{"id":3334,"date":"2015-04-02T14:25:08","date_gmt":"2015-04-02T17:25:08","guid":{"rendered":"http:\/\/sbpmat.org.br\/?p=3334"},"modified":"2015-04-08T14:56:19","modified_gmt":"2015-04-08T17:56:19","slug":"gente-da-nossa-comunidade-entrevista-com-o-cientista-oswaldo-luiz-alves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/gente-da-nossa-comunidade-entrevista-com-o-cientista-oswaldo-luiz-alves\/","title":{"rendered":"Gente da nossa comunidade: entrevista com o cientista Oswaldo Luiz Alves."},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_3336\" aria-describedby=\"caption-attachment-3336\" style=\"width: 398px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Foto-Oswaldo-Alves-SBPMat.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3336\" title=\"Foto Oswaldo Alves -SBPMat\" src=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Foto-Oswaldo-Alves-SBPMat.jpg\" alt=\"\" width=\"398\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Foto-Oswaldo-Alves-SBPMat.jpg 498w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Foto-Oswaldo-Alves-SBPMat-199x300.jpg 199w\" sizes=\"(max-width: 398px) 100vw, 398px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3336\" class=\"wp-caption-text\">O professor Oswaldo Luiz Alves. (Cr\u00e9dito: Gustavo Morita)<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p>Foi nos clubes de ci\u00eancia da escola p\u00fablica e do bairro Perdizes, na cidade de S\u00e3o Paulo, que <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0291695624884565\">Oswaldo Luiz Alves<\/a>\u00a0come\u00e7ou a se interessar por ci\u00eancia, durante a adolesc\u00eancia, fazendo experimentos de Qu\u00edmica e Biologia. Aos 20 anos, formou-se em um dos primeiros cursos t\u00e9cnicos de Qu\u00edmica Industrial da Am\u00e9rica do Sul, na\u00a0Escola T\u00e9cnica Oswaldo Cruz, contando com bolsa de estudo da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo. Durante o curso, realizou um est\u00e1gio no Instituto Biol\u00f3gico, do governo do Estado de S\u00e3o Paulo, onde teve seus primeiros contatos com a t\u00e9cnica de espectroscopia de infravermelho.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma experi\u00eancia de um ano trabalhando na ind\u00fastria, ingressou nos cursos de bacharelado e licenciatura em Qu\u00edmica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e concluiu ambos em 1973. Durante a gradua\u00e7\u00e3o, foi monitor do Instituto de Qu\u00edmica da universidade e bolsista de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Assim que se formou, Alves, na \u00e9poca com 25 anos, foi contratado como docente pelo Instituto de Qu\u00edmica da Unicamp e, simultaneamente, iniciou seu doutorado sem realizar previamente o mestrado, desenvolvendo um trabalho de pesquisa sobre aplica\u00e7\u00e3o da espectroscopia vibracional (Raman e infravermelha) em complexos moleculares. Em 1979, partiu para a Fran\u00e7a com bolsa da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) para realizar um p\u00f3s-doutorado no qual trabalhou novamente\u00a0com espectroscopia vibracional, inclusive utilizando um dos primeiros espectr\u00f4metros de infravermelho por transformada de Fourier. Dessa maneira, Oswaldo Alves vivenciou na pr\u00f3pria pele o in\u00edcio de uma \u00e9poca da Qu\u00edmica de prof\u00edcuo desenvolvimento e aplica\u00e7\u00e3o de novas t\u00e9cnicas de an\u00e1lise, sobretudo espectrosc\u00f3picas, e suas aplica\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, Alves tamb\u00e9m se deixou motivar por outro movimento, iniciado na d\u00e9cada de 1970, que ocorria fortemente na comunidade dos qu\u00edmicos na Europa: o desenvolvimento e estudo de novos materiais dentro da chamada Qu\u00edmica do Estado S\u00f3lido.<\/p>\n<p>De volta ao Brasil depois de quase\u00a0dois anos na Fran\u00e7a, nos quais atuou como professor convidado na Universidade de Lille, encontrou um panorama diferente do europeu. Por aqui, quase nenhum qu\u00edmico trabalhava ainda na \u00e1rea de Estado S\u00f3lido. Assim, Alves se dedicou a introduzi-la e, em\u00a01985, fundou o Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica do Estado S\u00f3lido (LQES) no Instituto de Qu\u00edmica da Unicamp. Desde ent\u00e3o, o cientista tem feito relevantes contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 Ci\u00eancia e Tecnologia de Materiais, em temas diversos como materiais v\u00edtreos para telecomunica\u00e7\u00f5es, t\u00e9cnicas de s\u00edntese de materiais bidimensionais, desenvolvimento de sistemas qu\u00edmicos integrados, purifica\u00e7\u00e3o de nanotubos de carbono e intera\u00e7\u00e3o de novos\u00a0nanomateriais baseados em carbono\u00a0com biossistemas.<\/p>\n<p>Atualmente com 67 anos, Oswaldo Alves \u00e9 professor titular da Unicamp, onde atua como coordenador cient\u00edfico do LQES e do Laborat\u00f3rio de S\u00edntese de Nanoestruturas e Intera\u00e7\u00e3o com Biossistemas (NanoBioss\/SisNano). Em 40 anos de doc\u00eancia, orientou mais de 50 mestrados e doutorados. Pesquisador 1 A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), ele \u00e9 autor de mais de 200 artigos publicados em peri\u00f3dicos cient\u00edficos, os quais totalizam mais de 2.400 cita\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de mais de 20 patentes depositadas, 5 concedidas e uma licenciada, esta \u00faltima referente a uma tecnologia voltada \u00e0 remedia\u00e7\u00e3o de efluentes de ind\u00fastrias papeleiras e t\u00eaxteis. No campo da divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, atua como editor cient\u00edfico de dois boletins de not\u00edcias, o \u201cLQES News\u201d e o \u201cNano em Foco\u201d.<\/p>\n<p>Oswaldo Alves \u00e9 membro titular da Academia Brasileira de Ci\u00eancias e da Academia de Ci\u00eancias do Estado de S\u00e3o Paulo, comendador da Ordem Nacional do M\u00e9rito Cient\u00edfico e\u00a0<em>fellow<\/em>\u00a0da TWAS (<em>The World Academy of Sciences for the advancement of science in developing countries<\/em>) e da\u00a0<em>Royal Society of Chemistry<\/em>. Recebeu pr\u00eamios de diversas entidades, como a Unicamp, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ind\u00fastrias Qu\u00edmicas (Abiquim) e a Sociedade Brasileira de Qu\u00edmica, da qual foi presidente de 1998 a 2000, al\u00e9m de fundador e primeiro diretor de sua divis\u00e3o de Qu\u00edmica de Materiais.<\/p>\n<p>Segue uma entrevista com o cientista.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Como se despertou seu interesse pela ci\u00eancia? O que o levou a se tornar um cientista e a trabalhar em Qu\u00edmica do Estado S\u00f3lido\/Materiais?<\/strong><\/p>\n<p>Oswaldo Luiz Alves: &#8211; L\u00e1 se v\u00e3o muitos anos. Antes de entrarmos para a Universidade participamos muito dos clubes de ci\u00eancia de\u00a0nossa\u00a0escola p\u00fablica e do nosso bairro na cidade de S\u00e3o Paulo (Perdizes). No clube de ci\u00eancias do bairro t\u00ednhamos um pequeno laborat\u00f3rio com materiais doados por um dos bisnetos do cientista <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Vital_Brazil\">Vital Brazil<\/a>, onde fizemos muitas experi\u00eancias de Qu\u00edmica e Biologia. Logo em seguida veio um est\u00e1gio realizado no Instituto Biol\u00f3gico, este mais formal, como requisito do curso t\u00e9cnico de Qu\u00edmica Industrial, onde trabalhamos com\u00a0espectroscopia\u00a0no\u00a0<wbr>infravermelho\u00a0e polarografia (eletrodo gotejante de merc\u00fario) aplicadas \u00e0 determina\u00e7\u00e3o de pesticidas. Quando entramos na Unicamp, em 1969, depois de uma experi\u00eancia na ind\u00fastria (Bayer do Brasil), para n\u00f3s j\u00e1 estava claro que continuar\u00edamos os estudos ap\u00f3s a gradua\u00e7\u00e3o, o que nos fez logo engajarmos em pesquisas com compostos de terras-raras, atrav\u00e9s de uma Bolsa de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da FAPESP, j\u00e1 pensando em nos tornar professor universit\u00e1rio e pesquisador. Fizemos o doutoramento direto (isto n\u00e3o era muito comum nos anos 70) trabalhando com as espectroscopias Raman-laser e no\u00a0infravermelho e c\u00e1lculos te\u00f3ricos de campos de for\u00e7a moleculares. Em 1979, fomos para a Fran\u00e7a realizar o p\u00f3s-doc no\u00a0<em>Laboratoire de Spectrochimie Infrarouge et Raman<\/em>\u00a0do CNRS (CNPq Franc\u00eas) para trabalhar com espectroscopia Raman com resolu\u00e7\u00e3o espacial, efeito SERS e CARS e comissionar um dos \u00a0primeiros espectr\u00f4metros infravermelhos que operavam com transformada de Fourier. Nesta \u00e9poca ocorria na Europa e, principalmente na Fran\u00e7a (Bordeaux, Rennes e Orsay), uma fort\u00edssima atividade em Qu\u00edmica do Estado S\u00f3lido, dentro da perspectiva de materiais. Deixamo-nos contaminar!<\/wbr><\/p>\n<p>Ao retornar ao Brasil vimos a oportunidade de fundar o Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica do Estado S\u00f3lido &#8211; LQES (1985), com muita dificuldade, pois a quase totalidade da Qu\u00edmica brasileira trabalhava em solu\u00e7\u00e3o. Em fun\u00e7\u00e3o disso migramos para a comunidade de F\u00edsica onde permanecemos por cerca de 10 anos, chegando, inclusive, a coordenar atividades ligadas aos materiais nas c\u00e9lebres reuni\u00f5es da Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF) em Caxambu. De l\u00e1 para c\u00e1, sempre estivemos envolvidos com Qu\u00edmica do Estado S\u00f3lido e Materiais participando do Projeto Fibras \u00d3pticas (Telebras) onde trabalhamos com vidros dopados com\u00a0<em>quantum dots<\/em>\u00a0para telecomunica\u00e7\u00f5es, vidros para \u00f3ptica n\u00e3o linear e, no LQES, em atividades ligadas aos materiais bidimensionais (lamelares), nanocomp\u00f3sitos envolvendo pol\u00edmeros condutores, sistemas qu\u00edmicos integrados, vitrocer\u00e2micas e vidros porosos, nanopart\u00edculas de s\u00edlica com funcionaliza\u00e7\u00f5es complexas, nanotubos de carbono, \u00f3xido de grafeno e\u00a0<em>carbon dots<\/em>. Nestes tr\u00eas \u00faltimos temas nossos esfor\u00e7os est\u00e3o voltados para o estudo da intera\u00e7\u00e3o destes novos carbonos com biossistemas dentro da perspectiva da avalia\u00e7\u00e3o dos riscos das nanotecnologias (regula\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211; Quais s\u00e3o, na sua pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o, as suas principais contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 \u00e1rea de Materiais?<\/strong><\/p>\n<p>Oswaldo Luiz Alves: &#8211; Sempre \u00e9 muito dif\u00edcil fazer estas avalia\u00e7\u00f5es, entretanto acredito que alguns pontos podem ser elencados.<\/p>\n<p>Em termos da pesquisa cient\u00edfica, nossas principais contribui\u00e7\u00f5es foram as pesquisas com vidros dopados com\u00a0<em>quantum dots<\/em>\u00a0e vidros para \u00f3ptica n\u00e3o linear, o desenvolvimento de t\u00e9cnicas de s\u00edntese de v\u00e1rios materiais bidimensionais e sua qu\u00edmica de intercala\u00e7\u00e3o, o desenvolvimento de sistemas qu\u00edmicos integrados (vidro-pol\u00edmero condutor, vidro-semicondutores), purifica\u00e7\u00e3o de nanotubos de carbono (efeito dos debris oxidados) e intera\u00e7\u00e3o de novos carbonos com biossistemas (efeito &#8220;corona&#8221; prot\u00eaico e agrega\u00e7\u00e3o) e nanopart\u00edculas de s\u00edlica com funcionaliza\u00e7\u00e3o antag\u00f4nica para &#8220;<em>drug-delivery<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>Criamos o <a href=\"http:\/\/lqes.iqm.unicamp.br\/\">Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica do Estado S\u00f3lido<\/a> (LQES), laborat\u00f3rio pioneiro em pesquisas em Qu\u00edmica do Estado S\u00f3lido no Brasil, onde atuamos at\u00e9 hoje como Coordenador Cient\u00edfico. Outra contribui\u00e7\u00e3o que acreditamos merece destaque foi a nossa atua\u00e7\u00e3o como Coordenador do &#8220;Programa de Qu\u00edmica para Materiais Eletr\u00f4nicos da FINEP&#8221; (final dos anos 80). Muitos dos mais importantes grupos de pesquisa em Materiais que atuaram, ou ainda atuam no Brasil em alto n\u00edvel, em v\u00e1rios estados, receberam financiamentos deste exitoso programa. Merece ser mencionada nossa participa\u00e7\u00e3o como fundador e primeiro Diretor da Divis\u00e3o de Qu\u00edmica de Materiais da Sociedade Brasileira de Qu\u00edmica. Coordenamos o projeto FAPESP que financiou a constru\u00e7\u00e3o da primeira linha de EXAFS (XAS), inclusive com participa\u00e7\u00e3o direta nos programas de forma\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios em uma t\u00e9cnica espectrosc\u00f3pica que nunca tinha sido utilizada no Brasil. Atualmente estamos atuando como Coordenador Cient\u00edfico do Laborat\u00f3rio de S\u00edntese de Nanoestruturas e Intera\u00e7\u00e3o com Biossistemas (NanoBioss\/SisNano).<\/p>\n<p>Em 2014 completamos 40 anos de doc\u00eancia no Instituto de Qu\u00edmica da Unicamp onde formamos mais de 50 alunos (mestrado e doutorado) muitos dos quais hoje s\u00e3o lideres de pesquisa destacados no cen\u00e1rio nacional e internacional e que exercem suas atividades em v\u00e1rios estados brasileiros.<\/p>\n<p>Atuamos como editor cient\u00edfico de dois boletins de not\u00edcias. O primeiro \u00e9 o <a href=\"http:\/\/lqes.iqm.unicamp.br\/canal_cientifico\/lqes_news\/lqes_news.html\">LQES News<\/a>, quinzenal, veiculado h\u00e1 14 anos, com linha editorial ligada aos desenvolvimentos da ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o (geral) e nanotecnologias. O segundo \u00e9 o <a href=\"http:\/\/www.lqes.iqm.unicamp.br\/institucional\/bibliotecas\/bibliotecas_lqes_nanotecnologia_nano_emfoco.html\">Boletim NANO em Foco<\/a>, editado em parceria com a Ag\u00eancia Brasileira de Desenvolvimento Industrial, mensal, veiculado h\u00e1 7 anos, com uma linha editorial ligada aos produtos comerciais, riscos e regula\u00e7\u00e3o das nanotecnologias. Al\u00e9m disso, publicamos, tamb\u00e9m em parceria com a ABDI, a\u00a0\u201cCartilha sobre Nanotecnologia<strong>\u201d<\/strong>\u00a0(duas edi\u00e7\u00f5es) destinada \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o das nanotecnologias para o grande p\u00fablico.<\/p>\n<p>Os diversos sistemas e materiais estudados e desenvolvidos no LQES permitiram o dep\u00f3sito de 27 patentes de processo e aplica\u00e7\u00e3o, inclusive algumas internacionais, e um licenciamento de uma tecnologia inovadora para o setor produtivo. Al\u00e9m disso, participamos, como consultor, de dois processos relacionados com o Programa de Subven\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica para Empresas (Nanotecnologia) da FINEP, que levaram ao desenvolvimento de 8 produtos comerciais.<\/p>\n<p>Ao longo destes muitos anos, tivemos a participa\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias atividades relacionadas com a pol\u00edtica cient\u00edfica brasileira. Dentre elas destacamos: Coordenador dos CAs (Qu\u00edmica) do CNPq e Fapesp. Membro do Conselho Deliberativo do CNPq (2 mandatos) e do Conselho Consultivo da Nanotecnologia (MCTI\/SisNano) em todas as suas composi\u00e7\u00f5es. Atuamos, at\u00e9 o momento, como consultor para a \u00e1rea das nanotecnologias da Ag\u00eancia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Centro de Gest\u00e3o e Estudos Estrat\u00e9gicos (CGEE). Prestamos consultoria ao Conselho Estadual\u00a0de\u00a0Ci\u00eancia e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo para a \u00e1rea de nanotecnologia. Fazemos parte do <a href=\"http:\/\/www.apaesp.org.br\/instituto\/Paginas\/Conselho%20cient%C3%ADfico.aspx\">conselho cientifico da APAE de S\u00e3o Paulo<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: &#8211;\u00a0Deixe uma mensagem para nossos leitores que est\u00e3o iniciando suas carreiras de\u00a0 cientistas.<\/strong><\/p>\n<p>Oswaldo Luiz Alves: &#8211; Primeiramente, gostaria de dizer que a carreira cient\u00edfica \u00e9 fascinante, sobretudo nos tempos em que vivemos, onde as quebras de paradigmas ocorrem ami\u00fade. Outro aspecto, n\u00e3o menos fascinante, \u00e9 o conviver com a\u00a0<em>inter<\/em>,\u00a0<em>multi<\/em>\u00a0e\u00a0<em>trans<\/em>discipli<wbr>naridade que, ao mesmo tempo em que ampliam nossos conhecimentos apontam para nossas limita\u00e7\u00f5es. Nestas rela\u00e7\u00f5es fica claro que o conhecimento s\u00f3lido e aprofundado de conceitos, t\u00e9cnicas e ferramentas \u00e9 fundamental. Trata-se de um processo que passa por uma atitude de abertura e pela aquisi\u00e7\u00e3o de uma &#8220;l\u00edngua franca&#8221; que possibilitam a intera\u00e7\u00e3o de diferentes especialistas e\u00a0<em>expertises,<\/em>\u00a0na resolu\u00e7\u00e3o de problemas, muito bem identificados, de ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. Assim, sempre que poss\u00edvel, devemos procurar um equil\u00edbrio entre atitudes de pesquisa\u00a0<em>paper oriented<\/em>\u00a0e\u00a0<em>knowledge oriented<\/em>\u00a0e, sobretudo, n\u00e3o nos esquecermos de fazer uma segunda leitura de nossos resultados de pesquisa buscando, assim, examinar sua poss\u00edvel conex\u00e3o com as necessidades do cidad\u00e3o brasileiro e do desenvolvimento nacional.<\/wbr><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi nos clubes de ci\u00eancia da escola p\u00fablica e do bairro Perdizes, na cidade de S\u00e3o Paulo, que Oswaldo Luiz Alves\u00a0come\u00e7ou a se interessar por ci\u00eancia, durante a adolesc\u00eancia, fazendo experimentos de Qu\u00edmica e Biologia. 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