{"id":10158,"date":"2023-02-23T10:29:07","date_gmt":"2023-02-23T13:29:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/?p=10158"},"modified":"2023-02-28T19:57:12","modified_gmt":"2023-02-28T22:57:12","slug":"10158-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/pt\/10158-2\/","title":{"rendered":"Mulheres na ci\u00eancia: Entrevista com a presidente da SBPMat, M\u00f4nica Alonso Cotta."},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_10168\" aria-describedby=\"caption-attachment-10168\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/monica.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10168\" src=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/monica.png\" alt=\"Profa. M\u00f4nica Cotta no evento anual da SBPMat de 2022.\" width=\"400\" height=\"239\" srcset=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/monica.png 400w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/monica-300x179.png 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10168\" class=\"wp-caption-text\">Profa. M\u00f4nica Cotta no evento anual da SBPMat de 2022.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n<p>A paix\u00e3o pela ci\u00eancia falou mais alto quando, em 1981, <strong><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7756929349089648\" target=\"_blank\">M\u00f4nica Alonso Cotta<\/a>\u00a0<\/strong>escolheu a gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica da Unicamp mesmo sem conhecer diretamente mulheres que atuassem na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Mais tarde, no mestrado e no doutorado, tamb\u00e9m realizados na Unicamp, ela optou por temas de F\u00edsica aplicada porque queria que seu trabalho tivesse o maior impacto poss\u00edvel na qualidade de vida das pessoas. Essa escolha, que lhe valeu cr\u00edticas de f\u00edsicos que consideravam a ci\u00eancia aplicada inferior \u00e0 fundamental, colocou a jovem cientista no caminho da pesquisa interdisciplinar.<\/p>\n<p>O caminho se consolidou no p\u00f3s-doutorado, realizado no Departamento de Ci\u00eancia de Materiais dos <em>AT&amp;T Bell Laboratories<\/em>, onde a pesquisadora trabalhou junto a f\u00edsicos, qu\u00edmicos e engenheiros no desafio de desenvolver a tecnologia <em>wireless<\/em>.<\/p>\n<p>Hoje, aos quase 60 anos de idade, M\u00f4nica Cotta faz parte do pequeno grupo de mulheres que chegaram ao topo da carreira e ocupam cargos de gest\u00e3o no meio acad\u00eamico. Desde 2020, ela \u00e9 presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat), uma entidade multi e interdisciplinar na sua ess\u00eancia. Desde 2021, ela \u00e9 diretora do Instituto de F\u00edsica Gleb Wataghin (Unicamp), a sua <em>alma mater<\/em>, que \u00e9 um dos principais centros de pesquisa, ensino e extens\u00e3o em F\u00edsica do pa\u00eds. Em ambas as institui\u00e7\u00f5es, cabe a M\u00f4nica um lugar hist\u00f3rico: o da primeira mulher a ocupar o cargo mais alto. Al\u00e9m disso, ela \u00e9 professora titular da Unicamp, editora executiva da revista <em>ACS Applied Nano Materials<\/em> e bolsista de produtividade 1C do CNPq, onde coordena o Comit\u00ea de Assessoramento na \u00e1rea de F\u00edsica e Astronomia.<\/p>\n<p>Quem trabalha com M\u00f4nica Cotta sabe que, na sua atua\u00e7\u00e3o cotidiana, continuam sempre presentes a busca por melhorar a vida das pessoas por meio da ci\u00eancia e a preocupa\u00e7\u00e3o por garantir equidade de g\u00eanero no meio cient\u00edfico.<\/p>\n<p>No m\u00eas em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ci\u00eancia, convidamos a professora M\u00f4nica a falar um pouco sobre ser mulher e cientista. Confira!<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: Como foi para voc\u00ea ser uma menina e mais tarde uma mulher na ci\u00eancia? Compartilhe conosco algumas lembran\u00e7as sobre as particularidades e dificuldades de ser mulher e cientista.<\/strong><\/p>\n<p><strong>M\u00f4nica Cotta:<\/strong> Eu costumo dizer aos estudantes que j\u00e1 sou muito velha, e muito do que vivi felizmente j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o presente na atualidade. Lembro de ser uma menina \u2018nerd\u2019, apesar desse termo n\u00e3o existir naquela \u00e9poca. Gostava de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, tecnologia (o que estava ao meu alcance &#8211; achava o m\u00e1ximo a caixa registradora do supermercado, rsrs, pois computadores pessoais s\u00f3 apareceram quando eu entrei na universidade), idolatrava Jacques Costeau (queria fazer oceanografia, mas era bem dif\u00edcil no Brasil) e por a\u00ed afora. Por tudo isso, eu me lembro de n\u00e3o encaixar em nenhum estere\u00f3tipo feminino daquela \u00e9poca, e isso teve um custo emocional bem grande. Mas meus pais sempre me apoiaram nos estudos. Sou campineira, e para chegar mais pr\u00f3ximo da tecnologia poss\u00edvel na minha situa\u00e7\u00e3o, cursei col\u00e9gio t\u00e9cnico em processamento de dados e depois entrei na Unicamp em f\u00edsica e computa\u00e7\u00e3o. Acabei optando por f\u00edsica, porque ci\u00eancia sempre foi minha paix\u00e3o. S\u00f3 que eu gostava de f\u00edsica aplicada, pois sempre quis fazer ci\u00eancia que pudesse se tornar uma ferramenta para o bem estar social\u2026 Isso acabou tornando meu percurso bem \u2018acidentado\u2019, com um mestrado em f\u00edsica biom\u00e9dica e doutorado em ci\u00eancia de materiais. Se isso me tornou uma \u2018n\u00e3o-f\u00edsica\u2019 para muitos de meus colegas, tamb\u00e9m me deu uma experi\u00eancia muito grande com o trabalho interdisciplinar e como \u2018conversar\u2019 com diferentes \u00e1reas. No fundo, o que era uma \u2018desvantagem\u2019 acabou virando um grande patrim\u00f4nio, pois ao longo da carreira tive chance de interagir e aprender com cientistas de muitas \u00e1reas diferentes. Isso foi fundamental quando, na \u00faltima d\u00e9cada, resolvi voltar \u00e0s origens e trabalhar na interface com biologia, utilizando o conhecimento em materiais. Mas, de forma geral, ainda sinto que vivo duas vidas, pois parte de minha fam\u00edlia at\u00e9 hoje n\u00e3o tem muita ideia do que eu realmente fa\u00e7o. Nunca consegui transmitir minha paix\u00e3o por ci\u00eancia para meus pais e irm\u00e3. O marido cientista acabou sendo a melhor op\u00e7\u00e3o, pois ele entendia quando eu queria ficar no lab na sexta \u00e0 noite, ou finais de semana. Meus dois filhos entendem que t\u00eam uma m\u00e3e &#8216;workaholic&#8217; porque ela ama o que faz\u2026 E minha filha est\u00e1 seguindo caminho similar, pois faz doutorado em neuroci\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: Na sua percep\u00e7\u00e3o, o que mudou para as meninas e mulheres pesquisadoras desde a \u00e9poca em que voc\u00ea era estudante e o que teria que mudar ainda?<\/strong><\/p>\n<p><strong>M\u00f4nica Cotta:<\/strong> Felizmente muita coisa mudou, de forma geral\u2026 a come\u00e7ar pelo tipo de ambiente em que vivemos, proporcionado pela tecnologia. Hoje, jovens podem aprender ci\u00eancia com os (bons) canais de YouTube ou cursos online. E o papel da mulher foi ampliado nas \u00faltimas d\u00e9cadas, pelo menos para parte de nossa sociedade. Hoje, uma garota querer fazer f\u00edsica pode at\u00e9 gerar estranheza, por\u00e9m n\u00e3o a incredulidade e o desconforto que enfrentei em meus dias.<\/p>\n<p>Mas sabemos que parte de nossa sociedade ainda n\u00e3o pensa assim. Infelizmente ainda existe muito machismo e misoginia em nosso meio, confirmados pelas tr\u00e1gicas estat\u00edsticas de viol\u00eancia sexual e feminic\u00eddios. E mulheres ainda enfrentam barreiras di\u00e1rias na luta por equidade, inclusive na vida profissional. Por isso, precisamos continuar lutando por educa\u00e7\u00e3o e igualdade de condi\u00e7\u00f5es sociais, para todos e todas.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: De acordo com a sua experi\u00eancia, quais medidas podem ser efetivas para combater a desigualdade de g\u00eanero nas ICTs, nos grupos de pesquisa, nos eventos cient\u00edficos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>M\u00f4nica Cotta:<\/strong> Em primeiro lugar, precisamos falar das desigualdades e aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre microagress\u00f5es, vi\u00e9s inconsciente etc. para que estejamos alertas e preparadas para combater essas situa\u00e7\u00f5es no dia-a-dia, e evitar que elas, aos poucos, destruam a autoestima das garotas. Outra medida \u00e9 sempre se preocupar em manter a representatividade das mulheres em todos os espa\u00e7os, seja como plenaristas em eventos cient\u00edficos ou em postos de gest\u00e3o. Al\u00e9m disso, crit\u00e9rios de equidade precisam ser incorporados nos editais de financiamento, nas avalia\u00e7\u00f5es de produtividade, pois sabemos como a maternidade impacta a carreira das mulheres, que tamb\u00e9m em geral s\u00e3o as \u2018cuidadoras\u2019 em caso de doen\u00e7as ou pessoas idosas na fam\u00edlia. Por outro lado, essas lutas devem ser de toda a comunidade, e n\u00e3o s\u00f3 de mulheres. Homens podem e devem ser nossos aliados.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: Por que \u00e9 importante que haja meninas e mulheres na ci\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>M\u00f4nica Cotta:<\/strong> Talento n\u00e3o escolhe g\u00eanero, e de forma geral n\u00e3o faz sentido a ci\u00eancia prescindir dos talentos de metade da humanidade!! Por\u00e9m, ci\u00eancia de qualidade necessita de novas ideias, e ideias v\u00eam tamb\u00e9m de nossas experi\u00eancias pessoais, n\u00e3o s\u00f3 de conhecimentos adquiridos na escola ou na universidade. Eu sempre me lembro de um exemplo dado pela Beverly Hartline, uma professora americana que promove as quest\u00f5es de g\u00eanero em ci\u00eancia e na f\u00edsica em particular. Ela usa o exemplo dos banheiros em <em>shopping centers<\/em>. Em geral, eles s\u00e3o parecidos em <em>layout<\/em>, por\u00e9m o tempo de uso \u00e9 bem diferente para homens e mulheres. Consequentemente, h\u00e1 sempre uma fila imensa nos banheiros femininos, que n\u00e3o ocorre nos banheiros masculinos. Ent\u00e3o quem desenhou esses banheiros \u2013 provavelmente um homem \u2013 n\u00e3o pensou nesse detalhe\u2026 Hoje temos o banheiro fam\u00edlia, que ajuda muito m\u00e3es com filhos e pais com filhas que estejam passeando por l\u00e1. Eu me lembro de ter ouvido reclama\u00e7\u00f5es de mulheres porque entrava com meu filho de 4 &#8211; 5 anos no banheiro feminino, porque ele sempre foi alto e elas achavam que ele \u2018era muito velho\u2019 para entrar comigo. Enfim, algo inc\u00f4modo e simples de resolver, mas que levou d\u00e9cadas para ser considerado\u2026. Por isso a diversidade de olhares, advindos das experi\u00eancias de cada um &#8211; e g\u00eanero \u00e9 s\u00f3 um dos componentes na nossa &#8216;bagagem pessoal&#8217; &#8211; s\u00e3o imprescind\u00edveis para ci\u00eancia de qualidade e disruptiva, que tamb\u00e9m ajude a encontrar solu\u00e7\u00f5es para os problemas mais complexos de nossa sociedade.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: O que a carreira cient\u00edfica lhe trouxe de bom, de dif\u00edcil, de novo, de inesperado na sua hist\u00f3ria de vida at\u00e9 o momento?<\/strong><\/p>\n<p><strong>M\u00f4nica Cotta:<\/strong> Trouxe muitas coisas boas, como o contato com os estudantes, que para mim \u00e9 fundamental. Nada d\u00e1 mais prazer do que ver o crescimento pessoal e o amadurecimento profissional que a pesquisa cient\u00edfica pode proporcionar, mesmo fora da academia. Sempre digo que m\u00e9todo cient\u00edfico serve para tudo, at\u00e9 para analisar situa\u00e7\u00f5es da vida da gente, rsrs. Mas destaco o que mais me marcou. Infelizmente, em minha fam\u00edlia, tivemos v\u00e1rios problemas de sa\u00fade complicados, e uma forma de controlar minha ansiedade nessas situa\u00e7\u00f5es era estudar tudo que podia sobre o assunto, o que inclusive me ajudou a encontrar solu\u00e7\u00f5es naqueles momentos. E para isso, a forma\u00e7\u00e3o interdisciplinar foi novamente minha salva\u00e7\u00e3o! Um m\u00e9dico certa vez pediu minhas fontes para passar aos alunos dele, pois disse que minhas perguntas eram muito dif\u00edceis de responder, rsrs.<\/p>\n<p><strong>Boletim da SBPMat: Deixe algumas palavras para as pesquisadoras da nossa comunidade, em especial, as mais novas, que est\u00e3o passando por dificuldades ligadas \u00e0 desigualdade de g\u00eanero.<\/strong><\/p>\n<p><strong>M\u00f4nica Cotta:<\/strong> Temos que ser realistas e lembrar que dificuldades sempre existir\u00e3o, e as de g\u00eanero entre elas. Por\u00e9m juntas somos mais fortes. Procure sempre aliados\/as entre seus colegas, identifique quem tem os mesmos valores e disposi\u00e7\u00e3o para enfrentar essas barreiras. O mesmo vale para institui\u00e7\u00f5es &#8211; como aqui na Unicamp, onde temos a Diretoria Executiva de Direitos Humanos e nela, a comiss\u00e3o de g\u00eanero e sexualidade (da qual fa\u00e7o parte por acreditar nisso!). Use todos os apoios poss\u00edveis, assim como apoie suas colegas, pois sempre tudo se torna mais dif\u00edcil quando estamos sozinhas.<\/p>\n<p><figure id=\"attachment_10171\" aria-describedby=\"caption-attachment-10171\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/fotos-monica-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10171\" src=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/fotos-monica-1.png\" alt=\"A cientista em alguns bons momentos do dia-a-dia: encontro de docentes mulheres do IFGW (2018), participa\u00e7\u00e3o no UNICAMP de Portas Abertas de 2018, confraterniza\u00e7\u00e3o do grupo de pesquisa em 2018, palestra em evento de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do IFGW uma semana antes de a UNICAMP fechar por causa da pandemia, e viagem com a fam\u00edlia em 2010.\" width=\"900\" height=\"132\" srcset=\"https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/fotos-monica-1.png 900w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/fotos-monica-1-300x44.png 300w, https:\/\/www.sbpmat.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/fotos-monica-1-768x113.png 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10171\" class=\"wp-caption-text\">A cientista em alguns bons momentos do dia-a-dia: encontro de docentes mulheres do IFGW (2018), participa\u00e7\u00e3o no Unicamp de Portas Abertas de 2018, confraterniza\u00e7\u00e3o do grupo de pesquisa em 2018, palestra em evento de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do IFGW uma semana antes de a Unicamp fechar por causa da pandemia, e viagem com a fam\u00edlia em 2010.<\/figcaption><\/figure><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A paix\u00e3o pela ci\u00eancia falou mais alto quando, em 1981, M\u00f4nica Alonso Cotta\u00a0escolheu a gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica da Unicamp mesmo sem conhecer diretamente mulheres que atuassem na \u00e1rea. 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