-e-os-materiais-nacionais-por-cylon-goncalves-da-silva\/\">http:\/\/sbpmat.org.br\/a-fabricacao-dos-aceleradores-do-lnls-e-os-materiais-nacionais-por-cylon-goncalves-da-silva\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes da virada desta d\u00e9cada, o Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron (LNLS), localizado no munic\u00edpio de Campinas (SP), deve come\u00e7ar a receber pesquisadores do Brasil e do resto do mundo para utilizarem o Sirius, o s\u00edncrotron brasileiro de quarta gera\u00e7\u00e3o que substituir\u00e1 ou complementar\u00e1 o UVX &#8211; atual s\u00edncrotron brasileiro, de segunda gera\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[917,866,59,105,52,916,918,919,53,197,771,915,309],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4352"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4352"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4352\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7169,"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4352\/revisions\/7169"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}