{"id":4267,"date":"2016-02-26T16:25:46","date_gmt":"2016-02-26T19:25:46","guid":{"rendered":"http:\/\/sbpmat.org.br\/?p=4267"},"modified":"2016-03-02T16:28:21","modified_gmt":"2016-03-02T19:28:21","slug":"gente-da-nossa-comunidade-entrevista-com-o-pesquisador-roberto-mendonca-faria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/gente-da-nossa-comunidade-entrevista-com-o-pesquisador-roberto-mendonca-faria\/","title":{"rendered":"Gente da nossa comunidade: entrevista com o pesquisador Roberto Mendon\u00e7a Faria."},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/faria.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-4268\" style=\"border: 3px solid black;\" title=\"faria\" src=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/faria.jpg\" alt=\"\" width=\"215\" height=\"288\" \/><\/a>O entrevistado desta edi\u00e7\u00e3o do Boletim da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) \u00e9 o professor <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1426399772341383\" target=\"_blank\">Roberto Mendon\u00e7a Faria<\/a>, que acaba de entregar a presid\u00eancia da SBPMat depois de 4 anos de mandato (mas promete permanecer ativo na sociedade).<\/p>\n<p>Roberto Mendon\u00e7a Faria nasceu em Adamantina, uma pequena cidade localizada no oeste do estado de S\u00e3o Paulo, em maio de 1952. No in\u00edcio dos estudos secund\u00e1rios, j\u00e1 orientado para as Exatas e estimulado por um bom professor de F\u00edsica, ele come\u00e7ou a olhar a ci\u00eancia como poss\u00edvel profiss\u00e3o. Em 1976, Faria conclu\u00eda o bacharelado em F\u00edsica na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>No mesmo ano, ainda apaixonado por essa \u00e1rea na qual a humanidade estava dando grandes passos no caminho do conhecimento, Faria iniciou sua carreira acad\u00eamica. Come\u00e7ou a lecionar em cursos de gradua\u00e7\u00e3o da USP e entrou no curso de mestrado em F\u00edsica dessa universidade. Ali, orientado pelo professor Bernhard Gross, pioneiro da pesquisa em Materiais no Brasil, aprendeu os pilares da atividade cient\u00edfica e desenvolveu um fasc\u00ednio por desvendar mist\u00e9rios dos materiais (no caso a condutividade induzida por radia\u00e7\u00e3o no pol\u00edmero conhecido como Teflon). Logo ap\u00f3s a obten\u00e7\u00e3o do diploma de mestre, em 1980, come\u00e7ou o curso de doutorado em F\u00edsica da USP, mais uma vez contando com o professor Gross como orientador. Em 1984, defendeu sua tese sobre absor\u00e7\u00e3o diel\u00e9trica e condutividade induzida por radia\u00e7\u00e3o no pol\u00edmero PVDF.<\/p>\n<p>Em 1985 come\u00e7ou a dar aulas em cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da USP. Entre 1987 e 1989, permaneceu na Fran\u00e7a em est\u00e1gio de p\u00f3s-doutorado na\u00a0<em>Universit\u00e9 Montpellier 2<\/em>. Em 1990, obteve o t\u00edtulo de livre-docente pela USP, em concurso p\u00fablico, ap\u00f3s defender uma tese sobre transi\u00e7\u00f5es de fase em copol\u00edmeros ferroel\u00e9tricos. Em 1999, tornou-se professor titular do Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos (IFSC) da USP, onde ocupou diversos cargos de gest\u00e3o ao longo dos anos, como a chefia do departamento de F\u00edsica e Ci\u00eancia dos Materiais (1994-1996), a coordena\u00e7\u00e3o do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica (1997-1998) e a dire\u00e7\u00e3o geral do IFSC (2002 \u2013 2006).<\/p>\n<p>Roberto Faria tamb\u00e9m foi coordenador de dois projetos de grande porte em n\u00edvel nacional. O primeiro foi o Instituto Multidisciplinar de Materiais Polim\u00e9ricos do Mil\u00eanio, um dos 17 projetos selecionados dentro do Programa Institutos do Mil\u00eanio do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia (MCT). Esse instituto reuniu cerca de 140 pesquisadores de 17 institui\u00e7\u00f5es das cinco regi\u00f5es do pa\u00eds e vigorou entre 2002 e 2008. O segundo projeto deu continuidade a um dos focos de pesquisa do primeiro, o estudo dos pol\u00edmeros eletr\u00f4nicos e suas aplica\u00e7\u00f5es. Iniciado em 2009, o Instituto Nacional de Eletr\u00f4nica Org\u00e2nica foi aprovado e estabelecido no contexto do programa Institutos Nacionais de Ci\u00eancia e Tecnologia (INCTs) do MCT.<\/p>\n<p>Indo al\u00e9m das fronteiras da sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, Faria foi coordenador, entre 2010 e 2014, do polo de S\u00e3o Carlos do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados (IEA) da USP, \u00f3rg\u00e3o destinado \u00e0 pesquisa e discuss\u00e3o abrangente e interdisciplinar de quest\u00f5es fundamentais da ci\u00eancia e da cultura. Al\u00e9m disso, no contexto de seu interesse em contribuir com o desenvolvimento econ\u00f4mico do pa\u00eds por meio da pesquisa, coordenou a realiza\u00e7\u00e3o do livro \u201cCi\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o para um Brasil competitivo\u201d, publicado em 2012.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, Faria tem tido ativa participa\u00e7\u00e3o em entidades cient\u00edficas internacionais da \u00e1rea de Materiais. Em 2014, foi um dos coordenadores gerais do evento &#8220;<em>Spring Meeting of the European Material Research Society &#8211; 2014<\/em>&#8220;, realizado na cidade francesa de Lille. Em 2015, foi eleito segundo vice-presidente da\u00a0<em>International Union of Materials Research Societies<\/em>(IUMRS).<\/p>\n<p>Faria \u00e9 membro da Academia de Ci\u00eancia do Estado de S\u00e3o Paulo e da Academia Brasileira de Ci\u00eancias, e pertence ao conselho editorial da revista \u201c<em>Materials Science \u2013 Poland\u201d<\/em>. Em 40 anos de pesquisa cient\u00edfica em materiais polim\u00e9ricos, particularmente aqueles com atividade eletr\u00f4nica e suas aplica\u00e7\u00f5es em dispositivos, o professor Faria produziu cerca de 180 artigos publicados em peri\u00f3dicos indexados, contando com cerca de 2.000 cita\u00e7\u00f5es, e orientou 47 disserta\u00e7\u00f5es de mestrado e teses de doutorado.<\/p>\n<p>Segue uma entrevista com o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Conte-nos o que o levou a se tornar um cientista e a trabalhar na \u00e1rea de Materiais.<\/strong><\/p>\n<p>Roberto Mendon\u00e7a Faria: &#8211; Antes do de cursar o Cient\u00edfico, atual Ensino M\u00e9dio, imaginava seguir a \u00e1rea das Exatas (como na \u00e9poca eram chamadas as Engenharias, a F\u00edsica, a Qu\u00edmica, a Matem\u00e1tica, etc.), por\u00e9m n\u00e3o tinha nenhuma pretens\u00e3o de fazer uma carreira cient\u00edfica, muito menos de ser um cientista. Contudo, j\u00e1 no primeiro ano do Cient\u00edfico comecei a mudar de ideia, estimulado por um excelente professor de F\u00edsica, Roberto Stark. Formei-me em F\u00edsica e logo tive a sorte de ter sido guiado por dois grandes mestres: o professor Bernhard Gross e o professor Guilherme Fontes Leal Ferreira. Como todo rec\u00e9m-formado em f\u00edsica da minha \u00e9poca, eu era apaixonado pelos extraordin\u00e1rios avan\u00e7os experimentais e te\u00f3ricos da f\u00edsica do s\u00e9culo XX. Por\u00e9m, meu primeiro trabalho de investiga\u00e7\u00e3o foi sobre um tema aparentemente modesto: a intera\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o ionizante com filmes finos de pol\u00edmeros isolantes. Sob a orienta\u00e7\u00e3o do professor Gross aprendi definitivamente como abordar um problema cient\u00edfico e tamb\u00e9m a manejar o rigor metodol\u00f3gico necess\u00e1rio para desvendar os efeitos e fen\u00f4menos que surgiam dos experimentos realizados. Esses primeiros anos de pesquisa foram de crucial import\u00e2ncia para minha carreira. Nunca mais perdi o fasc\u00ednio em desvendar as propriedades e os enigmas da mat\u00e9ria condensada, e fico feliz porque a Ci\u00eancia e a Engenharia dos Materiais \u00e9 de muita import\u00e2ncia para o desenvolvimento do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Quais s\u00e3o, na sua pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o, as suas principais contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 \u00e1rea de Materiais?<\/strong><\/p>\n<p>Roberto Mendon\u00e7a Faria: &#8211; H\u00e1 diferentes maneiras de se medir as contribui\u00e7\u00f5es ao avan\u00e7o do conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico. A vis\u00e3o mais objetiva e mais seguida internacionalmente \u00e9 a bibliom\u00e9trica conduzida pelo\u00a0<em>Journal of Citation Reports<\/em>\u00a0(JCR) da Thomson Reuters. Essa m\u00e9trica tem muitos m\u00e9ritos, mas \u00e9 exageradamente numerol\u00f3gica. Outro fato que pesa nas avalia\u00e7\u00f5es cient\u00edficas vem do pragmatismo do mundo atual. Hoje exige-se que os trabalhos cient\u00edficos estejam voltados a aplica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. Nesse contexto, as pesquisas que envolvem estudos mais fundamentais tendem a perder a visibilidade que merecem. Ou seja, trabalhos cient\u00edficos de grande valor muitas vezes s\u00e3o pouco citados. Uma an\u00e1lise da minha produ\u00e7\u00e3o a partir da JCR pode levar \u00e0 conclus\u00e3o de que minhas contribui\u00e7\u00f5es mais relevantes est\u00e3o ligadas a aplica\u00e7\u00f5es, mas eu particularmente acho que as minhas maiores contribui\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais relacionadas a trabalhos fundamentais nas \u00e1reas de transi\u00e7\u00e3o de fase de pol\u00edmeros ferroel\u00e9tricos e de mecanismos de transporte el\u00e9tricos em pol\u00edmeros eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>Uma das \u00e1reas interessantes que tenho trabalhado nos \u00faltimos anos \u00e9 a de c\u00e9lulas solares org\u00e2nicas. Junto com meu grupo de pesquisa, creio que demos uma contribui\u00e7\u00e3o significativa \u00e0 compreens\u00e3o de fen\u00f4menos envolvendo o transporte de portadores el\u00e9tricos no interior da c\u00e9lula. Publicamos dois trabalhos de 2013 para c\u00e1 nos quais desenvolvemos uma equa\u00e7\u00e3o anal\u00edtica que governa a curva de corrente el\u00e9trica em fun\u00e7\u00e3o da voltagem de uma c\u00e9lula solar quando sob ilumina\u00e7\u00e3o. Essa equa\u00e7\u00e3o anal\u00edtica vale muito bem em casos especiais, e explicou muitos dos efeitos optoeletr\u00f4nicos dos dispositivos que constru\u00edmos e medimos em nossos laborat\u00f3rios. Um dos trabalhos foi publicado na revista\u00a0<em>Applied Physics Letters<\/em>, em 2013, e o outro na\u00a0<em>Solar Energy Materials and Solar Cells<\/em>, em 2015.<\/p>\n<p>Por outro lado, sempre me dediquei a montar laborat\u00f3rios de pesquisa e a formar recursos humanos. Venho tamb\u00e9m contribuindo com v\u00e1rios programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, direta e indiretamente, e tenho me dedicado h\u00e1 mais de vinte anos ao fortalecimento da \u00e1rea de Eletr\u00f4nica Org\u00e2nica no pa\u00eds, sobretudo na forma\u00e7\u00e3o de uma rede de pesquisa nessa \u00e1rea: o Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia de Eletr\u00f4nica Org\u00e2nica. Procuro sempre que poss\u00edvel incentivar projetos de parcerias com a iniciativa privada e com institutos de pesquisa que visam projetos aplicados. Na \u00e1rea de pol\u00edticas p\u00fablicas creio que minha participa\u00e7\u00e3o maior foi a de coordenar o documento da CAPES com a SBPC, denominado \u201cCi\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o para um Brasil Competitivo\u201d que contribuiu \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o Industrial (EMBRAPII).<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Voc\u00ea acaba de concluir seu mandato como presidente da SBPMat, fun\u00e7\u00e3o que exerceu durante 4 anos. Compartilhe com nossos leitores uma an\u00e1lise dos resultados conseguidos pelas diretorias que voc\u00ea presidiu.<\/strong><\/p>\n<p>Roberto Mendon\u00e7a Faria: &#8211; A SBPMat \u00e9 uma sociedade relativamente nova, mas tem uma miss\u00e3o importante a realizar em prol do desenvolvimento do pa\u00eds. O Brasil disp\u00f5e de uma riqueza extraordin\u00e1ria que a ele \u00e9 oferecida pela natureza. Por\u00e9m, o pa\u00eds pouco se aproveita dessa riqueza porque coloca pouco conhecimento sobre seus recursos naturais. Houve uma revolu\u00e7\u00e3o na agricultura depois que o pa\u00eds resolveu colocar conhecimento sobre essa d\u00e1diva que a natureza lhe ofereceu. Hoje o agroneg\u00f3cio \u00e9 um dos pilares, talvez o mais forte, da nossa economia. Temos que fazer o mesmo com as mat\u00e9rias-primas que abundam em nosso territ\u00f3rio. A publica\u00e7\u00e3o \u201c<a href=\"http:\/\/mag.digitalpc.co.uk\/fvx\/iop\/scienceimpact\/BMRS2014\/\" target=\"_blank\"><em>Science Impact \u2013 A special report on materials science in Brazil<\/em><\/a>\u201d, em parceria com o\u00a0<em>Institute of Physics<\/em>\u00a0(IOP)\u00a0, foi um dos projetos que deu certo e que me gratificou muito. Esse tipo de iniciativa ajuda a criar consci\u00eancia de que o Brasil tem voca\u00e7\u00e3o natural para ser l\u00edder em v\u00e1rios segmentos relacionados a Materiais, e gerar muito mais riqueza do que gera atualmente.<\/p>\n<p>Outra valiosa contribui\u00e7\u00e3o que as duas gest\u00f5es anteriores da SBPMat deram \u00e0 Ci\u00eancia e Engenharia de Materiais no Brasil foi a consolida\u00e7\u00e3o e internacionaliza\u00e7\u00e3o definitiva do encontro anual, que sempre \u00e9 realizado no final de setembro.<\/p>\n<p>N\u00e3o posso deixar de destacar que a cria\u00e7\u00e3o do Boletim Eletr\u00f4nico bil\u00edngue foi uma realiza\u00e7\u00e3o que deu certo, principalmente pela compet\u00eancia com que vem sendo produzido.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Voc\u00ea acaba de assumir, por dois anos, a segunda vice-presid\u00eancia da IUMRS. Comente seus planos, expectativas&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Roberto Mendon\u00e7a Faria: &#8211; Estou iniciando essa atividade. Meus planos s\u00e3o, em primeiro lugar, inserir cada vez mais a Ci\u00eancia dos Materiais brasileira no cen\u00e1rio internacional. Ao mesmo tempo, pretendo usar o apoio da IUMRS para estimular a pesquisa de materiais em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. O Brasil e a Am\u00e9rica Latina t\u00eam muitos problemas que s\u00e3o oriundos de suas economias ainda deficientes. Tenho convic\u00e7\u00e3o de que pesquisas em \u00e1reas de materiais s\u00e3o instrumentos valiosos para melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida dessas popula\u00e7\u00f5es. Hoje, como membro do Conselho da SBPMat, quero, com o aux\u00edlio da IUMRS, levar essa discuss\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Deixe uma mensagem para os leitores que est\u00e3o iniciando suas carreiras cient\u00edficas.<\/strong><\/p>\n<p>Roberto Mendon\u00e7a Faria: Deixei para registrar aqui que uma das realiza\u00e7\u00f5es (ainda em andamento) que traz orgulho \u00e0 nossa gest\u00e3o foi a cria\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/university-chapters\/\" target=\"_blank\">programa <em>University Chapters<\/em>\u00a0<\/a>. Vou pedir ao Conselho que me permita trabalhar em conjunto com o professor Rodrigo F. Bianchi dentro desse programa. N\u00e3o tenho d\u00favidas de que quanto mais pesquisadores formarmos, mais o Brasil ganhar\u00e1 com isso.<\/p>\n<p>Acredito que o trabalho junto aos jovens que est\u00e3o iniciando a atividade cient\u00edfica \u00e9 um dos mais valiosos para um pesquisador s\u00eanior. Temos o dever de mostrar aos jovens o quanto \u00e9 importante para o pa\u00eds o trabalho de \u201cfabricar conhecimento\u201d, sobretudo nas \u00e1reas cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas. N\u00e3o h\u00e1 ainda um s\u00f3 exemplo de pa\u00eds que tenha erradicado a pobreza sem que tenha desenvolvido uma educa\u00e7\u00e3o forte e uma ci\u00eancia e tecnologia competitiva. Portanto, fica aos jovens a mensagem de acreditarem no seu trabalho e de procurar sempre realiz\u00e1-lo da forma mais competente poss\u00edvel.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O entrevistado desta edi\u00e7\u00e3o do Boletim da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) \u00e9 o professor Roberto Mendon\u00e7a Faria, que acaba de entregar a presid\u00eancia da SBPMat depois de 4 anos de mandato (mas promete permanecer ativo na sociedade). 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