{"id":3691,"date":"2015-08-06T16:49:08","date_gmt":"2015-08-06T19:49:08","guid":{"rendered":"http:\/\/sbpmat.org.br\/?p=3691"},"modified":"2015-08-12T17:42:16","modified_gmt":"2015-08-12T20:42:16","slug":"gente-da-nossa-comunidade-entrevista-com-o-cientista-marcelo-knobel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/gente-da-nossa-comunidade-entrevista-com-o-cientista-marcelo-knobel\/","title":{"rendered":"Gente da nossa comunidade: entrevista com o cientista Marcelo Knobel."},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_3692\" aria-describedby=\"caption-attachment-3692\" style=\"width: 512px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Museu-Marcelo-Knobel-Scarpa-DSC_0704.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3692 \" title=\"Museu - Marcelo Knobel  (Scarpa) DSC_0704\" src=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Museu-Marcelo-Knobel-Scarpa-DSC_0704.jpg\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Museu-Marcelo-Knobel-Scarpa-DSC_0704.jpg 640w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Museu-Marcelo-Knobel-Scarpa-DSC_0704-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3692\" class=\"wp-caption-text\">Marcelo Knobel. Cr\u00e9ditos: Antonio Scarpinetti \u2013 Ascom \u2013 Unicamp.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p>Pesquisa cient\u00edfica, materiais magn\u00e9ticos, divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e ensino superior seriam, talvez, as express\u00f5es maiores numa nuvem de\u00a0<em>tags<\/em>\u00a0que representasse o professor <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3557992461593136\" target=\"_blank\">Marcelo Knobel<\/a>.<\/p>\n<p>Nascido em Buenos Aires (Argentina) em 1968, Marcelo Knobel veio morar no Brasil, mais precisamente em Campinas (SP), aos 8 anos de idade, acompanhando os pais dele, a psic\u00f3loga Clara Freud de Knobel e o psiquiatra Maur\u00edcio Knobel. A fam\u00edlia estava escapando do golpe de estado que acabara de instaurar no poder, na Argentina, uma ditadura militar que demitira Maur\u00edcio da Universidade de Buenos Aires (UBA). No Brasil, que tamb\u00e9m estava governado por uma ditadura militar, Maur\u00edcio tinha sido contratado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<p>Dez anos depois da chegada a Campinas, Marcelo Knobel ingressou na Unicamp para fazer a gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica. Em paralelo aos estudos, come\u00e7ou a trabalhar com propriedades magn\u00e9ticas de materiais como bolsista de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Finalizado o bacharelado, Knobel permaneceu na Unicamp para realizar o doutorado na mesma \u00e1rea, obtendo o diploma de doutor em F\u00edsica ao defender sua tese sobre magnetismo e estrutura de materiais nanocristalinos em 1992. Na sequ\u00eancia, partiu para a Europa, onde realizou dois est\u00e1gios de p\u00f3s-doutorado; um deles no\u00a0<em>Istituto Elettrotecnico Nazionale Galileo Ferraris<\/em>, da It\u00e1lia, e o outro no\u00a0<em>Instituto de Magnetismo Aplicado<\/em>, na Espanha.<\/p>\n<p>De volta ao Brasil e \u00e0 Unicamp, em 1995, Marcelo Knobel come\u00e7ou sua carreira de professor e pesquisador do Instituto de F\u00edsica Gleb Wataghin (IFGW). De 1999 a 2009 foi coordenador do Laborat\u00f3rio de Materiais e Baixas Temperaturas, onde atua como pesquisador at\u00e9 o presente, sempre investigando magnetismo e materiais magn\u00e9ticos. Junto a seus colaboradores do laborat\u00f3rio, Knobel realizou trabalhos pioneiros no estudo da magnetorresist\u00eancia e magnetoimped\u00e2ncia gigante em determinados materiais \u2013 dois conceitos diferentes que se referem \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o que um material oferece \u00e0 passagem da eletricidade em consequ\u00eancia da aplica\u00e7\u00e3o de um campo magn\u00e9tico externo. Em 2008, Knobel tornou-se professor titular do Departamento de F\u00edsica da Mat\u00e9ria Condensada do IFGW.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, Marcelo Knobel come\u00e7ou no ano 2000 a colaborar com as atividades de ensino e pesquisa do Laborat\u00f3rio de Estudos Avan\u00e7ados em Jornalismo (LABJOR), da Unicamp. Al\u00e9m disso, Knobel foi um dos criadores da NanoAventura, uma exposi\u00e7\u00e3o interativa e itinerante sobre nanotecnologia que foi lan\u00e7ada em 2005 e foi visitada por mais de 50 mil pessoas, principalmente crian\u00e7as, at\u00e9 o presente. A NanoAventura recebeu men\u00e7\u00f5es honrosas no Festival de Cine e V\u00eddeo Cient\u00edfico do Mercosul (2006) e no Pr\u00eamio Mercosul de Ci\u00eancia e Tecnologia (2015), al\u00e9m de um pr\u00eamio, em 2009, da Rede de Populariza\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia e da Tecnologia na Am\u00e9rica Latina e no Caribe (RedPOP). De 2006 a 2008, Knobel foi o primeiro diretor do Museu Explorat\u00f3rio de Ci\u00eancias, ligado \u00e0 Unicamp. Em 2008, tornou-se editor-chefe da revista Ci\u00eancia &amp; Cultura da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), posi\u00e7\u00e3o que ocupa at\u00e9 o presente. No campo editorial, Knobel coordena uma cole\u00e7\u00e3o de livros de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da Editora Unicamp, chamada Meio de Cultura, lan\u00e7ada em 2008.<\/p>\n<p>Em 2007 Marcelo Knobel recebeu o\u00a0<em>Young Scientist Prize<\/em>\u00a0da TWAS-ROLAC (escrit\u00f3rio da Am\u00e9rica Latina e Caribe da academia mundial para o avan\u00e7o da ci\u00eancia em pa\u00edses em desenvolvimento), destinado a jovens cientistas da regi\u00e3o. No mesmo ano, foi selecionado, junto a cerca de 50 pessoas de diferentes \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o e diversos pa\u00edses do mundo, para participar do programa\u00a0<em>Eisenhower Fellowships<\/em>, que visa a refor\u00e7ar o potencial de lideran\u00e7a de seus\u00a0<em>fellows<\/em>. O grupo viajou pelos Estados Unidos durante 7 semanas cumprindo com uma agenda de reuni\u00f5es e semin\u00e1rios. Em 2009, foi escolhido\u00a0<em>fellow<\/em>\u00a0da\u00a0<em>John Simon Guggenheim Memorial Foundation<\/em>, recebendo recursos dessa funda\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de pesquisa.<\/p>\n<p>De 2009 a 2013, foi pr\u00f3-reitor de Gradua\u00e7\u00e3o da Unicamp. Nesse cargo, foi respons\u00e1vel pela implanta\u00e7\u00e3o do Programa Interdisciplinar de Educa\u00e7\u00e3o Superior (ProFIS). O ProFIS \u00e9 um curso de n\u00edvel superior de 4 semestres que proporciona uma forma\u00e7\u00e3o geral, multidisciplinar e cr\u00edtica, e possibilita a seus egressos (ex-alunos de escolas p\u00fablicas selecionados por suas boas notas no ENEM) que ingressem em cursos de gradua\u00e7\u00e3o da Unicamp sem passar pelo vestibular. O programa foi distinguido em 2013 com o Pr\u00eamio P\u00e9ter Mur\u00e1nyi \u2013 Educa\u00e7\u00e3o, destinado a a\u00e7\u00f5es que aumentem o bem-estar de popula\u00e7\u00f5es do hemisf\u00e9rio sul.<\/p>\n<p>Em 2010, com 42 anos de idade, Knobel foi laureado Comendador da Ordem do M\u00e9rito Cient\u00edfico pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Bolsista de produtividade 1A do CNPq, Marcelo Knobel publicou cerca de 300 artigos cient\u00edficos em revistas internacionais com revis\u00e3o por pares e 15 cap\u00edtulos de livros sobre materiais e propriedades magn\u00e9ticas, populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica da ci\u00eancia e ensino superior. Tamb\u00e9m \u00e9 autor de artigos sobre ci\u00eancia e educa\u00e7\u00e3o publicados em diversas m\u00eddias. Conta com 6.370 cita\u00e7\u00f5es, segundo o Google Scholar.<\/p>\n<p>Marcelo Knobel acaba de assumir, no dia 3 de agosto, o cargo\u00a0de diretor do Laborat\u00f3rio Nacional de Nanotecnologia (LNNano), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).<\/p>\n<p>Segue uma breve entrevista com o cientista.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Conte-nos o que o levou a se tornar um pesquisador e a trabalhar na \u00e1rea de Materiais.<\/strong><\/p>\n<p>Marcelo Knobel: &#8211; Escolhi a \u00e1rea de F\u00edsica pela curiosidade, sem saber direito o que isso significava. Mas j\u00e1 no primeiro semestre percebi que era aquilo mesmo que eu queria para a minha vida, tentando entender a natureza. Logo no in\u00edcio da gradua\u00e7\u00e3o tive aula de laborat\u00f3rio com a professora Reiko Sato, que posteriormente me convidou para fazer inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em seu laborat\u00f3rio. Ela trabalhava com propriedades magn\u00e9ticas de metais amorfos, e foi o tema de in\u00edcio de minha pesquisa. Depois, fiz o doutorado direto com ela tamb\u00e9m, j\u00e1 trabalhando com nanocristais, e posteriormente segui o p\u00f3s-doutoramento na mesma \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Quais s\u00e3o, na sua pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o, as suas principais contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 \u00e1rea de Materiais?<\/strong><\/p>\n<p>Marcelo Knobel: &#8211; Venho atuando em sistemas magn\u00e9ticos nanosc\u00f3picos, investigando principalmente as intera\u00e7\u00f5es dipolares em nanossistemas magn\u00e9ticos, utilizando diversas t\u00e9cnicas experimentais, modelos te\u00f3ricos e simula\u00e7\u00f5es computacionais. Esses sistemas, al\u00e9m do interesse em pesquisa b\u00e1sica, possuem diversas aplica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, principalmente em sistemas de grava\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica e nanomedicina. O grupo de pesquisa que ajudei a consolidar desenvolve novos materiais nanocristalinos e realiza estudos atrav\u00e9s do desenvolvimento de novas t\u00e9cnicas magn\u00e9ticas, estruturais e de transporte. No \u00e2mbito dessas pesquisas, fomos pioneiros no estudo da magnetorresist\u00eancia gigante em sistemas granulares e na investiga\u00e7\u00e3o da magnetoimped\u00e2ncia gigante em fios e fitas amorfos e nanocristalinos. Mas tenho me dedicado tamb\u00e9m \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, sendo um dos respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o do Museu Explorat\u00f3rio de Ci\u00eancias da Unicamp.\u00a0 Fui o coordenador do projeto NanoAventura, que \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o interativa e itinerante sobre nanoci\u00eancia e nanotecnologia para crian\u00e7as e adolescentes. Atuo ainda em pesquisas na \u00e1rea de percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica da ci\u00eancia, coordeno a s\u00e9rie \u201cMeio de Cultura\u201d da Editora da Unicamp e atuo como editor chefe da revista Ci\u00eancia &amp; Cultura, da SBPC. Fui recentemente Pr\u00f3-Reitor de Gradua\u00e7\u00e3o da Unicamp, onde destaco a implanta\u00e7\u00e3o do Programa Interdisciplinar de Educa\u00e7\u00e3o Superior (ProFIS). Atualmente, estou iniciando um novo desafio, como Diretor do Laborat\u00f3rio Nacional de Nanotecnologia (LNNano).<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; \u00a0Voc\u00ea tem uma atua\u00e7\u00e3o especialmente forte em divulga\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e da cultura cient\u00edfica. Comente com os nossos leitores estudantes e pesquisadores qual \u00e9, para voc\u00ea, a import\u00e2ncia de realizar esse tipo de atividade<\/strong><em>.<\/em><\/p>\n<p>Marcelo Knobel: &#8211; Eu me tornei um cientista ap\u00f3s ler livros e revistas de divulga\u00e7\u00e3o, e de visitar museus de ci\u00eancias. Creio que devemos incentivar as novas gera\u00e7\u00f5es a pensar criticamente, a ter curiosidade, a buscar desvendar os mist\u00e9rios que nos cercam. Para o Brasil \u00e9 fundamental estimular jovens talentos para a ci\u00eancia. Sem eles n\u00e3o teremos futuro&#8230; Al\u00e9m disso, \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o prestar contas com a sociedade, que \u00e9 quem financia a pesquisa cient\u00edfica nas universidades p\u00fablicas e nos institutos de pesquisa. \u00c9 importante mostrar a ci\u00eancia que \u00e9 realizada em nosso pa\u00eds, e a import\u00e2ncia de seguir investindo, cada vez mais, em ci\u00eancia e tecnologia.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Se desejar, deixe uma mensagem para os leitores que est\u00e3o iniciando suas carreiras cient\u00edficas.<\/strong><\/p>\n<p>Marcelo Knobel: &#8211; N\u00e3o tenho d\u00favidas que \u00e9 a paix\u00e3o que deve guiar as carreiras de todos, e principalmente dos cientistas. Mas al\u00e9m da paix\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1ria uma forma\u00e7\u00e3o s\u00f3lida, n\u00e3o s\u00f3 no conte\u00fado espec\u00edfico, mas tamb\u00e9m em habilidades pessoais, como trabalho em equipe, comunica\u00e7\u00e3o (incluindo portugu\u00eas e ingl\u00eas, reda\u00e7\u00e3o cient\u00edfica) e cultura geral. A atividade cient\u00edfica exige esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 recompensada, penso eu, por uma vida repleta de novos desafios e oportunidades.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa cient\u00edfica, materiais magn\u00e9ticos, divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e ensino superior seriam, talvez, as express\u00f5es maiores numa nuvem de\u00a0tags\u00a0que representasse o professor Marcelo Knobel. 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