{"id":2266,"date":"2014-04-30T11:37:21","date_gmt":"2014-04-30T14:37:21","guid":{"rendered":"http:\/\/sbpmat.org.br\/?p=2266"},"modified":"2014-05-08T10:29:21","modified_gmt":"2014-05-08T13:29:21","slug":"gente-da-nossa-comunidade-entrevista-com-o-pesquisador-fernando-zawislak","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/gente-da-nossa-comunidade-entrevista-com-o-pesquisador-fernando-zawislak\/","title":{"rendered":"Gente da nossa comunidade: entrevista com o pesquisador Fernando Zawislak."},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_2268\" aria-describedby=\"caption-attachment-2268\" style=\"width: 408px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/fernando-zawislak.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2268 \" title=\"fernando zawislak\" src=\"http:\/\/sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/fernando-zawislak.jpg\" alt=\"\" width=\"408\" height=\"544\" srcset=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/fernando-zawislak.jpg 680w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/fernando-zawislak-224x300.jpg 224w\" sizes=\"(max-width: 408px) 100vw, 408px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2268\" class=\"wp-caption-text\">O professor Fernando Zawislak. Cr\u00e9dito: arquivo pessoal.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6168905373490043\" target=\"_blank\">Fernando Claudio Zawislak<\/a> nasceu em 1935 no munic\u00edpio ga\u00facho de Santa Rosa, numa fam\u00edlia de origem polonesa que morava no meio rural. Na d\u00e9cada de 1940, os pais de Fernando o enviaram a Porto Alegre junto com um de seus irm\u00e3os para estudar como alunos internos. Em 1952, a fam\u00edlia toda se mudou para a capital ga\u00facha, dando continuidade \u00e0 decis\u00e3o de priorizar a educa\u00e7\u00e3o dos filhos.<\/p>\n<p>Em 1958, Fernando Zawislak se formou em F\u00edsica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). De 1960 a 1961 fez est\u00e1gio no Laborat\u00f3rio Van de Graff da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) com os professores Oscar Sala e Ernst Hamburger. Ali teve os primeiros contatos com a pesquisa. Em seguida, retornou ao Instituto de F\u00edsica da UFRGS e iniciou e coordenou um grupo de pesquisa experimental na \u00e1rea de F\u00edsica Nuclear. Nesse campo, orientado pelo professor John D. Rogers, obteve o t\u00edtulo de doutor, aprovado &#8220;com louvor&#8221; em 1967, transformando-se no primeiro doutor em F\u00edsica formado pela UFRGS. De 1968 a 1970, fez p\u00f3s-doutorado no <em>California Institute of Technology<\/em> (Caltech), nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em 1979 passou a trabalhar no campo da implanta\u00e7\u00e3o i\u00f4nica e uso de t\u00e9cnicas de feixes de \u00edons para modifica\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de materiais. Com este objetivo foi pesquisador visitante por um ano no Laborat\u00f3rio de Implanta\u00e7\u00e3o I\u00f4nica de Orsay, da Universidade de Paris (Fran\u00e7a). Em 1981, fundou o <a href=\"http:\/\/implantador.if.ufrgs.br\/index.php\/P%C3%A1gina_principal\" target=\"_blank\">Laborat\u00f3rio de Implanta\u00e7\u00e3o I\u00f4nica<\/a> na UFRGS mediante a aquisi\u00e7\u00e3o de um acelerador de 400 kV. Em 1996 realizou a compra de um acelerador de 3 MV, o qual permitiu ampliar as atividades do laborat\u00f3rio para novos campos, como semicondutores, pol\u00edmeros, metais e ligas met\u00e1licas, entre outros. Coordenou o Laborat\u00f3rio de Implanta\u00e7\u00e3o I\u00f4nica desde a sua funda\u00e7\u00e3o at\u00e9 2009. Hoje, o laborat\u00f3rio \u00e9 o maior de seu tipo na Am\u00e9rica Latina, conta entre seus resultados com mais de 60 doutores formados e cerca de 1.000 artigos cient\u00edficos publicados, al\u00e9m de trabalhos desenvolvidos em colabora\u00e7\u00e3o com grupos do Brasil, Alemanha, Argentina, Austr\u00e1lia, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Fran\u00e7a e Nova Zel\u00e2ndia. Durante a d\u00e9cada de 1990, Zawislak participou no planejamento e na obten\u00e7\u00e3o de recursos do Centro de Microscopia Eletr\u00f4nica da UFRGS e da cria\u00e7\u00e3o do \u00a0de <a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/pgcimat\/\" target=\"_blank\">Programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia dos Materiais (PGCIMAT) da UFRGS<\/a>.<\/p>\n<p>Aposentou-se da UFRGS em 2005. \u00c9 Professor Em\u00e9rito da federal ga\u00facha, pesquisador n\u00edvel 1 A do CNPq, membro titular da Academia Brasileira de Ci\u00eancias e Comendador e Gr\u00e3-Cruz da Ordem Nacional do M\u00e9rito Cient\u00edfico. Durante sua carreira formou 14 doutores e 16 mestres, publicou mais de 160 artigos cient\u00edficos em revistas internacionais indexadas e foi chairman de, entre outras, duas das mais importantes confer\u00eancias internacionais da \u00e1rea de implanta\u00e7\u00e3o i\u00f4nica, a <em>Ion Beam Modification of Materials<\/em> (Canela, RS, 2000) e a <em>Radiation Effects in Insulators<\/em> (Gramado, RS, 2003), ambas realizadas pela primeira vez em pa\u00eds latino-americano.<\/p>\n<p>Segue uma breve entrevista com o pesquisador.<\/p>\n<p><em>Boletim da SBPMat: &#8211; Quais s\u00e3o, na sua pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o, as suas principais contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 Ci\u00eancia e Engenharia de Materiais? Conte-nos tamb\u00e9m o que o levou a realiz\u00e1-las.<\/em><\/p>\n<p><em><\/em>Fernando Zawislak: &#8211; Eu iniciei minha carreira cient\u00edfica trabalhando na \u00e1rea de F\u00edsica Nuclear Experimental. Inclusive, fiz doutorado nessa \u00e1rea. Em 1968 fui para Calif\u00f3rnia para fazer o p\u00f3s-doutorado no California Institute of Technology. L\u00e1, nesse instituto, estava se iniciando a \u00e1rea de Ci\u00eancia de Materiais, e, mais precisamente, a \u00e1rea de implanta\u00e7\u00e3o i\u00f4nica e an\u00e1lise por feixe de \u00edons. Os Estados Unidos tinham decidido investir fortemente na \u00e1rea de interdisciplinaridade, especialmente em Ci\u00eancia dos Materiais. L\u00e1 no Caltech eu n\u00e3o trabalhei em Materiais, mas acompanhei os trabalhos. E eu disse: \u201cSe eu tiver oportunidade, vou iniciar no Brasil essa \u00e1rea de implanta\u00e7\u00e3o i\u00f4nica e estudos de materiais por feixes de \u00edons\u201d.<\/p>\n<p>A Calif\u00f3rnia era um dos tr\u00eas ou quatro lugares do mundo onde estava iniciando a \u00e1rea de implanta\u00e7\u00e3o i\u00f4nica e an\u00e1lise de materiais. E eu ia nos semin\u00e1rios, apesar de estar trabalhando em outra \u00e1rea. Ent\u00e3o voltei ao Brasil em 1970, mas foi s\u00f3 em 1982 que consegui instalar o Laborat\u00f3rio de Implanta\u00e7\u00e3o I\u00f4nica. Foi uma mudan\u00e7a radical na minha vida, mas acho que isto \u00e9 importante: todo pesquisador deveria, se poss\u00edvel, mudar uma ou duas vezes de \u00e1rea durante sua carreira para ir sempre para uma \u00e1rea mais moderna. Eu estava trabalhando numa \u00e1rea mais antiga, onde estava dif\u00edcil publicar, e a implanta\u00e7\u00e3o i\u00f4nica estava come\u00e7ando, e at\u00e9 agora \u00e9 muito importante.<\/p>\n<p>Nessa \u00e1rea de Ci\u00eancia de Materiais, que iniciei em 1982 quando mudei de \u00e1rea, adquiri o primeiro implantador, e formei, nesses vinte e poucos anos, at\u00e9 a minha aposentadoria, muitos doutores e mestres, publiquei mais de cem trabalhos e desenvolvi estudos, basicamente na \u00e1rea de nanoestruturas de materiais e modifica\u00e7\u00e3o de materiais por feixes de \u00edons.<\/p>\n<p>Na verdade, eu estava interessado na interdisciplinaridade, e a \u00e1rea de Ci\u00eancia de Materiais \u00e9 evidentemente interdisciplinar. Essa interdisciplinaridade \u00e9 absolutamente necess\u00e1ria, como os Estados Unidos descobriram, fundando nessa \u00e9poca vinte centros interdisciplinares. Assim, no Brasil, quando eu voltei, comecei a lutar por essa interdisciplinaridade. Na verdade todo mundo era a favor, mas nem a universidade nem as ag\u00eancias de fomento apoiavam as \u00e1reas interdisciplinares. Existia um dom\u00ednio das disciplinas cl\u00e1ssicas. Cada departamento focava na sua \u00e1rea e, com o surgimento de novas \u00e1reas, as pessoas n\u00e3o queriam compartilhar, n\u00e3o queriam perder alunos, bolsas&#8230; Bom, mas lutamos bastante, e eu fui um dos que lutaram pela cria\u00e7\u00e3o da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia dos Materiais na UFRGS, junto com colegas da F\u00edsica, da Qu\u00edmica, da Engenharia. E conseguimos realizar.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, os frutos da minha atividade em Materiais foram, de um lado, o Laborat\u00f3rio de Implanta\u00e7\u00e3o I\u00f4nica e, por outro lado, a cria\u00e7\u00e3o da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia dos Materiais. Tamb\u00e9m tive uma a\u00e7\u00e3o muito intensa tentando convencer nas reuni\u00f5es cient\u00edficas de que era absolutamente essencial entrar na \u00e1rea interdisciplinar porque todos os grandes avan\u00e7os da pesquisa e da inova\u00e7\u00e3o s\u00e3o interdisciplinares.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, o Laborat\u00f3rio de Implanta\u00e7\u00e3o I\u00f4nica \u00e9 o maior da Am\u00e9rica Latina e \u00e9 similar em efici\u00eancia e equipamentos a muitos dos bons laborat\u00f3rios do mundo todo. O laborat\u00f3rio tem 25 doutores, sendo que sempre tem 21 ou 22 permanentes e 3 ou 4 p\u00f3s-doutores. Tem 30 alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, uma meia d\u00fazia de t\u00e9cnicos, mais os alunos de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica&#8230; Temos um total de mais de 50 pessoas no laborat\u00f3rio. Eu dirigi o laborat\u00f3rio at\u00e9 2010, quando fui substitu\u00eddo por um colega, um jovem, que \u00e9 o Pedro Grande.<\/p>\n<p>O curso de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia dos Materiais, eu acho que tamb\u00e9m est\u00e1 indo muito bem, mas ainda tem dificuldades. Eu cheguei a formar alunos do curso, mas agora estou aposentado.<\/p>\n<p><em>Boletim da SBPMat: &#8211; Quais s\u00e3o, na sua opini\u00e3o, os principais desafios atuais da \u00e1rea de implanta\u00e7\u00e3o i\u00f4nica com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Ci\u00eancia e Engenharia de Materiais?<\/em><\/p>\n<p><em><\/em>Fernando Zawislak: &#8211; Eu acho que o importante da implanta\u00e7\u00e3o i\u00f4nica \u00e9 que ela engloba v\u00e1rias \u00e1reas de pesquisa, come\u00e7ando pela F\u00edsica, Qu\u00edmica, v\u00e1rias Engenharias, Biologia, Gen\u00e9tica, Geologia, todos s\u00e3o campos onde a implanta\u00e7\u00e3o i\u00f4nica e, principalmente, a an\u00e1lise de materiais no acelerador, s\u00e3o importantes. N\u00f3s conseguimos medir quantidades muito pequenas de impurezas, por exemplo. De uns cinco anos para c\u00e1 n\u00f3s introduzimos microfeixes, que s\u00e3o feixes focalizados para o tamanho de um m\u00edcron. Esse feixe tem condi\u00e7\u00f5es de analisar microestruturas, incrusta\u00e7\u00f5es da Geologia ou da Microeletr\u00f4nica. Agora n\u00f3s temos dois aceleradores no laborat\u00f3rio, um menor, que \u00e9 o primeiro, e outro de 3 MV que foi adquirido no final de d\u00e9cada de 1990. As t\u00e9cnicas, como RBS, MEIS etc. medem, inclusive, as formas e tamanhos das nanopart\u00edculas. A gente, por um lado, implanta uma impureza numa matriz e, de acordo com a energia da implanta\u00e7\u00e3o e a temperatura, voc\u00ea faz nanopart\u00edculas desde 2 ou 3 nm at\u00e9 100 nm. Ent\u00e3o eu acho que o futuro e os desafios s\u00e3o muito grandes, e a t\u00e9cnica tem muita potencialidade em muitas \u00e1reas. Por exemplo, n\u00f3s estamos analisando o vinho do Rio Grande do Sul. Eu acho que o laborat\u00f3rio est\u00e1 indo muito bem. Eu me aposentei, mas, gra\u00e7as a Deus, fui bem substitu\u00eddo. O laborat\u00f3rio est\u00e1 indo at\u00e9 melhor do que quando eu era coordenador&#8230;<\/p>\n<p><em>Boletim da SBPMat: &#8211; Conte-nos quais s\u00e3o suas principais ocupa\u00e7\u00f5es atuais e seus projetos para o futuro.<\/em><\/p>\n<p><em><\/em>Fernando Zawislak: &#8211; Bom, no futuro eu n\u00e3o estou pensando muito. Eu estou aposentado faz dez anos, sou Professor Em\u00e9rito. Ainda tenho bolsa do CNPq, pois continuo publicando, mas agora a minha produtividade propriamente de pesquisa est\u00e1 diminuindo. Eu estou usando o meu tempo para ajudar os colegas mais jovens, participando de algumas sociedades, de alguns conselhos&#8230; Em fim, atividades para uma pessoa que j\u00e1 est\u00e1 na aposentadoria. Meu \u00faltimo aluno se formou no ano passado, doutor, e j\u00e1 n\u00e3o estou aceitando mais alunos, mas continuo ajudando se me pedem alguma coisa.<\/p>\n<p><em>Boletim da SBPMat: &#8211; Gostaria de deixar uma mensagem para nossos leitores que est\u00e3o iniciando suas carreiras de cientistas?<\/em><\/p>\n<p><em><\/em>Eu acho que o importante para o pesquisador \u00e9 escolher a carreira numa \u00e1rea que ele goste. Como professor, muitos colegas me perguntam: \u201cQue carreira deve meu filho seguir?\u201d. Eu costumo responder: \u201cQualquer uma, desde que ele goste. Todas s\u00e3o boas\u201d.<\/p>\n<p>Eu tamb\u00e9m acho que os jovens agora n\u00e3o devem fazer um curso de gradua\u00e7\u00e3o muito afunilado numa \u00e1rea s\u00f3. Acho que devem ficar com a mente aberta para a interdisciplinaridade, colaborar com outros colegas, eventualmente cursar disciplinas em outras \u00e1reas. Para mim, isso \u00e9 muito importante, porque ficar muito focalizado numa \u00e1rea tem um espectro muito restrito: vai acabar sendo professor na universidade. E acho que a expectativa do Brasil \u00e9 que os jovens saiam da universidade e criem ind\u00fastrias, inova\u00e7\u00e3o etc.<\/p>\n<p>Pen\u00faltimo conselho: escolha um orientador atualizado em campo moderno de trabalho.<\/p>\n<p>E o \u00faltimo \u00e9: tem que ser empreendedor. Isso \u00e9 o que falta. No Brasil discute-se muito essa quest\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria com a universidade, mas n\u00e3o adianta, n\u00e3o se pode transformar um industrial \u201cvelho\u201d que ficou rico fazendo parafusos, e convenc\u00ea-lo de que tem que contratar doutores e fazer um laborat\u00f3rio de pesquisa. S\u00e3o os jovens os que t\u00eam que iniciar isso. Nos resultados das nossas universidades, alguns sucessos de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica foram feitos por alunos que saem do doutorado e at\u00e9 da gradua\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, como se faz um jovem empreendedor? Tem que procurar fazer est\u00e1gios, na ind\u00fastria, se poss\u00edvel, e, eventualmente, ir para um pa\u00eds onde exista essa cultura do empreendedor, como, por exemplo, os Estados Unidos, a Alemanha, a Coreia, o Jap\u00e3o. Aqui no Brasil, os qu\u00edmicos s\u00e3o mais empreendedores do que os f\u00edsicos, algumas \u00e1reas da Engenharia tamb\u00e9m, mas ainda falta, e isso \u00e9 extremamente importante. Seria importante conscientizar o jovem de que ele pode sair da universidade e ir para um novo campo para inovar tecnologicamente.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernando Claudio Zawislak nasceu em 1935 no munic\u00edpio ga\u00facho de Santa Rosa, numa fam\u00edlia de origem polonesa que morava no meio rural. 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